Apocalipse
45 O começo de uma vida.
Notas iniciais
Ainda pasma, apressei os passos até a casa do Governador. A porta está fechada, bati e um breve ‘’ Entre ‘’ foi ouvido.
Abri a porta e Governador me olhou.
- Fúria. – Governador disse com um sorriso no rosto e abrindo os braços, em seguida os fechando. – Voltou cedo. O que houve? Foi expulsa de lá?
- O que houve com Woodbury? Por que todos estão armados e por que as crianças estão vendo o treinamento de faca?
- Por que o mundo é perigoso. Na fuga de vocês, vocês deixaram o portão aberto. A mãe de Christopher e o Chuk foram mordidos.
- Então você chega e atira neles? Assim?
- Fúria... – ele disse se aproximando de mim, afastei alguns passos.
- O que você está fazendo com Woodbury, Philip? Isso não é uma guerra.
- É uma guerra. Eles a declararam.
- Vocês seqüestraram dois deles, espancaram o Glenn, você QUASE estrupou a Maggie e Merle estrupou a Annabelle.
- Está se familiarizando com eles? – Ele disse mudando de assunto. – Pelo visto está apegada a eles.
- Não mude de assunto. Vamos, eles não querem nada. Só querem paz.
- Eu quero rendição total, as armas e comida – Fiquei calada. – Vamos chegar a que acordo?
- Você está colocando pessoas que nunca tiveram experiência com armas. Está enfraquecendo Woodbury.
- Não, estou fortalecendo. Quantos mais guardas mais seguro ficará.
- Dar armas para eles irá contra seu lema de vamos vir igual antes.
- Foda-se esse lema, o que importa agora é que temos que vencer eles. – Ele disse batendo a mão na mesa.
- FODA-SE ESSE LEMA? FODA-SE? SIMPLES ASSIM?
- Abaixe seu tom de voz Fúria, vamos ter uma conversa civilizada.
- ABAIXAR MEU TOM DE VOZ? CARALHO, VOCÊ QUER TER UMA CONVERSA CIVILIZADA MAS QUEM BATEU NA MESA E ESTÁ TODO NERVOSO É VOCÊ.
- NÃO GRITE COMIGO.
- Como quiser – Disse imprudente. Uma coisa que Philip não gosta é que falem assim com ele.
- Vamos falar agora, sobre você atirando no meu homem.
- Eu não atirei nele. – Menti. – Atirei no vidro atrás dele, quem o matou foi Maggie. – Foda-se se minto.
- Fúria não minta para mim, eu vi você atirando nele.
- Viu errado. – Deus, como parece uma criança discutindo! – Eu não atirei, só fiz parecer que atirava todos caíram, inclusive você.
Governador me encarou, também o encarei. Tentando não rir.
- Por que veio então?
- Por causa de Christopher.
- Eu fiz o que foi necessário.
— MATANDO ELE NA FRENTE DELE? ISSO É NECESSÁRIO? – Respirei fundo – Quer saber? Vou deixar como está, que se foda-se a auto estima do Christopher , quê se foda o lema, foda-se tudo. – Sai da casa do Governador, esbarrando em Andrea. – Boa Sorte.
Sai da casa do Governador e fui até a praça.
Pov Ashley
Enquanto Michonne e Carl entraram, eu fiquei no sol, deitada esperando eles.
Ah, como eu odeio esperar.
O tumulto começou e só pude ouvir os disparos e os zumbis gemendo. Quando fui levantar, a porta abre e Carl e Michonne aparecem.
Michonne fecha a porta rapidamente.
- Eu tenho que voltar para lá! – Carl exclamou.
- Onde está? – Michonne perguntou
- Agente tem que voltar lá, é preciso. – Carl continuou dizendo, agitado. – É a única que sobrou! – Eles se encararam por alguns segundos. – Tá bom! – Carl foi encostar na maçaneta para abrir a porta mas Michonne o impediu.
- Não desse jeito. – Ela falou – Eu não te conheço, sei disso. Mas pode fazer uma coisa para mim. Espera. Aqui.
