Apocalipse
44 Começo de um futuro romance?
Notas iniciais
Capitulo chato, próximo melhor e grande. Esse pequeno para não ficar entediante. Falô.
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Não fiquei muito tempo apagada, pois quando voltei a enxergar ainda estava no chão.
- Vamos! Me ajude! – Ouvi Rick dizer, ele me inclinou enquanto Michonne segurava meu braço direito. – Vamos levá-la, depois voltamos e pegamos ele.
- Não... – disse lentamente. – Eu estou bem. – falei me soltando de Michonne.
- Ashley... Coopere por favor. – Rick pediu.
- Ele foi baleado? – perguntei
- Não é hora para isso. – Carl disse na minha frente.
- Ele foi baleado? – repeti – onde eu fui atingida?
- No ombro. – Michonne disse.
- Ajudem ele, sério. Eu estou bem. – falei me sentando.
- Está doendo? – Carl perguntou.
- Um pouco, arde mais do que dói. – passei a mão por ele e vi um pouco de sangue na minha mão em seguida. – hoje é o meu dia de sorte. – falei sorrindo ironicamente e me deitei novamente.
- Ashley, vamos voltar para prisão, Hershel vai cuidar de você.
- Viemos para cá Rick, deixamos um homem para trás e baleamos outro, ainda temos que pegar armas. Não vou deixar vocês irem por minha causa, olhe, nem é tão grave assim. O que aconteceu?
- Ele ia atirar no Carl... – Rick começou- ... E você pulou na frente, no meio disso Carl foi empurrado, que caiu no chão e você caiu de costas no chão.
- Então eu atirei nele. – Carl disse. – A bala atingiu no seu ombro, Ashley, mas ela bateu nesse broche. – Ele disse com o meu broche de flor em suas mãos, analisando-o. – Do que é feito isso? Ouro?
- Banhado. – falei – Ganhei dele da minha ‘’mãe’’ – falei e ri leve – Ela disse que isso ainda iria me ajudar muito.
- Vamos levá-la para cima. – Rick disse.
- Não, eu estou bem. Sério. – Menti, meu ombro doía muito. – Levem ele primeiro, já subo.
- Vou ficar aqui com ela. – Carl disse.
- Tem certeza? – Rick disse. – Qual quer coisa, grite. – Carl assentiu e ele e Michonne pegaram o homem pelos braços e começaram a levá-lo lentamente.
Carl se sentou ao meu lado, segurando os joelhos.
- Obrigado. – Ele disse depois alguns instantes em silêncio.
- Ei, não falei que se eu deixa-se você sozinho eu me sentiria culpada?
- Você levou um tiro por minha causa.
- Amigos são para isso. – falei e sorri de lado. – Rick disse para cuidar de você, foi o que fiz. Isso aqui... – apontei para o sangue cercado de roxo de hematomas. – Poderia ter passado no seu pescoço e eu não me perdoaria por isso.
- Obrigado. – ele repediu – Você tem certeza que não quer ir para a prisão?
- Que Mané prisão, enfaixo isso e ta tudo na boa. – ironizei, o ferimento ardia.
- Olhe o fio na escada quando subirem. – Ouvi Rick gritar.
Mexi no meu cabelo, colocando-o para trás e fazendo um coque mal feito.
- Ah. – Gemi quando me apoiei – Como dói. – sussurrei.
- Vamos subir, procurar alguns remédios. Por favor. – Ele disse com seus olhos brilhando, meu coração apertou.
- Claro. – disse cabeça baixa.
Ele se levantou e esticou sua mão para a minha, a segurei e ele me ajudou a levantar.
- Ei. – falei o parando. – O tapete.
- Ah, é verdade. – ele disse tirando o pé de perto do tapete e passando por cima dele. – Você e sua irmã são duas sortudas.
- Por quê?
- Vocês duas levaram um tiro e não tiverem que fazer nenhuma cirurgia. – ele disse e sorriu. – Duas guerreiras.
- Está falando o que? Você está aqui hoje vivíssimo falando comigo, depois de fazer uma cirurgia muito arriscada. – Ele deu outro sorriso. – Seu pai também é um guerreiro.
- Você acha?
- Acho, ele doou muito sangue para você. Teve um ponto que ele não tinha mais condições ou ele ia ficar sem sangue. Ele queria doar todo o sangue dele para você, vê-lo vivo, rindo e brincando. Sua mãe não faria muito diferente, ela também doaria todo o sangue dela se fosse possível. A ultima pessoa que lhe deu sangue fui eu, por que eu também daria tudo para vê-lo sorrir. – ele colocou seu braço sobre meu ombro não machucado e encostou a cabeça no mesmo.
- Tá afim de me ver falar obrigado o dia inteiro não é? – Ele disse e rimos de leve.
Assim que subimos as escadas e passamos pelo machado de boas vindas, já víamos Michonne colocando armas em uma bolsa e Rick olhando para o homem na cama.
- Vamos fazer um curativo. – Carl me puxou pela mão e me fez sentar em um banco. Tirei meu casaco e desci a alça da minha blusa recata, junto com a do sutiã. Ele abriu uma caixa de primeiro socorros e passou um spray em cima do ferimento, MEU DEUS! COMO ARDE!
Em seguida ,coloquei um gaze por cima e o Carl enfaixou com esparadrapo, em seguida cortou um pedaço do pano de mesa e amarrou em meu braço.
- Brigada. – disse e me levantei, ajeitando minha blusa.
Rick nesse meio tempo, estava agachado com um radio na mão.
- Vamos esperar que ele acorde, vê-lo se está bem. Se você estiver bem mesmo, Ashley. – Rick disse.
- Ele tentou matar agente. – Michonne disse.
- Ele tentou pois não sabia quem éramos.
