Apenas um sussuro

15 Contrastes Interessantes


Notas iniciais
Perdão pela demora, postarei mais essa semana. Acho que agora terei um pouco mais de tempo. Esse final ai foi muito pedido, assim como reclamaram a falta da Kikyo no último Cap, coloquei ela nesse. E prometo desenrolar a parte investigativa no próximo.

–E ai? como foi o interrogatório? -Kikyo perguntou ao ver Jane sair cabisbaixa da sala de interrogatórios.

–Nada além do que eu esperava. -Jane sentou frustada na cadeira, a cadeira de Frost, ficando de frente para Senkey.

–Você era realmente ton íntima desse cara do exercíto ai?

Jane pensou um pouco na resposta, íntimidade sempre foi a palavra chave pra identificar o que eles tinham, mas agora, ao experimentar os novos niveis de intimidade com Maura, essa palavra não parecia mais a certa a ser usada com o ex namorado.

–Ele me deu um anél de noivado. — a voz saiu sarcastica, porém não foi intencional, ou talvez tenha sido, a morena não sabia.

–Non consigo ver você casada com um cara do exército, eles son muitos chatos. -Senkey entregou um pacote com sanduiche natural de peru para Jane, que não pensou duas vezes em abrir e comer, a rapidez de sair de casa e passar em seu apartamento para trocar de roupa atrapalhou o tempo do café.

–Você adivinhou. Estava mesmo com fome.

–Maura fala que você sempre está com fome. Escolhi de peito de peru porque falam que é mais light.

–Tá de dieta? E nada é light com maionese.

–Maionese da sabor. -Senkey sorriu- Não nasci pra dieta, meu coração diz: "chocolate!" mas meu jeans diz: "Pelo amor de Deus mulher, coma salada", ai como sempre devemos seguir o coração, acabo com um sanduiche de blanquet cheio de maionese e dois bombons de sobremesa.

Ambas riram

–Sabe, — Disse Jane enquanto limpava a maionese da boca — Sobre casamento, também não me imaginava com uma mulher e agora já estou pensando em me casar.

–Casar? -Senkey se engasgou com o sanduiche de blanquet que também comia. — Tipo, ter que colocar o lixo pra fora e dividir o controle remoto? Esse casar?

–Acho que isso é incluso. -Jane sorriu e imaginou como seria passar os dias com Maura, com suas implicancias e manias de organização.

–Ei! Enton você terá que fazer o pedido certo? Afinal você tá tipo Pokémon evoluindo pra outra fase né.

–Você assistia muitos desenhos na infância né — Jane riu- Ainda não cheguei nessa fase, estamos na parte de namoro ainda, é só algo que estou pensando na possibilidade.

–Querida, depois dos 40 a fase de namoro dura o tempo do carreto chegar.

Jane riu -Você é exagerada, sabia? Doidinha. E não precisa me lembrar da minha idade, minha mãe já me lembra demais ao falar de netos.

–Adota o Esquilo, simples assim. Você gosta dele, ele te suporta, é o encaixe perfeito.

–Ele já tem um pai, e...

–Mas non tem uma mãe, ao menos non mais. Ela morreu quando ela era sua informante né? Enquanto fazia um trabalho pra você.

Jane olhava assustada para Senkey, como uma criança que é pega com a mão no pote de biscoitos.

–Você non é a única detetive Jane

–Estou começando a não gostar de você, detetive Kikyo Senkey.

–Non foi sua culpa. Non precisa se martirizar por isso, imprevistos acontecem o tempo todo e non há nada que possamos fazer, enton non se culpe.

–Mas não é por culpa que ajudo o garoto, sabe. Eu, eu simplesmente gosto dele, gosto de ver ele feliz. -Jane observou o saquinho vazio do sanduiche sobre a mesa- As vezes quando levo ele pra casa dele, e ele me abraça sem soltar, nunca sei o que fazer. Então simplesmente mantenho o abraço, torcendo pra alguém vir e chama-lo antes que eu enfie ele no meu carro de novo e levo pra minha casa.

Senkey observava em silêncio.

