Notas iniciais
Calma que não é vírus! Realmente a fic foi atualiza. Após ser excluída ela retorna para seus momentos finais (dramático ne) E será finalizada, mas há poucos caps agora ;-)

–Mãe!! O grito assustou Maura, que sentou-se na cama e olhou ao redor do quarto ainda tentando encontrar a fonte do grito. Reparou Jane ao seu lado, ainda dormia calma — talvez a tarde e noite anterior com Kikyo e Esquilo tenham cansado a “incansável Jane” a ponto dela dormir tão pesado... que inveja do sono dos justos. – pensou a loira. Maura sentou na beirada da cama passando a mão pelos cabelos, imaginando se o grito talvez tivesse vindo do quarto ao lado. Levantou, vestiu o robe que estava sobre a cadeira e abriu devagar a porta do quarto.

Parou receosa em frente ao quarto de hospedes onde Esquilo estava e cuidadosamente abriu a porta. Não o viu sobre a cama e no primeiro instante assustou- se, então olhou para a parede oposta à cama e viu o garoto sentado, joelhos próximos ao queixo, ele estava encolhido, inacessível. Maura pensou em dar meia volta e sair devagar, mas então o pequeno homem a olhou, olhos com lágrimas represadas.

Antes que pudesse pensar no próximo ato, os pés de Maura a levavam para perto do menino encolhido, sentando devagar ao lado dele.

– Tudo bem Esquilo? Tá passando mal?

– Não. Tô bem, brigada.

A loira não sabia o que fazer em seguida, não sabia até aonde poderia ir, pensou em chamar Ângela, porém ninguém gosta de ser acordado as duas da madrugada, nem mesmo por uma boa causa.

– Você sabe que pode confiar em mim? Certo Esquilo?

– Sei.

– O que está acontecendo? Fala comigo, sou sua amiga não sou?

O garoto ainda permanecia em silêncio e Maura resolveu continuar.

– Você não quer mais ser meu amigo? É isso? – Fingiu tristeza

– Não! – Esquilo gritou – Não é isso, quero sim... Talvez isso seja tudo que tenho agora. – disse baixo, quase em um sussurro, fazendo Maura compreender o motivo da tristeza, a deixando em silêncio, pensativa sobre o próximo ato.

– Você sente saudades da sua mãe não é? – ele permanecia em silêncio – Isso é normal, e não vou mentir falando que irá passar, mas com o tempo você vai se acostumar, e irá doer menos. Sabe, as vezes est...

– Não quero me acostumar!! — Gritou e se encolheu mais, como uma pequena bola humana. – Maura... você... você não pode ser minha mãe? – o garoto piscou, aguardando ansioso pela

resposta da loira que coçou a garganta antes de responder.

– Você já tem uma mãe, independente de onde ela esteja ela é sua mãe. E eu já sou sua amiga.

– Não pode ser as duas coisas? Kikuo me falou que você foi adotada, me adota também? – o menino soltou os braços, virando todo o corpo para Maura.

– Não é tão simples assim. – Maura sorriu sem humor

– Então deixa eu ser seu bichinho de estimação? – disse empolgado, olhos fixos no de Maura.

– Você não pode ser meu bichinho de estimação. Você não é um gato ou cachorro que podemos comprar no pet shop, entende?

– Bass é uma tartaruga e é seu bichinho de estimação – afirmou desconfiado – posso ser mais “intetivo “que ele. – propôs animado.

– Esquilo – Maura sorria achando a cena no mínimo inusitada – Bass é um cágado, e é “interativo” de acordo com a natureza dele.

Pela cara que Esquilo fez, Maura teve certeza que o garoto não entendeu.

– Então se eu ficar quieto você me adota como seu bichinho de estimação? Vou ficar quietinho, prometo!!! Mas quieto que o Bass. E não vou mais quebrar seus vasos.

– Que vasos?

– O que a Jane e eu escondemos ontem pra você não ver e brigar com a gente.

– Terei uma conversa com a Jane mais tarde. – Maura brincou soltando o ar

– Vai brigar com ela?! Briga não. – implorava – Foi sem querer. Eu juro!

– Não vou brigar. Ela te falou que eu ia brigar?

– Kikuo falou.

