Apenas um sussuro

6 O silêncio também sabe gritar


Notas iniciais
Hello Everyone! Só queria agradecer aos comentários que me motivam tanto. E informar que esse e o próximo cap são mais focados no desenrolar da trama, por favor não me abandonem, os meios também merecem serem justificados. E eu ameacei fazer greve de atualização até duas das minhas autoras prediletas atualizarem (Butterfly e Janerizzoli), mas o tiro saiu pela culatra, fui ameaçada de morte se não atualizasse... confesso, sou medrosa, está ai cap atualizado

O barulho de um carro na rua, conversas ao longe através da janela, nada disso prendia a atenção da Jane que estava deitada de costas na cama, assistindo o teto.

Ouviu o relógio contando os segundos na mesa de cabeceira.

3:32am

O apartamento estava em silêncio, Jô Friday dormia aos seus pés, e as horas avançavam.

4:10am

4:48am


5:10am

Virou mais uma vez na cama, olhos na janela ainda sem uma tênue sombra de sono, durante o dia ficaria exausta. Mesmo após o banho ainda conseguia sentir o cheiro de Maura em sua pele, e as lembranças vinham com tantos "e si". Alguns flashes invadiam sua mente sem pedir licença para entrar: a paz no rosto de Maura após o clímax, os olhos de medo depois, a discussão que tiveram, o medo de perder a amiga.

Será que ela também está acordada? Será que a cama dela parece tão desconfortavél como a minha? Será que o corpo dela anseia pelo meu também? Ela está pensando em mim?

5:38am

Jane sentou na cama, passou as mãos pelos cabelos. Aquela noite havia aberto um abismo entre elas, lembrando a morena que aquela relação mais íntima foi improvavél desde o início. Não era os cadavéres do necrotério que ela temia ver agora, mas sim os olhos de Maura, não saberia como reagir.

Como pude fazer isso sem nem ao menos terminar de fato com Casey? Nós dois nunca dissemos "acabou", não lembro dessas palavras terem saido dos nossos lábios, houve apenas a compreenção da distância. Por que sentimentos são tão complicados?

6:10am

Jane levantou se aproximando, quase encostando na janela. Não lembro de abri-la quando cheguei. Reparou as marcas na madeira e escutou batidas na porta.

*****

Maura acordou encharcada de suor, conseguia ouvir as batidas aceleradas de seu coração em seu ouvido enquanto se esvaia as últimas lembranças de um pesadelo, um pesadelo com Jane. A boca estava seca, cabeça latejando lembrando a loira o quanto ela bebera e chorara na noite anterior. Olhou para o relógio de vidro na parede, 9:32am, estava atrasada. Observou a cama e lembrou da noite que teve ali, se arrependeu por alguns instantes de não ter cedido mais ao desejo, seu coração se apertou ao voltar lembranças do sonho em sua mente.
Sonhou entrar em uma cabana antiga, assoalho de madeira, mofo nas paredes, mas nada disso a apavorou mais que a cena seguinte, Jane deitada no chão, pela fria e pálida, cachos ensanguentados, olhos vidrados.
Lágrimas escorriam pelo rosto de Maura, revelando a ela o estado frágil de sua situação, mostrando a fragilidade com apenas um sonho.

A loira levantou da cama, indo em direção ao banheiro, mãos limpando lágrimas teimosas. Olhou-se no espelho, uma mulher cansada com olhos fundos a olhou de volta, o resultado de dormir chorando, dormir fugindo. Olhou para o armário, não havia limpado as unhas cortadas no momento de fúria, a tristeza a deixara desleixada. Seu telefone tocou lembrando-a o atrazo das horas, a limpeza teria que esperar.

*****

–Antes de começarmos det. Senkey, gostaria de informar que a pia para vomitar fica naquele canto. -Maura falou com a asiática cada vez mais pálida.

–Nom, obrigada doutora. Estou bem, nem vou precisar. -Senkey suava mesmo no frio do necrotério, mais uma mulher tentando mostrar sua força e coragem.

