Apenas um sussuro
24 Champanhe e Morangos
Notas iniciais
— Jane, Jane. – Capitão América mirin puxou a morena pela mão até o quarto, mostrando cada um dos presentes que recebeu do “Papai Noel”. E Jane sentiu-se um pouco culpada quando Esquilo relatou com ricos detalhes como havia sido a manhã dele ao perceber que Noel tinha esquecido seu presente mais valioso.
— Você machucou Jane?
— Como?
— Você machucou quando caiu do trenó? Vovó “Angila’ disse que você caiu do trenó e bateu a cabeça bem forte fazendo um galo grandão e por isso não veio. E vovó Hope disse que você era grande demais pras ser enrolada no papel. – Jane ficou um pouco confusa no inicio, mas logo foi puxada novamente pelas pequenas mãos, dessa vez indo até o escritório de Maura.
Ficou maravilhada ao ver vários porta –retratos em que ela aparecia ao lado da loira. Uma foto de Jane, Esquilo e Maura juntos. E na parede, perto de uma grande estante de livros, havia uma grande moldura com uma foto tirada no DP, nessa foto estavam Maura, Jane, Frank, Korsak e Frost. Jane se emocionou, lágrimas vieram aos seus olhos.
— Tá tudo bem Jane? – Esquilo perguntou preocupado.
— Tá tudo bem garoto. Mas percebi que eu não tem dei um presente de Natal. O que você quer?
— Voar!
— Capitão América não voa, da grandes pulos, mas não voa. Podemos ir pra algum lugar de avião, isso é uma forma de voar. – Antes que terminasse sua frase, Esquilo já passava pela porta correndo indo em direção a sua mãe, contando a novidade que iria “voar”.
— Como assim você vai fazer o Bruno voar Jane? – Maura entrou no escritório pisando duro – Me explica essa história direito.
— Notei que não dei um presente pra ele e nem pra você, então pensei que, quem sabe nós três podemos fazer uma viagem. Poucos dias no ano novo, ainda deve ter vaga em algum lugar.
— Assim de repente? Viagens são planejadas. E nós acabamos de voltar Jane.
— Vamos fazer uma viajem para comemorar nossa volta então. – Maura ficou pensativa por alguns segundos.
— Quero Miami – falou animada — estou com muita vontade de experimentar comida cubana.
— Não seria melhor ir a Cuba?
— Cuba é longe, e em Miami encontramos mais cubanos que em cuba.
— Tudo bem então. Posso usar seu Note pra fazer as reservas? – sentou atrás da grande mesa
— Desde que seja com vista para o mar. E quero com dois quartos conjugados. Bruno tem que ter sua privacidade. – “Esquilo, sei.” Jane pensou.
— Viu como sua mãe é exigente Esquilo?
—Né não. Mamãe é bonita. – Jane gargalhou, com certeza Esquilo não sabia o significado de “exigente”, mas com certeza a convivência com Maura iria ensina-lo na pratica.
Aguardou nada paciente o notebook de Maura ligar, ele estava realmente muito lento, o que achou estranho, pois a loira sempre deixava o disco rígido quase vazio. Durante algum tempo pesquisou voos e depois hotéis. Sorriu com sua conta mais magra ao usar dois cartões de crédito.
— Ok noiva exigente. Hotel Key West, quarto 4012. Vôo sai dia 29 de dezembro às seis da noite, retorno dia 04 de janeiro às nove da manhã. Está bom assim?
— Perfeito meu amor – Maura abraçou Jane por trás.
— Posso levar meu escudo e minha roupa de capitão América. – Esquilo quicava no chão.
— Pode sim meu amor, mas... por que Bruno?
— Pra proteger você mamãe. Vai que algum cara mal aparece.
— Garoto – Jane se abaixou ficando a altura de Esquilo, o pressentimento ruim formigando em suas costas – Se algum homem mal aparecer você deve ficar bem perto da sua mamãe e não largar a mão dela de jeito nenhum tá bom. Eu vou encontrar vocês, eu sempre vou encontrar vocês.
