Apenas um sussuro
12 Tábuas que correm mudas
Notas iniciais
Jane estava sentada no sofá, costas largadas no encosto, pes descalços no tapete felpudo enquanto assistia o teto. O barulho do chuveiro foi substituído pelo ronar do secador.
Eu poderia ir lá, poderia surpreende-la, ela daria um gritinho surpresa e depois não me deixaria mais sair... No entanto ela, ela mentiu pra mim, me enganou. Recebeu o Jack na casa dela, sabe-se lá Deus o que fizeram...
Quem ama por dois chora sozinho. Tenho que esclarecer algumas coisas antes de...
O barulho cessou, fazendo o quarto cair em completo silêncio. Jane enquadrou os ombros, uniu as mãos e sem perceber estava esfregando suas cicatrizes, pé batendo em sinal de ansiedade.
–Oi -a loira deu um 'oi' tímido, sorriso meio aberto, olhos incerto do local certo para olhar enquanto apoiava a toalha branca enrolada em seu corpo.
–Vou tomar banho. -Jane levantou, os olhos se encontraram e um sorriso tímido e meio sapeca brotou nos lábios rosados de Maura. A morena se perdeu por alguns segundos neles, aquilo parecia tão certo estando ali, tão próximas, apenas iluminadas pela luz do abajur.
–Vou tomar banho. -disse novamente, como se estivesse afirmando mais pra si mesma do que pra Maura.
Acredita que ela foi tomar banho mesmo? A água quente deslizava pelo seu corpo enquanto ela se xingava de todos os palavrões que conhecia.
Há momentos que fazemos coisas idiotas que nos faz acreditar que somos isso mesmo... Idiotas... E para comprovar a teoria a morena decidiu secar os cabelos. Após mais de vinte minutos, dois tombos do secador e duas orelhas parcialmente queimadas Jane saiu do banheiro, os cabelos para o alto como um leão recém-nascido.
Avistou Maura sentada na cama, pés repousando entrelaçados embaixo do edredom convidativo, costas amparadas pelo travesseiro enquanto digitava algo em seu nootbook. Jane deitou lentamente na cama que rangeu um pouco com seu peso, surpreendeu-se ao ver a loira fechar o aparelho e olhar para ela.
–E então? Já acabou de digitar... Han... Alguma coisa aí?
–Estava analisando o relatório da autópsia que meu assistente fez.
–Do rapaz que a Kikyo e eu encontramos?! -Jane sentou na cama interessada- E então?
–Desculpa, você não está no caso, não posso discutir isso com você.
–Pode deixar, amanhã a det. Senkey me deixará à parte de tudo. -Jane usou um tom agressivo e se arrependeu assim que deu as costas para a loira e se cobriu com o edredon.
–Você está com raiva de mim Jane? -a morena não respondeu, ficou segurando o edredon com as duas mãos, olhos em direção a parede. -Foi algo que eu fiz ou disse? Você passou o dia inteiro me tratando assim.
*********************
Jane acordou durante a noite e procurou por Maura ao seu lado, o lençol estava frio e bagunçado, não havia ninguém ali. Pensou em levantar, mas ouviu um barulho próximo a janela. Maura estava olhando pelo vidro, no entanto não admirava a paisagem, estava apenas perdida em pensamentos enquanto abraçava seu próprio corpo em cima da cadeira, o queixo repousando nos joelhos...
Ela estava chorando, toda a tristeza que escondeu durante o dia estava exposta pelo brilho da lua que penetrava a janela.
Ela estava exposta.
Perguntas sem respostas a levaram àquela cadeira solitária, lágrimas silenciosas molhavam a manga de seu pijama. Ela se encontrava nas perguntas que calava.
Tábuas correram mudas pelos pés da morena que aproximou-se lentamente da mulher que chorava.
<-como se você não soubesse maur
–Realmente não sei. Por que você está com raiva de mim?Me fala pra podermos resolver juntos.
