Apocalipse

31 Encontrei Você!


Notas iniciais
Hey yoo!! Leitoras, Leitores... Antes de mais nada gostaria de agradecer a garota doidinha, a entendedora das referências Contadora Anônima pela recomendação :3 MUITO OBRIGADA, SUA LINDA!! TÁ NO KOKORO ♥ ♥ ♥ Foi graças à você que chegamos aos 100 comentários :3 Bem, bem, 104 comentários no momento, certo? Sabe o que isso significa? Exato, eu vou responder às 2 perguntas com spoilers nos comentários. Mas também, há uns capítulos atrás eu tinha dito que fiz um poema da fanfic, e disse também que se chegasse aos 100 comentários até o final eu postaria como um bônus assim que a fanfic acabasse... É, eu vou ter que postar agora, não é mesmo? -q (já tinha até esquecido, cof cof) Então seus lindo :3 Eu queria papear mais, só que eu vou deixar vocês leram o capítulo =^^= Porque eu sou legal =^^= Mas antes, puxa uma aba aí e poe essa música - só pra ficar mais dahora mesmo https://www.youtube.com/watch?v=_M5StfcM4tA Apaixonada pela voz dessa cara -q — Boa Leitura! ~May ♥

— Lizzie... — Lilian sussurrou, quando a ruiva estava quase dormindo. — Eu não consigo dormir...

— Como não? A noite está perfeita pra isso... Fica ouvindo a chuva que daqui a pouco você dorme. — ela respondeu, ainda de olhos fechados.

Meses tinham se passado, agora era verão, e uma forte chuva caía lá fora. No período de tempo entre inverno e verão, o relacionamento de Oliver e Katellyn só piorou, até chegar ao ponto de um divórcio. O pai ficou com as duas meninas, enquanto a mãe jurou "justiça", dizendo que tiraria tudo dele... E conseguiu, levando mais da metade da casa junto, mas ainda não estava satisfeita.

— Mas... Eu não consigo... Posso dormir com você? — a morena insistiu.

— Dorme... Desde que você fique quieta.

Lilian saiu de sua cama e logo se enfiou debaixo das cobertas da irmã, que estava na cama ao lado. Não demorou muito para adormecerem.

Era como se não tivesse dormido nada, ainda que a ruiva estivesse em um de seus sonhos turbulentos, no qual não poderia se lembrar. Começou a ouvir vozes chamando por sua irmã e logo começou a sentir frio. Arriscou-se a abrir os olhos, vendo a figura de uma mulher ruiva.

— Mãe...? — Lizzie indagou, ainda não entendendo nada.

— Vamos logo, Lilian! Sua irmã acordou! — disse Katellyn, puxando a menina que estava perto da porta, com uma mochila nas mãos.

Com um sobressalto, Lizzie atirou as cobertas pra algum canto e pulou da cama, saltou por cima da cama da irmã e quase escorregou ao chegar na porta, vendo que as duas já chegavam à porta. Correu para o quarto do pai e começou a chacoalhá-lo.

— Pai! Pai! Levanta! A mãe tá levando a Lilian!! — ela disse em desespero, chacoalhando-o com força. Recebeu apenas um baixo "Uhum" como resposta, então subiu na cama e o chutou dela. — LEVANTA PAI!! A MÃE TÁ LEVANDO A LILIAN!!

Vendo que Oliver entendeu o que dissera, voltou a correr outra vez, escorregando pelo corrimão e indo na direção da porta, sem calçar sapato algum ou pegar um guarda-chuva. Na frente da casa havia um carro parado, no qual Katellyn tentava ligá-lo, desesperadamente. Com as meias já molhadas, permitiu-se derrapar nas pedras que levava à entrada, mas quando finalmente alcançou a rua, o carro deu partida.

Ainda insistiu em correr atrás do carro, mas este ganhava mais velocidade. Já vendo que estava arfando com as pernas bambas, parou de correr e ficou observando o carro se distanciar.

— Pote que caiu! — ela exclamou um de seus palavrões censurados e bateu o pé numa poça de água. Um carro preto parou ao seu lado.

— Entra. — disse seu pai. Ela entrou e cruzou os braços. — Pra que lado ela foi?

— Esquerda.

Secou o rosto na manga encharcada da blusa de seu pijama, que já estava colado ao corpo, e foi ajudando o pai a seguir o carro, no meio do trânsito matutino, até finalmente perdê-lo de vista.