******
O beijo cada vez mais quente trouxe gostas de suor a testa de Jane e Maura. A loira não se importou com o seu vestido que Jane jogou para o chão. Assim como não se sentiu nem um pouco culpada ao abrir com brutalidade a blusa social da morena, que fez vários botões voarem em todas as direções. E ela riu com o pensamento que "se continuasse assim, Jane iria ficar sem blusas com botões".
— Está rindo de que doutora? — a detetive perguntou enquanto intercalava mordidas e lambidas no pescoço da loira.
— Do fato de eu não conseguir ficar longe de você. Parece uma doença sem cura.
— Espero que jamais encontrem a cura. Disse ao rolar na cama, trazendo Maura para cima, sentando-a em cima de seu abdome.
O beijo retornou mais íntimo, mais necessitado, fazendo ambas gemerem entre chupadas de língua. O telefone de Jane vibrou em seu bolso da frente, mas ela preferiu ignorar.
— Sua coxa está vibrando, meu amor. — Maura dizia enquanto ataca o pescoço de Jane.
— Deixa tocar, e isso me faz lembrar de um certo brinquedo que temos.
— Ainda não coloquei o revestimento acústico. — Maura parou o beijo enquanto encarava a morena. O celular voltou a vibrar.
— Atende esse celular ou desliga, por favor Jane. — A detetive ignorou o pedido e rolou com Maura novamente, ficando por cima da loira como no início. E por alguns instantes apenas admirou o corpo de Maura, ela trajava apenas uma lingerie preta, fazendo um contraste bonito com sua pele alva. Como queria recontar todas aquelas pintas naquele corpo tão lindo! Mesmo que soubesse de có, não custava nada repetir a contagem. Retomaram o beijo e Jane começou um movimento de vai e vem com sua pélvis, estimulando a loira cada vez mais.
— Tira essa calça jeans pelo amor de Deus, Jane! — Maura quase gritava. E antes que Jane levasse a mão ao cinto, ouviram batidas na porta.
— Ignora. — Jane sussurrou para Maura, beijando-a em seguida.
Novamente as batidas.
— Ignora. — insistiu ao perceber que Maura queria parar o beijo.
— Você pelo menos trancou a porta? — Maura perguntou e como resposta a porta se abriu. Um par de olhos verdes olhava com extrema curiosidade.
— O que vocês estão fazendo? — Esquilo perguntou e ambas sentiram o rosto queimar, mas permaneceram imóveis, procurando suas vozes em algum lugar perdido.
— Eu... eu.. Eu só... — Jane tentava formular alguma frase, porém nada saia.
Uma sombra apareceu atrás de Esquilo e Jane pediu aos céus para não ser sua mãe, ou ela se jogaria daquela janela no mesmo instante.
— Vem garoto. — Kikyo apareceu tampando os olhos de Esquilo com a mão, fazendo Jane e Maura voltarem a respirar. — Suas mamães eston conversando. — Tentava não rir.
Enquanto Esquilo tentava tirar a mão de Kikyo do rosto falou. — Mas Jane tá em cima da mamãe. Estão brincando? Quero brincar também — Argumentava enquanto era puxado para fora do quarto.
— Conversas de adultos. Non tente entender e muito menos tentar brincar junto! Ao menos non nos próximo quinze anos- Kikyo se virou para as duas — E vê se atende esse telefone! Eu tava tentando pedir pra fazer menos barulho.
Fechou a porta e gritou do lado de fora. — E tranquem essa porta! Tem que ensinar tudo pra essas garotas. Vamos lá garoto! Vamos preparar uma missão dos Vingadores! Eu brinco com você, mas quero ser o Hulk.
As duas mulheres caíram na gargalhada, a cor voltando para seus rostos.
— Preciso urgente colocar um revestimento acústico aqui. É sério! – Maura limpava as lágrimas de riso
— Por favor, o mais rápido possível. Agora que tal voltarmos?
— Só se você trancar a porta.
Jane trancou a porta e colocou Maura devagar na cama e deitou seu corpo por cima, novamente atacando o pescoço da loira enquanto se posicionava melhor entre suas pernas. Em poucos minutos Maura já se sentia pronta, e a coxa de Jane esfregando em seu centro apenas aumentava a certeza do que ela tanto desejava.
