Apocalipse - A Era Dos Mortos
20 Capítulo 20 - Amo você
Notas iniciais
Bom o último capitulo mais suave, eu acho, espero que gostem.
Pov – Mary
Desde que Daryl arrombou minha porta e me salvou muitas coisas boas aconteceram comigo, fiz amigos, me apaixonei e virei a namorada de Daryl Dixon, algo que passei anos sonhando, nem acredito, ele me quer aqui com ele e de algum jeito eu acho que ele gosta de mim.
Não acho que me ama nem nada assim, eu sei que sou uma garota meio problemática e que ele nunca ficaria realmente apaixonado, mas ele gosta de mim, cuida e me protege, e me beijou de um jeito tão especial que tive vontade de dizer as palavras, mas é claro que sou covarde demais para isso.
Mas não acontecem só coisas boas e Beth tentar se matar realmente foi muito triste, e ver Andrea e Maggie brigando me deixou com o coração partido, não é época para isso.
Daryl ficou triste quando disse que já pensei em me matar, mas isso foi antes dele, antes de ter uma vida, agora tudo que eu quero é viver.
−No que está pensando? Ele me trás de volta a realidade, estamos caminhando para o acampamento para saber como foi largar o garoto na estrada.
−Que quero viver!
Ele pretendia me dizer alguma coisa, mas então assistimos Rick abrir o porta-malas e lá estava o garoto ainda amarrado, Rick e Shane pareciam bem machucados.
−Maldição! Daryl resmunga.
−Foi uma confusão! Rick anuncia – Zumbis para todo lado, Shane preso num ônibus! Ele tenta explicar, não explica porque trocou socos com Shane, mas não acho que alguém vá perguntar – Amanhã vamos descobrir quem é esse garoto onde está o grupo e então decidimos o que fazer com ele.
Daryl está visivelmente irritado e ajuda Rick a levar o garoto para o celeiro, estamos de novo no mesmo lugar eu me dou conta, o mesmo problema, o que fazer com o garoto.
−Carol, como você está? Eu não tinha visto ela durante todo dia e ela parecia tão abatida, minha pergunta parece irritá-la, ela me olha cheia de raiva.
−Até você? Ele me diz com um ar ofendido – Não preciso da sua pena, principalmente a sua! Ela me dá as costas, droga aquilo me magoou, eu respiro fundo tentando me impedir de chorar, Lori se aproxima de mim.
−Dê um desconto a ela! Me pede e só consigo afirmar com a cabeça – No fundo nenhum de nós pode sequer imaginar como é passar pelo que ela passou! Eu só concordo e caminho para o varal dos horrores, melhor esperar Daryl lá, toda vez que nos reunimos algo dá errado, uma droga.
Nosso fogo ainda estava aceso e eu estava mexendo na brasa com uma madeira quando ele volta.
−O que está fazendo aqui sozinha? Ele está mesmo furioso, eu fico olhando para ele sem saber o que responder – Já disse que não é para ficar assim sozinha, e se uma merda de um zumbi aparece aqui?
−Eu...
−Precisa me ajudar a cuidar de você, ao menos você, já que o xerife é incapaz de fazer qualquer coisa que vá contra a porra dos seus princípios!
Quero ser adulta e rebater suas palavras, mostrar que sou forte e capaz, que tenho uma arma e posso me defender, mas ao invés disso eu simplesmente desabo em lágrimas.
−Sinto muito! Eu consigo dizer e não parece nada adulto da minha parte, mas esqueci que ele grita ás vezes, que esse é o jeito dele e que eu bem que mereci já que o desobedeci – Não vou mais fazer isso.
Eu mal consigo responder de tanto que choro e nessas horas fico achando que aquele nó na garganta que me acompanhava antes de Daryl aparecer na minha vida era muito melhor, não consigo olhar para ele porque não quero vê-lo bravo assim comigo, mas então ele estava me abraçando e acabo escondendo o rosto no seu peito e deixando as lágrimas livres.
−Não estou gritando com você! Ele me diz – Parece que sim, mas não é, só não posso nem pensar que algo pode te acontecer, não chore!
−Eu mereci! Ele pediu para não ficar sozinha e desobedeci.
