Apenas Meu.

20 Sinal de despedida?


Notas iniciais
Uhul. Que nome intenso. Eu nem iria postar hoje, pra ser sincera, mas como não fui pra escola e estou um pouco... sem ideias para escrer e com sono (o que acaba dando em cocozinho) decidi postar. Fico muito feliz quando as pessoas vem coobrar capítulo. Isso dá mais animo! Tenho certeza que irão adorar.
Trilha Sonora:
To Build a Home - The Cinematic
All I Need - Within Temptation (viciadissima)
Gravity - Sarah Bareilles.
Boa leitura! ♥

O suor embalava todo o meu corpo. A mudança estava sendo desgastante, pois decidimos nós mesmos fazer aos termos do edifício em que iríamos morar. Estávamos todos lá. Cary, Kate, Elliot e... Christian. Aquilo era um tanto quanto doloroso, querer fazer brincadeiras sem realmente poder. É claro que Corinne não estava lá para ver, mas nunca se sabe do que uma mulher é capaz diante de ameaças.

Depois de tirarmos tudo das caixas, começamos a organizar aos poucos. Os homens carregando as coisas pesadas, enquanto Kate e eu dávamos ideias de como realmente tinha de ficar.

Fazia muitos dias que não via Christian. Seu cabelo estava um pouco maior, ele também parecia mais provido de músculos. Era legal vê-lo ali. Tê-lo no mesmo ambiente que eu. Sentir seu cheiro quando passávamos ao lado um do outro. O suor brilhava em seu torso nu.

Depois de terminarmos de arrumar as coisas necessárias, nos jogamos no sofá gostoso. A maciez dele era realmente incrível. Uma tela plana se ostentava na madeira do móvel que aplicamos na parede, como uma estante. O dedo de Cary tamborilava pelo botão, até parar em nada mais, nada menos, que futebol.

Os garotos ficaram calados e concentrados nos dribles apresentados na TV.

Kate se levantou segurando meu punho. E fomos até a ala dos quartos, caminhamos pelo corredor com carpete creme e ela abriu a porta do seu. Seus ombros despencaram com a bagunça que encontrou lá dentro. Parei ao seu lado, vendo aquela quantidade enorme de caixas e malas espalhadas. Apenas a cama estava montada no centro do quarto. Com todo o resto para que ela fizesse.

— Boa sorte. – Empurrei-a de leve.

— Seu quarto também está bem bagunçado. Então vai lá. – Ela sorriu com ironia mandando beijos pelo ar e logo em seguida batendo a porta de seu quarto diante do meu rosto.

Bufei enquanto ria e abria a porta do meu quarto, que ficava de frente para o seu. Uma bagunça menor se ostentava lá. Minha cama king size também prevalecia no centro do quarto. Uma parede de vidro que se esfumava ao meu mandar dava para a linda paisagem de Manhattan.

Suspirei, mas decidi fazer algo logo, antes que meu sangue esfriasse. Tirei a camiseta e joguei-a de qualquer jeito, em qualquer canto do quarto. Um top preto cobria meus seios e tirei os chinelos também. Ficando o mais liberta possível.

Abri a primeira caixa, onde estavam meus livros. Procurei pela parede por algumas estantes e encontrei-as entre a cabeceira da cama e a porta do banheiro. Coloquei-os enfileirados na ordem em que sempre gostara.

O sangue ficou mais quente e fiz tudo com mais agilidade. Arrumei a cama, dobrei as roupas sobre ela, para depois leva-las até o closet. E amassei todas as caixas com o pé. O carpete do meu quarto também era gostoso. Organizei as coisas do banheiro e aproveitei para pendurar algumas toalhas limpas.

Prendi o cabelo em um nó e peguei a primeira muda de roupa, para leva-la até o closet. Meus pés pararam abruptamente quando me virei naquela direção.

— Há quanto tempo está aí? – Indaguei, olhando Christian com o ombro apoiado no batente da porta.

— Tempo suficiente para admirar você. – Seus lábios quase não se moveram, como se fosse fácil vociferar aquelas palavras.

Meus pés estavam entorpecidos, meus olhos não queriam abandonar aquela linda figura empoleirada em minha porta. Eu queria tanto toca-lo. Afinal, Corinne nunca ficaria sabendo se fizéssemos bem direito e escondido, certo?

Caminhei em direção ao closet, desviando da cadeira e mesa de centro que se ostentavam lá, assim como uma penteadeira em um canto. Guardei as roupas já dobradas e me virei para ir em direção ao quarto.

Mas Christian já estava lá, com os dedos nos meus cotovelos, me prendendo contra a porta gélida dos armários. Fitei seu torso nu diante de mim. Minha pele formigou, clamando por seu toque.

— Christian...

— Shh. – O som fora baixo, mas meu corpo correspondeu ao seu comando.

Seu dedo escorregou pela minha bochecha, parando em meu queixo, levantando meu rosto para fita-lo.

Seus olhos estavam tão lindos. Sedentos. Grandes. Dilatados e mais verdes que nunca.

