Apenas Meu.
4 Surpresa. 2ª pt.
Notas iniciais
Como prometido cá estou! Seja bem vinda Sara! E obrigada pelo acompanhamento das antigas leitoras: Stella, Viih e Tumn! Isso é muito importante para mim! Este é continuação do de ontem, por isso estou postando hoje. O próximo só depois de amanhã! Bora ler!
Depois de deixarmos Kate pronta com a maquiagem e a pele, fui para meu quarto começar minha pequena produção.
Tomei um banho demorado enquanto me depilava e hidratava os fios novamente. Sequei meu cabelo com fervor deixando o mais volumoso possível. Entrando no quarto, separei toda a roupa e Cary entrou logo em seguida vestindo a roupa para a noite que realçava o tom de seus olhos e contrastava com o bronzeado de sua pele. — Sabe dar nó em gravata? – Ele perguntou olhando para a gravata azul escura que havíamos escolhido juntos. — Deixe ali que coloco depois. – Disse enquanto colocava a calcinha por baixo da toalha e o sutiã, virada de costas para ele, como sempre fazíamos quando dormíamos juntos. Não sentia vergonha, ou medo que ele tentasse ver, ou fazer algo. Cary era Cary, um menino como um irmão para mim. Sempre dividimos camas, pratos de comida e pedaços velhos de pizza, quem dirá um espaço de quarto para se trocar. Prendi o cabelo em um coque frouxo – em mais uma tentativa de fazer volume – e coloquei a calça skinny, um par de Oxford, uma blusa branca por dentro do jeans e uma jaqueta de couro azul escuro. — Você é a única mulher que nunca vai se atrasar em seu casamento. – Cary brincou atrás de mim. – Pronto, coloque a gravata, por favor. — Tudo bem, docinho. – Pisquei um olho me virando para fita-lo. Me aproximei e passei a gravata ao redor de seu pescoço sob o colarinho da camisa. Depois dei o nó que os homens não gostavam de fazer e endireitai a mesma. Arrumei a gola de sua camisa e a lapela de seu terno também azul escuro. — Tá legal, baby! Seu cabelo agora. – Ele disse me virando e me sentando em uma penteadeira simples do quarto. Revestida em um tom de branco, com um espelho emoldurado refletindo meu rosto. — Não deixe Katherine te ouvir me chamando assim. – Respondi, lhe olhando nos olhos pelo reflexo do espelho. Ele jogou todo meu cabelo para o lado da franja e passou laquê para fixar os fios. Arrumou a franja para que ficasse cheia em um lado do rosto e aplicou mais laquê, fixando-a no local. Depois, com os dedos, apliquei pó nos lábios e passei um batom vermelho, para dar um ar maduro. Ah sim, minha mãe iria amar, somente esta parte, é claro. Passeis os lábios um no outro, vendo o tom escarlate ganhar vida e sobressair-se dentre as cores que estava usando. A mão de Cary se apoiou em meu ombro, seus dentes estavam sorrindo para mim, os lábios esticados. — Seremos o casal de machos. – Brinquei. — Fala sério. Acho que a última vez que te vi tão feminina foi quando tinha doze anos e sua mãe te obrigou a usar aquele vestido rosa. – Relembrei do momento e do vestido. Nem eu lembrava a cor e Cary estava lá, sempre disposto a mostrar coisas boas do meu passado, provavelmente em uma tentativa de afastar o verdadeiro temor que me perseguia. Sorri de canto e ele notou meu olhar triste, depositando um leve beijo em meus cabelos. — A Kate já desceu com um dos seguranças. – Elliot disse abrindo a porta e colocando a cabeça para dentro do quarto. — Obrigada, Liot. Já estamos indo. – Respondi, virando-me para fita-lo. — Bom passeio para vocês. – Desejou e fechou a porta atrás de si. — Vamos, docinho. Vamos ver o escândalo de Rachel Steele. – Ah sim! Minha mãe era o problema da noite, mas nada que eu não conseguisse lidar. Cary enlaçou meu braço ao seu até que chegássemos ao hall. Katherine batia seu pé impacientemente e meu queixo caiu com sua roupa. — Ah, não olhe assim! – Ela disse ficando vermelha. Seu vestido era branco, o que realçava seu tom de pele e seus cabelos curtos caindo em cachos exuberantes. Tinha um corpete