–As vezes não sei como agir com ele Kikyo. Quando vi o rosto dele machucado eu queria socar alguém, e também queria abraçar ele e dizer que ficaria tudo bem. Queria que me machucassem no lugar dele só pra ele não sofrer. E quando vi ele com Maura... Nossa! Quando vi ele com Maura... eles estavam lá no balanço e a Maura empurrava ele, ela sorria tanto, ele sorria tanto e eu senti a felicidade dos dois sabe. Nunca senti algo parecido ao ver os dois ali gargalhando, compartilhando alegria, e eu quis que aquele momento fosse eterno, tipo colocar numa caixinha bem pequena e guardar no bolso sabe, queria guardar os dois.

Jane apertou o saquinho vazio na mão, apertou com força, como se estivesse depositando sua raiva naquele aperto. -Mas por mais que eu tento proteger os dois, nada da certo e eu me sinto uma inútil.

–Ah! Você non é inútil non.

–As vezes da vontade sumir! Não estou nem conseguindo cuidar de mim Kikyo.

Jane jogou o saquinho com força no lixo.

–Deixa que de você a gente cuida. Eles precisam de você, de você forte e corajosa...

–Teimosa e chata e...

–Isso non da pra mudar né, defeitos vem junto. Mas eles precisam de você do jeito que você é, do jeito que você vier, eles precisam de você entendeu. E non deixa abater, vamos passar por isso tudo, você vai ver.

O telefone de Senkey tocou. -É a Maura, ela quer me mostrar alguma coisa. Ei! Aproveita e faz o pedido agora. Adoro pedidos de casamento, vou te ajudar a ´ter idéia pra pedir, vamos la

–No necrotério?

–Non seria ton estranho, non ao menos pra vocês duas, vocês vivem lá. Vem eu faço você descer.

–Acho incrivel sua capacidade de mudar de assunto tão rápido. Me desce mesmo, o Robert me parou na portaria e ainda me revistou, acredita?

–Até eu queria te revistar.

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Antes de chegar a sala de Maura, as duas detetives escutaram a voz alterada de Marcos. Jane passou pela porta pisando forte, encarando o homem que virou-se para ela.

–Ele está de incomodando Maura? -Jane falou entre dentes.

–Não. -Maura olhou para Marcos- É só um desentendimento entre colegas de trabalho, nada demais.

–Tem certeza? -Jane aproximou desconfiada de Maura que estava atrás da mesa, alguma coisa naquele homem não parecia normal e incomodava ela, ou como a Kikyo dizia, deixava ela "orissada"

–Sim, tenho. Nos dê privacidade por favor, Criminalista Nelgado

Marcos foi em direção a porta e encontrou Kikyo parada bloqueando a passagem. Antes que ele tentasse passar por ela, a asiática segurou seu braço, apertando forte o jaleco e sussurrou:

–Se você fizer alguma coisa com a Maura, nunca encontrarão seu corpo.

–Isso é uma ameaça detetive? -A voz do homem saiu fria e irônica.

–Non é uma ameaça, é uma promessa.

–Você acha que só porque tem um distintivo e uma arma está acima de tudo? Eu vou te denunciar sabia?

–Acho que non. Você é covarde demais pra isso.

Marcos puxou o braço e saiu arrumando o jaleco, sendo acompanhado pelo olhar em chamas da asiática.

Maura estava com as mãos apoiadas sobre a mesa e soltou o ar que parecia prender sem nenhum motivo aparente.

–Fala a verdade Maura, esse cara tava te aborrecendo, porque se ele tiver eu...

–Não Jane! -Maura levantou uma mão- Tá tudo bem. Por que você tá aqui?

–Vim te ver, por que você está tão nervosa?

Jane não estava conseguindo entender a reação da loira, ela estava tão bem de manhã e agora estava agitada, nervosa. Puxando ar para manter a calma, usando o tom de médica, não de Maura.

–Não estou nervosa. Só que você não pode ficar aqui, não sem distintivo ou motivo sério.

Jane levantou as mãos e deu alguns passos devagar para trás, a atitude imprevisível da loira a magoou um pouco.

–Tudo bem, estou indo embora Doutora Isles.

–Não, espera... -Maura abrandou a voz e tentou se desculpar, mas a morena já passava pela porta.

–Posso entrar ou você vai me tratar assim também?

–Não é hora para piadas detetive Senkey.

–Não estou fazendo piadas, só acho que foi desnecessário o que...

–Desculpe, mas isso é entre Jane e eu.

As máscaras mudas das paredes observavam o silêncio da sala, a sala que parecia mais fria que o normal.

–Por que você me chamou aqui doutora?

