Notas iniciais
Oi gente! Que sensação boa! Estar escrevendo pra vocês! Gostaria de agradecer a quem favoritou a estória, as que estão comentando e até aqueles que estãoa companhando sem comentar, isso é muito importante pra mim! Já sabem! Qualquer dúvida pergunte por comentário ou MP. Tentei dividir esse capítulo, mas uma parte ficaria muito curta e outra muito longa, então deixei um capítulo extenso mesmo. Se ficar maçante me avisem! Bora ler!
PS.: Leitores que estão lendo uma estória minha pela primeira vez, se acostumem, eu falo muito! E indico, e faço brincadeiras e indago sobre meus projetos! Bora lá ♥

– Que nojento, visitante. – Christian disse sobre meu ombro, olhando meu sanduíche com pasta-de-amendoim e chocolate em pó no meio.

– Também acho, Christian. É nojento demais. – Kate tremulou o corpo para confirmar suas palavras.

– Vocês nunca experimentaram. – Dei de ombros, mastigando e sentindo o gosto perpassar por minha língua.

– Realmente, me dê um pedaço. – Elliot pediu estendendo a mão em minha direção e dando de ombros.

– Ah não, amor. Não faça isso. – Kate pediu segurando seu punho. – Você vai ficar com problemas, se é que me entende.

Tirei um pedaço do meu pão e entreguei para Elliot ignorando os comentários maldosos de Kate. Ele o colocou na boca e, enquanto mastigava, jogava a cabeça de um lado para o outro, como se estivesse avaliando.

– Hum. – Murmurou. – É gostoso.

– É bom mesmo, há um tempo ela me fez comer. – Cary disse sentado ao meu lado comendo seu pão integral.

– Como vocês são porcos. Agora só falta o Christian comer essa porcaria. – Kate esbravejou revirando os olhos.

– Também acho. – Christian surgiu na minha frente com a mochila em uma mão e o capacete na outra. – Anda, me dá um pedaço visitante.

Arranquei um pedaço e estendi para ele.

– Coloque na minha boca. Estou com as mãos ocupadas, não notou? – Indagou com um sorriso de canto de boca mostrando as duas mãos, agitando seus pertences.

Me levantei e coloquei o pedaço de pão entre seus lábios. Ele pegou o pedaço com os dentes e mordeu a ponta dos meus dedos.

– Ai! – Murmurei. Estiquei a mão e empurrei seu ombro. – Fale logo se é bom.

– Seus dedos? Sim, são maravilhosos. – Ele disse com um brilho travesso no olhar. Ergui as sobrancelhas e cruzei os braços. – Ah sim, o pão é gostoso. Mas prefiro meu cereal.

Christian virou as costas e saiu porta afora.

– O que foi isso? – Cary perguntou com a testa enrugada.

– Ah não, Ava. Não o deixe fazer isso com você. – Elliot pediu.

– Tenho que alertar ele. – Kate disse remexendo a cabeça de um lado para o outro.

– O que? O que foi? – Perguntei confusa, olhando de um para outro.

– Ele quer comer você, Ava. – Cary respondeu quando todos ficaram quietos. Da maneira sincera como sempre fora, dando de ombros, como se aquele fosse o menor dos problemas.

– Olha as palavras, cara. – Elliot pediu, cético.

– Mas é isso mesmo, docinho. Ele quer te comer. – Cary deu de ombros, usando as mesmas palavras em um tom doce, ao menos ao seu ver.

– Ah, minha melhor amiga? Não vai mesmo. – Kate esbravejou batendo as mãos no balcão.

– Eu falo com ele. – Elliot encerrou a conversa.

– Gente. Espera. Eu estou aqui, não me tratem como terceiro. – Pedi pegando minha mochila e jogando-a sobre o ombro.

– Mas Ava, nós não deixaremos. – Elliot disse dando de ombros, de modo protetor como irmãos preocupados – e mais velhos – fazem.

– Vocês acham que se eu quisesse algo com ele, já não teria cedido? Depois daquela noite? Eu o ouvi transando no quarto ao lado. – Disse e enruguei os lábios relembrando os sons.

