Apocalipse

15 Outro Dia Monótono


Notas iniciais
Heeey Yooo!! Leitores, Leitoras... Ai que linda eu... Postei do dia e hora certos... xD Não tenho muita coisa pra dizer, só quero agradecer a senhorita Elza Seduçaun pela recomendação MUITO OBRIGADA SUA LINDA ♥ ♥ ♥ ♥ Deixou meu dia melhor ♥ ♥ ♥ Tá no S2 e.e Então, sem mais enrolação... — Boa Leitura! ~May ♥

Certa vez, uma jovem garota, cujos cabelos negros eram tão lindos e tão longos, que lhe caíam como uma capa preta brilhante, seus olhos cor-de-mel transmitiam tranquilidade, segurança e bondade, sua voz era doce e suave, como se tudo o que dissesse pudesse tomar vida. Porém, quem a visse de longe, logo imaginava que era só mais um rosto bonito em meio a pessoas comuns. Mas não.

Essa garota guardava consigo um segredo mortal, ela foi mordida por um lobisomem e agora carregava consigo essa maldição, no qual ela teria que suportar por toda a eternidade ver as pessoas que ama partirem, pois ela não envelhecia...

Logo a loucura tomou conta de sua mente, ela já não conseguia mais controlar os seus poderes, e a pressão de ter outro lobo, cujos cabelos eram negros como a escuridão de uma floresta a noite, tentando roubar seu patente só piorava as coisas.

Não demorou para ela cair em uma profunda depressão. Após lutar até a morte com seu rival a loucura já tinha chego ao seu ápice, ela não poderia mais suportar o fato de sua melhor amiga estar internada em um hospital por sua causa e quase ter matado seu amado namorado.

Então, a garota tomou uma decisão fatal, escalou o mais alto penhasco, ficando frente à frente com uma fenda profunda, na qual a escuridão era mais densa, mesmo que o sol estivesse a pino. Ali seria o seu túmulo.
Ignorando todas as súplicas de seu namorado e seu amigo, ela abriu os braços e...

Lizzie parou e ficou encarando a parede. Seus telespectadores já estavam na ponta do sofá, ansiando pela continuação da história, nenhum dos três jovens ali presentes ousava dizer uma palavra sequer, mal se atreviam a respirar, se isso fosse atrapalhar a contadora.

A ruiva olhou para baixo e percebeu que Ellie já havia dormido, ela sorriu e passou a mão em seus cabelos.

— E... — Nick disse impaciente.

— Só lendo o livro pra vocês saberem... — abriu-se um largo sorriso nos labios de Lizzie.

— Aahhhh! Qual é? Todo esse suspense pra mandar a gente ler o livro?! — Josh reclamou. — Que custa contar?

— Aí perderia toda a graça! A história é bem mais complexa e bem mais extensa do que isso.

Lizzie pegou Ellie no colo e levou-a para a cama, cobriu-a e fechou a porta do quarto. A chuva parecia estar mais fortela fora, o som do trovão estava mais alto. Ela voltou para a sala, sentou no sofá e pegou Aika no colo, acariciando seus pelos.

— Ah, conta aí! — dessa vez foi Alice quem pediu.

— Talvez um dia... Mas não hoje. A propósito, está ficando tarde, vocês vão passar a noite aqui? — Lizzie perguntou.

— Mas nossa casa é aqui na frente... — disse Nick.

— Ah, se não for nenhum incômodo, ficaremos sim... — Alice disse sorrindo.

— Ok... Você pode ficar no meu quarto, Alice.

A loira assentiu com a cabeça e se levantou, junto com Lizzie. O grupo começou a se mexer, Josh foi para seu quarto, Alice ficou na cama de Lizzie, a beliche de cima, e a ruiva pegou cobertas e travesseiros para ela e Nick. Os dois ficaram na sala.

Lizzie estava deitada em um sofá, com a collie, ela estava quase dormindo, porém, o rapaz ainda estava intrigado com a história.

— Li... Ta dormindo?

— Uhum...