–Não se faça de boba Maur, vc sabe bem do que estou falando.
–Não. Não sei o que ta acontecendo. Tudo que sei é que já fui julgada e agora estou pagando por algo que não fiz. Por que se eu tivesse feito vc já teria jogado na minha cara e não ficaria ai fazendo jogos.Maura passou a manga do pijama no rosto retirando uma lágrima teimosa que caia.
–Eu não vou te convencer Jane, eu não vou tentar mudar o que você pensa. Se voce quer guardar pra si como sempre faz, por mim tudo bem.
frase feita subiu a boca da morena, mas voltou ao silêncio, o silêncio que doía
–Jack — foi a única palavra que conseguiu sussurrar, tao baixa que Jane não teve certeza se foi ouvida.Maura deu um sorriso de lado, não acreditando no que estava ouvindo.
–Então é isso? É por isso que voce esta me ignorando, me julgando?
–Eu vi vocês dois juntos na sua cozinha. -a frase foi ríspida, e deixou um gosto amargo na boca de Jane; a intenção era machucar Maura, mas foi ela quem se sentiu ferida.
–E o que voce viu? A gente beijando? Rasgando roupas e as espalhando pelo chão? Relembrando um "amor do passado"?
Jane permaneceu em silêncio, longos 10 segundos de silencio apreensivo.
Maura bufou -Se você tivesse entrado e se juntado a nossa conversa você entenderia. Se você não tivesse ignorado todas as minhas ligações durante a noite; não tivesse evitado todos os meus olhares durante o dia você saberia o que aconteceu.
Maura olhou nos olhos da morena, hesitante sobre as próximas palavraa. -Substimei você Jane, achei que você confiasse em mim como namorada. Talvez não seja esse nosso momento.
Não houve gritos; Ninguém levantou a voz; Objetos não voaram nas paredes; Timbres agudos não foram ouvidos ao longe; Ninguém saiu correndo batendo portas e balançando lustres; Não houve latidos desesperados ao acelerar de carros; Perseguição de rodas nas rodovias; Abraços forçados; Empurrões confusos; Lágrimas histéricas.
Jane apenas se flagou olhando o chão, olhando as tábuas mudas sobre seus pés descalços, coração batendo ligeiramente apertado por não saber o que estava acontecendo, por não saber como agir. Ela estava inteira silêncio. Ombros encolhidos, como se desejasse diminuir e deixar de existir...
Escondida na covardia das palavras não ditas.
Ouviu o ranger da tábua enquanto Maura se levantava e parava à sua frente.
Maura olhou para algo além, algo que só ela estava vendo naquele momento.
Não é o Jack o nosso problema Jane, mas sim sua falta de diálogo comigo, você foi imatura e precipitada, ficou sofrendo por nada. Fez o que você tanto odeia: 'julgar e condenar sem antes ouvir.' Como amiga você sempre me escuta, me entende, jamais imaginei que seria diferente como namorada. É como se retornassemos ao inicio de nossa amizade, e isso eu não quero. Você ainda não está pronta.
Jane levantou os olhos, sentindo o peso de cada palavra, cada virgula dita. Um nó formava em sua garganta, impedindo a tentativa de pedir por socorro, de abraçar Maura e dizer que sente muito, de dizer que tudo ficaria bem.
Mas aquelas palavras machucaram, se Maura ao menos tivesse gritado, a ofendido, ela saberia como reagir... Mas daquele jeito não. A decepção na voz da loira talvez tenha sido o que mais feriu.
–Eu dei motivos Jane? Dei motivos pra você duvidar do meu amor por você? O que eu realmente fiz pra você não confiar em mim? É o meu passado? São os homens que tive? É por isso que você não consegue acreditar em mim?
–Maur, isso é mais forte do que eu. Sinto muito, eu... -a frase foi cortada, um argumento convincente não conseguia ser elaborado enquando Jane olhava nos olhos úmidos de Maura.