–Queria te mostrar isso, me acompanhe.

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Maura e Kikyo entraram no necrotério, Frank estava em pé próximo a uma mesa de metal vazia enquanto conversava com o assistente de legista.

Maura cumprimentou Frank e levou a asiática ao corpo, levantou o lençol que cobria o garoto que Jane e Kikyo acharam baleado no carro dias atrás. O cheiro de carne fria subiu as narinas de Kikyo, fazendo a asiática recuar alguns passos para trás, colidindo com uma bandeja de instrumentos que caiu no chão, fazendo um barulho metálico ecoar pela sala.

–Ei, você tá bem? -Frank foi ao seu encontro, segurando as mãos frias da asiática

–Podemos só sair daqui doutora, me explica em outro lugar por favor. Kikyo estava pálida e parecia querer vomitar.

Maura consentiu ao observar o olhar preocupado de Frank.

Kikyo encostou as costas no banco do parque próximo ao DP, Maura achou melhor o ar fresco para devolver cor ao rosto da detetive.

–Agora desembucha, o que preciso saber sobre aquele garoto?

–Não há livores hipostáticos que é comum encontrar em uma vítima que estava na posição semi ereta, então....

–Você tá falando com uma detetive que non fala inglês ton bem assim, traduz

–No semitendinoso que deveria ter...

–Traduz mais ainda, dessa vez para o inglês mesmo.

–Na coxa, pes e nas nádegas deveria ter uma concentração de sangue coagulado, igual uma mancha, que condiz com a posição sentado, mas só há essa mancha no triangulo e cóccix.

–Enton como ele tem uma macha acima da bunda, quer dizer que ele tava deitado quando morreu.

–Nessas palavras sim.

–Enton colocaram ele lá no carro porque sabiam que Jane e eu iriamos pra Lovers Land, foi vazamento de informação interna enton, alguém sabia que a gente ia lá. Ainda querem incriminar Jane.

–Essa é uma teoria arriscada detetive, meio conspirativa.

–Teorias e conspirações é o que sustenta meu trabalho. Falei bonito né? Vi num filme ontem, mas é verdade

–Por falar em vazamento, as evidências que trouxemos do chalé sumiram.

–Procure no caso 4431125, fui desatenta e registrei em outro caso nossas evidências

–Mas fui eu que registrei.

–Enton fui desatenta e rasurei seu registro. Acho que estou dando muito trabalho para quem está vazando e sumindo coisas.

Maura colocou as mãos no próprio colo, analisando as unhas. -Kikyo, tem alguma chance do Marcos estar envolvido nesse vazamento? E por favor não troque mais minhas evidências

–Infelizmente non. Agora você vai falar porquê tava toda nervosinha mais cedo ou vai continuar falando que non é da minha conta.

–Você muda muito rápido de assunto.

Maura hesitou um pouco, precisava desabafar, o costume de guardar tudo pra si já não estava adiantando mais, mas não era algo que ela poderia desabafar com sua melhor amiga. 'O ruim de namorar a melhor amiga é não poder compartilhar todos os segredos e medos como antes'.

–Casey volta amanhã para depor.

–E dai?

–Ele é o ex da Jane.

–E você é a atual. Você tá por cima, fica insegura non.

–Não é insegurança, só não sei como vamos reagir perto dele.

–Normal! Ai por favor! Começa a procurar cabelo em ovo non.

–Isso nem faz sentido

–Exato! É pra non fazer sentido. Non preocupa com ex non, se ela gostasse dele tava com ele e non com você. E você pode tratar de melhorar o humor da Jane porque ela estava muito preocupada com você.

–É. E acho que agora ela deve estar muito triste.

Kikyo levantou, mas retornou abruptamente para o banco, um pouco tonta. Maura olhou desconfiada.

–Non é isso que você tá pensando non. Só non comi bem hoje. Non é bebê non

–Por falar em bebê, havia traços de vômito na roupa do rapaz assassinado.

–Eca!

–Era de um bebê, é normal.

–Ah é mesmo, ele tem um irmão que estava desaparecido. Espera! -Kikyo levantou- Vou ter que falar com o Korsak uma coisa, e vê se você resolve seu caso lá com a Jane. Vamos sorrir e ser feliz porque chorar entope o nariz.