— Me conta o final da história?

— Se eu contar, você me deixa dormir? — ela virou-se para ele.

— Deixo. — ele sorriu.

Lizzie respirou fundo e fechou os olhos.

Ela se jogou na fenda. Seu namorado não pôde fazer nada a respeito, ele estava impossibilitado de usar seus poderes de controlar o tempo, tudo que lhe restou a fazer foi ver sua amada cair e ser engolida pela densa escuridão.

— E fim! — ela se encolheu e cobriu-se até a cabeça com a coberta.

— Aaaahh, Lizziiie, eu sei que tem mais coisa, por que não quer me contar?

— Porque vai perder a graça...

*** *** *** *** ***

26 de Maio P. A.

Já faz uma semana que comecei a ajudar no canil e na biblioteca, não tenho tido muito tempo para escrever, mas como hoje é meu dia de folga resolvi atualizar o diário...
Passei bastante tempo com a Íris nesses últimos dias, ela é uma pessoa boa, gentil e atenciosa. Gosto da companhia dela, vejo ela como uma amiga.

Na biblioteca, recebemos a colaboração de muitas pessoas, diariamente recebemos uma média de 5 a 10 livros. Além disso, crianças vão lá para estudar, aprender a ler e a escrever... Um tipo de escola. Eu tenho sido de grande ajuda para Dona Isabel, geralmente eu faço as coisas que ela já não tem a capacidade de fazer, como arrumar todos os livros em ordem alfabética, aqueles que ficam no alto. Ela já é idosa, não pode ficar fazendo tanto esforço.

Lizzie guardou seu diário na mochila e jogou-se da beliche de cima, aterrissando no chão. Ela estava sozinha no apartamento, Josh foi para a loja de antiguidades e Ellie deveria estar na biblioteca, estudando.

— O que quer fazer hoje? — ela perguntou para a collie.

Aika levantou e foi para a sala, a ruiva a seguiu. A collie parou em frente a porta e olhou para Lizzie.

— Ok, vamos sair.

Aika saiu em disparada pelo corredor, seguindo para as escadas. A garota trancou a porta e tomou rumo às escadas, calmamente.

Do lado de fora, Lizzie começou a caminhar na direção no portão do Norte. O dia parecia estar movimentado, as pessoas pareciam animadas e conversavam sobre algo em específico, mas a ruiva não entendia o motivo de tanta animação.

Ela chegou ao estábulo para ver como estava seu cavalo, quando percebeu um garoto no alto da muralha. Lizzie ficou intrigada, o que um garoto tão jovem estaria fazendo ali?

— Lizzie! — um rapaz moreno a chamou.

— Thomas? Ela virou-se.

— Eu mesmo. Você deve estar de folga hoje, mas chegou uma caixa cheia de livros, achei que você seria a melhor pessoa para o serviço, se não estiver ocupada, é claro...

— Ah, eu estou livre hoje. — ela sorriu.

— Se puder me acompanhar...

Ele seguiu até o um estacionamento coberto, o lugar se assemelhava muito com um salão, embora não apresentasse muito capricho, não tinha janelas, apenas uma enorme "porta" para a entrada e saída dos carros e muitas vagas já ocupadas, mas o local ainda tinha bastante espaço.

Thomas entrou em uma cabine que tinha próximo da entrada. Lizzie ficou esperando do lado de fora, observou um pouco o estacionamento e depois voltou seu olhar para fora, no alto da muralha. Agora ela podia ver o garoto melhor, era um pouco gordinho, parecia que tinha cortado seu cabelo com uma faca, pois estava repicado e uma parte maior que a outra, ele carregava um rifle.

— Quem é o moleque? — ela perguntou.

— O gordinho? É um aprendiz...

— Aprendiz? — ela repetiu.

— Sim. O Alex achou melhor começar a treinar os jovens para tarefas como essa. Você é uma boa atiradora, talvez ele peça pra você ajudar nessa tarefa.

— Entendo...

Thomas saiu da cabine com uma caixa de papelão.