–Sente? Esse é o problema, você sente agora, só agora que estamos aqui... discutindo. Eu não estava reatando com ele, mas foi o que você viu.
A loira passou a mão nos cabelos. -Não vou discutir, sou muito certa das coisas que faço mesmo tendo sido tão...
Foi difícil me entregar assim, você sabe o quanto eu tenho medo de me machucar — Maura colocou as costas da mão na boca, na tentativa de reprimir o choro.-Eu não ofereço riscos pra você Jane.
–É o ciumes Maura, ele...Eu não...Eu
–Você acha que eu também não passo por esse mesmo drama? Você acha que também não tenho minhas dúvidas? -Maura levantou as mãos e as soltou novamente frustrada. -Eu estive com você quando você colocou um anel no dedo sonhando ir pra longe, você acha que eu não tenho medo que isso aconteça novamente? Voce disse que amava o Casey, mas você nunca disse isso pra mim! Você sempre esteve comigo, mas só falou que gosta de mim, nunca falou que me ama, e eu já te falei isso muito mais que uma vez, porque sim! Eu te amo e não tenho medo de falar isso alto e claro, mas você...
–Como se falar "eu te amo também" fosse algo perto do que eu já fiz por você né. -Jane desejou não ter usado um tom tão irônico, mas as palavras já tinham sido lançadas, como dados na mesa de uma roleta.
–O sarcasmo destrói a sinceridade sabia?
E lá estava mais uma verdade, um tapa na cara que nos faz acordar de um tranze. Com vergonha de emocionar mascaramos com piadas e sarcasmo os momentos proximos ás lágrimas. Não é tão difícil retiribuir com delicadeza, entender o momento que o outro compartilha uma verdade; Respeitar e tentáar entender um sentimento. Mas ao invés disso, tiramos de dentro uma ironia, uma grosseria quando sentimos os olhos arderem. E era assim que Jane estava, olhos rastejando úmidos no chão em estado e confuso.
–Não faça mais isso, não seja irônica quando estou sendo sincera com você Jane. Aprenda a não fazer, por favor. É custoso formular essas palavras.
Os olhos encontraram os joelhos novamente.
–Eu te amo Maura.
A frase ficou solta no ar, voando como um avião aguardando pouso em uma estrada enevoada.
– Não diga que me ama se não for pra sempre. Não diga que me quer se você não for ficar. Não me dê esta sensação pois eu vou acreditar, mesmo sabendo que você só disse isso agora porque eu reclamei.
Maura deu alguns passos hesitantes, incerta se queria ser seguida ou não.
–Jane, eu...eu gostaria de ouvir isso de modo espontâneo, não forçado.
–Não é forçado.
/p>–Acho que você ainda me vê apenas como sua amiga, vamos continuar só assim então, que será melhor pra nós duas.
Edredons foram afastados enquanto a loira deitava na cama.
Jane voltou o rosto para a janela e sentiu trair as batidas do próprio coração. Batidas essas que agora a guiavam como um rio, um rio que seguia o caminho sem ela.
Maura pensou em chama-la para deitar, afinal ainda eram amigas, porém não cortou o silêncio ao observar Jane com os olhos atentos na janela, depois ficou em silêncio ao ve-la sair descalça de pijama pela porta.
A irritação fez a loira bufar e deitar a cabeça novamente no travesseiro. Um barulho de porta sendo fechada devagar foi o último som que Maura ouviu antes de amanhecer.
***********
Maura acordou com um pular e uma rizada infantil sobre o Edredom.
–Bom dia Maura!
–Dormiu bem?
–Sim! -o menino ficou de joelhos na cama, sorridente com seu dente quebrado.
–Mas não fala pra "kikuo" que eu vim pra cá não!
Maura sorriu- Por que?
–Ela falou pra eu não vim pra não atrapalhar você e Jane. Mas a Jane tá dormindo no carro da Kikuo, então eu vim.
–Ela está no carro?
–Tá sim, tá até roncando.
