Notas iniciais
Bem me desculpem pela demora o fim de semestre foi um pouco difícil pra mim.
Desde já desejo Boas Férias para todos!!

Nos vemos lá em baixo...

- Chegamos. -falou Rafael todo satisfeito.

- Que tipo de brincadeira é essa?-perguntei incrédula.

Minhas pernas estavam tremendo de tão cansadas, havíamos caminhado por quatorze horas, meu corpo estava exausto sem energia para mais nada. Sem falar que dormimos pouco.

- Você é maluco. Quer dizer que arriscamos nossa vida para vim até aqui no meio do nada?-praticamente gritei apoiada no ombro de Rafael.

Ele começou a sorrir debochando da minha cara, enquanto eu ficava cada vez mais preocupada achando que ele realmente tinha um problema mental e quase acreditei fielmente nisso encarando a rua totalmente vazia ao nosso redor.

- O quê?Vamos viver como sem tetos e ficar aqui esperando encontrarem a gente? Isso não tem graça.

- Tem certeza que não tem nada por aqui?

- Claro.

Depois que Rafael se recompôs vendou meus olhos dizendo que era uma precaução e me guiou por alguns segundos marcados pelo silêncio. Enfim, quando eu já não agüentava mais de tanta ansiedade me encontrava em um longo corredor onde as paredes eram feitas de metal.

- Isso é muito estranho.

Rafael estava nervoso, não sei o motivo, mas isso não era bom. Seguimos devagar pelo corredor e chegamos a uma sala bem espaçosa onde tinha uma mesa comprida com umas oito cadeiras, havia um homem de aparentemente uns vinte e dois anos de cabelos castanhos e olhos verdes, seus ombros eram largos, sua pele é branca. Ao lado dele tinha uma garota que devia ser mais nova do que eu, loira dos olhos azuis era bem magra, estilo de uma modelo.

Estavam conversando seriamente até pararem congelando seus olhares em mim o que gerou minutos de constrangimento da minha parte. Logo eles começaram a conversar sobre os últimos dias desde o “sumiço” de Rafael, estavam contentes em revê-lo, mas não sabiam como agir comigo nenhuma palavra foi dita para mim e sim sobre mim, o que fez me sentir cada vez mais excluída.

- Oi, eu sou a Laís. -finalmente alguém resolveu falar comigo, nesse momento os outros dois pararam de falar e me encaravam.

- Prazer eu sou a Lorena.

- Então também conheceu o Dr. Henrique não é mesmo?-perguntou o homem.

- Sim.

- Sinto muito por Jonathan ter prendido você... Espero que possa ficar aqui com a gente.

- É, eu também. -falou Laís simpaticamente.

- Bem, já estou aqui e não tenho outro lugar para ir então...

- Você só pode ficar se um certo alguém deixar.-murmurou Rafael sem graça.

- Quem?

- Vai conhecê-la daqui a pouco, a propósito me chamo Raul.

Várias perguntas invadiram minha mente, mas sabia que eles não me responderiam agora, ainda não sei em que espécie de lugar estou, porém me sinto segura nesse ambiente que parece ser feito para fugitivos e ao mesmo tempo feito para nós que procuramos viver em paz.

Por enquanto não tínhamos nada para fazer, Rafael saiu com Raul para onde deve ficar os outros cômodos me deixando sozinha com Laís que era a mais simpática de todos.

- A minha presença incomoda vocês?-quase sussurrei para Laís.

- De forma alguma. Vai incomodar a pessoa que encontrou esse lugar, ela pode ser um pé no saco às vezes.

- E quem é?

- Esse é um assunto delicado. -ela disse passando as mãos pelos cabelos lisos, o que me fez notar ser um gesto comum dela.

- Está bem, não vou insistir. Quantos exatamente estão aqui?

Ela sorriu antes de responder.

- Com você somos seis, imagino que esperava que fossem mais.

- Mais ou menos isso. — eu disse surpresa.

- Lamento decepcionar, mas se livrar do chip é algo muito raro e perigoso.

- Perigoso por ter que ficar fugindo?

- Também mais não é só por isso, tem o fato de conseguir continuar vivo depois de conseguir desativá-lo. É um risco muito grande, pode acabar tendo um derrame cerebral. -ela me esclareceu.

- Eu não tinha pensado nisso.

- Me senti uma especialista falando isso. -ela deu uma breve gargalhada. –Aprendi com o Raul, que anos atrás estava fazendo o primeiro período na faculdade de enfermagem.

- Fico feliz em estar cada vez mais informada.

Laís ia falar mais alguma coisa quando foi interrompida por uma voz extremamente irritada.

- O que ela faz aqui?

Agora entendi porque eles estavam estranhos assim que cheguei, meu clone estava a minha frente me fuzilando com o olhar desejando me tirar dali a tapas, ou no caso dela observando bem seria pior do que tapas. Fiquei paralisada a analisando, era uma verdadeira cópia totalmente igual até nas expressões. Ela também ficou admirada me observando enquanto o ódio e o rancor circulavam por suas veias.

- Talvez isso indique que o Rafael voltou. -falou um rapaz que eu não tinha percebido a presença ficando lado a lado com ela.

Parada aqui de frente a ela parecia que eu estava diante de um espelho a diferença era esse olhar feroz que estava sendo lançado para mim. Rafael com o seu dom de aparecer no momento mais propício se aproximou de nós com Raul atrás dele.

- Como pôde?-ela cuspiu essas palavras enquanto acertava em cheio o rosto de Rafael com um tapa tão forte quanto o de Jonathan.

Eu estava perdida de novo, sem entender bem o que acontecia e me sentindo uma intrusa novamente.

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Notas finais
Quero esclarecer que se eu demorar um pouco a postar o próximo capítulo é porque vou ter uma viajem de família o que não vai me dar muitas chances de escrever mais vou tentar!

Até a próxima
Obrigada por lerem!!
bj