– O cara não cansa. – Cary brincou.

– Não mesmo, era irritante até conhecer Kate e ter algo muito melhor pra fazer. – Elliot disse dando um beijo nos cabelos de Kate.

– Está me chamando de tampa buraco? – Ela indagou erguendo uma sobrancelha.

– Ah não, vai começar a estourar coraçõezinhos.

– Vamos, Cary. – Chamei deixando o casal para trás.

Fomos em silêncio até a garagem.

– Vai de carro? – Indaguei fazendo um coque no cabelo.

– Vou sim. Katherine vai com Elliot. – Ele disse desativando o alarme de seu porsche. – Até a aula, docinho. – Mandou beijos no ar e eu correspondi.

Subi em minha moto e sai em disparada na frente de Cary no carro.

Encarei toda a extensão de vias quentes de Manhattan até chegar ao Edifício Jimks, em um ponto afastado da cidade. Estacionei a moto nos arredores da escola e desci aguardando Cary estacionar.

O edifício era antigo, mas bem construído. Com pilastras para suportar o peso e com pedras beges e antigas. Um campus verde se estendia diante de si, uma garagem à esquerda e um anexo – que imagino ser a biblioteca – à direita.

– Você voa, garota! – Ele gritou alegre.

Fomos caminhando e ergui o visor do capacete.

– Tá todo mundo olhando. – Ele sussurrou perto de meu rosto. – Porque elas estão olhando? – Ele indagou novamente arqueando as sobrancelhas para as garotas que passavam olhando indiscretamente para mim.

– Ah, porque pensam que é um macho. Quer ver? – Retirei o capacete e desfiz o nó frouxo do cabelo e como previsto, todos os queixos caíram, talvez por desapontamento. As garotas engoliram em seco e tentaram disfarçar os olhares de desprezo.

Cary tocou seu ombro no meu. – Assim que se faz.

– Ah, sim. A garota-macho. – Uma voz estridente disse ao nosso lado.

Nos viramos e nos deparamos com Leila, a garota de Christian. Suas vestes eram de alguém pronto para ir à praia. Uma blusa branca com transparências obscenas e uma saia preta tão justa e tão curta, que mais parecia uma etiqueta. Enruguei as sobrancelhas. Tudo bem usar saia e blusa bem feminina, mas porque se evidenciar tanto como uma vaca?

– É você mesma. – Ela continuou dando passos em minha direção e rebolando mais que o necessário. – A garota que Christian largou para passar a noite comigo. – Terminou com um sorriso cínico e apontando sua unha bem-feita para si mesma.

Vozes ao nosso redor urraram em prazer pela confusão que aquilo se tornaria.

– Ah que vadia! Era você berrando feito uma cadela naquele quarto? – Kate chegou antes que o previsto e respondeu por mim, apoiando sua mão em meu ombro, fazendo com que o mesmo descesse pela força do toque. Me desequilibrei nos calcanhares, mas me recuperei com velocidade.

– Você é o que? Namorada dela? – O foco das agressões verbais da garota era Kate agora.

– Não, ela é minha melhor amiga. Coisa que você não deve saber que existe. – Kate respondeu e tomou meu punho em sua mão me puxando pelos corredores da Jimks. – Temos aula juntas agora.

– O que foi aquilo? – Perguntei, ainda sendo puxada. – É seu primeiro dia, Kate.

– Eu sei, mas não gosto que te tratem de tal forma. – Ela deu de ombros, sem aliviar a pressão dos dedos em torno do meu punho.

Passei todas as primeiras aulas pensando em suas palavras e em como sempre me ajudou durante os anos que passamos juntas. Em como deixou de fazer suas coisas para permanecer ao meu lado.

Um dia Kate me disse que se sentia casada comigo – o que poderia ser estranho, se eu não a conhecesse há sete anos na época -, pois, conforme suas palavras, ela estaria comigo na saúde e na doença, na alegria e na tristeza e nem a morte nos separaria.

Eu fiquei feliz com suas palavras e feliz com a lembrança.

