Aperfeiçoados

7 Tentativa Arriscada


Notas iniciais
Boa leitura!!!

Os dias eram seguidos de torturas e tédio Rafael ficava planejando alguma forma de sairmos daqui, cada ideia que vinha na cabeça dele minutos depois era descartada, ele é o mais torturado sempre volta em uma situação precária. Dessa vez quando ele voltou, estava com um sorriso no rosto.

“O que foi?”-perguntei.

“Jonathan vai fazer uma viajem, é a nossa chance de tentar sair daqui. Vai ser mais fácil sem ele aqui.”

“Como? Estamos trancados aqui, e tem guardas lá fora.”

“Não sei como não tinha pensado nisso antes?”-Rafael continuou falando empolgado, como se não tivesse me escutado.

“O que foi? Me conta.”

“Ele queria saber onde estavam os outros, ele esta louco para pegá-los então falei de uma vez.”

“O que?”-me assustei com o que ele disse.

“Não contei o lugar verdadeiro, o importante é que ele vai ficar fora por uns dias é nossa chance de fugir”

“Sabe, ainda não entendo porque ele quis nos torturar. Algumas pessoas estão livres e daí? Porque não podemos viver em paz?”

Ele me encarou com uma expressão nada amigável.

“Você é ingênua demais... Estamos praticamente numa guerra contra eles, todos os que conseguiram ser livres, nós estamos lutando contra os federais faz quatro meses”-ele me disse impaciente como se fosse minha obrigação saber disso.

Então a coisa realmente é séria?Como eu poderia saber, se tudo continua igual, cada um seguindo o seu caminho, todos satisfeitos em estarem aperfeiçoados, não tinha noção que outros estavam livres até pouco tempo atrás.

“Somos os rebeldes, lutamos por nossa sobrevivência e você fica livre e não pensa que teria mais alguém também?”-Ele interrompeu meus pensamentos, agora eu estava me sentindo uma verdadeira idiota.

Não saber de nada, é a pior sensação do mundo. Vivi tanto tempo dentro da minha “bolha” que não percebi o que estava acontecendo. E como poderia?Nada parecia estar abalado.

“Desculpe-me, Sr.sabe tudo.Mais passei tanto tempo tentando ficar livre e quando fiquei me vi sozinha,não teve ninguém para me disser o que fazer e nem para onde ir como no seu caso.”-eu repliquei dando-lhe as costas e sentando na cama.

“O que importa agora é que aquele monstro vai se afastar e nesse meio tempo temos que cair fora.”

“Como?”

“Ainda não sei... Não dá para pensar em um plano detalhado sem conhecer o lugar direito, e simplesmente arriscar é muito risco a correr.”

Ótimo, agora sim me senti mais diminuída ainda. Sem experiências em fuga, em lutar pela sobrevivência como ele disse que luta,é bem capaz de eu atrapalhá-lo ou coisa assim. Não tem como eu exigir isso de mim, fui criada normalmente como toda garota e depois que meus se foram com esse chip idiota na cabeça eu seguia a rotina e depois sem o funcionamento do mesmo, bem olha só aonde vim parar.

Jonathan veio nos ver, falou que logo teríamos mais companhia ficou se gabando das maneiras cruéis do que faria conosco, mas ele estava nervoso, de relance vi insegurança nos seus olhos. Quando fechou a porta, ouvimos ele conversar com algumas pessoas para que fossem com ele.Passos e mais passos se arrastavam pelo corredor,Rafael tem razão é uma boa hora para escaparmos.

“Olha, observei bem esses dias se tivermos sorte o robô vai nos trazer alguma coisa para comer.”-ele disse decidido.

Segui sua linha de pensamento, acho que sei o que ele pretende fazer.

“Pra quem estava com medo de arriscar, isso é duvidoso.”

“Nossa situação requer medidas desesperadas. Temos que no mínimo tentar certo?”

Afirmei com a cabeça, minha respiração estava acelerada. Horas depois, mais uma vez ele tinha razão o robô entrou com a comida e Rafael empurrou a porta rapidamente fechando-a. Olhou para mim me pediu para que eu ficasse preparada, tínhamos que ser rápidos. Peguei um prato derrubei o que tinha em cima e segurei firme ao meu corpo, um homem percebendo a demora do robô entrou interessado em levá-lo, em um momento de descuido dele quebrei o prato de porcelana na cabeça dele, Rafael lhe deu uma rasteira e alguns socos, por fim quebrei o outro prato também.

Rafael pegou as armas do homem e saímos correndo sem olhar para trás, entregou uma arma em minhas mãos trêmulas, até agora ninguém à vista o pior era ficar entrando de um corredor para outro sem saber onde fica a saída. Adrenalina inundava o nosso corpo a única coisa que importa é conseguir sair desse lugar que se assemelha a um hospício construído em forma de labirinto, que para nossa sorte estava quase sem ninguém, só quase.

Notas finais
Bom é isso
Até a próxima!!

P.S: Reviews são bem-vindos

Bjs