−Não! Ele me aperta – Não mereceu, nem eu nem ninguém pode maltratar você Mary, não pode deixar isso acontecer, tem que se defender, tinha que se defender da Carol também a Lori falou que ela foi grossa com você e por isso não me esperou, acho que isso me irritou.
−Está tudo bem, ela está triste, e você só queria me proteger.
−Não faça isso! Ele me pede, me faz olhar para ele – Não arrume desculpas para os outros, como se maltratar você fosse aceitável, não é!
Quero acreditar nele, mas acho difícil ainda e então ele me beija e esqueço de tudo.
Ficamos nos beijando ali perto da fogueira e depois quando começa a ficar frio ele me leva para dentro da barraca, foi um dia bem difícil, Beth, o prisioneiro, Carol e mesmo assim agora que estou ali com ele tudo parece tão bom, tão certo.
−Mary nós precisamos descobrir quem é esse garoto e Rick, ele não vai fazer o que é preciso para tirar dele essa informação.
−Mas você vai! Eu sei do que ele está falando, e sei também que ele não está pensando nele, mas no resto do grupo, nas mulheres, no Carl, não vou ficar aqui discursando sobre se é certo ou errado, nem mesmo tenho uma opinião sobre isso.
−Preciso! Ele me diz, eu me aconchego mais perto dele, gosto dos seus braços, de estar ali – Pode entender isso, separar as coisas?
−Posso, eu sei que está fazendo isso por todos nós, é fácil apenas criticar, mas é você que está na frente quando zumbis aparecem, quando corremos riscos.
−Amanhã você fica no acampamento enquanto faço o que tenho que fazer.
−Prometo! Eu não queria que ele tivesse que fazer isso, porque sei que ele é bom e acha errado maltratar alguém, mas não posso deixar ele sozinho nessa hora, preciso mostrar que posso ficar do lado dele em qualquer decisão que ele tomar porque ele nunca faz nada pensando só nele, e faz mais por todos que qualquer outro.
Daryl fica mais carinhoso a cada dia e hoje acho que está arrependido de ter gritado comigo, é o tempo todo gentil, me beija, me faz carinho, e desde ontem tem alguma coisa diferente nele, no jeito que ele me olha, parece que quer me dizer alguma coisa, fico com um pouco de medo de ser algo ruim, mas então ele me beija e decido não pensar nisso, na verdade nem consigo pensar em coisa alguma.
Daryl faz questão de me levar até a porta de Beth, antes de ir falar com o garoto, se é que se pode chamar assim.
Beth está deitada, sorri quando me vê e Patricia aproveita para fazer seu trabalho.
−Como está? Eu pergunto me sentando na cama.
−Ainda viva! Ela me diz e isso me deixa triste – Desculpe, foi uma tentativa de fazer uma piada, estou bem, me recuperando, nem preciso ficar aqui, mas estou meio envergonhada de como me comportei.
−O importante é que ainda está aqui! Ela aperta minha mão, eu me mantenho firme, vou me acostumar com isso – Estou feliz que não pensa mais em acabar com tudo.
−Pensei no meu pai, na Maggie, na Patrícia, nas pessoas que gosto e sofreriam.
−Nem quero pensar em uma coisa como essa!
−Você é uma boa amiga! Ela abre um grande sorriso e correspondo, me lembro que nunca sorria até Daryl começar a cuidar de mim.
−Você também! Ficamos conversando um pouco, ela me conta da infância na fazenda, das brigas com Maggie do pai e do namorado Jimmy, eu não sei se ela o ama, seus olhos não brilham quando fala dele, mas acho que talvez seja só porque eu estou tão apaixonada que acho que só eu sinto isso.
−Mas e você e o seu namorado?
−Amo o Daryl! Eu conto a ela – Muito!
−E ele te ama também?
−Eu não penso nisso Beth, só quero ficar com ele.
−Ele nunca disse como se sente?
−Ele quer ficar comigo, quer eu seja a namorada dele e isso me deixa feliz, mas ele não fica falando de amor.
−Mas você bem que queria ouvir não é uma declaração de amor! Beth estava brincando comigo, e acho que isso já era bom.
−Acho que se ele me fizesse uma declaração de amor, nossa acho... para Beth, nem posso imaginar isso! Eu nunca vou ouvir algo assim de ninguém então não quero ficar sonhando, sonhos fazem a gente ficar iludida e fraca.
