Apenas Meu.

26 Seguindo.


Notas iniciais
Coloquei esse nome pela parte de Christian, ok? Bom, eu tô curtindo de como estou aprontando tudo, e vocês? Bom, esse capítulo tá bem calminho, viu? Não tem nada de muito grande ocorrendo! Até mais!

Quando acordei, não estava mais entre os braços de Christian, mas sentia um peso na beirada da cama, mas, de alguma forma, eu reconhecia que não era ele.

- Acorde docinho. – A voz rouca de Cary pediu. Abri primeiro um olho, fugindo da claridade que tomava o quarto pela manhã e vendo-o sentado a beirada da cama apenas com uma boxer escura. – A Mia foi para casa, podemos conversar melhor agora. – Ele garantiu, com um sorriso de um milhão de dólares.

Como era bom tê-lo de volta. Me desenrolei das cobertas e me joguei contra seu peito, apertando-o contra mim de todas as formas, sentindo seus braços reconfortantes rodopiarem minha cintura da forma que só ele sabia fazer, puxando-me ainda mais para perto – se é que era possível.

- Ai, porra. Que saudade. – Eu disse, beijando seu ombro e seu rosto. – Eu tenho tanta coisa pra contar pra você, docinho. – Passei os dedos pelo seu rosto com barba por fazer.

- Eu também. Estou firme e forte com a Mia e sei dos segredos dela já. – Ele disse em tom de bronca. – Mas vamos deixar isso para depois. Como foi a viagem?

- Foi satisfatória. Consegui enxergar que era hora de contar. – Eu disse e mesmo sem lhe dizer nada, vi por seus olhos que ele sabia que tinha algo mais.

- Seus olhos estão vermelhos e o travesseiro de lá tá muito bagunçado. Quem dormiu aqui? – Ele indagou, erguendo uma sobrancelha escura, sério.

- Christian surgiu do nada. – Eu suspirei. – Contei pra ele. Só a primeira parte de toda aquela estória. – Eu disse, e meus ombros despencaram com a falta de coragem que tive quando cheguei tão perto.

- Imaginei. – Cary comentou, apertando os lábios. – E sinceramente, acho que fez certo. Deve ser chato pra você contar isso e ver aquilo. – Ele comentou, falando as coisas exatamente da maneira como eu me sentia. – Acho, que pelo o que ocorreu ontem, nada de Jimks por hoje, certo? – Ele indagou e sorriu quando acenei em positivo. – Ufa, pelo menos não estragou meus planos. – Ele disse sorrindo.

- Quais planos? – Indaguei, curiosa e animada, eu sempre gostava das surpresas que Cary preparava.

- Surpresa, gata. – Ele disse aquilo que eu imaginava com uma piscadela. – Agora, linda. Vá se arrumar e bote um lindo sorriso no seu rosto. Você vai à empresa de seu pai conversar com ele a respeito de Nathan. E sei que Christian estava aqui porque atendi ao telefone da sala e quando abri a porta, bingo! Vocês estavam agarradinhos. Depois, Kate te espera no centro de Manhattan, onde tem aquelas lojas que vocês amam. Rolex. Christian Louboutin. Chanel. E todas aquelas parafernálias. Você está precisando. E também tem um evento de gala beneficente que precisamos ir. – Ele disse, dando tapinhas leves no meu ombro, me empurrando de leve e fazendo um sorriso um tanto quanto sincero aparecer em meu rosto, depois de muito tempo.

Depois de Cary me vestir com uma saia longa branca e uma blusinha rosa de seda, ele mesmo me levou até a empresa de meu pai. Fomos conversando pelo caminho e as altas risadas de que senti falta, foram dadas pelo trajeto. Até esqueci o porquê do passeio de porsche. Quando chegamos diante do Edifício Empresarial de meu pai, fiquei impressionada quando Cary desceu do veículo junto comigo. Cumprimentando a todos no caminho. Fomos embalados pelo ar-condicionado refrescante e pela decoração escura do Edifício do meu pai, ao chegarmos às proximidades do elevador, um segurança o acionou para gente e o senhor de dentro do elevador, tocou a aba de seu quepe em cumprimento, apertando o botão da cobertura com letras gritantes nos informando ACESSO RESTRITO. As portas douradas se abriram e uma gigantesca recepção se mostrou para nós. Demonstrando todo seu poder e o poder de seu dono. Sua sala ficava no corredor da esquerda, de maneira discreta e restrita. À direita outro corredor se seguia, e algumas outras portas espalhadas ao redor do centro da recepção. Uma mesinha de centro baixa e rústica ostentava algumas revistas e jornais, enquanto cadeiras estofadas estavam encostadas as paredes de vidros fumês.

- Senhorita Steele, seja bem vinda novamente. – A recepcionista loura platinada me saudou com um sorriso de mil watts.

Cary e eu a cumprimentamos e a mesma abriu a porta da sala de meu pai com gosto, dando uma boa avaliada no meu melhor amigo vestido em uma calça escura folgada na cintura fina e uma camisa com as mangas erguidas até os cotovelos.

