Notas iniciais
Oie aproveitei esse tempinho e resolvi postar logo,sou um pouco ansiosa rsrs
Como a Lalah estava ficando pensativa em como eu imaginava os personagens mudei a capa,então quem quiser da uma olhadinha.

Enfim...Boa Leitura
Capítulo longo...

:)

– Tem uma coisa importante que você precisa ver. -eu disse a Mirella assim que todos nós acabamos de nos saciar com o by saveshare\">café da manhã.

Ela continuou sentada olhando para o nada, como se não tivesse me ouvido. Rafael estava agindo estranho, falava o mínimo comigo e mal me olhava era como se eu tivesse feito alguma coisa errada. Raul ajudava Laís com a louça suja e a organizar tudo. Felipe ainda estava indisposto por não ter dormido o suficiente então ficava a vontade deitado em um sofá.

Já que Mirella não estava me dando atenção, deixei-a sozinha.

– No que você ta pensando?-perguntei a Felipe, enquanto sentava numa poltrona ao lado dele.

– Henrique mencionou a Mirella no último vídeo que vimos, mas eu não entendi bem o que ele quis dizer.

– Acho que tem todo um contexto por trás do que ele falou. -comentei.

– Como assim?

– Alguma história envolvida.

– Por acaso você esta sabendo de alguma coisa e não me falou nada?-ele me perguntou desconfiado.

– Claro que não, porque acha que ela me contaria?-me fiz de desentendida.

– Não sei, mas ela nos conhece e sabe coisas da gente e ninguém sabe do passado dela, com exceção do Rafael eu acho.

– Temos que mostrar by saveshare\">logo a ela, e começar a nos organizarmos para sair em busca da mãe do Henrique.

– Tem razão, se quiser eu vou com você na sua casa.

– Vão fazer o que na sua casa?-perguntou Rafael, com a sua mania de surpreender as pessoas, dando ênfase em (“na sua casa”).

– Nada demais. -respondi debilmente.

De alguma forma, tinha uma tensão no ar. Deve ser por causa da situação constrangedora que ele e Mirella passaram.

– Estamos querendo privacidade. –ele me lançou uma piscadela, Felipe sabia que ainda não era hora com exceção da Mirella, para alguém saber do vídeo.

– Vocês andam com o hormônio a flor da pele. -retrucou Rafael.

– Olha só quem fala. -disse Felipe amigavelmente entre risos.

Rafael nos encarou e saiu a passos rápidos.

– Tem gente de by saveshare\">mal humor. O que vocês fizeram?-pergunta Laís apontando para a direção em que Rafael tinha saído.

– Não fiz nada. -falei.

– Muito menos eu. É que vimos ele e a senhorita mandona em uma situação bem comprometedora...

– Quando? Até eu queria ver isso. -Laís comentou com um sorriso brincalhão nos lábios.

– Você estava bem ocupada hibernando.

– Seu sem graça. -ela cruzou os braços abaixo dos seios.

– Concordo em parte com relação a isso, você dorme profundamente. -eu disse sorrindo, lembrando quando a vi dormindo.

– Vai apoiar ele agora?

– Só estou falando a verdade. Gente o que tem demais o momento casal daqueles dois? Eles são namorados é normal.

– Eles nunca assumiram nenhuma relação, só ficam juntos de vez em quando sei lá, ninguém vê os dois juntos trocando carícias ou algo do tipo. Sabe, não agem como um casal. -explicou Laís.

– Deve ser por causa do jeito da Mirella, não quer que ninguém veja o lado sensível dela. -afirmei.

– Não é isso, o que eu quero dizer é que não parecem gostar um do outro daquela forma...

– Pelo o que observo by saveshare\">aqui acho que o sentimento não é recíproco, talvez ela goste muito dele e ele não corresponde com a mesma intensidade. –argumentou Felipe.

– Pois eu acho que ele corresponde sim. -falei firmemente, lembrando do incidente na galeria quando ele pensou que eu era ela.

– Ele falou alguma coisa para você quando vocês estavam com o Jonathan?-perguntou Laís curiosa.

– Não, ele não falava sobre vocês para mim.

– Quando ele sumiu, ela ficou inquieta procurando por ele. -falou Felipe.

Logo Raul veio se juntar a gente, ele era quieto na dele. Conversamos por horas sobre várias coisas, aproveitei que todos estavam distraídos com algo e fui atrás de Mirella que estava sentada com os olhos fixos no computador de última geração em que tínhamos acesso e usamos muitas vezes, principalmente Felipe.

– É incrível como vocês pensam que podem me esconder alguma coisa. –opa pelo seu tom de voz, indicava que ela já tinha visto o vídeo.

– Só para deixar claro, eu já ia falar disso com você. Esse foi o vídeo que o Felipe tinha me mostrado quando vimos você e o Rafael, não se preocupe ele não entendeu do que tratava quando Henrique falou de você ser o projeto vingativo do “cientista maluco”.

– E como se sente em relação a sua família perfeita?