Cary estava me esperando no final de minha aula e caminhamos tranquilamente até o refeitório em puro silêncio, coisa que era confortável entre amigos que se assistiram crescer.

Pegamos nossa comida em uma mistura de sabores e nos sentamos à mesa com Elliot e Kate, que não paravam de tagarelar sobre alguma festa, mas meus olhos estavam mais interessados no lugar vago à minha frente ao lado de Elliot. E então eu soube de quem era aquele lugar quando Christian chegou ao recinto com uma menina empoleirada em um ombro e Leila em outro. Dava nojo só de olhar por muito tempo, Leila vinha com um tablet em mãos lendo algo divertido, pois ria sem parar, o que fazia com que a mesma se apoiasse ainda mais em Christian. Esfregando seu corpo, enquanto Christian andava confiante e sem olhar para nenhum ponto em especial, somente a diante.

– Olhe só. – Cary sussurrou em meu ouvido e eu me virei para fita-lo. – Você vai ver a diferença. – Ele alertou.

E então eu notei. Christian caminhava de uma forma muito confiante, o que fazia com que todos os olhares se voltassem para ele. O que era impressionante, o refeitório estava um caos até sua chegada. Suas passadas eram firmes, como de um competidor em uma Batalha de UFC. Ele vinha com uma bandeja em mãos e se sentou diante de mim, no lugar vago, com Leila em seu colo e a outra garota no assento ao lado.

– ... como ela pôde? – Leila começou a ler em voz alta o que continha em seu tablete e meus olhos abandonaram o Christian Esquisito e fitaram a vaca. – Sabia que era um red carpet of gala e ainda que iria tirar fotos com o novo herdeiro do Palace Maddox vestida de tal forma? Ficamos em dúvida se era um garoto ou uma garota. Sentimos muito Rachel Steele, mas esperávamos mais de sua filha.

Soltei o talher no prato quando o refeitório explodiu em gargalhadas e uma pessoa contava para a outra, espalhando a grande novidade. Um rubor atravessou minhas entranhas e esquentou meu rosto. Olhei para Christian esperando que ele dissesse algo, mas ele continuou comendo sua maçã, como se não tivesse acontecido nada ao nosso redor.

– Pelo menos ela tem acesso a esse tipo de evento, vadia. – Kate foi rápida.

– Cale a boca, vagabunda. Ninguém te chamou na...

A frase de Leila foi interrompida por Christian se levantando e pegando-a pelo braço, caminhando para longe de nós pelo refeitório. Todos estavam observando a cena. Eles discutiram em voz baixa e ele empurrou a bandeja de Leila contra seu peito e voltou para seu local habitual ainda comendo sua maçã, como se nada tivesse acontecido novamente.

– Não liga. – Katherine sussurrou sobre meu ombro, enquanto eu olhava toda a reação de Christian. – Ele muda completamente quando está diante de outras pessoas.

Assenti com a cabeça, mostrando compreensão, mas eu, real e sinceramente, não compreendia. Porque ele agia de tal forma? Toda sua reação voltada para nós era completamente distinta, eu precisava de uma explicação. Minha cabeça estava doendo com as dúvidas de sua personalidade imposta por ele mesmo. Como se quisesse as pessoas afastadas dele, longe de conhecer sua intimidade. Assim como eu sou.

Ao terminar de comer, caminhei lado-a-lado com Cary até a próxima aula.

Após a refeição, naquele dia, meus horários não estavam compatíveis com os de Cary e nem de Kate, então teria de enfrentar o restante das aulas sozinha.

Me sentei e retirei o material da bolsa, lendo a manchete de fofocas que Leila tinha lido em voz alta e tentando – mas não conseguindo – o que a pessoa que havia escrito aquilo realmente queria propor em questão de perspectiva, ou ponto de vista intelectual. Tudo bem que era um site de fofocas, mas se você começa a escrever ou dizer algo tem que ter um começo, meio e fim coerente, e aquele artigo não tinha.

Alguém se sentou ao meu lado, mas não me dei o trabalho de olhar, até que um braço se repousou nas costas do meu assento transmitindo um calor sombrio para o encontro dos meus ombros, só então me virei.