- Eu posso ajudar. – Carl insistiu.
- Não, chega de palhaçada. – Ela disse ríspida.
- Você espera aqui, é assim que vai ser.
Carl assentiu e encostou na porta.
- Você também. – Michonne disse para mim, levantei as mãos em sinal de rendição.
Carl olhou para mim e eu abaixei minha cabeça, indo até ele. Encostei na porta ao seu lado.
- O rato não deu certo? – perguntei.
- Eles conseguiram abrir a porta da gaiola. – Ele disse ainda estressado.
- O que você deixou para trás?
- Um porta retratos. – Ele disse cabeça baixa – Era o ultimo, o álbum de fotos ficou na fazenda.
- Ela vai conseguir seu porta-retratos. – Disse levanto leves empurrões da porta.
- Espero. – Ele disse.
Pov Narrador
Ashley e Carl estavam em silêncio, sentido o vento bater nos rosto e fazendo os cabelos voarem. Ashley olhava o horizonte, enquanto Carl olhava o chão, de vez ou outra ele olhava sua mão e a da Ashley. Pensava em pega-lá.
Carl pensou, olhou seus pés, o chão, a mão dela e a própria mão. A sua mão estava suada e o vento que batia fazia ela congelar.
- Pronto. – Michonne disse aparecendo com um porta retratos na mão.
Carl todo sorridente, foi até Michonne pegando o porta retratos.
- Eu só queria... que ela soubesse como era a sua mãe. Obrigado – Carl disse sorridente analisando o porta retratos com a foto de sua família, Rick, Carl e Lori.
- Eu iria voltar de qual quer jeito, isso é muito bonito. – Ela disse mostrando uma escultura de gato, colorida. Arrancando uma risada de Ashley. – Vamos logo pegar o berço.
Eles andaram lentamente até a loja pegando o necessário.
[...]
As horas se passaram e então o velho conhecido de Rick decide deixar eles irem com as armas e ficar aguardando a morte, Morgan está fora de si em alguns momentos então pensa que é uma ameaça a todos, um perigo, por não ter matado sua esposa já zumbificada.
Ele se culpa pela morte de seu filho, Duane.
Já começando a escurecer, Rick, Michonne e Carl voltam para a prisão um tanto feliz por conseguirem o que queriam, armas.
Rick se sente mal por deixar seu amigo, o homem que o ajudou, que o acolheu.
No meio do caminho, o corpo do homem que deixaram para trás pode ser visto.
Um arrepio percorreu por Ashley, atraindo o olhar de Carl, ambos trocaram sorrisos.
Em Woodbury, Stefany se preparava para dormir. Sentia-se mal, com dor de cabeça.
— Tem certeza que não quer um remédio? – Milton perguntou.
- Sim, guarde-o para alguma criança. Eu só vou dormir, amanhã estarei melhor. – Stefany respondeu se sentando na cama.
- Tem certeza?
- Milton, sim, eu tenho certeza. – Stefany disse, já deitada – Que horas você vai acordar amanhã?
- As seis, como sempre.
- Se não se importar, passe aqui e me acorde? Tenho que voltar cedo. – Stefany disse revirando os olhos.
- Claro, boa noite.
- Igualmente.
Milton saiu, deixando o silêncio e o escuro invadirem a mente de Stefany.
Ela respirou fundo, encarou o teto e logo adormeceu.
[...]
- Stefany? – Milton perguntou entrando no apartamento.
- No banheiro! – Stefany respondeu de joelhos em frente o vaso sanitário.
- Você está bem? – Milton perguntou na frente da porta do banheiro, ouvindo os barulhos e descargas.
- Estou um pouco enjoada. – Stefany disse limpando a boca e a enxaguando em seguida.
- Quer algum remédio, o que sente? – Milton disse colocando as mãos nas costas de Stefany.
- Enjoou, tontura e uma vontade imensa de comer salmão com alcaparra.
- Sente-se um pouco. – Stefany assentiu e se sentou na cama, Milton segurava sua mão.