Maura riu, e viu Kikyo correr de volta para o DP, sem nem ter tempo de falar que o DNA da "golfada" da criança coincidia com o DNA do rapaz morto do carro, mas talvez a detetive já tenha percebido isso. E Maura ainda estava sentada no banco da praça, o mesmo banco que dividiu tantas vezes com Jane, e se arrependeu pela forma como tratou Jane anteriormente, ela ainda não entendia muito bem o porquê, mas tantas coisas aconteceram juntas e ela não soube como coordenar todas elas da forma mais lógica possível, 'Talvez Jane desperte o humano emocional em mim e eu não consiga ser mais apenas lógica', ela pensou enquanto sentia um aperto no peito, um aperto que fazia ela ter vontade de procurar Jane, de pedir desculpas, de correr e abraçar a morena, mas ela não poderia agora. O serviço clamava por ela, os mortos não eram exigentes, sabiam esperar sem murmurar, mas não os vivos, e eram esses que a deixavam louca com tantas perguntas e prazos.

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Maura estava entrando em seu carro após um dia exaustivo de trabalho quando seu celular tocou, um toque de mensagem.

"Tem uma pessoa ai querendo muito dar uns beijos nessa tua boca, mas não vou falar quem sou. J"

Maura sorriu com a mensagem.

"Hum, mistério, quem será então? Fiquei curiosa pra descobrir. M"

A loira entrou no carro sorrindo, Jane a desculpou do jeito Jane de ser, elas não teriam que voltar nesse assunto mais, e se sentiu aliviada. Jogou sua bolsa no banco de passageiros e antes de rodar a chave o celular aptou, mais uma mensagem. A loira destravou o celular já com um sorriso largo na boca.

"Sim, sou inteira mistério, você nem imagina o que planejo para essa noite. J"

Maura mordeu o lábio inferior e digitou a resposta.

"Estou ficando cada vez mais curiosa, não dará nem uma pista? Não seja assim tão má. -M"

Maura ligou o carro e colocou a primeira marcha, antes que colocasse a segunda o celular tocou novamente. Mas ela só iria parar para ler em casa. A ansiedade aumentando em cada curva.

Quando entrou na garagem, desligou o carro e destravou rápido o celular para ler.

"Sabe aquela história do anjinho e do diabinho falando ao pé do ouvido? Pois é, meu anjinho é mudo. J"

Maura gargalhou e destrancou a porta da sala. Tirou os sapatos e sentou no sofá para responder a mensagem.

"Então, senhora misteriosa, já cheguei em casa, venha aqui. Quero desvendar esse mistério. M"

Maura foi para o quarto sorridente, se sentia leve e meio sapeca, celular na mão aguardando a resposta. Enquanto retirava a roupa ouviu o toque de mensagem.

"Apenas mais tarde. Terá que suportar a curiosidade. J"

Maura sorriu maliciosa e terminado de tirar a roupa digitou uma mensagem para se vingar.

"Acabei de tirar minha roupa para a ducha, mas antes vou abrir um vinho tinto para relaxar, porém estarei só com a taça, apenas com a taça, não deseja me acompanhar nessa taça senhora misteriosa. M"

Maura vestiu um robe de seda branco e foi em direção a cozinha, realmente ficara com vontade de tomar vinho. Seu celular deu um sinal novamente.

"Não fala isso senão vou atropelar todos os postes e meio fio da minha casa até a sua. J"

Maura gargalhou com a mensagem, ela estava adorando fazer isso. Pensou em como poderia atiçar mais a morena enquanto abria uma garrafa de Pinnot.

"Hum... esse vinho está realmente delicioso! Doce e ácido na medida certa. Acho que comerei morangos para acompanhar. M"

Maura mandou a mensagem e em seguida tirou uma foto sua, uma selfie comendo um morango bem apetitoso, a calda deixando um tom vermelho em seus lábios, o robe um pouco aberto, revelando um pedaço do seu corpo. Sorriu maliciosa ao mandar a foto, ela tinha certeza que aquilo mexeria com a morena.

"Morangos ficam muito bem com chantilly. E você fica bem melhor sem esse robe. J"

Maura mordeu os lábios, ela já estava bastante excitada, aquele joguinho estava indo muito além do que ela imaginava.

"Eu tenho chantilly aqui. Pena você estar tão longe. M"

Maura tomou um gole do seu vinho, a temperatura da bebida estava maravilhosa. O celular tocou novamente.