Christian sorria descaradamente para mim. – Olá, visitante.

– Mas que droga de apelido. – Reclamei voltando meus olhos para a manchete e jogando o cabelo na frente do rosto, em uma tentativa frustrada de me esconder.

Ouvi um riso baixo e me virei em sua direção, encontrando seus olhos focados na manchete apresentada no tablet em minhas mãos.

– As pessoas são tão idiotas. – Ele disse erguendo uma sobrancelha e puxando o celular do bolso de sua calça jeans. – Mas eu prefiro essa foto. – Ele declarou e me estendeu o celular, mostrando uma foto nossa no red carpet. Não era como a outra foto em que estávamos vidrados nas lentes e sérios, como se não nos conhecêssemos. O fotógrafo que conseguiu enquadrar aquela foto deve ter recebido muito. Pois Christian me olhava com o canto da boca repuxado me segurando pela cintura, seus dedos repuxando minha jaqueta azul, enquanto eu apoiava minhas mãos em seu peito para poder rir de suas palavras.

– Uma foto minha no seu celular? Que isso, Christian? – Indaguei espantada, tentando me desviar da felicidade que aquele ato de afeto me trazia.

– Eu prefiro essa. – Ele repetiu e guardou o celular no mesmo bolso que tinha retirado.

A aula se passou como um jato, enquanto eu fazia as anotações de tudo o que o professor dizia, anotando comentários importantes e que ele poderia colocar em provas finais, ou testes para nota. A sala resplandecia em canetas sendo jogadas nas mesas, cadernos se virando para a próxima página e dedos tamborilando em teclados de notebook, assim como eu fazia. E acho que o único que não estava fazendo isso era Christian, que olhava para o professor com uma feição cética.

– Cadê suas anotações? – Indaguei depois do término da aula enquanto o via se levantar e carregar a mochila que não fora tocada durante toda a aula.

– Estão aqui. – Respondeu apontando para minha bolsa.

– Ah, com certeza. – Dei um sorriso amarelo.

– Essas anotações vão ser ótimas pro meu futuro.

– Se elas fossem suas, é claro. – Concordei caminhando pelo corredor com ele em meu encalço.

Avistei Leila de longe e Christian também pareceu notar, pois disfarçou e saiu do meu lado, caminhando em direção oposta, como se não me conhecesse, ou como se tivesse vergonha de mim, era difícil discernir. Eu poderia armar um barraco, e simplesmente falar para todo mundo o modo como ele me tratava diferente, mas não valia a pena e eu ainda correria o risco de as pessoas não acreditarem em mim.

Estávamos vendo um filme animado na TV quando Christian chegou apressado pela porta, passando como um foguete. Todos os rostos da casa se viraram para olha-lo, mas não fiz menção de movimento, continuei estática, fingindo prestar atenção no filme que se passava diante de meus olhos, quando na verdade nem me importava com as imagens apresentadas.

Mais senti do que vi quando ele se sentou ao meu lado, largando a mochila pelo chão da sala, seu abraço embarcou meus ombros, afagando um deles com as pontas cálidas dos dedos e, para me afastar, apoiei minha cabeça no ombro de Cary.

– O que houve, visitante? – Christian murmurou ao pé de meu ouvido, sua respiração batendo no lóbulo de minha orelha.

– Nada, Chris. – Respondi seca dando de ombros, e sem lhe transmitir qualquer olhar.

– Ah, houve sim e você vai me contar.

– Você é muito seguro de si. – Murmurei incrédula.

– Essa é uma das minhas muitas qualidades.

– Como obrigar as pessoas? – Indaguei me virando e fitando seus olhos, enquanto me relembrava de nossa primeira noite juntos.

– Ah, visitante, eu não obrigo ninguém a nada.

– Vão discutir em um quarto. – Katherine murmurou acima das falas do filme.

– Acho uma boa ideia. – Christian disse se levantando e me erguendo com um puxão no pulso.

– Que grande amiga, hein Kate. – Murmurei sendo puxada.