Enquanto Maura abria o zipper do saco negro com o auxilio de seu novo assistente, Frankie entrou na sala.

–Vai nos acompanhar Frankie? -Perguntou Maura, mãos abrindo a jaqueta roxa do corpo a mesa.

–Não, não posso agora.

–Onde está Jane? Não há vi ainda. -Perguntou cortando a blusa branca, a tesoura fazendo um barulho alto no tecido molhado.

–Jane não estava se sentindo bem e pediu licença hoje. — Frankie parecia nervoso, tremia e oscilava o peso do corpo sobre os pes.

Ele está inquieto, aconteceu alguma coisa, ele está mentindo. Não vou insistir e ele não precisará mentir.

O corpo estava exposto sobre o metal, uma luz forte sobre o mesmo, como um suspeito sendo interrogado, mas alí não haveriam perguntas, só respostas, respostas de perguntas que ainda não foram feitas.

–Há muitas marcas e machucados nas mons dela. -começou Kikyou. -São de defesa?

–Sim, é possível que tenha arranhado e tentado segurar ou empurrar o agressor. Mas infelizmente não há como procurar por DNA embaixo das unhas, pois ela foi encontrada em uma poça de água, mesmo raza continha água o suficiente para lavar o DNA.

Maura sondava cuidadosamente a roupa sobre a banca de metal, mas a atenção ainda estava em Frankie que agora suava também, mas não pelo pavor ao corpo exposto, outra coisa o incomodava.


O que está acontecendo que não sei?

–Maura, -Frankie disse se aproximando da mesa, mão enluvada apontando a costela da vítima. -Isso é marca de um tiro não é?

–Sim, mas só saberei se a causa da morte foi o projétil ou o corte na jugular, após a necropsia

–Por que não vimos esse tiro antes? -Perguntou Senkey

–Havia muito sangue e o corte aberto era chamativo demais, por isso a necropsia tem que ser tão meticulosa, aparências enganam demais- Maura falava, olhar fixo em Frankie.

–É mesmo, -afirmou Senkey se aproximando da marca de tiro. -Parece uma Bersar calibre ponto 40. É ótima, mais tiros, mais precisão e mais linda. Ela é do FBI, mas alguns raros policiais usam com a autorisaçon dos caras.

A arma da Jane. -Frankie e Maura pensaram. Ela comprou essa arma após amorte de Hoit.

Frankie pediu licença e jogou as luvas na lixeira, Maura percebeu as costas rígidas do homem, cabeça baixa, algo grave havia acontecido.

A loira ainda estava perdida em pensamentos quando foi para a sala ao lado, aguardar que o auxiliar lavasse, pesasse e tirasse raio X do corpo.

Senkey cortou o silêncio. -Por que esse chinês tem que ser ton lento.

–Ele é vietnamita, e é só meticuloso.

–No meu idioma chamamos de lento. Será que é mal de todos os chineses serem tão lentos?

–Vietnamita. Você é de onde?

–Corea do Norte -Falou orgulhosa. -Aposto que se esse chinês fosse coreano seria mais rápido, parece um ex namorado meu... só que esse ex namorado tinha 69 anos e esse chinês ai não aparenta mais de 40.

–Você não vai aceitar que não é chinês ne. E 69? Sério?

–Sim, eu estava afastada de Deus na época... mas ele me enchia de presentes, era bom. Tadinho, me compensava pela falta.

–Ele era ausente?

–Depende do que estamos falando. -Ambas riram

–Alguém vai sentir falta dessa mulher- dizia Maura olhando pelo vidro, uma mão no queixo, outra abrando os seios.

–Diz isso porque ela é bonita?

–Estou dizendo porque ela estava em excelente forma, dentes perfeitos e vestia uma calça Donna Karon e tênis Alberto Guardini.

–Isso quer dizer que ela era rica?

–No mínimo que tinha bom gosto. Reparou a blusa com corte italiano lindo que ela usava, me deu uma dó cortar.