— Mas que baralho!! — a menina exclamou com raiva. — A culpa é sua!! Eu falei pra pegar a chave dela, mas você não me ouviu!! E agora ela... Ela levou... — ela começou a chorar e soluçar.

— Calma, nós vamos encontrar o carro. — disse Oliver.

Rondaram por mais algum tempo, até finalmente desistir. Voltaram para casa. Enquanto Oliver ligava para a polícia, a menina andava em círculos, rodeando a mesa de centro da sala, quase vazia, enquanto apertava com força a barra do short molhado e chorava, agora sem emitir nenhum som.

Ao terminar o telefonema, Oliver a abraçou e acariciou seus cabelos molhados.

— Não se preocupe, nós vamos encontrá-la... — disse ele.

*** *** *** ***

06 de Dezembro de 04 P.A.
Estamos quase chegando a NY, creio que demoramos mais que o necessário, pois tivemos que fazer diversas pausas pra procurar água e comida, além da neve também... Mas sempre mantemos o ritmo.
Mal posso esperar pra chegarmos logo, o Nick ta me enlouquecendo! Ele não cala a boca! Dá vontade de enterrar ele na neve!!
Consegui falar com o Vincent ontem, ele disse que tá bem e os dois pequenos também. Ele está vindo para NY também, para não ter um desencontro.

A ruiva já estava prestes a guardar o diário, quando Nick o puxou de suas mãos.

— Vamos ver o que tem aqui... — disse ele, começando a folhear o caderno.

— ME DÁ ESSA MERDA!! — ela vociferou, levantando e correndo atrás dele.

Rindo, o rapaz se pôs a correr também, fugindo dela. Quando estava bem próximo, ela tomou um impulso maior, se jogando nas costas de Nick, fazendo ambos caírem na neve. Ele ainda estava rindo, quando a ruiva tirou o caderno de suas mãos e sentou em suas costas.

— Engraçadinho... — disse a garota, já rindo também.

— Você se irrita muito fácil. — ele comentou, fitando-a pelo canto dos olhos, ainda sorrindo.

Lizzie levantou e deu meia volta, indo na direção de onde sua mochila estava jogada, debaixo de uma pequena árvore. Nick levantou e tirou a neve do corpo, seguindo-a silenciosamente. Sem dizer nada, ele a pegou no colo e começou a caminhar.

— Me solta! — ela reclamou, sem poder segurar o riso.

— Soltar? Ok... — ele ameaçou jogá-la na neve, e desatou a rir vendo que a ruiva se assustou.

— Idiota! Me põe no chão! — ela reclamou outra vez e o rapaz colocou-a no chão, bem devagar.

— Você é tão levinha... — ele comentou com um sorriso de canto. Ela sorriu e lhe mostrou o dedo do meio gentilmente.

— Ta cheio das piadinhas hoje, né? Depois leva um tiro e não sabe o porquê...

Ele riu outra vez e sentou na neve, observando-a guardar o caderno na mochila. Lizzie voltou a olhá-lo e sorriu:

— Sabe que dia é amanhã? — ela indagou.

— Não. Que dia é amanhã?

— Amanhã completa um ano que eu te aturo...

Ele arqueou uma sobrancelha e sorriu.

— Eu sou tão importante na sua vida que você até guardou o dia que a gente se conheceu... — ele comentou em tom convencido, fazendo a garota rir alto.

— Até parece... — ela sorriu. — É que amanhã é o meu aniversário...

— Hum... Bom saber... Vou procurar uma cartela de ovos depois que você dormir...

— Pra quê? — ela arqueou uma sobrancelha.

— Pra jogar em você.

— Ah tá, vai nessa! — ela levantou e tirou a neve da roupa, jogando a mochila sobre os ombros. — Vamos parar de jogar conversa fora, estamos quase chegando à Nova York. Acho que chegamos lá ainda hoje.

Nick assentiu e levantou também. Montaram em seus cavalos e seguiram viagem em silêncio. Passaram-se apenas dez minutos, até que o rapaz voltasse a falar outra vez.

— Já contei pra você que uma vez eu ganhei um campeonato de vídeo-game? — ele indagou, quebrando o silêncio.

— Já contou, Nick. — ela respondeu. "Lá vamos nós outra vez..." pensou consigo mesma e revirou os olhos.