– Você vai me agradecer por isso! – Ela respondeu.

Christian fechou a porta de seu quarto atrás de nós.

Este era grande, com duas paredes de vidro como janela. Uma porta em um canto e outra em outro. Avistei os lençóis bagunçados e um arrepio de nojo me percorreu. Vestígios de Christian estavam por lá, um par de sapatos ao lado da cama. A chave de um de seus veículos, o balcão atrás da cama com um espelho curto com bordas douradas. Seus perfumes e desodorantes destampados vistos em qualquer tipo de apoio por ali.

– Pode se sentar. – Ele ofereceu divertido.

– Não vou sentar nessa cama. É nojenta. – Declarei sem tirar os olhos da mesma.

– Só porque eu durmo nela? – Ele indagou sentando-se confortavelmente na mesma e tirando sua jaqueta jeans. Seus olhos subiram queimando até os meus e suas mãos se apoiaram atrás de seu corpo, deixando-o levemente torto, levemente perfeito...

– Não, porque você transa com muitas garotas nela. – Cruzei os braços sobre os seios.

– Tá louca, visitante? – Arregalei os olhos, sem entender. – Nunca transei com ninguém nessa cama. Aqui é o local onde durmo e não onde passo momentos divertidos com garotas. – Seu tom foi cético, o que me fez acreditar em sua declaração.

Como que para provar meus pensamentos me sentei ao seu lado, o que fez com que o colchão cedesse com nosso peso. Seu rosto acompanhou meus movimentos e a suavidade que tomou conta de seus olhos, pareceu aprovar minha ação.

– Então, visitante, o que está acontecendo? – Ele perguntou apoiando uma perna na cama e ficando de frente para mim.

– Nada. Você que tem que me responder essa pergunta. – Disse levantando os olhos e fitando os seus.

– Como assim? – Uma única sobrancelha negra se ergueu, enrugando a pele de sua testa.

– Você me trata diferente lá na Jimks e aqui me trata normalmente, como se fôssemos amigos há tempos. – Disse esfregando um dedo no outro, estalando-os.

– Está incomodada? – Um canto de sua boca repuxou-se em um sorriso folgado.

– Claro. Isso é falsidade pura. Está com vergonha da menina-macho? – Perguntei com o apelido que Leila me deu.

– Jamais. Não diga isso nem de passagem. Me sinto incomodado. – Ele declarou enrugando a testa, remexendo-se desconfortavelmente na cama.

– Acho que eu deveria me sentir assim.

– Você não entendeu. Me sinto incomodado pelo fato de não querer transar com você. De não querer te levar pra cama e te largar logo depois, como fiz com muitas. Não quero isso pra você. Não te vejo como a conquista da noite e se eu te der atenção diante de todos, eles vão pensar que você é minha conquista e minha próxima transa fácil. Não quero isso pra nós dois. – Seus lábios estavam em uma linha rígida, seus olhos sem vestígios do escárnio que lhe acompanhava sempre, e sua testa continuava levemente enrugada.

Assenti, incapaz de emitir qualquer palavra. Eu não sabia se sentia raiva por ele evidenciar que não queria transar comigo ou se lhe transmitia compreensão pelo fato de ele me tratar realmente do modo que eu gostaria de ser tratada. E também não sei se me amoleci de tal forma pela feição verídica transposta em seu rosto, ou por suas palavras carinhosas, era quase como se as mesmas tivessem acariciado minha pele, adentrando-a e me tranquilizando de dentro para fora. Sorri, lhe demonstrando meus sentimentos.

– Amigos? – Indaguei de maneira afetuosa estendo a mão na sua direção. Um calor percorreu meu braço quando sua mão apertou a minha.

– Amigos! – Concordou.

Era estranho, mas eu sentia que uma grande amizade nos uniria em um elo irreconhecível e nunca visto.

Notas finais
Alguma crítica? Elogio? O que acham que vai dar essa amizade? Até o próximo! E até os comentários!!!!!
PS.: Gente, não to conseguindo centralizar, me desculpem por isso ]=