justo que se alargava em uma saia com fios soltos. Uma fenda se abria entre suas pernas até os pés, deixando suas pernas torneadas à mostra. — Vão achar que você é a filha da minha mãe. – Elogiei piscando. — Ah não. – Ouvi meu timbre de voz preferido. – Querida, não acredito que vai assim. Não recebeu meu presente? Me virei e me deparei com minha mãe arrasando como sempre. Seu vestido sem decote com fitas pratas descendo em linha vertical até a costura justa. A saia levemente rodada e com as pontas em listras transparentes. Sempre amei minha mãe vestida de preto, lhe caía tão bem, formando um contraste divino com seus olhos azuis e seus cabelos loiros e sedosos. Ela se aproximou e me embalou em seus braços. – Continua linda, meu amor. — Obrigada, mãe. — Estão me dando nojo. – Meu pai falou de dentro do carro. Me aproximei e beijei seu rosto. – Agora eu faço parte do momento carinhoso, gostei. – Elogiou. As rugas das laterais de seus olhos mostrando-se, mas perdendo foco devido ao verde de seus olhos, lá estava algo que havíamos puxado. Cary ajudou minha mãe e Kate a entrar na limusine, entramos logo atrás. Após alguns instantes em movimento, Cary nos serviu com champanhe. — Ah, querida! – Minha mãe pareceu se lembrar de algo. Ergui o rosto em sua direção. – Você irá tirar umas fotos promocionais por ser sua primeira vez no tapete vermelho, junto com o novo dono do Palace Maddox. Confirmei com a cabeça, pois já esperava por aquilo. Por fotos. E tiraria fotos com um vovô de óculos pendendo na ponta do nariz e um terno velho com cheiro de suor antiquado, estava tudo bem, pois ele ainda estaria melhor que eu. Sorri, com meus pensamentos divertidos, levando a realidades opostas e distintas.
A limusine estacionou com graça e ainda trancada naquele interior luxuoso, vi todas as lentes virarem-se abruptamente para o veículo, já fotografando. E, que ótimo, eu seria a primeira a sair. A porta se abriu em um floreio elegante e me virei colocando os pés para fora primeiro. Os flashes vieram com força e o mesmo rapaz que abriu a porta estendeu a mão para me ajudar a descer. Os flashes vieram com ainda mais brutalidade fotografando-me enquanto Cary descia do veículo e enlaçava meu braço ao seu. Caminhamos pelo tapete vermelho até chegar a um mural com os dizeres People Awards Gala – 3. Várias fotos foram tiradas e Cary me abandonou tirando fotos sozinho, sorrindo para as lentes e mexendo nos cabelos em alguns instantes, fazendo com que alguns fios caíssem sobre sua testa. Em algumas vezes ele arrumava a lapela, chamando a atenção para o terno e os sapatos sedosos e caros. Meu pai ocupou seu lugar e me deu um beijo no rosto, provavelmente dando aos fotógrafos aquilo que os mesmos queriam. Após alguns poucos instantes nos viramos para a lente e o braço protetor de meu pai embalava minha cintura, seus dedos subindo um pouco minha jaqueta e tirando-a do lugar, deixando as coisas um pouco naturais e não muito formais. Depois, minha mãe ocupou seu lugar e ficou ao meu lado apenas por cinco segundos, pois foi puxada por outras pessoas. Quase não deu tempo de exibir nosso sorriso torto idêntico. Todos nossos familiares, diziam que nossos sorrisos só eram diferentes pelos lábios. Os meus grossos e os de minha mãe finos, mas a curva que eles faziam para sorrir, era a mesma. Por último, Katherine andou em minha direção e os flashes se voltaram para ela. — Oi, baby. – Me cumprimentou e enlaçou minha cintura com seu abraço carinhoso. Alguns flashes foram dados, com nossos sorrisos surgindo. Meu maxilar doendo e rangendo um pouco, antes de tudo acontecer. — Oi, Kate. — Algum homem nos cumprimentou. Nos viramos de súbito, pois, pela voz, sabíamos quem era. Christian estava vestido de um modo tão formal, que estava quase irreconhecível. Sua lapela bem cortada, assim como todo seu terno negro e a camisa de linho branca. Acho que o charme era ainda maior