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Deitei-a na cama e fiquei parcialmente com meu corpo sobre o seu. Os beijos voltaram a ficar calmos... O que não queria dizer que não ficaram gulosos. A diferença era que agora controlavam mais.
— Jane... – ela parou meu beijo – Quero tomar um banho primeiro, vem tomar banho comigo?
— De banheira? – Já falei animada entre selinhos naquela boca tão macia.
— Sim. Com direito a morangos e espumante.
— Morangos me trazem ótimas lembranças. – partilhei meu sorriso mais safado.
— Busca os morangos enquanto preparo nosso banho. – ela se levantou indo em direção ao futon.
Fui atrás e agarrei sua bunda com as duas mãos, colando seu corpo mais ao meu, iniciando um beijo que demonstrava toda minha vontade de possuí-la. Sem perceber a imprensava em uma parede, seus gemidos quentes ao pé do meu ouvido. Uma das minhas mãos indo de encontro ao seu sexo, então ela segurou essa minha mão boba.
—Jane, calma. Morango, espumante e banheira, lembra?
— Preciso convencer minha mão antes. Mas vou conversar com ela, pode deixar.
— Deixa que eu converso.
Maura pegou dois dedos meus o os colocou na boca, chupando-os devagar e de uma forma tão... Luxuriosa, falo assim para não usar outras palavras não apropriadas para o horário. No momento decidi desistir totalmente dos morangos e espumante ao ver seus olhos queimando para mim, sua língua tão quente e molhada chupando e lambendo meus dedos. Oh céus que assim não aguento!
— Assim não amor. Assim não vou aguentar até o banho.
— Vai sim. – retornou o beijo, um beijo mais quente que o anterior e então parou, olhando nos meus olhos tirou meu sutiã e o jogou no chão. Disse com a voz mais sensual que eu já havia escutado – Vista uma blusa minha, escolha os morangos mais vermelhos e não demore.
Peguei uma blusa rosa, que tenho certeza que Maura diria Salmão, na poltrona ao lado da cama e fechei apenas três botões. Desci até cantando pneu até a cozinha. Olhei ao redor e não vi ninguém, ouvi um barulho na casa de hospedes, com certeza Kikyo levou Esquilo para minha mãe, custava ter feito isso antes? Olhei pela janela e seu carro vermelho enorme não estava mais lá, mas o meu estava... Como eles pegaram minha chave e nem vi?
Afugentei qualquer pensamento que não fosse Maura, morangos e espumante e corri para a geladeira. Havia duas vasilhas com morangos, realmente ela amava morangos, ou então era para o Bass. Escolhi os mais vermelhos, coloquei-os em uma vasilha de vidro. Vi algumas uvas Tompson verde e coloquei na vasilha também, e algumas na minha boca, claro. Notei uma chernoon(algo parecido com creme de leite, só que um pouco doce, não tão doce como leite condensado) e não resisti, despejei só um pouco na vasilha.
Subi as escadas pulando os degraus de dois em dois, entrei no banheiro da suite e escutei uma melodia gostosa a som ambiente. Maura estava em pé, mãos passeando pelo corpo ao som da música, ela havia recolocado o vestido. Abracei-a por trás absorvendo seu calor e ela guiou minhas mãos pelo seu corpo por um tempo. Notei que ela havia colocado um lenço vermelho no pescoço.
Se virou, me deu um selinho e colocou os braços pelo meu pescoço.
— Trouxe o que mandei?
— Ui. Faz assim não que eu gosto.
— Trouxe?
— Estão ali – apontei a vasilha. Ela me fez sentar na beirada da banheira, foi até um armário no canto oposto, que para minha surpresa era um frigobar. Retirou um pequeno pote de aço e o espumante. Abriu outra porta e tirou duas taças.
Abriu com extrema maestria o espumante e o despejou nas taças. Colocou o conteúdo do pote na vasilha de frutas que levei, e ouvi um tilintar interessante.