Maura sentiu se um pouco culpada, e receosa em como ficaria a situação das duas.
–Maura...Eu atrapalho? -a voz doce e carente fez brotar um sorriso no rosto da loira.
–Não meu amor, atrapalha não. Gostamos muito de você, e você? Gosta da gente?
–Um tantão assim -o menino esticou os braços como em um abraço, caindo no colo da loira que o fechou em um abraço maior -A Jane é minha melhor amiga sabia? E você também!
–Ela também é minha melhor amiga. E você é meu amiguinho sapeca.
–Vocês vão "cruzar"?
–Vamos o que?! -Maura olhava o garoto assustada, boca aberta e olhos arregalados.
–Cruzar ue, você sabe, colocar anel.
–Ah! -Maura soltava o ar aliviada- "Casar", o nome é casar. Por que você acha isso?
–Porque a Kikuo não deixou eu entrar aqui, igual eles não deixavam eu entrar no quarto dos meus pais. E porque vocês gostar tanto.
Maura ficou um pouco confusa com o raciocínio do garoto que parecia estar comparado a relação dos pais dele com a das duas. Crianças não vêem a diferença que tantos vêm, pra elas bastar estar juntos pra ser um casal.
–Não sei Esquilo.
–Você quer que eu pergunte se ela quer cruzar?
–Casar
–Casar. Casar com vc.
–Obrigada pela oferta, mas isso é uma coisa que só nos duas temos que resolver, tudo bem?
–Tudo! Mas se precisar tô aqui chefe! -o garoto bateu continência.
–Por que você quer que a gente case?
–Pra eu poder dormir na casa de vocês de vez enquando e ganhar cachorro quente.
–Mas isso pode acontecer mesmo sem casamento. Só que cachorro quente faz mal.
–Faz? -olhos arregalados encaravam Maura.
–Em excesso.-tentou concertar para não assustar o menino- Tem que comer pouquinho e beem de vez enquando.
Maura passou a mão nos cabelos, a boca seca exigia água.
–Já escovou os dentes Esquilo?
–Não. Tem escova não.-
Maura olhou desconfiada.
–É verdade. Eu tinha do Bob esponja que mamãe me deu, mas perdi.
–Então eu vou te dar uma reserva que tenho, e depois te dou outra de criança.
–Tá!
–Agora levanta
–Não! -dizia a voz sapeca.
–Ah não?!
Maura começou a fazer cócegas em Esquilo pra ele levantar da cama. Risadas gêmeas ecoavam pelo quarto, mas o pensamento ainda estava em Jane.
'Fomos precipitadas demais. Nos beijamos, ela me tocou e já acreditamos estar apaixonadas, que perdemos tempo demais. Foi tudo muito rápido; achei que tivesse sido irracional e exagerado aquele dia no meu quarto, mas não, era só minha lógica me gritando que não daria certo.
***************
Maura desceu para o jardim, e avistou Kikyo e Jane tomando café da manhã em uma mesa redonda pequena, Jane ainda não tocara no prato. Enquanto Kikyo gesticulava com o garfo no ar.
–Não me faça rever aquela imagem na mente de novo, por favor. Vou ter pesadelos com aqueles desenhos dos minions naquela samba canção vermelho escarlate enorme.
–Nunca mais verei "meu malvado favorito" do mesmo jeito. E a hora que ele abaixou pra olhar debaixo da roda.
–Tô falando, vou ter pesadelos. Preciso de terapia
–Vou ligar e marcar com a minha terapêuta hoje, linda viu. So hot!
–As vezes você me lembra um certo italiano sabia?
–Se for gato joga na mon ai.
–Não acho uma boa idéia. Você não teria paciência.
–Enton tá. Minha paciência é mais curta que roupa de piriguete.
Jane sorriu, era impossível ficar para baixo perto de Kikyo.
–Sonhei com ele, com o Korsak nadando pelado.