— Sério? — ele arqueou uma sobrancelha e sorriu, enquanto a fitava. — Então acho que não tenho mais nada pra contar... — o rapaz fez uma pausa, que foi o tempo suficiente para a ruiva agradecer por ele finalmente se calar, mas logo voltou a falar. — E por que você não me conta da sua vida? Uma vez você me disse que tinha uma irmã...

— Eu disse? Sério? — ela riu. — Ok... Se for o suficiente pra você calar a boca, eu conto. Eu tinha uma irmã gêmea chamada Lilian. Pronto, contei.

Fazendo o cavalo andar mais rápido, a garota tomou uma distancia segura, já se preparando para a chuva de perguntas que Nick faria em seguida. O rapaz apressou o passo e a alcançou.

— Uma gêmea?! Tá me zoando, né? — ele indagou animado.

— Bem que eu queria, mas não. Eu tinha uma irmã gêmea, mas nós éramos bem diferentes, enquanto eu sou ruiva, a Lilian tinha cabelo preto e cacheado, ela era mais menininha e eu era um moleque. — ela soltou uma risadinha e suspirou. — Não tinha como confundir.

Logo viram-se adentrar em um mar de arranha-céus, chegando à Nova York. A ruiva olhou para o céu, tentando ver o final dos prédios, mas seus olhos começaram a doer, ao fitar o céu claro daquela tarde. Os prédios altos quase não deixavam a luz do sol passar, projetando extensas sombras na rua. Alguns infectados perambulavam na neve, por entre um mar de carros abandonados e cobertos pela neve.

— Então? — ela indagou. — Quer ir atrás do David?

— Não, tá ficando escuro já... Seria melhor irmos pra minha casa. — Nick respondeu, fazendo o cavalo seguir por ruas mais vazias.

Lizzie concordou e começou a segui-lo. O silêncio finalmente reinou entre os dois, tudo que ouviam era o som das patas dos cavalos afundando na neve e os grunhidos dos infectados que passavam por ali. Para a ruiva, todas as ruas que passavam eram exatamente iguais, com todos aqueles prédios altos e carros por toda parte, mas ela preferiu não dizer nada a respeito, pelo fato do rapaz conhecer melhor a cidade.

Passaram-se mais quinze minutos, até que o rapaz parasse em frente a um prédio alto. Nick desceu do cavalo e foi na direção da porta de entrada, olhando através do vidro empoeirado. Voltou ao cavalo e pegou o arco e algumas flechas, abriu a porta devagar e disparou uma flecha enquanto entrava, já preparando outra. A garota desceu do cavalo, com o facão em mãos e adentrou em seguida, mas desistiu de agir, vendo que o rapaz parecia se divertir brincando de Robin Hood.

Arrastaram os corpos dos infectados para fora e trouxeram os cavalos para dentro, deixando-os no imenso hall de entrada. Ainda em silêncio, foram para as escadas e começaram a subir em ritmo moderado. Havia alguns corpos nas escadas e bastante sangue coagulado, em todo andar tinham infectados, mas a quantidade foi diminuindo à medida que alcançavam os andares superiores.

Chegando enfim ao 11° andar, já arfando, Nick se aproximou de uma das poucas portas que ainda estavam fechadas naquele andar e agachou na frente da mesma, remexendo a mochila. Lizzie ainda cravou o facão na cabeça de um infectado que surgiu de um dos apartamentos que tinham a porta aberta, antes de escorar na parede e passar a observar o rapaz.

— O que está fazendo? — ela indagou, vendo que Nick já tinha tirado quase tudo de dentro da mochila.

— Procurando a chave... — ele respondeu, sem desviar a atenção do que estava fazendo.

"Eu achava que era a única pessoa que guardava a chave de casa na mochila, depois desse caos..." ela ponderou consigo mesma. Após encontrar, o rapaz entregou a chave para a ruiva e guardou tudo de volta, pra depois abrir a porta e entrar, junto com a garota.

Era um apartamento simples, e um tanto espaçoso, bem decorado e com a mobília perfeitamente colocada. Nick fechou a porta e jogou sua mochila no chão. Lizzie ainda estava fitando os quadros nas paredes, e a collie, que seguia junta com a ruiva, adentrou farejando a casa. O rapaz foi até a cozinha e começou a mexer nos armários.