"Então tira o chantilly da geladeira que estou entrando. J"

Maura quase engasgou com o vinho. E respondeu em segundos a mensagem.

"Como assim? Você está aqui? Onde? O.o M"

"Abre a porta que você vai ver. J"

Maura correu descalça e abriu a porta da sala, que já estava destrancada.
Seu coração estava a mil e ela sabia que sua face estava vermelha apenas pela forma que queimava.

–Oi
Jane disse com uma voz rouca e sensual. Maura não foi discreta em correr os olhos pelo corpo da morena, ela estava com uma calça Jeans, a blusa social branca com alguns botões abertos, revelando um pedaço do sutiã preto, todo o formato da peça preta transparecendo na peça branca. O cabelo selvagem, a vontade de domar nos olhos.

Maura ainda estava admirando boqueaberta a mulher a sua frente, então sem hesitar Jane entrou na sala, puxando a loira pela cintura e dando um beijo quente, fazendo um choque interessante com o vinho gelado da boca de Maura.

O beijo foi longo, e logo as duas se soltaram em busca de ar.

–Ouvi falar que tinha morangos e vinho aqui

–Também ouvi falar que tinha chantilly. -Maura sorriu maliciosa. -Vem, te dou uma taça.

A loira puxou Jane pela mão, a levando até a cozinha. Pegou uma nova taça e colocou vinho, sentiu um arrepio percorrer seu corpo quando Jane a abraçou por trás, sussurrando ao seu ouvido.

–Você está tão cheirosa.

Maura sentiu um desconforto entre as pernas quando Jane passou os lábios em sua nuca, aspirando seu cheiro.

Para não ceder tão rápido, Maura pegou um morango e ofereceu a Jane.

–Falta o chantilly doutora.

A loira se afastou um pouco e pegou o splay dentro da geladeira. Colocando um pouco da espuma branca no morango vermelho. Ficou de frente para Jane e aproximou devagar o apetitoso morango a morena que o mordeu vagarosamente, olhos fixos em Maura, aquele olhar penetrante. Comeu todo o morango, lambendo devagar as pontas dos dedos de Maura que se encostou no balcão, e sentou-se parcialmente ali.

–Me da mais um.
A morena deu a ordem.

–Não detetive, agora é a sua vez.

Jane pegou um morango e foi generosa na quantidade de chantilly. Pegou a própia taça de vinho e ofereçeu para Maura, logo em seguida ofereçou o morango. Maura comeu devagar, apreciando cada pedaço, Jane se sentia enfeitiçada pelo charme e sensualidade com que Maura se deliciava com a fruta, então sem perceber deixou o vinho de sua taça entornar na coxa de Maura, que no susto levantou.

–Desculpe, eu...
Jane já se virava para pegar um guardanapo quando Maura a chamou.

–Volta aqui, vem limpar a bagunça que você fez.

A loira colocou o pé em uma cadeira próxima, deixando a coxa à mostra ao subir mais o robe. Jane entendeu o recado e se ajoelhou, lentamente "limpou" com a lingua o vinho que estava ali, subindo cada vez mais pela coxa da morena. Ao chegar ao ponto final, Maura a levantou e a empurrou maliciosamente contra o balcão.

Devagar desabotoou todos os botões da blusa da detetive enquanto intercalava com beijos rápidos e derramou vinho no abdome já suado da morena. O liquido gelado fez Jane arfar, mas logo o vapor quente da boca de Maura fez o contraste, o que causou mais arrepio, Jane estava adorando todos esses contrastes de temperatura.

–Quero algo mais doce. -Maura disse ao pegar o chantilly e colocar um pouco no abdome e seio de Jane, e essa novamente se assustou com o frio, dessa vez da espuma gelada, novamente o contraste com a língua quente. A boca de Maura parecia ter sede, sede pelo corpo da morena.

–Desistiu da minha surpresa doutora?
Jane sussurrou, a respiração ofegante.

–Hoje eu quero fazer uma surpresa.

–Então espero que você tenha mais que uma lata de chantilly doutora.

Notas finais
Desculpa não poder continuar mais dessa cena, senão terei que mudar a idade permitida pra Fic, fica ai na imaginação sua. E viu? ou melhor, leu? Kikyo apareceu, não precisa brigar não viu gente. E leitores fantasmas, podem comentar, ligo não