Maggie entra no quarto, sorri para nós duas, e se senta.
−Vamos passear um pouco? Ela chama e Beth concorda, eu as deixo se arrumando e sigo para o acampamento, quero esperar Daryl voltar.
Pov – Daryl
−Eu já disse tudo! O idiota geme apavorado, mas não quer falar, não vai sair daqui vivo se não abrir a boca, eu tenho Mary, ninguém vai colocar ela em risco.
−Você não disse nada! Grito depois de mais um soco, pego minha faca – Quer ficar com uma escara, vai acabar tendo que amputar.
−Eu não sei de nada! Ele geme, o rosto ferido, só penso em proteger Mary, por isso estou aqui, ele geme sentindo a faca entrar na ferida.
−Quantos! Grito
−Trinta caras!
−Onde?
−Cada dia num lugar! Ele começa a se entregar, contar tudo, sobre o grupo e como se comportam, das armas e que foi deixado para trás, mas quero saber tudo, enfio mais a faca e depois me afasto.
−Seus amigos atiraram nos meu, vamos vai me dizer que é inocente?
−Sou, achei que teria mais chances com eles, mas uma noite saímos só os homens, achamos um acampamento, um homem com duas filhas, muito nova e bonitas, adolescentes – Mary, só consigo pensar em Mary, nunca mais vai acontecer com ela, eu realmente poderia matar aquele infeliz acho que meu olhar diz isso – Eles fizeram o pai delas assistir tudo, nem sequer mataram ele depois, deixaram ele lá!
Eu já ouvi o suficiente, minha revolta me deixa cego e eu chuto a perna ferida arrebento aquela cara de inocente que nunca me convenceu, não vou deixar esses caras virem até aqui, Mary não vai passar por algo assim, não de novo, desconto toda minha fúria naquele idiota, ignoro seus gritos de inocente e depois eu o deixo.
Minhas mãos estão machucadas, ele apanhou por todos os safados do mundo, e tenho certeza que mereceu isso, esse mundo não pertence mais aos seres humanos.
Mary está no acampamento reunida com o grupo, quando me aproximo ficam todos de pé esperando para ouvir o que consegui do prisioneiro.
−O rapazinho lá tem uma gangue, uns trinta caras, com artilharia pesada e não estão para fazer amigos – Não quero assustar Mary, já basta minha mão toda arrebentada para dar a ela uma ideia do que aconteceu, nem sei se ainda vai ficar perto de mim depois disso, mas não vou minimizar nada, todos precisam saber com o que estamos lidando – Se vierem para cá os homens vão morrer e as mulheres vão preferir estarem mortas! Eu sei o quanto isso atinge Mary, posso ver pelo seu olhar.
−O que você fez? Carol me pergunta com um olhar de crítica que não me importa nem um pouco.
−Bati um papinho com ele! Ela que entenda como quiser, Mary se afasta, segue para casa de Hershel se não estivessem todos a minha volta eu teria corrido atrás dela, sabia que ela não entenderia, que fugiria com medo de mim, me sinto um idiota, um monstro, fiz por ela, mas Mary não entendeu, não gosto de ficar sem ela, amo Mary e me arrependo de não ter dito.
−Ninguém chega perto desse cara! Rick pede muito tenso.
−Rick o que você vai fazer? Lori pergunta, mas já não me importo mais, Mary me deixou.
−Não temos escolha ele é uma ameaça, eu faço isso, quando escurecer! Rick avisa e simplesmente os deixo debatendo sobre o que é melhor para eles, não me importo, não mais, ainda vou cuidar dela, ainda vou protege-la mesmo que seja a distância, mas não tenho como me explicar ou negar o que fiz, ela sabia que eu faria, tomei o cuidado de avisar a ela.
Me sento no tronco de árvore diante da fogueira agora apagada, será que ela vem pegar as coisas dela ou vai pedir a Maggie que faça isso, será que me ouviria se me explicasse, talvez ela se arrepende depois e volte, não porque voltaria, se pode ficar com aquelas pessoas, se pode ter um teto se passou uma vida cercada de violência e tudo que consigo mostrar a ela é mais violência, mas então eu a vejo caminhando para o acampamento, trazia algo nas mãos.
