Notas iniciais
Sumi um tempinho porque eu estou em semana de prova gente!
muito tenso!

Enfim,boa leitura!!

Todos estavam abalados e tensos com a situação, ninguém se conformava com o estranho sumiço de Mirella, Felipe contava pela milésima vez como tinha acontecido, tem alguma coisa errada não faz sentido logo ela que é a mais “experiente”.

- Ainda acho que devemos fazer alguma coisa. -falou Laís.

- Eu também. -concordei.

- O que, por exemplo, invadir o quartel general do Jonathan?-perguntou Felipe sendo sarcástico.

- E se ela não estiver lá? Se estiver em outro lugar? Sabemos que ela é muito esperta para Jonathan chegar a pegá-la. -diz Raul.

- Ela nunca saiu sem informar a gente para onde iria. -afirma Laís.

- Onde e o que ela estava fazendo na última vez que vocês a viram?-perguntei.

- Ela tava distraída olhando alguma coisa no computador. -comenta Felipe.

- E depois?

- Não a vimos mais, saiu sem que percebêssemos. Mais é como Laís disse se for pra sair daqui ela sempre avisa, e até mesmo ela nunca sai daqui desacompanhada.

- Isso é o mais preocupante, alguma coisa aconteceu. –falou Raul se jogando na poltrona.

- Nenhuma pista então?-novamente fiz uma pergunta.

- Nada.

Deixei-os na sala e fui à procura de Rafael, era inadmissível que ele não fizesse nada. Eles se conhecem há mais tempo e sem falar que rola alguma coisa entre eles. Encontrei-o no quarto da Mirella sentado na cama dela com uma expressão de raiva, mas dava para perceber que também estava preocupado e nervoso.

- Sinceramente você podia fazer alguma coisa, não sabe um lugar que ela poderia ter ido?

Ele não me respondeu, me encarou com mais raiva ainda.

- Porque se preocupar? Se ela saiu é porque sabia bem para onde estava indo.

- O que deu em você hein?-eu nunca tinha visto ele tão perplexo.

- Cansei. Sempre a consideramos muito, confiando e apoiando todas as decisões dela sendo que o mínimo que eu exijo é honestidade.

É agora percebo que essa manhã foi muito tensa e só agora me dei conta disso.

- Do que exatamente você esta falando?-perguntei.

- Quando nos conhecemos, ela fugia do passado dela... Literalmente. Mirella sempre escondeu coisas da gente enquanto sempre fomos totalmente transparentes com ela, nunca escondemos nada. -dessa vez sua voz vacilou.

Então é isso, ela finalmente contou toda a verdade para ele. Imagino que tiveram uma longa conversa.

- Bom, tem uma coisa que não contamos para ninguém. -falei sem graça lembrando do incidente na galeria,apesar de que não foi algo significativo,até agora ninguém sabia e eu queria fazer com que ele percebesse que tem certos detalhes que não precisamos saber.O que importa é o agora.

Primeiramente ele ficou pensativo tentando se lembrar do que eu me referia, mas logo saiu voltando para onde os outros estavam antes mesmo de eu poder explicá-lo a minha linha de raciocínio quando mencionei aquilo.

- Então eu tenho algo para falar. -Rafael anunciou, interrompendo a conversa de todos.

- Não se acanhe. -brincou Felipe.

- Eu beijei a Lorena. -ele disse de um jeito tão simples, mas ao falar alto pareceu ser tão idiota.

Raul nos observava com uma expressão de que entendia e não ia julgar já os outros estavam incrédulos.

- Na verdade foi um engano, quando ele me viu me confundiu... Com vocês sabem quem. –Justifiquei, ainda era estranho mencionar irmã em voz alta.

Logo o momento constrangedor passou quando expliquei melhor.

- Só não sei por que demorou tanto para falar. -comentou Felipe.

- Não tenho nada para esconder de vocês, que isso fique bem claro. -concluiu Rafael.

- Tem certeza?-perguntou Raul.

- Tenho. -respondeu querendo passar confiança, mas sua voz em um timbre baixo denunciou sua incerteza.

Algo estava subentendido entre eles dois, não sei o que andavam conversando mais devia ser algo pessoal.Ninguém se sentia disposto para fazer nada,o resto do dia estava sendo um tédio total.Aproveitei para começar a ler um dos diários daquela mulher,sabia que quando Mirella estivesse de volta não deixaria eu ficar com eles.

Minha cabeça vagava, mesmo sem querer acabava imaginando algumas cenas que estavam descritas ali, e eu não aguentava ler aquelas palavras que chegavam a me causar dores físicas. Pequenos flashbacks passavam como filmes na minha mente, mas nunca eram completos eram só algumas partes.

- Sabe, Laís estava me contando como foi a volta de sua casa até aqui. Então eu podia te ajudar em alguma coisa. -depois de momentos perdida em meus próprios pensamentos, Felipe me fez voltar à realidade.

- Como?

- O primeiro passo? A arte da defesa. -ele estendeu sua mão para que eu me levantasse, me senti um pouco insegura. -Qual é, eu não sou só um rosto bonito.

- E nem um pouco modesto não é mesmo?-sorri sem mostrar os dentes.

Felipe e Laís são daquelas pessoas que pode estar acontecendo o que for mais eles sempre vão te fazer sentir bem. Enfim após alguns protestos em vão da minha parte, ele me convenceu a pelo menos tentar e lá estávamos nós em um cômodo extremamente propício para o “treino” que íamos ter.

- Vamos tentar de tudo um pouco esta bem?

- Ah sim, vou sair uma completa ninja daqui. -ironizei.

- Que bom te ver confiante assim.

Concentrei em toda a informação que Felipe me fornecia no primeiro momento, e depois a coisa ficaria mais séria. Não vou negar, nunca fui uma excelente aluna sempre fico distraída facilmente, mas estava bastante empenhada e não queria abusar demais da paciência de Felipe que por sinal estava muito boa.

- Quem sabe daqui a algumas horas eu não possa ser a primeira oponente?-nos interrompeu Mirella.

Ficamos imóveis, encarando-a.

- Sei que estão ocupados passando o tempo com alguma coisa útil pelo menos, ao contrário dos outros. Por enquanto chega, venham comigo. -e ela saiu, parecia até que estava cansada.

Eu já transpirava por todos os poros do meu corpo, fiz uma cara de interrogação, mas Felipe deu de ombros e saímos dali. Como ela poderia aparecer, agindo como se não estivesse ficado fora quase o dia todo?

- Gente, tenho que dizer para vocês que acertei alguns detalhes com Henrique. -ela anunciou, quando já estávamos todos juntos.

- Nos esclareça. -pediu Raul.

- O que importa é que deixei bem claro que se algum de nós tivesse um mínino problema por culpa dele, a sua querida mãezinha pagaria por isso. E o avisei de que ainda não achamos algo concreto para ir atrás dela, mesmo assim ele quis ser prestativo e nos presenteou com um belo carro que no momento esta na garagem. -ela é bem objetiva, e não gostava de perder tempo com detalhes.

- Talvez a gente tenha achado algo que ajude. -disse Laís.

- Ótimo, se ajudar mesmo estaremos saindo daqui em questão de uns dois dias.

- Não acha que esta querendo agir rápido demais?-perguntou cautelosamente Raul.

- Vamos conseguir, se permanecemos unidos.-ela estava mais suportável hoje.

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Notas finais
Até mais
bjs