Aperfeiçoados
2 Me redescobrindo
Notas iniciais
mais um capítulo boa leitura!!Espero que gostem.
obrigado ao meu primeiro leitor Mateus bem-vindo
Tudo o que eu já estava acostumada a comer estava com um sabor diferente, eu parecia uma criança quando by Text-Enhance\">ganha um novo brinquedo, as crianças de antes não as de agora, que só tem aparência, pois aquela ternura infantil não existia mais, brincavam em praças e parques, mas só porque era o que tinham que fazer. Preparei um banquete de fast-food e comi devagar sentindo os sabores que eu tinha esquecido ou deixado de perceber o quanto eram bons.
Segundo dia livre, o chip continuava no meu cérebro, mas não funcionava totalmente apenas a parte da qual eu podia me comunicar pelo pensamento com as outras pessoas, isso é uma sorte, porque é por isso que ninguém desconfiava que voltei a minha plena consciência.
Não sei ao certo como ele parou de funcionar, acho que ele nunca funcionou 100% em mim, e a raiva que eu sentia por meus pais terem sidos mortos só porque eram opostos a implantação do chip, me motivou a sempre tentar destruí-lo.
Depois de ter terminado minha comilança, limpei e arrumei tudo de volta. Uma das by Text-Enhance\">novidades por aqui é ter robôs para fazer os serviços domésticos, mas eu nunca precisei disso. Agora eu achava estranho ficar sozinha em casa, todo o espaço pra mim, o silêncio perturbador era a minha constante companhia. Lembrei que eu gostava de arte seja desenhos, pinturas, livros, músicas ou qualquer que seja então fui tomar banho para ir a uma galeria.
Deixei a água morna descer pelo meu corpo relaxando meus músculos, não tinha pressa, relaxei como pude. Quando fui escolher o que vestir tirei várias roupas e coloquei sob minha cama só para experimentar mais do meu livre arbítrio e decidir o que eu queria usar.Senti o roçar do tecido cobrindo a minha by Text-Enhance\">pele,até o cheiro do perfume parecia diferente,fui para frente do espelho enquanto me penteava.
Encarei-me por um instante, algo estava diferente. Meu reflexo no espelho mostrava-me uma garota ruiva de olhos azuis, pele branca, até ai tudo normal, o diferente era o brilho no olhar que me dava a certeza de que eu estava livre,sorri ao lembrar disso,um sorriso de verdade,então me entreguei a gargalhadas,eu estava me redescobrindo.
Sai de casa, tranquei a porta, coloquei a chave no bolso e encarei a rua que se estendia a minha frente. O dia estava cinzento e frio, com uma ventania gelada, ainda bem que eu estava agasalhada. Na rua tinha algumas crianças brincando, sem expressão nenhuma no rosto, todas as pessoas, menos eu, eram sem expressões no rosto, andavam para lá e para cá seguindo a rotina. A rotina diária era o que mais importava.
Por um momento me senti insegura em sair de casa, meu coração batia rápido,senti uma sensação de que alguém me observava,olhei para todos os lados mais só vi as crianças e uma mulher três casas a frente pendurando roupas no varal. Respirei fundo e sai, a galeria era meu destino.
No percurso que fiz até a galeria, as pessoas que passei pelo caminho me cumprimentavam com bom dia, mas uma ação sem vontade própria era só um gesto de educação ao qual o chip te desempenhava a fazer. Eu não gostava disso, se eu pudesse despertar cada alma que se mantém presa nos corpos comandados por esses malditos chips, mas se eu falasse alguma coisa, morreria.
Quando estava subindo os degraus da galeria, vi um rapaz do outro lado da rua, estava de óculos escuros, roupas pretas, fez um sinal com a mão para mim segui-lo,se virou e começou a andar.Será que foi pra mim mesmo?Achei estranho, ignorei e continuei a subir as escadas. Não tinha quase ninguém aqui, meus passos ecoavam pelo lugar. Engoli em seco e comecei a admirar a beleza das pinturas, desde as antigas até as mais recentes que seria de 2018.
Após eu ter andando por toda a galeria, procurei o bebedouro e achei em um corredor longo, no meio dos banheiros, não tinha ninguém por ali, a não ser eu, até parecia aqueles filmes de terror, besteira só pode ser coisa da minha mente, pensei. Bebi água rapidamente, olhei para frente e não vi ninguém, der repente uma mão estava na minha cintura, me puxou para dentro do banheiro me virou e me beijou, não foi um beijo demorado mais foi intenso. Então ele encostou sua testa na minha, continuamos de olhos fechados, eu podia sentir o calor do seu corpo.
Depois de segundos que pareceram durar uma eternidade, ele abriu os olhos e se afastou de mim como se tivesse levado um choque.
- Droga. -ele falou, não pensou como a maioria das pessoas. Quem era ele?
Não consegui falar muito menos emitir alguma coisa para sua mente.
- Pelo jeito não é você, fui burro em ter me precipitado.
- Pode me explicar porque fez isso?-falei aborrecida, minha voz eu estava contente em poder usá-la. Dei um leve sorriso, e voltei a ficar irritada.
- Me desculpe, eu confundi você com outra pessoa.
- Só faltavam estar fazendo cópias das pessoas agora. -retruquei baixo.
Observei-o direito ele tinha os cabelos pretos e os olhos cor de mel, perai olhos com um brilho como o meu, falando normalmente... O chip dele não estava funcionando, se não ele estaria agindo como os outros.
- Quem é você?Seu chip não funciona.
- Claro que funciona. -ele disse ficando sério.
- Olha tudo bem o meu parou de funcionar também. — falei mais baixo. Ele arregalou os olhos.
- A gente pensou que éramos os únicos. — ele disse como se falasse para si mesmo.
- A gente? Tem mais pessoas livres? – me animei um pouco.
Ele não me respondeu, abaixou a cabeça segurando o queixo como se estivesse decidindo se me contava alguma coisa.
- Desculpa, é perigoso.
- O que? Quem é você?-perguntei novamente sabendo que não teria respostas, pois ele saiu e me deixou ali sozinha.
Mais pessoas estão desconectadas do chip, eu queria conhecê-las. Tentei segui-lo, corri pela galeria, mais quando cheguei fora não o vi em lugar algum.
Notas finais
deixem reviews ok?
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