Kikyou olhava assustada para Maura ao seu lado. -Nem vou perguntar o preço, deve valer o meu carro, apesar que ele non vale muito mesmo. Mas ela era arrumadinha e gostosona, por que enton tinha estrias ao pé da barriga, desleixo?

–Não, aquelas estrias no reto abdominal são marcas de um parto recente, menos de uma semana.

–Enton ela é mãe?

–Sim, seus mamilos estão escuros, sinal de amamentação. Mas tem uma coisa que não consigo entender.

–...

–Como ela conseguiu combinar tão bem um Donna Karon com Alberto Guardini?

*****

Maura entrou no andar dos detetives e pelo vidro da sala do tenente pode notar uma discussão entre Korsak, Sean, Frankie e Nina. Korsak gesticulava muito e parecia extremamente nervoso. A loira avistou Kikyou lendo algo em uma mesa e foi até ela.

–Oi detetive, está melhor?

–Sempre estive. Só subi porque lembrei que tinha que anotar umas coisas aqui.

–Ainda bem que você lembrou antes de sujar meu chão. Achei que tivesse se machucado quando desmaiou, fiquei preocupada.

–Eu non desmaiei, apenas estava pegando lentes minhas que cairam no chon.

–Não sabia que usava lentes detetive.

–Comecei hoje.

–E por que saiu correndo depois, tapando a boca com a mão?

–Vontade de fazer xixi.

–Você tampa a boca quando quer fazer xixi?

–Sou uma garota diferente, fazer o que? Achou algo interessante além de coisas nojentas na autópsia?

–Você é igual a Jane- Maura sorriu- Tive que entregar o relatório de imediato para o tenente, nem tive tempo de revisar. E sim, a causa da morte foi o projétil que perfurou baço e pulmão, causando hemorragia interna. Por isso o ferimento na traquéia não sangrou tanto.

–Quero a bala, farei minha própria análise dela, pedirei autorização ao tenente.

Maura agora estava observando a discussão que prosseguia agitada na sala próxima, mas não conseguia ouvir nenhuma palavra.

–Está curiosa doutora?

–Um pouco. -Maura suspirou- Estou preocupada com Jane também, ela não retorna minhas ligações.

–Talvez ela queira um pouco de tempo para colocar as coisas no lugar. -Maura corou

Será que Senkey sabia?

–Jane tem razon, você fica linda tímida. Relaxa, tudo vai ficar bem... tudo.


Sim, ela sabe, e agora está me olhando com esses olhos de detetives, reparando minhas reações, me lendo.

–Com licença detetive, voltarei ao meu laboratório.

–Doutora, espera. Aquele corte na garganta parecia execuçon do exército. Ele foi golpe de misericórdia?

–Possivelmente não, pois a vitima poderia estar quase inconsciente, o coração já não bombava tanto. Mas era um corte limpo, diferente das gargantas cortadas que estou acostumada.

–É, essas son chatas mesmo.

–Pela posição, o agressor era mais alto que a vítima e cortou da direita para a esquerda.

–enton era canhoto. Quanto media a vítima?

–1,60

–Minha altura quase, tenho 1,58. Enton o agressor poderia ser da altura da Jane?

–Sim, mais ou menos. Ela tem 1,76, o agressor poderia ter de 1,70 a 1,80.

–Sabe o horário da morte.

–Provavelmente entre 18:00 as 22:00. O ambiente ajudou a preservar essa informação.

–É uma margem curta. Esse é o horário que saímos daqui, que pena ninguém daqui viu nada.

–Há muitas ruas em Boston detetive.

–Mas poucas levam a Brookiline. -Senkey estreitou os olhos.

Brookiline é onde moro, o que ela está tentando me dizer?

–O que você quer dizer detetive?

–Só non comente com ninguém sobre esse caso. Temos que evitar o vazamento para a imprensa.

–Não comento sobre meu trabalho a terceiros. Por que esse aviso?

–Dá pra confiar em mim, por Jane?