Com as duas taças em mãos veio em minha direção, a forma como andava naquele vestido colado era extremamente sexy. Me entregou uma taça e bebeu da sua, sentando sobre minhas coxas, de frente para mim. Começou a me beijar, sua boca estava gelada em contraste com a minha que pegava fogo. Deu mais um gole e atacou meu pescoço, nem percebi os sons manhosos que saiam da minha boca ao receber aquele toque que me fez arrepiar por completo.
— Não vai beber amor? — Virei toda a taça de uma vez e ela me olhou primeiramente assustada, e depois sorriu.
— É um Chandon rosa.
— Muito bom.
— Que bom que gostou. – me sorriu, virou sua taça e a colocou sobre a beirada da banheira. – Vamos tentar uma coisa diferente hoje.
— E o que seria? – Ela desamarrou o lenço do pescoço e me deu um sorriso extremamente malicioso.
— Hoje vamos jogar um jogo. – colocou o lenço sobre meus olhos, me vendando.
— Qual o nome desse jogo?
— “Obedeça a rainha.” Darei uma ordem e você obedecerá, para cada desobediência uma consequência. Preparada?
— Claro que sim, minha rainha. – Senti que ela levantou e após alguns segundos se sentou novamente, a música foi trocada, era uma mais eletrônica e sensual. Dark Horse, como não reconhecer essa música.
— Não sabia que curtia Katy Perry. – Me ignorou e começou a rebolar em cima das minhas coxas ao batido da música.
— Eu não conheço essa cantora, mas escutei a vizinha tocando e achei... Interessante – sussurrou ao meu ouvido. Minhas mãos foram de encontro a sua bunda a estimulando rebolar mais rápido. – Minha primeira ordem é... Não me toque até essa música acabar.
Gemi ao perceber que a música se agitava cada vez mais, Maura se esfregava com mais voracidade em mim acompanhando cada batida alucinada. Então a música parou dois tempos e Maura se levantou um pouco, me apertando com suas coxas, a música retornou e ficou apenas em uma batida eletrônica muito mais marcante. Senti que Maura ia se abaixando rebolando aos poucos até sentar em mim novamente, como eu queria assistir aquela cena. Vê-la descendo rebolando naquela batida que invadia meu corpo completamente. Agarrei com força a beirada da banheira enquanto Maura rebolava sobre mim, se esfregando novamente, gemendo em meu ouvido, puxando meus cabelos. Mesmo através da minha calça eu podia sentir sua calcinha molhada se esfregando em mim, e aquilo estava me enlouquecendo. Não resisti e abocanhei seu seio sobre o pano do vestido, ela deixou por alguns segundos e gargalhou.
— Me desobedeceu, será punida. – me sussurrou e novamente se levantou, fiquei estática, apenas escutando. Não poder contar com minha visão me deixava a mercê de suas “punições”, tudo era mais intenso com o tato mais apurado para recompensar o outro sentido faltando.
Senti que ela abria minha blusa e a tirava. Então algo extremamente gelado tocou meus seios e escorreu até meu umbigo... Gelo! O que tilintou na vasilha era gelo! Sua língua quente percorreu o mesmo caminho do gelo, me fazendo perceber melhor o quente daquela boca sobre minha pele. E ela abocanhava com vontade meu seio esquerdo, depois o direito e então, descendo até minha barriga, dando leves mordidas. Que mulher má.
Novamente o gelo fez surpresa em meu pescoço, pulei com a surpresa gostosa. Estava adorando aquela punição, a ansiedade do próximo contato era alucinante. Ela colocou a pedra de gelo na boca e começou a percorrer aquela boca gelada por meu abdômen, seios e pescoço. Se existir um céu, com certeza Maura me levará para lá.
Me torturou até que todo o gelo de sua boca derretesse. Ela trocou a música, dessa vez era Lovestoned... Tudo a ver com o momento. E para meu azar era remixada.
— Como sou uma rainha caridosa, te darei uma segunda chance. – Ela desafivelou meu cinto e puxou minha calça, se sentando novamente sobre minhas coxas. Pegou minhas duas mãos e as colocou sobre seus seios, e para minha surpresa ela havia tirado o vestido.
