Apenas Meu.
19 Sofrimento compartilhado.
Notas iniciais
Oi, gente! Não postei ontem porque tive uns compromissos, ok? Mas estou aqui hoje! Não lembro com qual música revisei, mas foi alguma do Nickelback. Boa leitura! ♥
Eu não sabia o que fazer, ou sabia? Estava deitada no carpete da sala de Cary. Como Corinne havia dito ele retornara, mas não me perguntara nada a respeito, simplesmente se ajoelhou ao meu lado, depositou um beijo no centro da minha testa e prometeu que tudo daria certo, mesmo sem saber toda merda que estava ocorrendo comigo.
Então ele se ergueu em seus calcanhares e se trancou em seu quarto. Tudo passara como um jato, o tempo lá fora. Os pensamentos e principalmente as lembranças, onde eu errara mesmo? Corinne estava me pressionando psicologicamente, principalmente pelo fato de que ela sabia que aquilo daria certo... mas, eu não conseguiria me afastar de Christian. Não de tal forma, vendo-o todos os dias, indo até seu apê para passar algum tempo com Kate, ou pior, vendo-o com Corinne em seu encalço, sabendo que na mente da mesma se sustentava o prêmio por conseguir me afastar dele. Aquilo doía de todas as formas. Porque fui me envolver com ele? Porque me apeguei tanto? Por que criei tanta necessidade em vê-lo bem? Em tê-lo por perto? Eu preciso de seu cheiro, de seu sorriso e de seus olhos verdes e atentos, e de suas brincadeiras gostosas, que me fazem esquecer todos os problemas, que tiram todo peso excessivo de cima dos meus ombros. Eu precisava do seu abraço de novo. Dos seus braços musculosos rodeando minha cintura. De suas mãos cálidas percorrendo os traços do meu rosto. O teto branco do apê de Cary perdeu a graça e desviei os olhos, virando-me de lado. Minhas costas doíam e minha cabeça também, mas não queria me levantar de lá sem ter uma decisão concreta. Precisava vê-lo. Precisava fugir dele. Nem sabia mais do que eu realmente precisava. Meu organismo já estava confundido o precisar com querer. Precisava vê-lo de toda maneira. Mesmo com Corinne em seu encalço, ou com ele me menosprezando, precisava esclarecer algumas coisas e dizer que não dava mais para continuar, ou começar. Me levantei, antes que me arrependesse e peguei as chaves da moto. Aquela seria a atitude correta?Foi Kate quem liberou minha entrada, antes de tudo me certifiquei que Corinne não estivesse lá. E lá estava eu. Em pé, no meio de sua sala, encarando aqueles olhos verdes, sem realmente saber o que fazer. Elliot e Kate se trancaram no quarto imediatamente depois de minha chegada. Minhas pernas fraquejaram diante de nossa proximidade. Christian veio rápido em minha direção e me abraçou, me sustentando em seus braços, afundando seu rosto em meu pescoço, beijando minha pele e sentindo meu cheiro. Ele também estava desesperado, e eu não sabia exatamente por que. Suspirei em seu pescoço, mantendo-o entre meus braços. Seu cheiro dispersou os sentimentos ruins durante alguns instantes, mas a consciência me abateu com força logo em seguida. Eu fora ali para despedir-me dele, dizer-lhe que não daríamos certo... nunca daríamos certo. Christian se afastou e colou seu rosto sobre o meu, pressionando sua testa contra a minha. Fechei os olhos, incapaz de olha-lo profundamente como meu coração estava pedindo com toda a força. Se eu fizesse aquilo, minha última barreira iria desmoronar. Eu não suportaria tê-lo tão próximo, sem realmente tê-lo. Suspirei, engolindo em seco e abrindo os olhos, encarando-o, reprimindo o choro no centro da minha garganta. — Preciso falar com você. – Minha voz saiu fraca, oscilando ao fim da frase, quase em prantos. — Imaginei, princesa. – Sua voz também parecia momentaneamente abalada. Tremi com a proximidade física e em palavras, éramos tão íntimos. Sorri, erguendo os olhos, criando coragem de realmente admira-lo daquela vez. — Não posso continuar... — O que? Eu... Ava... — Lamento. Simplesmente não aguento. Não agora. Christian ficou mudo. De maneira que nunca pensei que ocorreria. Eu não podia contar a verdade, não agora. Ali, naquele estado. — Você me entende? – Encarei seus olhos verdes. Esmeraldas contra grama. Nos fitamos e era como se nos entendêssemos profundamente apenas com aquela troca de olhares. Eu o queria tanto. Ele não retrucou e nem aliviou a tensão de seus braços em torno da minha cintura, mas seus lábios tocaram os meus tão suavemente que causaram cócegas. Sorri com seu gesto doce. — Tudo bem. – Ele suspirou. Aquilo foi fácil demais, eu estava sonhando? — Mas você não vai embora hoje. Durma aqui. Durma uma última vez comigo, princesa. Arfei, segurando-me em seus braços, fechando os olhos. Se eu dormisse ali, em seus braços, eu me afogaria em minhas próprias lágrimas. Acenei em positivo. Seu cheiro permanecendo em minhas entranhas. — Promete uma coi... — Qualquer coisa. – Ele me interrompeu. O ruído de sua voz como um rosnado. De um cão bravo, mas dócil. — Seja lá o que aconteça. Qualquer coisa, não faça perguntas. Ele concordou, puxando-me pelo pulso.A noite toda fora incrível. Conversamos sobre tantas coisas. Sobre sua irmã. Sobre Kate e Elliot. Sobre o pequeno passado que vivenciamos. Contei sobre como minha amizade com Cary começara e em como se reforçou até hoje. Tomamos banho juntos. Ele ensaboou meus cabelos entre seus dedos, mas não rolou nada além disto. Agora estávamos enrolados nas cobertas, no interior de nosso quarto, com a porta trancada. As fotos estavam lá, me despertando um pouco. Eu estava usando uma camiseta grande de Christian, enquanto este estava com uma boxer vermelha. Suas pernas e braços estavam jogados em meu corpo e eu estava com a cabeça apoiada no encontro de seu ombro e pescoço. O som ao nosso redor era o de nossas respirações, misturando-se. Então as recentes notícias caíram como um peso em meus ombros. Não suportei, tremi em seus braços. E chorei descontroladamente, apertei a carne de suas costas com os dedos, reprimindo um grito desesperado enquanto apoiava minha boca em seu peito, deixando-a levemente úmida. Seus dedos continuaram no encontro dos fios dos meus cabelos e suas pernas aproximaram meu corpo ainda mais. Ainda no meio do meu pranto, pensei ter sentido uma lágrima cair de seu rosto.
Notas finais
Bom, ele ficou curtinho pelo fato de que reparti. Tentarei adiantar o máximo de estória entre hoje e manhã. Depois respondo seus comentários dóceis! s3
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