Antes que Maura pudesse responder, Korsak saiu da sala acompanhado por Frankie indo em direção ao elevador. Ambos ainda discutiam.
O mais velho estava com a respiração forte, pesada, olhos vermelhos. Estava com raiva

–O que você tinha na cabeça Frankie?! Porra! Por que não veio a mim primeiro?!!

–Eu demorei muito até chegar aqui, tá legal?! Merda, eu tava com medo de ser processado por obstrução da justiça.

–Medo não justifica!

O elevador abriu e eles entraram.

–E você?! Faria o que no meu lugar Korsak?!

–Estaria agora algemado naquela sala com ela.


o elevador fechou

*****

–Doutora, calma, non levanta de uma vez.

Maura tentava se sentar, sendo impedida por Senkey. Sua cabeça rodava, seus olhos ainda estavam fora de foco, tudo que via eram dois borrões, um deles se movimentava rápido.

–O que aconteceu?- Maura tentava falar, a íngua meio enrolada, boca seca.

–Você desmaiou. -uma voz conhecida, um copo de água foi entregue.

Susie! Eu reconheço sua voz.

–Susie, é você mesma? -A visão agora estava apenas embaçada, e ela conseguia discernir a fisionomia da amiga. -O que você está fazendo aqui?

–Estou aqui a pedido do Frankie, pagando um débito que tenho com ele. Ele precisa de mim.

Maura sentou, braços apoiados por Senkey,o sonho mais uma vez voltando em sua mente como flashes aterrorizantes.

–kikyou, o que estaá acontecendo? -Maura percebeu estar na sala do tenente, em seu sofa.

–Nâo, Agora não. -Susie interrompeu. — Você comeu algo hoje?

–Não tive tempo, sai correndo de casa. E não vou comer nada até alguém me falar onde está Jane.

–Presa. -Kikyou falou olhando nos olhos de Maura, esperando outro movimento em falso.

Maura estava sem reação, tentou pescar algum pensamento, mas nenhum subia a superfície. -Por que? Ela não fez nada?

–Também acho, mas vamos pra minha apartamento, lá conversaremos melhor. -Kikyou olhou para Susie- Já sabe o que deve fazer né.

–Frankie já me passou tudo, podem ir tranquilas. Korsak também logo estará aqui.

*******

Kikyou dirigia como se fosse uma típica habitante de Boston. Passava renta aos carros estacionados, atravessa sinais amarelos, mãos prontas para apertar a buzina, chingos pela janela a todo instante. Maura ao seu lado esta encolhida, mãos brancas de tanto apertar o banco, cinto bem apertado.

–Sabe aquele Hippie do laboratório? -começou Senkey, dedos tamborilando no volante a espera do sinal abrir- Ele ficou muito preocupado com a senhora, foi nos levar um resultado e viu a senhora desmaiar. Atropelou duas cadeiras pra te alcançar, as coitadinhas até agora non devem estar sabendo o que aconteceu. E ele carregou a senhora sozinho, nos braços, até o sofá confortável do tenente.

–Marcos é muito solícito

–Na minha terra chamam isso de apaixonado. Aquele cara tem um abismo por você.

Maura sorriu. -Uma queda por mim? Improvável, ele é só um colega de trabalho.

–E a senhora nunca se apaixonou por um colega de trabalho?

O sinal abriu, e Maura estava ainda mais apreensiva agora com carretas de duas toneladas passando a centímetros da sua janela, podia sentir o carro tremer.

–Sabe doutora, eu acho que estou apaixonada por colega de trabalho, mas nos encontramos na época errada de amar, porque esse alguém já ama outra pessoa.

A falta de "ele ou ela" não passou despercebida por Maura. Kikyou voltou sua atenção para a estrada, mais nenhuma palavra foi dita.


*****

Kikoy abriu a porta do apartamento e Maura entrou timida, olhando ao redor. Realmente o apartamento era a cara de Senkey com aqueles posters na parede e moveis que não combinavam entre si.
Senkey apontou um sofá para Maura e foi até a cozinha, de onde conseguia ver a loira sentar tímida no sofa vermelho.

