Aperfeiçoados
15 Madrugada complicada
Notas iniciais
Enfim,não era para mim postar agora mas sempre que tenho chances tenho que aproveitar e postar já que minha vida anda corrida!
Desde já agradeço a todos que estão lendo em especial ao Matheus e a Lalah *-*
Boa Leitura!!!
- Esperem um pouco. -eu disse quando estávamos prontos para irmos.
- O que foi?-perguntou Rafael.
- Lembrei que preciso pegar algumas coisas pessoais minha, como roupa.
- Não demore, a gente espera aqui. -diz Laís.
Voltei para o meu quarto e arrumei tudo o que eu levaria. Observando minha cama mais uma lembrança invadiu minha mente, um dia após o meu aniversário quando acordei meu pai estava sentando de frente para mim com um misto de cansaço e docilidade no olhar.
Voltei a realidade já tinha demorado um pouco, mesmo assim resolvi trocar de roupa já que eu estava com uma da Laís na pressa nem me importei de ir para o banheiro me troquei ali mesmo no quarto.Vesti uma calça ligeiramente, me atrapalhei um pouco com o zíper que fez o favor de teimar em subir.
- Algum problema ai?-Rafael entrou de uma vez no quarto.
Me virei em sua direção por causa do susto que levei, frações de segundos se passaram enquanto um encarava o outro e eu permanecia de calça e sutiã, rapidamente percebemos a situação e ele voltou para o corredor enquanto eu colocava a primeira blusa que encontrei, e minhas bochechas ruborizavam de constrangimento.
Peguei a mochila que estava cheia com minhas coisas e sai fechando a porta do quarto, dando de cara com Rafael que estava encostado na parede.
- Podemos ir agora. -falei rápido e segui para a sala com ele em meu encalço.
- Sabe eu estava pensando porque com tantas tecnologias ela usava diários?-pergunta Laís.
- Ninguém usa mais isso então pode ser o modo seguro que ela encontrou. -diz Rafael.
- O fato de o meu pai adorar ler pode influenciar nisso, e ele não gostava de desgastar a vista nos aparelhos eletrônicos. -comentei.
- Pelo o que li até agora, percebi que são memórias de momentos deles juntos, e às vezes pensamentos e planos que ela tinha com ele.
- Acho melhor irmos. -fala Rafael um pouco desconfortável.
- Concordo. -digo.
- O que foi gente cadê a calma?-reclama Laís.
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Voltamos do mesmo jeito cuidadoso que fomos Laís estava bem tagarela hoje, eu ainda me sentia constrangida por causa do acontecimento no meu quarto e Rafael estava levemente incomodado. Ainda bem que a euforia de Laís não a fez perceber nada.
- Desculpa gente por eu falar demais, mais é que sair daquele lugar é tão bom. E daqui uns dias vamos encarar o mundo afora a procura de uma mulher, e vai ser muito bom porque vamos... Vocês me entendem?
- Hã?-perguntei ao perceber que ela me encarava com uma expressão interrogativa na face, enquanto eu estava perdida em meus devaneios.
- Esquece... -ela revirou os olhos ficando emburrada. — Vocês estão muito calados.
- Eu diria pensativos... Eu me preocupo com o que estar por vir. -se explica Rafael.
Laís começou a me fazer várias perguntas sobre como era minha vida antes do chip, eu respondi a maioria delas pelo menos as que eu lembrava. Entretanto quando a questionei ela mudou de assunto.
- Ei vocês. -alguém nos chamou.
Continuamos a caminhar.
- Parem agora. -alguém mandou.
- São os guardas do Jonathan, o que fazemos?-perguntei aflita.
- Típico caso de se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. -diz Laís.
Dei uma olhada disfarçadamente e vi que eram dois.
- Estão em minoria, então podemos dar conta. -afirmei.
- Se não pararem agora vão ter que arcar com as conseqüências. -falou um dos policiais.
- Não podemos chamar atenção aqui na rua, logo as pessoas perceberiam. -justifica Laís.
- Vamos parar, quando eles chegarem perto agimos discretamente. -decide Rafael.
- Eles vão nos reconhecer instantaneamente. -falei.
Mal fecho a boca e eles se aproximam correndo com armas nas mãos.
- O que eu faço?-perguntei a mim mesma.
Centímetros de distância entre a gente uma briga silenciosa se trava entre nós após habilidosamente Rafael deixá-los desarmados. Só posso concluir que não fiz nada já que eu não podia ajudar então resolvi não atrapalhar, Laís já estava treinada para uma briga corpo a corpo e Rafael sabia bem o que estava fazendo.
Os policiais também eram ágeis, depois de longos minutos eles estavam inconscientes no chão e deixamos o instinto de fuga nos guiar.
- Quanto tempo até virem atrás de nós?-perguntei enquanto corríamos.
- Não sei, mas ultimamente como eles não precisam fazer praticamente nada estão com o físico mais fraco então vão demorar a voltarem a si.-me reponde Rafael.
- Lei de uso e desuso. Se você usa muito uma coisa ela sempre vai estar firme, mais se deixarmos de usá-la fica mais difícil quase sem utilidade até parar de servir. Porém no caso deles nunca vão parar, só ficam mais sensíveis digamos assim. -fala orgulhosamente Laís enquanto a encaro com espanto.
- Aprendeu com o Raul. -me esclarece Rafael.
- Seria bom se tivéssemos um carro. –retruquei depois de algum tempo.
Agora ao invés de chaves os carros funcionam com uma espécie de cartão que vem contendo todos os seus dados, o que dificultava poder roubar algum. Quando sentimos que estávamos a uma distância segura, foi possível ficarmos relaxados já estava perto do amanhecer.
Ao chegarmos, encontramos Raul e Felipe totalmente preocupados com algo.
- O que aconteceu?
- Mirella sumiu, ela desapareceu. –responde Felipe, era a primeira vez que eu o via sério logo ele que sempre tinha um tom brincalhão tanto na voz como no olhar,suas palavras causaram impacto.
- Como? –pergunta Rafael não satisfeito com o que Felipe disse.
- Não sabemos. -dessa vez quem respondeu foi Raul.
- O que fazemos aqui parados?Vamos procurá-la. -incentiva Laís.
- Fizemos o que estava em nosso alcance. -diz Raul.
- Se Jonathan estiver com ela?-perguntei baixo.
- Então não vamos nos arriscar. -diz Rafael com raiva.
- Como assim não vamos fazer nada? Quando você sumiu, ela não desistiu de primeira.
- Ela procurou por mim exatamente por um dia depois se conformou.
- Isso é mentira.
- ELA PRÓPRIA ME DISSE ISSO HOJE DE MANHÃ.
Calamos-nos, Rafael saiu deixando eu e os outros ali. Isso explica ela estar tão pensativa na hora do café da manhã, eles tinham brigado.
- Uma vez conversamos, ela disse que se sumisse deveríamos esperar por uns dois dias para termos certeza de que ela estivesse com problemas. -fala Felipe.
- Mesmo assim se fosse muito risco a correr ela nunca queria que fossemos atrás dela.-concluiu Raul.
- Isso não faz com que eu fique menos preocupada. -desabafei.
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Notas finais
:)
bjs
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