−Peguei isso com o Hershel! Ela me diz com aquele sorriso doce dela, fico paralisado sem entender o que afinal está acontecendo, ela se senta do meu lado, pega minha mão machucada e coloca no colo, eu achei que Mary tinha me deixado, fugido assustada – Acho que vai arder um pouco! Ela me diz molhando algodão com iodo – Mas eu posso assoprar se arder! Ela sorri e então começa a limpar a ferida, assoprava como se estivesse tratando um garotinho de joelhos ralados, já fui um garotinho de joelhos ralados, mas ninguém fez nada sobre isso, ela trata cada nó dos meus dedos, com toda suavidade de Mary, eu fico olhando para ela, me perguntando se isso está mesmo acontecendo se mereço todo esse cuidado depois de achar que ela tinha me deixado.
−O Dale e a Carol, eu sei que parece que estão criticando você, mas acho que é apenas por que se preocupam, são bons, e é mais fácil quando se pode só criticar sem realmente ter que fazer nada! Ela não está só cuidando de mim, está preocupada com meus sentimentos se estou magoado com os olhares de Carol e Dale.
−Eu amo você! Simplesmente digo, não pensei em dizer, apenas disse, ela para imediatamente o que está fazendo, seus olhos me procuram, perplexo, agora que já disse preciso fazer ela acreditar – Amo você!
−Você me ama? Ela pergunta, está chorando, não queria fazer ela chorar, eu afirmo que sim com a cabeça, agora acho que estou um tanto confuso nunca disse essas palavras, nenhuma vez saíram da minha boca.
−Eu descobri ontem, eu...
−Quando me beijava? Ela me pergunta por entre as suas lágrimas – Me ama? Ela volta a perguntar – Quer dizer, de verdade, mesmo eu sendo...
−Perfeita! Não deixo que se diminua – Eu já sentia, mas não tinha nome, e ontem eu entendi, eu te amo Mary.
−Eu... Eu não sabia, quer dizer, eu queria... Sonhava, não eu nunca pensei que um dia... Eu amo você, mais que tudo... mas nunca pensei – Mary me ama, Mary acaba de dizer que me ama, no meio de sua confusão, de suas lágrimas, Mary também me ama – Eu queria isso antes de me salvar e quis muito mais depois, mas achava que nunca...
−O que disse Mary? Será que ela disse mesmo, Mary e seus olhos dourados, ela me ama?
−O que eu disse, não sei eu... – Ela chorava – Não queria estar chorando, mas não consigo...
−Você disse que me ama? Preciso ouvir, agora que ela disse eu preciso ouvir de novo, ouvir os lábios doces de Mary dizendo mais uma vez que me ama.
−Eu amo você! Ela declara – Muito, sei disso a muito tempo, mas nunca disse porque fiquei com medo de você rir de mim, me achar uma boba sonhadora, eu amo você!
−Nunca pensaria isso! Eu a puxo para mim, nem sei porque estamos tão longe um do outro, envolvo Mary em meus braços ela ainda chora, mas seus olhos estão sorrindo, eu beijo minha garota, ele corresponde completamente – É minha garota, eu te amo e nunca pensei que um dia diria isso!
−Sou sua garota, eu te amo e nunca pensei que ouviria isso! Beijo Mary de novo, ela se aperta a mim, suas lágrimas vão sumindo, a cada beijo que trocamos.
Mary está no meu colo, não sei como veio parar aqui, mas é onde está, estamos no meio da manhã e mesmo distantes de todos qualquer um pode nos ver, então eu a afasto um pouco, isso está ficando mais e mais intenso e preciso me controlar, ainda é Mary e sei que tudo isso é novo para ela, de algum modo é novo para mim também.
−Quando foi para casa do Hershel eu achei que estava me deixando! Conto para ela.
−Eu deixando você? Ela se espanta – Eu nunca poderia, fiquei preocupada com seus machucados, fui pedir remédio, mas quando voltei não estava mais lá, ficou bravo?
−Bravo não é a palavra! Eu volto a beijar Mary.
−Podemos namorar lá na barraca? Ela está corada, fico um minuto sem reação, mas depois eu a carrego para dentro e nos deitamos, beijo Mary mais uma vez.