– Não gaste suas palavras tentando me fazer ficar com raiva do nosso pai, ele pode ter errado, mas não vou deixar de amá-lo.

– Nunca foi meu pai. Bom, isso não importa mais ele já morreu. Vá chamar os outros, temos uma coisa para decidir.

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Mirella informou aos outros que a primeira coisa que tinha que ser feita era ir a minha casa onde supostamente teria algumas pistas que nos serviria de muita ajuda, tivemos um demorado debate sobre a proposta do Henrique em que medimos os pós e contras, também pensamos em outros detalhes.

Fizemos um planejamento de como íamos para a minha casa e só faltava escolher quem iria comigo.

– Eu vou. -se adiantou Laís.

– Nem pensar, você só sai daqui se for comigo. -protestou Mirella.

– É injusto, não se pode medir a maturidade pela idade.

– E eu vou junto, então acho que posso cuidar das duas. -Falou Felipe.

Mirella e Raul trocaram olhares, ela parecia querer a opinião dele.

– Não é uma boa ideia. -Mirella permanecia cautelosa em relação a Laís, por ela ser a mais nova.

– Felipe não vai, eu vou. -afirma Rafael, atraindo os olhares de todos para ele.

– Tem certeza?-pergunta Raul com um pouco de preocupação, vi ele e Rafael conversando em particular, quando eu tinha ido atrás de Mirella.

– Assim Laís poderá vim junto já que ela faz questão. -foi a justificativa que Rafael deu.

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Esperamos até a noite chegar assim seria mais seguro, então cautelosamente fomos. Segui pelo mesmo corredor quando cheguei aqui, mas quando sai daqui um pequeno prédio se erguia a minha frente.

– Então quer dizer que estamos aqui?

– Exatamente. -me respondi Laís.

– Como não vi antes?

Era um prédio bem desgastado e mofado, tinha alguns manequins o que indicava que antes teria sido uma loja. E segundos depois, em um piscar de olhos eu já não via mais nada, o que me fez piscar os olhos algumas vezes para ver se era real enquanto Laís sorria de mim.

– Isso não passa de pura tecnologia, é um sistema de camuflagem que eu, Felipe e Raul fizemos. -esclareceu Rafael vindo de algum lugar, eu nem tinha percebido a ausência dele.

– Então Por isso que não vemos nada, isso é fascinante. -eu disse.

– Bom, se alguém chegar a ver, só vai ver uma antiga loja abandonada. -concluiu Laís.

– Chega de papo, vamos logo. -interfere Rafael.

Os guardas de Jonathan já tinham feito a ronda depois do toque de recolher, era o melhor momento para agirmos. Não foi muito difícil chegar até minha casa sem perceberem nossa presença, logo que entramos fomos direto para o sótão. Começamos a analisar caixa por caixa, não sabíamos ao certo o que procurávamos,tinha muita coisa sem utilidade.

– Será que isso ajuda?-perguntou Laís apontando para uma caixa onde tinha alguns livros.

Verificando bem, tinha dois diários. Os dois com um nome que não reconheço, só sei que era de uma mulher e talvez seria a mãe do Henrique.Isso me deu um aperto no peito,realmente era doloroso demais saber que meu pai traia minha mãe.Voltamos para a sala,Laís e Rafael se sentaram no sofá ela folheava o diário procurando ler algo importante e ele continuava a mexer na caixa procurando por mais alguma coisa que seja útil para a gente.

– Belas fotos. -comentou Laís, percorrendo com os olhos os porta-retratos que tinham na sala, sorri sem mostrar os dentes.

Deixei-os sozinhos e caminhei nervosa até meu quarto. Cada centímetro dessa casa me lembra meus pais, uma lembrança ruim veio a minha mente quando nos separaram para conversarem com ele e logo em seguida veio a sua morte.

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– Você esta bem?-perguntou Rafael atrás de mim, lhe respondi com um gesto afirmativo com a cabeça meus olhos estavam levemente marejados de lágrimas.


– Acho que não encontramos nada que ajude. -falou Laís adentrando no cômodo.

– Ou talvez tenhamos que ler página por página dos diários para ver se encontramos alguma coisa.-falei firme.

– Eu esperava por mais.

– Eu também. -concorda Rafael.

– Já disseram a vocês que uma coisa simples pode ser muito mais do que imaginamos ser?-perguntei casualmente.

– Não, mais essa é boa. -sorriu Laís passando a mão pelos cabelos que estavam presos em um rabo de cavalo.

– Acho que sei bem como é isso. -falou Rafael, com algum pensamento fixo na cabeça.

– Acho que podemos ir. -eu disse dando uma última observada no meu quarto respirei fundo erguendo forças para seguir em frente criando uma camuflagem propícia ao momento em que nos encontramos agora afinal, todos nós fazemos isso agimos de um jeito oposto ao que sentimos. Tentando me fazer de forte como a Mirella que querendo ou não era minha irmã, e mesmo que não tenhamos nenhuma relação é minha única família viva.

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Notas finais
Dúvidas,sugestões elogios e criticas são bem vindos!!
Até o próximo capítulo
:)