–Informações demais, informações demais. Meu Deus! Mais uma cena pra imaginar agora... Argh! Tô com medo de dormir
–Por que você acha que acordei ton cedo? Ao menos Frank de bermuda foi uma visão mais agradável.
Jane olhou desconfiada para Kikyo, havia algo implícito ali.
Maura se aproximou mais com Esquilo
–Oi dorminhoca!
Jane então percebeu as outras presenças ali e sentiu seu coração bater tão alto como um alarme de incêndio de um prédio em chamas, e colocou sem graça uma mexa de cabelo atrás da orelha e sorriu.
–Acordei há um bom tempo, -dissd Maura- É esse porquinho que não queria escovar os dentes. -Maura abraçou Esquilo por trás.
–Ele também non queria tomar banho ontem. Tive que tomar um quase banho vestida pra conseguir dar banho nele. Mas foi boa nossa guerra de travesseiros ne garoton?
Kikyo puxou o garoto para seu colo fazendo cócegas, como um irmão mais velho brinca com o caçula.
Maura sentou ao lado de Kikyo, ficando de frente com Jane, ambas evitavam o olhar.
–Vocês falaram do Korsak, e o que vc vestia ontem senkey? -Maura tentou puxar assunto.
–Isto. -A asiática apontou o próprio corpo com as mãos- Tomo banho e visto a roupa que vou usar no outro dia. Só a blusa que non, mas como dormi com o garoto curioso aí, prefiri non mostrar a cor do meu sutian.
–Agora entendi porque as vezes você vai trabalhar toda amarratoda.
–non zoa. A Jane tava vestida com uma blusa da escola. E uma calça do tempo que a minha vó era gostosa
.–Como você achou essa blusa Jane?
–Você não tinha falado que não sabia que ela havia sumido?
–Não sei do que voce está falando.
–Tô falando da minha blusa que ganhei quando estava no ensino médio e que misteriosamente foi parar no lixo da SUA casa.
–Ai tocou na ferida -Kikyo calou-se e tomou um gole do seu suco após o olhar fuzilante de Maura
.–Jane, você deve ter jogado lá e não lembra.
–Assim como não lembro como meu chinelo que ganhei na promoção da cerveja há 5 anos foi parar lá também. Tomei muita cerveja pra conseguir aquele chinelo sabia?
–Não foi nenhum sacrifício, eu lembro bem
.–Kikyo, preciso de você aqui.-Korsak gritou.
–Ha Korsak. Tava boa a D.R. aqui.
–Detetive Senkey!
Kikyo levantou e olhou de Korsak que se afastava para Jane e murmurou pra morena.
Após a saída de Senkey o silêncio tomou conta da mesa, os únicos sons era o do garoto tomando o suco de laranja de Jane.
Os olhares das mulheres não se encontravam, estavam perdidos nas árvores ao redor.
'Onde nos perdemos queria tanto achar'
Maura cortou o silêncio enquanto cortava a panqueca para Esquilo - a panqueca de Jane. A fome da morena não vencera o incomodo de engolir as palavras junto da comida.
–Da janela do nosso quarto pensei ter visto o brilho de uma lanterna no estacionamento, próximo aos nossos carros.
Maura abriu a boca em 'o' surpresa.
–Não sei se havia algo. Só liguei pra Kikyo e Korsak do corredor ainda. Porém quando chegamos lá, não havia ninguém. No entanto ambos os carros estavam destrancados.
–Oh! Como? A trava é automática, pela chave.
–Eis o mistério. Só que fizemos a vistoria nos carros e o seu tinha um GPS no silenciador. Não sabemos se foi colocado ontem ou há mais tempo
.Maura refletiu sobre os lugares aonde foi, alguém poderia saber todos seus passos agora, todas as lojas e restaurantes que frequenta e se sentiu vulnerável, pequena.
–E agora? O que vai ser?
–Não sei. Estou fora da investigação por causa dessa maldita suspensão. Korsak e Frank não me informam nada.
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