– Então todos sabiam menos eu?! É isso? – Maura fingiu estar ofendida, e ficando feliz ao ver Esquilo gargalhar pela primeira vez desde que ela sentou ali.

– Não é todo mundo, só Kikuo, Jane e eu.

– Isso no contexto é todo mundo – a interrogação na testa do menino fez Maura rir – Quis dizer que eu também deveria saber, já que vocês três sabiam. Mas fiquei orgulhosa por você me contar a verdade.

– Você disse que gostava de quem contava a verdade. Você gosta de mim então né? – Mais uma vez naquela noite Maura sentiu o coração apertar ao ver a empolgação daquele menino que era tão fácil magoar. Ele estava fazendo o possível para ser “gostado”.

– Se você não estivesse sentado nesse chão duro e frio eu gostaria. – Em um pulo Esquilo levantou, ficando de frente para Maura, olhando- a com expectativa.

– Agora você gosta de mim? – Colocou as mãos pequenas nos joelhos da mulher sentada.

– Mais do que você pode imaginar garoto.

– Maura... – o garoto parecia receoso – Então posso ser seu bichinho de estimação? Você gosta de mim mesmo.

Maura respirou fundo. – Esquilo... Nem tudo é como queremos. Acredite, seu eu pudesse eu faria de tudo pra você ficar, de tudo, mas não posso.

– Por que?

Maura não teve respostas, não poderia responder algo que ela ainda não entendia o porque. Esquilo sentou- se no colo da loira, que por reflexo o abraçou.

– Se você não pode me adotar, me deixa ser seu bichinho de estimação, por favor... – dizia com a voz emocionada – Promete que não vai embora? Não vai embora como todo mundo, por favor.

– Estou aqui Esquilo e prometo não ir a nenhum lugar.

O garoto a abraçou mais forte.

– Agora levanta rapazinho, vamos pra cama porque meu bumbum já está ficando quadrado aqui. – ambos riram — Vou deitar com você até você dormir tá.

– Jane não vai ficar com ciúmes – disse o garoto sorrindo

– É minha vingança por ela ter quebrado meus vasos e não me contado.

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– Jane acorda! – mãos pequenas me balançavam. – Acorda.

Só mais cinco minutos, tentei dizer, mas minha voz estava com preguiça de sair e o sono estava me roubando.

– Acorda Jane, vou fazer cociquinhas. – a voz me ameaçou – Kikuo, tio Frank e eu fizemos seu café.

Kikyo? Que Kikyo? Que Frank? Manda eles voltarem mais tarde. Pensei em dizer antes do sono me roubar de novo.

– Acorda! Vou falar pra Maura que você não quer levantar. Espera ela chegar pra você ver.

Maura saiu? Que bom, posso dormir mais um pouco, então.

– Seu café Jane! Levanta. – dizia a voz indignada.

Meu sono queria me roubar mais uma vez e a última coisa que eu queria pensar era café. Pensar em café feito por Kikyo, Esquilo e Frank na cozinha da Maura. Feito sem a Maura. Não queria pensar, mas já estava pensando, estava pensando demais nisso.

Em um pulo me sentei na cama e agarrei Esquilo pelos ombros.

– Você tá bem? Tá ferido? – Perguntava apavorada enquanto analisava o garoto de sorriso bobo na minha frente.

– Calma. Tô bem.

– A cozinha também tá bem? Tá inteira? Tenho que chamar os bombeiros?

– Você é muito exagerada Jane .

– Conhecendo Kikyo e Frank, não me consideraria exagerada sabendo que os dois estão sozinhos naquela cozinha perigosa

– Eu olhei os dois – disse orgulhoso — e eu fiz sozinho panqueca pra você – disse mais orgulhoso ainda – Kikuo só quebrou o ovo, bateu, colocou negocio branco e recheio gostoso. E tio Frank só fez ficar pronto.

– Parabéns! Fez sozinho. – dei um abraço no meu master chef — Pra onde Maura foi?

– Sei não. Disse que eu não podia ser o bichinho de estimação dela e que ia resolver isso.

– Bichinho de estimação? – Falei realmente confusa.

– Sim. Isso – concordava com a cabeça

Por que minha cabeça está doendo ao pensar no que a Maura foi fazer? E será que ainda existe cozinha lá embaixo?