Aperfeiçoados
8 Acreditar na Intuição ou não?Eis a questão!
Notas iniciais
Capítulo pequeno e um pouco chato mais é necessário na história!!
Boa Leitura!!!
Escutamos passos vindos a nossa frente, nos deixamos levar pelo impulso e entramos em uma sala que parecia com um escritório, tinha uma mesa com pilhas de papéis em cima, já que estávamos ali deixamos a curiosidade nos guiar e começamos a observar todo o lugar, Rafael se aproximou da mesa e me disse que os papéis eram relatórios.
Ao meu lado esquerdo tinha cinco pequenos armários,abri e vi que tinha muitos arquivos pensei em pegar um para ver melhor mais não peguei,percorri meus olhos pela sala, de frente para a mesa estava o monitoramento das câmeras que pelo o que vejo tinham poucas. Quando olhei para a que vigiava o cômodo que eu e Rafael estávamos Henrique conversava com o guarda o levando para outro lugar.
Havia mais uma mesa paralela com a outra, tinha um computador de tecnologia extremamente avançada, e mais arquivos sob a mesa, um que continha o meu nome eu tive que abrir dentro não tinha nada além de um pacote transparente com alguns chips, fiquei sem entender segurei o pacote mais perto dos meus olhos e vi com mais clareza que era um tipo de chip diferente, aliás, estava mais parecido com um cartão de memória.
Agora Rafael estava tentando ter acesso ao computador, mas não estava obtendo sucesso na sua tentativa de decifrar a senha, estava frustrado, pois se julgava um excelente hacker. Não tínhamos tempo, Henrique estava com mais alguns guardas era só uma questão de tempo para ele nos achar, amostrei as telinhas das câmeras para Rafael e sem hesitar saímos e continuamos a correr aproveitando que os guardas por enquanto estavam indo ao lado oposto do nosso.
“Não acha que esta sendo fácil demais?”-me pergunta Rafael.
“Pode até ser, mais o que importa é a gente sair daqui.”
Vimos Henrique a certa distância da gente, desta vez ele estava sozinho resolvemos segui-lo e depois de minutos acabamos fora. Aqui é só mais um edifício da cidade a única diferença é que continha um subterrâneo do qual acabamos de escapar. Continuamos a correr agora desesperados para chegar a algum lugar seguro, olhei para trás e pude jurar que vi Henrique encarando a gente, estava escuro, mas tenho quase certeza que era ele.
Tivemos que começar a by Text-Enhance\">andar rápido e discretamente, uma densa cortina de neblina tomou conta das ruas, o que dificultava já que a pouca iluminação não ajudava e o pior parece que somos os únicos a andar pela rua, até parece que estamos numa cidade fantasma, temos que ficar com a atenção redobrada.
Não consigo pensar em muita coisa, a adrenalina invadia as nossas veias nos dando energia suficiente para continuarmos sem que fiquemos esgotados. Inicialmente não sabíamos bem para onde ir, arriscamos indo para minha casa pelo menos até amanhã.
“Seria o primeiro lugar que procurariam a gente, mas acho que eles não vão procurar por lá sabem que seria muito óbvio para a gente ir.”-afirmou Rafael, quando demonstrei medo em ir para lá.
“Não sei não.”
“Fala sério, você esta comigo eles pensam que temos vários esconderijos bem planejados e que provavelmente iríamos para um deles.”
“Ok. Se você que é o especialista em fugas tem certeza então quem sou eu para discordar.”
Tentamos nos misturar com as sombras e escolhemos um caminho mais simples sem muitos atrativos. Não temos que agir como fugitivos, para não despertar suspeita entre os vizinhos, mas isso era quase impossível,quando estávamos andando pela a rua da minha casa,olhares curiosos lançaram-se sob a gente. Ouvi um garotinho falando para a sua irmã que eu e Rafael estávamos descumprindo o toque de recolher, mas a garota parecia estar entretida com outra coisa.
Peguei a chave extra que eu deixava embaixo de um vaso de plantas e entramos nos permitindo respirar levemente e sermos invadidos por um pouco de alívio. Tomamos banho e comemos o quanto nossa barriga pode aguentar, sentamos no sofá apreensivos de alguma forma sentíamos que aquilo era errado, ou poderia ser o medo que fazia ficar sem ânimo.
- Preciso te falar uma coisa. -era reconfortante poder usar a voz.
- Estou ouvindo.
- Henrique nos ajudou a sair dali.
- O que?-ele me perguntou incrédulo e ao mesmo tempo tenso.
- Ele viu a gente saindo e não tentou impedir. Porque acha que foi fácil sair sem ter tido ajuda dele?
- Não sei. Ele não ajudaria aquele cara não é muito diferente de Jonathan é sem escrúpulos. Adorava torturar e principalmente quando extraia nossas lembranças.
- Henrique ajudou, tenho quase certeza. Ele sabia que agente estava escapando desde o começo, enrolou os guardas para que a gente escapasse.
- Ele não teria motivos para isso.
- Sei que ele ajudou. –falei insistente, sei que o vi parecia até aliviado quando viu a gente do lado de fora correndo para a imensidão da noite.
- Acho melhor você parar de pensar nisso, acreditar que ele ajudou pode ser perigoso, vai confundir a sua cabeça, ele é o inimigo não se esqueça... Amanhã você vai conhecer os outros, não tem que estar em dúvida de quem são os malvados.
Peguei duas mochilas e colocamos vários alimentos dentro e outras coisas que podiam ser úteis. Tirei o pacote que eu tinha colocado no bolso da minha calça, não achei que estava em um bom momento para falarmos disso tínhamos que descansar primeiro eu vou dormir enquanto Rafael vai ficar acordado atento para evitar surpresas e depois é a vez dele. Por enquanto vou continuar achando que o Henrique nos ajudou, porque se não tivéssemos recebido ajuda como teríamos saído dali sãos e salvos?Minha intuição me encorajava a acreditar nisso.
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Notas finais
Obrigado por lerem
Até a próxima ;)
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