— A gente... Eu...

Seus lábios cobriram os meus, me impedindo de continuar com qualquer protesto e naquele momento eu não queria protestar. Eu só o queria e sua língua habilidosa.

Suas mãos estavam inquietas, descendo por minha cintura, até parar no meu bumbum e trazer-me para mais perto. Sua ereção cutucava minha barriga. Suspirei em sua boca e ele me prensou mais contra a porta atrás de mim. Corri minhas mãos por seus ombros, abraçando-o.

Afundei as unhas em seus ombros. Ele agarrou minhas coxas, subindo-as, até que essas enrolassem em sua cintura. Ele afastou sua boca da minha, descendo com beijos em meu pescoço.

— Chris... Nós não podemos.

— Ninguém vai ficar sabendo. – Ele sussurrou ao pé de meu ouvido, para logo depois fazer-me arrepiar com as pontas dos seus dentes prensando meu lóbulo.

Ele caminhou comigo em seu colo, até que minhas costas fossem colocadas sobre os tecidos gostosos dos lençóis da cama.

— Ao menos dessa vez tem lençol. – Sorri em sua direção, enquanto ele pairava sobre meu corpo.

Seu olhar, assim como o meu, percorria cada ponto de meu rosto. Ele era tão belo e se entregou completamente para mim naquele momento. Aquela segurança expandia-se por todo meu corpo. Eu necessitava dele agora mesmo.

Me ergui nos cotovelos, até que nossas bocas se encontrassem em um beijo intenso e um tanto quanto apaixonado.

Seus dedos se fecharam nos cabelos de minha nuca, apertando-os, puxando-os com certa delicadeza. Ele interrompeu o beijo, descendo pelo meu pescoço até que com seus dedos ágeis ele retirou um de meus seios do interior do sutiã, abocanhando-o em seguida. Levando-me a um prazer intenso, enquanto eu arqueava as costas, afogando-me em sua boca. Enrolei sua cintura com minhas pernas, sentindo sua ereção tão próxima, que era possível sentir seu calor intenso.

Seus dedos desceram apressados por minha cintura, até que meu short de lycra não cobrisse mais meu corpo. Deslizei minhas mãos por suas costas, fazendo manobras até que sentisse sua ereção sob o tecido. Puxei-a para fora, deixando-a livre.

Ele rolou nossos corpos e me deixou por cima. Cada perna em um lado de seu corpo. Seus dedos percorreram meu sexo úmido, deixando-me ainda mais excitada, a beira do prazer absoluto. Com os dedos, coloquei-o lentamente dentro de mim, enquanto o mesmo puxava para o lado o tecido branco da minha calcinha.

Soltamos um gemido juntos. Um delicado e um urro vindo de seus lábios.

Fechei os olhos, jogando a cabeça para trás, sentindo-o de todas as formas. Seu pênis em mim. Suas mãos em minhas coxas, auxiliando-me enquanto eu ia e vinha sobre ele. Aquilo estava tão bom... tão alucinante.

Ele me puxou pelos braços, até que eu ficasse parcialmente deitada sobre seu corpo. Aquilo ficou mais intenso. Nossos corpos suados. Meus seios pressionados contra seu peito. Nossa pele se encontrando por todos os pontos. Um arrepio me embalou quando suas mãos apertaram minhas nádegas entre os dedos. Ele sugou o ar entre os dentes.

Fui mais lentamente com os movimentos. Querendo aproveitar mais de seu calor em meu interior. Senti-lo de todas as formas. Deslizando. Me levando ao intenso delírio. Ele se apoiou em suas pernas, como em protesto pela minha lentidão. E começou a dar fortes e fundas estocadas. Arrancando gemidos dos meus lábios. Ele levantou o rosto, enquanto nos fitávamos com intensidade. Prendeu meu lábio inferior entre seus dentes e puxou, soltando-o em seguida. O som do sexo adornava meus ouvidos. E eu senti que estava subindo. Meu sexo o apertou dentro de mim. Na necessidade de ir.

— Isso, princesa. – Ele murmurou em meu ouvido entre suspiros.

Aquela foi a deixa. Atirei minha cabeça para trás e me derreti de todas as formas em torno dele.

Mais estocadas fundas, enquanto eu ainda me derretia de todas as formas. Suada, enquanto o cheiro de nosso sexo pairava no ar. Christian deu uma última forte estocada e gozou em mim.

Deitei sobre seu corpo relaxadamente. Sentindo-o tão próximo. Seu cheiro me embalando de forma protetora. Seus braços em torno da minha cintura, deixando-me presa entre seus fortes braços.

Ele ainda estava lá, dentro de mim.

— Isso foi bom. – Sussurrei, segurando um sorriso.

— Foi, sim. – Ele concordou.