— Ela está pesada... — o moreno começou — É melhor segurar em baixo, para não abrir no caminho...

Ela assentiu com a cabeça e fez o que lhe foi aconselhado. Ela voltou para o estábulo, celou seu cavalo e dividiu o peso dos livros igualmente nas duas bolsas que tinha na cela, uma de cada lado do cavalo. Lizzie montou no cavalo e já estava pronta para ir ao Sul.

— Obrigada, Thomas.

Ele fez um movimento com seu boné e ela saiu.

A ruiva gostava de correr com o cavalo, desse modo, ela o fazia ir rápido, mas sem forçar muito. Ela gostava da sensação do vento fresco balançando seu cabelo.

Logo chegaram à biblioteca. Lizzie amarrou o cavalo sob a sombra de uma árvore e adentrou na biblioteca com Aika.

— Bom dia, Dona Isabel! — a garota sorriu.

— Bom dia, querida... — ela disse tristemente.

— Há algo errado? — ela colocou os livros no balcão.

— Ah, minha jovem... O meu filho saiu na semana passada com o sr. Thompson, mas ele não retornou... — ela suspirou de tristeza.

— Eu acho que não o conheço... — ela coçou a nuca.

— É um homem com cabelos quase branco, ele tem um olho azul e o outro cor-de-mel...

Lizzie engoliu em seco. Só poderia ser o homem que queria matar seu pai.

— Ele deve ter se perdido... — a garota tentou tranqüilizá-la.

— Não Lizzie, todos que vão com o Thompson nunca retornaram...

Ela ponderou por alguns instantes e pegou a pilha de livros outra vez. As estantes estavam com livros, embora ainda parecesse vazio. A ruiva começou a colocar os livros no lugar, mas sua mente estava cheia de dúvidas, o que teria acontecido? A resposta mais óbvia seria a morte, mas por quê?

Seus pensamentos foram interrompidos por um tumulto, vozes de crianças ecoaram pela biblioteca, embora ela ainda não entendesse do que se tratava, ela seguiu o som até as mesas. Um grupo de crianças estava ali, porém, um garoto tomou um livro da mão de uma garota e não queria devolver, ameaçando rasgá-lo.

— Hey você — ela disse em tom severo — Devolva o livro.

O garoto parou e olhou para ela.

— E quem é você pra me impedir? — ele respondeu em tom de deboche. — Eu sou malandro.

Lizzie estreitou os olhos e foi até ele rapidamente, tomou o livro e jogou-o sobre a mesa, o garoto ficou assustado.

— Quem você pensa que é pra-

A garota pegou-o pela nuca e bateu sua cabeça com força na mesa, ela apoiou o cotovelo nas costas do rapaz e começou a fazer pressão, de modo que ele mão conseguisse levantar.

— Você é malandro? — ela falou em seu ouvido — E eu sou a rainha de Inglaterra... Depois que você passar uma noite sozinha fora da cidade você vem conversar como um homem de verdade comigo, seu pirralho de merda!

O rapaz engoliu em seco. Ela o levantou e jogou-o contra uma estante, chegando bem perto de seu ouvido, em tom persuasivo:

— Depois que você passar o inverno inteiro lá fora, vivendo de tudo o que encontrar, ou ter matado pelo menos 5 homens, você vem discutir comigo.

Lizzie se afastou e o olhou friamente. O garoto estava apavorado e sem reação.

— Vaza daqui moleque! — ela fez um sinal com a cabeça.

O rapaz correu na direção da saída, as outras crianças estavam congeladas, olhando para a ruiva. Ela simplesmente olhou-as e voltou para a recepção.

— Tudo arrumado, Dona Isabel. — ela sorriu.

A idosa assentiu com a cabeça e a ruiva saiu.

A garota já estava indo na direção do cavalo, quando alguém chamou sua atenção, ela se virou e viu Íris correndo em sua direção.

— Lizzie!! — a garota chegou e se apoiou na árvore, estava ofegante.

— Olá, Íris. — a ruiva sorriu.