— Então, moça, o que está achando de Nova York? — indagou Nick, tirando algumas garrafas de vinho do armário e olhando os rótulos.

— Olha, eu acho que estamos em um labirinto... — ela respondeu, o fazendo rir.

— Servida, madame? — ele indagou, mostrando a garrafa de vinho.

— Eu não bebo, Nick... — ela respondeu sorrindo, enquanto deixava a mochila próxima à do rapaz, sentando no braço do sofá em seguida.

— Mas é bom pra esquentar... — ele insistiu, enquanto procurava uma taça.

— Eu continuo não bebendo! — a ruiva rebateu e jogou-se no sofá, fechando os olhos e relaxando.

Nick encheu a taça e se aproximou, fitando-a de cima. Tomou um gole, fazendo uma careta e chacoalhando a cabeça, e depois voltou a falar:

— Amanhã é seu aniversário, certo? — ele a observou abrir um dos olhos e assentir que sim e tomou outro gole. — Então, em comemoração pela morte do David, nós brindaremos com vinho, já que você faz dezoito aninhos amanhã. E como presente eu te deixo em paz pelo resto do dia, se você tomar pelo menos uma taça. O que acha?

Ela fechou o olho e sorriu, ponderando a respeito. Seria apenas um brinde, embora estivesse quebrando sua promessa, porém valeria a pena se pudesse ouvir o doce som do silêncio pelo resto do dia. Suspirou e abriu os olhos.

— Só uma taça. — ela respondeu.

Nick sorriu e terminou de beber seu vinho.

— Vamos descansar então, amanhã será um ótimo dia! — disse o rapaz, levantando a taça vazia. A ruiva riu e depois voltou a relaxar no sofá.

*** *** *** ***

— Certeza que é aqui? — a ruiva indagou, tentando ver o fim do gigantesco prédio.

Finalmente amanheceu, a dupla mal conseguiu dormir por causa da inquietação, sabendo que David estava tão próximo. A neve caía em grossos flocos, rapidamente, apagando as pegadas que deixavam no caminho. De fato o local onde o homem de olhos divergentes se escondia ficava próximo do prédio que Nick morava, então seguiram a pé, deixando Aika no apartamento.

— É o que está escrito... — ele respondeu.

Entraram em absoluto silêncio e seguiram pelas escadas, sem a mínima pressa. As escritas no papel indicavam que David estaria no último andar. O coração do rapaz pulsava cada vez mais alto a medida que iam chegando no último andar, a ansiedade de ver sua irmã era grande, e o medo de que pudesse ser tarde demais o fazia tremer. Já Lizzie parecia estar determinada à por um fim em tudo aquilo, o sangue começava a correr mais rápido em suas veias, a adrenalina fazia o coração pulsar mais rápido, e um calor percorria seu corpo.

Já não havia mais escadas para continuarem, e a única porta os convidava a entrar. A ruiva, que seguia na frente, parou com a mão na maçaneta e suspirou, olhou para o rapaz atrás de si, confiante, e com um esboço de sorriso de canto, os olhos brilhavam em expectativa. Nick retribuiu o sorriso e, com um aceno positivo de cabeça, permitindo que a garota abrisse a porta.

Com cautela, ela girou a maçaneta com certa delicadeza e abriu a porta, revelando um hall de entrada, com outra porta diante da saída do elevador e dois corredores que levavam para outros lados. Sem hesitar, a ruiva foi até a outra porta e a abriu do mesmo jeito, extremamente devagar. O cômodo que encontraram era uma espécie de sala de espera, com janelas que se estendiam do chão ao teto, sofás espaçosos nos cantos e vistosos quadros expostos nas paredes.

Do outro lado da sala, Alice estava exposta na parede, cabisbaixa, com os pulsos presos por uma grossa corda suja, de modo que a loira não conseguisse tocar o chão com seus pés nus. Vestia apenas suas roupas íntimas, deixando visíveis as marcas de pancadas, mordidas e cortes espalhados pelo corpo. Nick ficou totalmente sem reação ao ver aquela cena, era como estar em um pesadelo real.

David estava sentado em uma cadeira, próximo da garota, em uma das mãos segurava uma garrafa de vodka. Ao vê-los, empalideceu, levantando com um impulso e soltando a garrafa, fazendo-a se espatifar no chão.

— Mas o quê?! — o homem de olhos divergentes começou. — Achei que tinha me livrado de vocês...