— Isso é você sendo caridosa? Estou seriamente apavorada com a ideia de você sendo má.
— Não me queira ver sendo má. – Voltou a rebolar, agora eu podia sentir sua calcinha encharcada direto sobre minha pele. Levantei minha mão para tocá-la e ela alertou. – Sua rainha ordena que você não me toque até acabar essa música.
— Não podia ter escolhido uma música menor?
— Se continuar a reclamar coloco November Rain do Guns. – apenas balancei a cabeça negativamente.
Sentir sua pele quente em contanto com a minha em chamas era uma tortura pior do que a do gelo. Eu queria tocar, chupar, morder... Mas enquanto Timbarlake não parece de cantar eu não poderia fazer o que tanto meu corpo enlouquecidamente quer.
Enquanto rebolava, Maura tirou meu sutian e começou a massagear meus seios, e eu não podia fazer nada. Quando pensei ser forte e esta resistindo bem aquilo tudo, ela se levantou e tirou sua calcinha. Quando dei por mim, minha mão estava tocando suas costas e seu sexo.
— Desobedeceu sua rainha mais uma vez. – Sua voz era selvagem em meu ouvido. – O que devo fazer com você?
— Me desculpe rainha. Não fui capaz de resistir a tanta tentação.
— Acho que vou comer morangos.
Maura se levantou, senti algo frio na minha coxa, o cheiro de morango era inconfundível. Ela espalhou alguns ao longo da minha coxa, indo em direção... Em direção aquilo mesmo.
— Abre a boca. – ordenou. E colocou algumas uvas com Chenoon em minha boca. Em seguida me deu um gole de espumante.
— Quer mais?
— Por favor. – Ela repetiu o processo e eu já sentia o álcool fazer um certo efeito sobre mim. A música trocou novamente, não reconheci o cantor ou a música, mas gostei das batidas.
Senti que Maura se abaixou e começou a “comer morangos” sobre mim. Cada vez que ela pegava um morango roçava seu nariz em mim, e passava sua língua. A cada morango ela se aproximava do meu centro. Queria muito levar sua cabeça até onde eu tanto queria e rápido, mas se aquilo já era a punição, o certo seria eu pensar duas vezes antes de desobedecer a punição.
Apenas um morango estava no caminho da minha felicidade, e quando ela deveria comê-lo, o pulou indo direto para a linha de chegada me fazendo agarrar com vontade a beirada da banheira. Não poder tocá-la mesmo naquele momento era um martírio grande demais, mas resisti. Quando senti minhas pernas tremerem ela se levantou e sentou sobre minhas coxas novamente.
— Guardei esse último morango pra você. – e colocou o morango eu havia “pulado” em minha boca.
— Sua nova e última ordem é... – pegou minha mão, separou dois dedos e a penetrou com eles. – Sua última ordem é me fazer gozar... – gemeu quando assumi o movimento – E se você me desobedecer eu te mato. – e como tenho amor a minha vida, jamais iria desobedecer uma ordem direta dessa né
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Jane estava quase acordando quando sentiu Maura respirar fundo. Abriu um olho e viu a loira em seus braços, ela ostentava um sorriso pacifico e feliz nos lábios.
“Não! Aquilo não havia sido um sonho. Foi real!” Sentiu-se tão agradecida a Deus por aquilo que fez uma nota mental de subir as escadarias da primeira igreja que encontrasse de joelhos. Pagaria a promessa que nem havia feito, só para agradecer Maura em seus braços novamente.
Casar! Elas iria se casar!
Talvez aquilo nem fosse o correto aos olhos das igrejas, mas e daí? Ela tava feliz não estava? Não estava ferindo ou fazendo mal a ninguém, então o que havia de errado naquele amor? O amor não era belo em todas as suas formas?
Sim, amor! A palavra que encontrou um novo significado no dicionário da morena. Ela queria sair dali, começar a vida o quanto antes... Quanto antes melhor, certo?