— Olá... — ela se recompôs e respirou fundo. — Você soube?

— Do que?

— Da festa do Solstício.

— Não. Que isso?

— É uma festa que celebra o início no verão.

— Ah, eu não sabia...

— Vai ser no mês que vem, você vai, né?

— Acho que sim...

— Então, te espero lá. — Íris sorriu e correu de volta para o canil.

Lizzie ficou olhando-a se afastar. Botou seus pensamentos em ordem e desamarrou o cavalo, tomando rumo de volta ao norte.

*** *** *** *** ***

Depois do almoço, Lizzie passeava pela cidade, entrou em algumas lojas para ver o que ofereciam e acabou encontrando Olívia em uma loja de roupas. Ela pensou em sair assim que viu a tia, mas ela queria respostas.

A garota se aproximou furtivamente da mulher e postou-se atrás dela:

— Você emagreceu... — ela começou — Você estava mais gorda há quatro anos atrás...

— Pois é, as pessoas mudam com o tempo, você é um ótimo exemplo. — Olívia lançou-lhe um olhar hostil e tomou rumo na direção da saída.

Lizzie a segurou pelo braço.

— Me solte! — a mulher exigiu.

— Eu quero respostas! — disse a ruiva, em tom de frieza.

— Respostas? — Olívia soltou-se bruscamente. — Eu acho que você sabe até demais!

— Por que você me odeia? — a ruiva foi direta.

— Talvez porque você matou o meu marido?! — a mulher virou-se e começou a andar outra vez.

— Eu sei que não é isso! — Lizzie puxou-a pela gola da camisa. — Desde que eu fui morar contigo eu vi que tinha algo mais, eu vi o ódio em seus olhos, o que aconteceu? Você me adorava...

Olívia virou-se e estreitou os olhos.

— Sua mãe me disse que você fez coisas horríveis...

— Minha mãe? — ela perguntou confusa — O que ela sabe sobre mim?

— Ela sabia de coisas... Me disse para tomar cuidado, que seu pai havia te influenciado negativamente... Que você seria capaz de qualquer coisa, que havia se voltado contra ela durante o julgamento de Oliver...

— Ah, ela disse isso? — a jovem estreitou os olhos — Por um lado ela tem razão, eu me voltei contra ela sim, pois eu sou justa! O que ela fez com meu pai... — ela começou a balançar a cabeça em desaprovação.

— Que seja, isso não importa mais.

— E minha irmã?

— Sua irmã? Sua mãe me mandava cartas com fotos e cartões postais. A meu ver ela largou o seu pai e foi com aquele homem rico e bonito...

— Como vocês são patéticas... — Lizzie tomou rumo à saída da loja.

"Como minha mãe era ridícula... Mas não tenho tempo para ela agora, preciso de respostas sobre outro assunto..." Lizzie pensou consigo mesma.

Notas finais
- Eu entendi essa referencia aí... ~Chrystin Sim, gata, eu fiz uma referencia da sua história, mas nem todos entenderam... (e nem vão entender, porque talvez eu nunca escreva esse capítulo, talvez eu publique um livro com essa ideia...) Mas para os poucos que pegaram essa referencia de uma outra história minha, aqui pra vocês ^3^ Vejamos aqui... Alguma ideia do que o Thompson faz com as pessoas que acompanham ele para fora da cidade? e.e E se eu dissesse que a Lizzie vai acompanhar ele? e.e Quando eu revelar qual a filhadaputagem suprema dele vocês vão querer explodir o Thompson, a Olívia (sim, ela ta no meio disso tudo...) e eu .-. Preparem seus hearts e.e Então, segunda-feira começa a minhas aulas (e talvez a de vocês também)... Olha a minha cara de feliz -.-' Eu já vou começar a escrever o próximo capítulo e agendar para sexta-feira, assim eu tenho tempo de assistir Game of Thrones e me organizar pra segunda :3 - Alguém vai fazer aniversárioooo... ~Alice - Quem? ~Lizzie Não seeeeeei... Quem será? -Kissus ~May