— Achou errado! — disse Lizzie em tom sarcástico, mordendo o lábio inferior, tentando segurar a incontrolável vontade de rir. Saber que poderia finalmente se livrar de um grande obstáculo. Sentia-se viva outra vez.

O homem correu para uma porta que tinha atrás da cadeira, e Lizzie foi atrás dele. Ainda em choque, Nick se aproximou de sua irmã, com passos lentos, não conseguia pensar em mais nada, sua mente estava completamente vazia e sua respiração já estava ofegante. Cortou a corda e pegou a garota no colo. Alice emitiu um baixo gemido de dor e abriu os olhos, se emocionando ao ver o irmão.

— Eu sabia que você viria... — ela disse com voz fraca, levantando suas mãos trêmulas para tocar o rosto do rapaz. A pele da loira estava gelada.

— Desculpe... Eu... Eu cheguei tarde demais... — disse Nick, com os olhos cheios de lágrimas.

— Não... Você me salvou... — ela insistiu, permitindo que as lágrimas rolassem pelo seu rosto. — Eu tinha esperança de que você viria... Agora poderei morrer em paz...

Alice enfim fechou os olhos e suas mãos escorregaram do rosto do rapaz, caindo sem vida. Lágrimas começaram a escorrer do rosto de Nick.

— Não... Alice... Não...! — ele ainda insistiu, mas não obteve resposta. Voltou-se para um dos sofás, colocando a irmã com cuidado em um deles, cobrindo-a com a jaqueta que estava usando. Seu coração se encheu de raiva e ódio e, determinado, foi atrás de David.

Ao chegar na porta, viu que o homem lutava com a ruiva: ele conseguiu derrubá-la e tentava estrangulá-la, enquanto Lizzie, prensada no chão, sob o homem, fincava as unhas em seu pescoço com toda e sua força, já fazendo sangue escorrer pelos seus dedos gelados, mas acabou ficando sem forças, e inconsciente. Com o arco em mãos, o rapaz disparou uma flecha no ombro de David, atingindo um nervo, o que o fez soltar a garota desacordada.

Tomado pela raiva, Nick chutou o homem para o lado e subiu em cima do mesmo, o golpeando com uma sequência de firmes e rápidos socos em seu rosto, sem dar tempo para David reagir. Parou quando notou que o homem estava inconsciente, com o rosto já inchado e sangrando. Arfando, arrastou o homem para a sala de espera, o despiu e o amarrou na parede, do mesmo jeito que sua irmã estava presa, mas amarrou os pés também, para que ele não pudesse fazer o mínimo movimento.

Voltou para conferir se a ruiva ainda estava viva, mas acabou deixando-a ali, vendo que esta só estava "tirando um cochilo". Verificou o arsenal de facas e outros tipos de armas que tinham ali naquele cômodo, em uma mesa, e levou tudo para a sala de espera, para que usasse quando David acordasse. Encontrou também as roupas de sua irmã e vestiu-a. Já cansado, sentou na cadeira em que o homem estava, mexendo em suas coisas, até encontrar mais garrafas de vodka, fechadas. Decidiu degustar algumas enquanto esperava.

Longos minutos se passaram. Já estava na metade garrafa, bebendo devagar, pois não queria ficar bêbado e ter o desprazer de não poder ver o homem dar um último suspiro. Enfim, David abriu os olhos, desnorteado. O rapaz ali sentado ainda esperou ele estar totalmente acordado, para começar a falar:

— Antes de você ir embora e levar a minha irmã você me deu um sorriso. Por que não sorri agora? — Nick o provocou, com um sorriso de canto.

Notas finais
Lizzie, a maratonista -q Eu corria atrás dos motoboys que trabalhavam nas pizzarias, na falsa esperança de roubar a pizza deles... -q Já tentei correr atrás de carros também, mas não deu :v Alice is ded; Nick, o bêbado revoltado; Lizzie, a sádica que ri da desgraça alheia... Que mais? Katellyn, a sequestradora de filhas -q Vocês sabiam que quando eu comecei a escrever a fanfic, o Nick não se chamaria Nick? E talvez a Lizzie também não? Então, Minna-san :3 Sugestões para matar o David? Eu ainda não terminei o capítulo 32 :v Quanto as perguntas... É, eu acho que tô pronta, não vou trollar vocês u h u Duas perguntas hein? Pensem bem :3