Christian

Realmente tinha sido bom, Christian avaliou. Na verdade, Christian nunca se sentiu tão bem após um sexo como aquele. Na verdade havia algo mais envolvendo todo aquele relacionamento. Ava era sua deixa para vislumbrar uma ponta do paraíso e mesmo quando ela amoleceu em seus braços, ele soube que sempre gostaria dela de todas as formas. Sua cintura estava quente e Christian ainda estava dentro dela e estava quase duro novamente. Tê-la tão próximo, sentir seu cheiro – todos os cheiros – seus toques em todas as partes que mais gostava eram demais para ele.

Christian não sabia mais o que fazer. Naquela noite em que Ava correu para seus braços em seu apê dizendo que não daria mais para continuar... aquilo foi o fim para ele. O fim de todas as coisas. Do amor próprio. Da esperança e do primeiro relacionamento que tivera em toda sua vida. Mas, Christian sabia que se Ava não o fizesse naquele momento, ele mesmo iria atrás dela, onde quer que ela estivesse para terminar. É claro, que antes de qualquer decisão, ele pesou suas opções. Ele chorou enquanto matutava cada uma delas, enquanto avaliava o futuro se escolhesse aquela ou outra.

Ponderou durante tantas horas naquela tarde. Ponderou as informações recebidas. Ponderou por tudo o que sentia. Ponderou por um ponto final e ponderou pelo ponto de ter uma nova vida... Christian escolheu o pior do melhor das duas opções. Continuar, ou se render a razão.

Largar a emoção e a palpitação que seu coração dava ao ver Ava e partir para o que sua mente racionalizava há tanto tempo.

O cheiro de vingança ainda pairava em torno de seu rosto. Os vislumbres de um passado com nenhuma flor sem espinhos. Vivera tantas dores para chegar onde estava. Ainda se lembrava dos gritos desesperados de sua irmã. De vê-la sendo abusada, de não poder fazer nada. De ver o jardineiro Hydes forçar a entrada de sua irmã. De ver aqueles pequenos dedos se agarrar com força aos braços do homem, pedindo para que parasse, que largasse. As lágrimas também transbordavam de seus olhos. E fora por isso que chorara naquela noite junto a Ava. Porque, aquele pranto baixo, sob seu queixo, indicava a mesma proporção de dor causada em sua irmã.

Também chorara por emitir todo e qualquer sentimento por aquela garota.

Ele ainda não conseguia compreender como mudara da água para o vinho com sua chegada. Carrega-la a força até uma pizzaria, puxar conversa, fazer brincadeiras. Aquele não era o Christian que todos conheciam. A única pessoa que via vislumbres daquela personalidade era Mia. Só ela tinha aquela permissão, de lhe chamar de Chris. De lhe tocar. De lhe beijar quando lhe desse vontade.

Ele nunca tivera aquele tipo de relacionamento com Corinne, nem no passado, nem no presente e sabia – podia até jurar – que não teria em um futuro próximo ou distante.

Acima de seu corpo, Ava tremeluziu um pouco e ele abraçou sua cintura com mais força, afagando seus cabelos macios entre seus dedos. Seu corpo relaxou, assim como o dele e de maneira delicada ela puxou as cobertas sobre os corpos dos dois. Saiu delicadamente de cima do corpo de Christian e se deitou ao seu lado, beijando seu peito nu.

Era daquela proximidade que Christian sentiria falta. Ele nunca fizera aquele tipo de coisa depois de um sexo. Ele nunca abraçava, ou confortava. Nunca abraçou a cintura de uma garota, com o mesmo sentimento que abraçava a cintura de Ava. Aquela coisa estranha que emitia de seu peito cada vez que a via... aquilo nunca ocorrera antes.

Também era por este motivo que havia tomado a decisão. Aquela seria a última vez de ambos juntos. Ele tinha um propósito. Um ponto final e se sacrificaria de todas as maneiras para conseguir aquilo que queria. Corinne tinha as respostas. Os mapas. Os endereços. Tudo do que necessitava. E se precisasse fingir estar com ela para conseguir o que queria... ele o faria. Mesmo que aquilo tivesse de machucar Ava e a ele também. Pelo menos ela estaria por perto e ele sempre saberia que ela estaria bem. Em segurança. Pois, naquele momento, aquela também era uma de suas maiores preocupações. Mantê-la em segurança. Por perto. Ver seus olhos brilhantes.

Pois ele não aguentaria se afastar do paraíso por tanto tempo. Ele não aguentaria não vê-la por muito tempo. Não sentir seu cheiro. Não escutar sua doce gargalhada e também não aguentaria não escutar sua voz doce. Seus olhos cálidos, escondendo um passado doloroso. Se ele pudesse, ficaria com ela naquela posição para sempre. Só para sentir que ela era dele e ter que admitir – mesmo soando difícil – que ele era dela.

Notas finais
ai, Christian, vem ser fofo assim aqui em casa! Olha, eu escrevi ontem esse pov dele, mas adorei o resultado e vocês, gostaram? Criticas? Quem AMA o Christian? Quer dar um palpite? Fique a vontade! Seja fãs de personagens como Tumn é de Patch. Como Stella é de Cam e como Viih é de Daniel. Beeeeeeeeeeeeeeeijos! Até o próximo!