−Tão linda! Ela me olhava – Quer dizer, uma bruxa!
−Mesmo assim você me ama?
−Amo! Puxa é bom dizer isso, não fico me achando idiota e nem nada, gosto de dizer, principalmente agora que ela corresponde.
−Nunca vai me machucar não é? Ela pergunta, tão frágil, minha rosa cherokee.
−Não, eu nunca vou te machucar.
−Daryl, quero que faça amor comigo! Ela disse todas as palavras, fico olhando para ela, não parece estar com medo, seu olhar é suave, confiante.
Beijo Mary, um beijo de verdade, como nunca dei antes, vasculhando cada parte de sua boca, ela corresponde, me lembro das coisas que Mary gosta e podemos começar por elas, beijo se pescoço, mordo seu lábio de leve, ela se deixava levar, me tocava, meus lábios vão descendo por seu corpo tiro sua blusa sou gentil, o tempo todo, só quero mostrar a ela que pode ser bom e suave, ela fica tímida.
−Posso parar a qualquer momento, é só dizer! Ela me olhava emocionada, me envolve deixando claro que me quer e eu me deixo levar, quero saborear cada parte dela, passear por sua pele, sua respiração descompassa assim como a minha, ela está arfante e volto a beijá-la. As roupas vão sendo abandonadas, ela está bem, não foge, não se assusta, me deseja e acho que agora compreende isso.
−Eu te amo! Ela me diz os olhos fixos no meu – Não sei como corresponder! Ela admite quando estamos nus.
−Já está fazendo isso! Ela pode pensar o que quiser, mas para mim essa é sua primeira vez, Mary nunca pertenceu a mais ninguém – É isso que quer, tem certeza?
−Não estou com medo! Ela me confessa – Quero ser sua! E então sei que está pronta, pego o preservativo, Mary está tímida, mas não com medo, posso perceber isso, ela é carinhosa, gosto disso, de suas mãos leves, seu toque suave e ainda tímido, das descobertas e do que isso causa nela.
−Eu te amo! Eu digo antes de invadir seu corpo, quero que ela entenda e ela fecha os olhos, se entrega, relaxa e se deixa levar.
−Daryl! Ela diz meu nome num sussurro, os olhos estão cheios de lagrimas que escorrem por seu rosto, eu a beijo.
Não me preocupo comigo, quero fazer Mary feliz, mostrar a ela como é estar com alguém que quer estar, espero por ela e só me entrego quando sinto que Mary está pronta e é perfeito.
Quando me deito trago ela comigo, ela fica em meus braços, silenciosa.
−Machuquei você? Pergunto preocupado.
−Não! Ela me diz baixinho, fico fazendo um carinho leve em suas costas, ainda estamos no meio da manhã, já surrei um homem, confessei meus sentimentos pela primeira vez na vida e acabo de fazer amor com Mary, não sei o que mais pode acontecer hoje.
−Porque está chorando? Eu pergunto um tanto preocupado, me viro para poder olhar para ela.
−Você ainda está aqui e fiquei emocionada, achei que depois ia se afastar, mas está pertinho de mim ainda, estou emocionada.
−Fico tonto cada vez que faz algo assim! Eu conto a ela depois de lhe roubar um beijo – Não quero ir a lugar nenhum, quero ficar aqui com a minha garota, na verdade temos que sair daqui, mas não quero, eu te amo.
−Ninguém lá fora sabe quem é você! Ela me diz para meu espanto – Eles nem imaginam como é gentil e especial.
−Sshiu! Brinco com ela – Não conte a ninguém, eles tem que pensar que sou um cara mal, se não nem os zumbis vão me respeitar.
−Os zumbis não te respeitam! Ela ri – E vou guardar seu segredo, não quero mesmo que as outras mulheres saibam que é assim especial.
−Por que é ciumenta?
−É, e você ouviu toda minha conversa, não só um pouquinho!
−Não ouvi qual foi sua resposta quando Maggie perguntou se me amava!
−Eu disse que sim! Ela me conta, mas agora eu já sei disso, agora só preciso cuidar para que nunca deixe de me amar, por que isso também é novidade para mim.
Notas finais
Espero que gostem.
Fale com o autor