Queria sair correndo pelas ruas na chuva e gritar para os vizinhos que ela estava apaixonada e ia se casar. Se casar com quem ela amava. Queria entrar em casa de mãos dadas e curtir um momento a três... Ela, Esquilo e Maura... Um momento em família. Queria ensinar Esquilo a andar de bicicleta e assistir os vingadores mais vinte vezes com ele e se emocionar cada vez mais e mais com as risadas que ele daria. Queria implicar com Bass de manhã e visitar Sammy à noite. Queria fazer uma cesta em Kikyo e dedicar a Maura. Ou simplesmente assistir filmes velhos na TV ao lado do seu amor. Queria ser feliz com as pessoas que amava, isso por si só já era o bastante.
Queria fazer café da manhã para Maura todos os dias.
Queria mostrar ao barbicha que Maura era dela, mostrar para o mundo que elas estavam juntas... E queria isso agora, ficar naquela cama era um tempo desperdiçado que ela não queria. Queria acordar Maura e ouvi-la reclamar, mas ficaria feliz com seus beijos.
Sentiu Maura se mexer um pouco mais em seus braços, ela também havia acordado. E Jane apertou os braços em volta da sua noiva.
— Bom dia. – Jane perguntou e preguiçosamente Maura arrastou os dedos no braço da noiva. — Dormiu bem?
— Melhor impossível. Queria voltar a dormir só pra continuar nesses braços tão aconchegantes. — sua voz mal saiu devido a enorme preguiça que sentia.
— Não Maura. Vamos levantar, vamos passear na cidade, fazer compras... Você ama compras!
Maura abriu um único olho — Jane, viver e respirar já está muito difícil pra mim nesse momento. Não consigo pensar em compras agora.
— Te cansei tanto assim ontem? — Devido a preguiça que não se libertava de Maura, ela apenas assentiu com a cabeça e balbuciou algumas palavras que Jane não conseguiu entender bem. — Repete?
— Eu disse que quase pedi arrego.
— Quase não... Você pediu arrego, e foi com todas as palavras. — Maura ficou em silêncio. Mas Jane estava feliz demais para compartilhar desse silêncio. Ela queria ser feliz com Maura e cada segundo que passava era torturante.
Jane decidiu jogar Maura para fora da cama para acordá-la, mas antes que seus pes encostassem nas costas da loira alguém bateu na porta.
— Pode entrar.
Callie abriu a porta com as bochechas coradas e com o notebook de Maura nos braços.
— Desculpa gente. Tipo, eu.. eu achei uma coisa e acho que tipo, é importante. Tipo, eu tava, sabe... eu queria só... Tipo, eu...
— Explique-se — Maura sentou na cama enquanto alongava alguns músculos dos ombros e pescoço.
— Eu mexi no seu notebook. — Maura arregalou os olhos — Desculpa! Eu sei que é errado. Mas tipo, eu só queria saber mais sobre um rapaz da faculdade. Ele foi preso sabe, e tipo, eu queria saber porque ele... — Callie parou de falar ao perceber o olhar das duas mulheres sobre ela.
— Ainda não entendi qual a coisa “tipo importante”. — Jane resmungou.
— Tipo, tava muito lento quando liguei. E não pediu senha, e tipo foi automático sabe. Então desconfiei. E tipo... Tava estranho. Então...
— Jane ainda não tomou café da manhã Callie – Jane resmungou — Meu cérebro está lento, mas minha paciência não está no mesmo ritmo. — Jane falava entre dentes, a sua alegria matinal (raríssima) havia escoado.
Callie respirou fundo e disse atropelando as palavras.
— Enfim. Hakearam seu notebook. E tudo que você tinha sobre os casos lá do seu antigo trabalho foi apagado... Apagado do banco de dados do estado. E isso foi feito há dias.
— O QUE?! — ambas as mulheres disseram juntas.
— Preciso ir embora, Maura Preciso ir no DP. — Jane se levantou esquecendo completamente que estava nua e que Callie ainda estava no quarto. — Quem foi que hackeou sabe coisas demais. Você tem cópias daqueles arquivos?
— Será que você pode vestir as roupas primeiro, amor?
Jane olhou para baixo e para Callie que cobria o rosto com o notebook. Sentia seu rosto queimar e a vontade de se enfiar debaixo da cama foi uma grande tentação.
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