Após alguns minutos Senkey voltou com dois copos de sucos e dois pratos com sanduiches.

–A senhora irá experimentar o prato especial da casa: Sanduiche da Kikyou!

–Por que ele é especial?

–Por que fui eu que fiz, e é com tudo que tem na minha geladeira. Deu trabalho e coma com cara boa mesmo se tiver ruim por favor.

Maura devorou o sanduiche em poucas mordidas, realmente estava delicioso. Após limpar as mãos no guardanapo.

–Kikyou, realmente quero saber sobre Jane.

Não passou despercebido por Senkey que era a segunda vez que Maura a chamava pelo primeiro nome, a loira já confiava nela. Ponderou as palavras por alguns instantes, bebericou seu suco o retornando para a mesa de centro e olhando fixamente para Maura.

–Non quero fazer fofoca, mas acho bom a doutroa ficar preparada.

–O que esta tentando dizer?

–Sabe a Xena? A jane está sendo acusada de ter assassinado ela.

–Mas como? Isso é impossível!

–De novo, também acho, mas ela foi interrogada pela corregedoria de manhã. Pereciaram o apartamento e acharam objetos da Sarah, a vitima ne. E um lenço com sangue que parece ser dela por non ser do mesmo tipo sanguíneo de Jane, falta analisarem... por isso e outros assuntos Susie voltou. Ela non trabalha mais para o departamento e muito menos pra você. -Senkey disse com um sorriso malicioso.

–Mas como conseguiram isso? Não pode , é anti- ético porque Susie conhece a Jane.

–Mas non é anti- ético ter influencias, e muitos botaram o deles na reta por isso.

–Por que Frankie não me disse nada?

–Medo eu acho, mas ele é o que mais tá correndo pra ajudar a Jane, mesmo estando fora do caso.

–Mas você também está correndo riscos ao me contar, ao ajudar ela, não tem medo?

–Uma pessoa vive pelas outras. Tenho medo de muitas coisas, mas jamais de fazer a justiça. Meu pai foi preso por um crime que non cometeu, quando saiu non era mais o mesmo homem, além do mais, processos podem ser engavetados e emprego é o que non falta.

–Você é uma boa pessoa Kikyou. Por isso se tornou policial? Por seu pai?

–Também. Não quero vingança, só quero entender por que acusaram um pai que criava seus quatro filhos sozinho. A justiça as vezes é cega sabe. -Maura via tristeza naqueles olhos castanhos e teve a certeza que aquela mulher faria tudo para Jane voltar as ruas.

–Quem está no comando do caso agora? Quero fazer algo.

–Você non pode, seu relatório foi o suficiente para metade dos mandatos e por colocar Jane como a principal suspeita.. por isso ela esta em prison preventiva.

–Por que? -Maura se sentia culpada.

–Vou dar exemplos poucos porque sei pouco ainda. Vou a reunion mais tarde para saber mais. Só que a senhora falou que a vítima tem marcas de defesa e a Jane tem arranhões nas costas e braços. -Maura corou- Além do tiro ser do mesmo calibre da arma de Jane e tem também o fato dela ser canhota e ter altura compatível.

–Mas são só coincidências.

–Son coincidências que colocam pessoas na cadeia, além do que ela non tem alíbi para a hora que bateu o carton de saída as 19:10pm até chegar em sua casa, como ela alegou que chegou as 22:30pm. É muito tempo e sua casa non é longe.

–Ela pode ter passado no apartamento dela..

–Nenhum vizinho viu, e ela alegou que furou um pneu, para justificar o atraso.

Maura sentia se impotente. olhou para a mesa de madeira a sua frente.

–Todos acreditam na inocência dela né

–Todos nós doutora.

–Acho que sei como ajudar, mas vou precisar de Susie.

Notas finais
Tenho que confessar que uma garota comentou assim: "Você tem tempo de reler e comentar a fic dos outros e não tem tempo de atualizar a sua? Que isso companheira?" Rindo até agora.