por estar sem gravata, deixando à mostra a camisa branca em contraste com o tom negro brilhoso do terno. — Acho que está na hora de umas fotos comigo, visitante. – Ele disse erguendo uma sobrancelha bem delineada, diferente do que eu vira logo cedo, em pensar que acordamos juntos, emaranhados em pernas e braços. — Licença. – Kate pediu ruborizando um pouco ao olhar a cena que se seguira. Eu tentei impedir, mas meus músculos estavam entorpecidos com a visão que tive, até Christian estava melhor que eu. Como eu disse mesmo? Um velho com um óculos pendendo na ponta do nariz. Olá, vovô. — O que está fazendo aqui? – Consegui perguntar enquanto ele enlaçava minha cintura com seu braço musculoso, unindo as laterais de nossos corpos. Os flashes começaram fortes, mas não me virei. Estávamos em uma troca de olhar muito forte, intensa. Seria impossível desviar meus olhos dos seus. Um filme oculto passava pelos seus olhos verdes. Suas linhas de expressões alternavam entre felicidade e surpresa. — Acho que meu pai passou esse palácio para o meu nome. – Ele respondeu erguendo uma sobrancelha. Sorri. – Você? — Ah, um sorriso. Deveria abrir mais ele, fica linda quando sorri. – Ele disse e um canto de sua boca se repuxou em um sorriso folgado. — Deixa de ser sem graça. – Apoiei minha mão em seu ombro, o empurrando de leve. — Não entendo. – Ele disse, desviando minha atenção das lentes. Aquele era o abraço mais longo da noite, dos flashes. — O que não entende? – Indaguei erguendo uma sobrancelha. Os flashes continuando, pegando momentos íntimos e que daria ótimas manchetes amanhã. — Você. – Ele respondeu, acariciando as palavras, intensificando o toque dos dedos na minha cintura. Enruguei as sobrancelhas sem compreender nada do que o mesmo dizia. — Primeiro – Ele começou. – Você me chama de irônico e agora de sem graça. – Ele tocou o queixo com a ponta de seu dedo, fingindo que estava pensando a respeito do assunto. Tentei segurar, mas ri. Ri do que ele disse e também ri por me sentir feliz e despojada em seus braços. Apoiei as mãos em seu peito e sua risada rouca me acompanhou. — Você não vale nada. – Consegui murmurar dentre as risadas. Os flashes persistiram e nos viramos para as câmeras enquanto sorríamos. Os flashes cessaram e o torso de Christian ficou diante do meu, ergui meus olhos sem sua direção. — Sente-se comigo. – Ele pediu, tocando minha mão com a sua, uma corrente elétrica surtindo do toque. — Não posso, sou acompanhante de minha mãe, não quero estragar sua noite com sua convidada. – Dei de ombros, como quem dissesse “fica para a próxima”. — Eu vim sozinho, Ava. – Informou, cético. — Eu não... — Ah, querida. Vá com ele. Estou com três pessoas maravilhosas, não deixe o rapaz sozinho. – Minha mãe surgiu fazendo um pedido. Arregalei os olhos e mexi a cabeça de leve, tentando fazer um não. – Acompanhe-o, Ava Steele. Revirei os olhos. – Tudo bem. Christian me pegou pela mão e entramos no Palácio todo reformulado para a entrega das estatuetas. Cadeiras se estendiam ao longo do espaço. Todos os pontos visíveis estavam refletidos pelos flashes batendo nas folhas de ouro entalhadas nas paredes e tetos. Lustres iluminando com uma luz amarela todo o interior. Passamos por todas as fileiras e nos sentamos na primeira, diante do palco e do apresentador que fazia as piadas nos momentos propícios, sendo presenteado com as risadas altas dos presentes. — Então – Christian começou, provavelmente para puxar assunto. Virei meu rosto em sua direção e ele o fitava com ardor. – O que trouxe você pra Manhattan@
Notas finais
Quem quiser a foto do vestido de Kate e Rachel é só me pedir que lhes envio.
E aí? Gostaram da surpresa? O que acham que isso vai dar? Muita coisa ainda está por vir! Beijones!
E aí? Gostaram da surpresa? O que acham que isso vai dar? Muita coisa ainda está por vir! Beijones!
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