- Seus... – Enquanto ele falava fazia gestos com as mãos – Sente seus...
- Meus....? – Stefany disse tentando fazer Milton dizer.
- Seus.... sente que eles estão inchados?
- Eles o que? – Stefany perguntou
- Seus... Seus seios.
Stefany revirou os olhos.
- Um pouco, também estou muito cansada.
Milton se levantou, olhou pro chão e andou de um lado pro outro.
Stefany o observava atentamente. Milton andou até o armário, o abrindo e pegando uma caixa de primeiros socorros, a jogou na cama, espalhando tudo e pegou uma caixinha lacrada.
- Pra que isso? – Stefany disse assim que Milton a entregou. – Espera... eu não... – Stefany ficou quieta.
- Faça por favor. – Milton disse levantando Stefany, a mesma andou olhando a caixinha até o banheiro.
Assim, stefany saiu reclamando sem ao menos dar atenção ao instrumento que tinha em suas mãos.
- O que deu? – Milton perguntou.
- Não sei, não olhei.
- Eu olho. – Milton disse tentando pegar, Stefany não deixou.
- Não, quem o fez foi eu. – Ela disse bufando e se sentando no chão – Espere um pouco.
- Não sente no chão, assim vai ficar com mais dor. – Milton disse sentado na cama. Stefany olhou novamente para o instrumento em suas mãos. – PUTAQUIPARIL, MILTON O QUE SIGNIFICA DOIS TRACINHOS??
Milton pegou a caixinha no banheiro e olhou a bula, percorrendo o olhos rapidamente por ela.
- Me de ela. – Milton pediu pegando o teste de Stefany. – Positivo.
- Não pode ser, deixe-me ver isso. – Stefany pegou a bula e o teste de Milton, o olhando e em seguida, ficando paralisada. – Não pode ser. – Stefany disse pondo a mão na boca. – Eu não posso ser mãe! NÃO AGORA! – Stefany começou a chorar.
[...]
- Tem certeza que quer ir sozinha? Peço pro Martinez te levar. – Governador perguntou na janela do carro, para Stefany.
- Sim, só quero voltar e fingir que nada aconteceu. – Stefany disse – Fique bem.
- Igualmente. – Philip disse saindo da janela e Stefany fechando a mesma em seguida.
O portão foi aberto e Stefany saiu.
[...]
Um tempo depois, Stefany chegou à prisão e o portão foi aberto por Merle.
- Ocorreu tudo bem? – Rick perguntou
- Sim, ele não duvidou de nada. – Stefany disse, abraçando Rick e em seguida Beth.
Ela cumprimentou todos. Menos Daryl, que não se encontrava.
- Onde está Daryl? – Stefany perguntou.
- Na torre, de guarda. – Ashley respondeu.
- Vou ir vê-lo. – Stefany disse e eles entraram dentro da prisão.
Stefany andou até a torre e subiu. Assim que chegou no topo, viu Daryl de costas.
- Oi. – Stefany disse, Daryl não olhou para trás – Ainda está bravo?
- Eu não estou bravo. – Daryl disse.
- Não? Parece.
- Um pouco cansado, fiquei preocupado. – Daryl disse abraçando Stefany pelo ombro e roubando-lhe um beijo.
- Eu... tenho que te contar uma coisa... – Stefany disse mechando no bolso, tirando a bula e o teste.
- O que é isso? – Daryl perguntou se virando para Stefany.
A mesma saiu dos braços dele e andou até a mesa. Ficando de costas para ele.
- Apenas olhe... – Stefany disse com a mão em cima da barriga.
Daryl olhou para o teste e em seguida a bula, Daryl ficou paralisado, sem se mexer.
- Eu... eu vou ser pai? – Daryl perguntou encarando o nada. – Como isso aconteceu?
- Você não usou camisinha... – Stefany disse –Eu vou passar na farmácia para comprar pílulas de aborto.
- Eu vou ser pai.... – Daryl repitiu para si mesmo, ignorando a última fala de Stefant. – Eu vou ser pai...
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