- Tentou matar agente e não o deixamos para os zumbis, teve um bom dia. Não precisa nem da metade dessas armas nós sim.
- Ela tem razão pai. – Carl disse.
- Eu vou esperar, estou bem. – Disse.
- Então vamos esperar e ponto. – Rick falou rígido.
- Já deu uma olhada nesse lugar? O Machado, as lanças? As paredes? – Michonne falou.
- Acha que ele está louco? – Rick perguntou, estressado.
- Não, acho ele perigoso. – Michonne falou dando inicio a normal discussão matinal. Eu e o Carl nos entreolhamos, sorrindo.
Não demorou muito e Michonne cedeu.
Olhei nas paredes, observando cada detalhe.
- Duene era o filho dele? – perguntei olhando as grandes letras em vermelho, passando o dedo por elas delicadamente.
- Sim... Ele era um bom rapaz. – Rick disse manhoso, como se fosse desabar – O que está olhando? – Rick perguntou ao Carl.
- Nossa vizinhança. – Olhei para ele, que analisava alguns desenhos atentamente. – Casa do Rick, queimada. – Ele falou baixo, porem pude ouvi-lo. – Acabou.
- Foi por isso que quis vir? Para ver a casa? – Rick perguntou.
- Eu... – Ele começou, Rick pronunciou um ‘’ Carl ‘’ o mesmo nem se importou. – Eu só... queria vir. – Rick olhou para o chão. – Vamos comer a comida dele?
- Eu li bem vindo. – Michonne disse dando de ombros, mastigando seja lá o que for.
Carl veio até nós.
- Vou dar uma volta. – Ele disse.
Me levantei e olhei para a vizinhança dos Grimes.
- Onde vai? – Rick perguntou.
- Até onde sei, o que as pessoas não saquearam foram os berços. Tem uma loja de bebes que a amiga da mãe, a Sara, tinha.
- Carl...
- Pai é bem perto daqui e tem um monte de armadilhas para zumbi.
- Ele precisa de ajuda para pegar a caixa. – Michonne se pronunciou.
- O que?
- Se quiser um berço, vai ter que trazer a caixa. É grande, é pesada.
É Carl, você se lascou.
- Então eu vou com ele. – Michonne falou.
- Tá bom então, assim eu deixo. Também vai Ashley? – Rick disse desviando meus olhos do quadro.
- Não sei, no que ajudaria? Só tenho um braço. – falei indiferente. – Mas vou sim, pegarei alguns brinquedos e roupinhas que sobraram.
Peguei uma das armas, igual a Michonne que também pegou sua katana.
E assim, descemos as escadas e eu só via o Carl furioso batendo o pé na escada.
- Não precisavam ter vindo comigo, eu do conta. – Carl disse.
- Falei pro seu pai que eu ia te ajudar. – Michonne falou.
Um zumbi se aproximou.
- Não é melhor agente cuidar dele? – Carl perguntou e Michonne resmungou um ‘’ Hum ‘’ e foi até o zumbi com sua katana, o acertando na cabeça.
Observei seus gestos calmamente, a facilidade que ela matava os zumbis. Ela olhou para trás.
- Onde ele foi? – Ela perguntou e eu olhei em volta. – Merda.
Andamos rápido até o Carl, que descia uma pequena ladeira.
- Por que fez isso? – Michonne perguntou.
- Eu quero fazer isso sozinho. – Carl falou.
- Acabou de passar das lojas dos bebes. – Falei e Michonne assentiu.
- Vou pegar uma coisa para Judith antes, ok? – Carl disse.
- Vou estar na loja dos bebes, qual quer coisa gritem ou eu grito. Sei lá. – falei qual quer coisa. – Michonne, espero vocês na porta. – Falei calma e me segurou pelo braço.
- Vamos ficar juntos – Ela disse.
- Você veio ajudar o Carl, não precisa se preocupar comigo.
- Não vou deixar você ir. – Ela falou e eu bufei vencida.
Pov Stefany
Parei em um mercado para ver se conseguia algumas coisas para a prisão, como enlatados, garrafas de água, carvão, álcool e coisas de higiene.
Eu e Andrea fomos até rápidas. Agora, estamos a caminho de volta a Woodbury.
- Ei. – Disse – Não se sinta mal pelo que disse mais cedo, ok? – falei a Andrea, a mesma assentiu. – Sei que gosta dele.
- É... você sabe quem era aquela garota que ele segurava? – Ela mudou de assunto.
- Era a filha dele, Penny.
- Ela estava morta, já havia sido transformada.
- Ele só tinha ela, sua filha. Se você fosse uma psicopata, faria o mesmo. Ele tem uma espécie de obsessão por cabeças de zumbis e pela sua filha, Penny.
E a conversa entre mim e Andrea ia e vinha, conversamos bastante e rimos. Assim, chegamos a Woodbury.
- Alto lá! – Um dos homens gritou.
Parei o carro lentamente.
- ATÉ AI ESTÁ BOM! – Outro homem gritou, nenhum deles estava na guarda antes. – SAIAM DO CARRO!
Eu e Andrea saímos lentamente, com as mãos para cima. E então, o portão foi aberto.
- Traga o carro para dentro, Fúria. – Martinez disse, Andrea olhou para mim e eu assenti.
Entrei no carro e entrei com ele dentro de Woodbury.
- Seja bem vinda. – Ele disse esticando a mão, fizemos um toque qual quer, bate e soco e cumprimentei outros.
- Vou falar com Philip primeiro. – Disse e Andrea assentiu.
Andei pelas ruas de Woodbury calmamente, observando as pessoas com as armas nas mãos e crianças observando os treinamentos de faca.
- O que aconteceu com Woodbury? – perguntei para mim mesma.
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