- Olá, Cary. – Meu pai se levantou de trás de sua mesa. A sua sala continha a mesma decoração de todo o prédio. Noviça e atual. Nada rústico e tudo escuro e dourado. Ele abriu o botão do blazer e estendeu a mão para Cary, apertando firme quando este retribuiu.

Com um sorriso me joguei em seus braços, ficando grata por ele enlaçar os seus ao redor de minha cintura e fazer com que eu esquecesse o que me preocupava lá fora. – Meu, bem. Sua mãe ainda não está pronta pra conversar com você, mas Cary recebeu os convites e lá será uma bela ocasião. – Ele sussurrou, beijando o meu rosto bem próximo à orelha.

- Obrigada, pai. E pode deixar que minha presença tá confirmada. – Eu disse, alisando sua lapela e piscando um único olho para ele, extremamente orgulhosa de ser filha de quem era. Papai sorriu em minha direção e estendeu os braços, apontando as cadeiras para visitantes, nas quais Cary e eu nos sentamos.

- Já imagino porque estão aqui. Meus advogados entraram em contato com Nathan o mais depressa possível. Ele foi contratado como professor e minha parte dos Jornais em que publicaram suas coisas pessoais foram vendidos para outra filial. – Meu pai informou, tamborilando uma caneta contra o tampo de vidro da mesa comprida de seu escritório.

- Qual empresa? Foi por um bom preço? – Me interessei, apoiando o cotovelo na coxa cruzada sobre a outra e o rosto na mão em concha.

- É claro, querida. Por um ótimo preço e negociações. Agora, minhas partes não tem mais contato com a parte de segurança e matérias antigas. Sinto muito. – Ele se ressentiu, ajeitando a sobrancelha com seu indicador. – Por sua mãe, já teríamos mandado prender Nathan. Mas... quero manter isso pessoal, sem expor você, meu bem. – Ele garantiu, erguendo suas sobrancelhas grisalhas e escuras. – Vendemos para a filial mais próxima. A Maddox Enterprises.

O sobrenome me atingiu em um turbilhão, mas não fiz nenhum movimento físico que me entregasse de alguma forma. Acenei em positivo, indicando que conhecia a grande Empresa de Carrick Maddox.

- Foi um bom negócio. – Meu pai disse, raciocinando enquanto rabiscava um bloquinho limpo. – Ele abriu mão de alguns funcionários e de uma boa quantia em dinheiro.

- Tudo bem, entendi. Gostaria de saber sobre o Nathan, papai. – Falei de maneira amistosa, esperando ver em seus olhos límpidos qualquer reação que lhe entregasse.

– Eu não posso fazer nada contra ele no momento. Não sem provas atuais, ou acontecimentos específicos, querida. É claro que sabemos por que ele está lá, mas até então, ele fez algo com você? – Meu pai indagou, esticando as mãos sobre o vidro até encontrar as minhas e aperta-las. Acenei em negativo. – Fique mais tempo fora, já estão no final do ano letivo mesmo e podemos conversar com a diretoria para lhe fornecerem a matéria através de seus amigos. – Ele me assegurou, apertando ainda mais as minhas mãos.

- Kate e eu podemos ajudar nisso. – Cary disse, fazendo-se ouvir novamente.

Nos levantamos depois de ter tudo acertado, e meu pai me abraçou novamente. Seus braços em torno de mim me diziam tanta coisa e me lembravam ainda mais. Eu tinha de agradecer pela sua existência e por ele ser quem era comigo. Eu o amava, muito.

Trinta minutos depois, Cary me deixou próximo a uma cafeteria, onde Kate me aguardava. Desci do carro mandando beijos pelo ar e encontrando Kate no interior refrigerado.

- Olá, baby! – Ela disse, abanando a mão em uma mesa não muito distante, alcancei a mesma sem dificuldade, passando por mesas com casais e amigas conversando com calma. – Como está? – Ela indagou, guardando seu óculos em uma enorme bolsa vermelha na cadeira ao seu lado.

- Muito bem. – Respondi, erguendo as sobrancelhas e depositando um beijo em seu rosto.

- Sente, aí! – Ela me empurrou pelos ombros até que eu estivesse sentada diante da mesma. – Vamos tomar um cafezinho pra ir pras compras! Tenho tanta coisa pra contar. – E lá estava a minha Kate de sempre, me puxando para a realidade da maneira mais amistosa que havia. Como se nada tivesse acontecido e com um sorriso belo daqueles que era impossível não sorrir junto.

Depois de doces e bebidas, nós saímos e encaramos o dia ensolarado de Manhattan. As ruas estavam calmas, pois era um dia útil e a maioria das pessoas estava ocupada com suas atividades de costume.

- Acredita que a cretina ficou grávida antes daquele aniversário dela? – Ela disse, exasperada, chacoalhando a mão para a esquerda indicando que eu virasse naquela direção. Passamos por lojas masculinas, enquanto ela retomava seus comentários. – Está com quase sete meses já. Sinto muito.

Era incrível como ela mudava de incrédula para bondosa e eu gostava tanto daquilo nela, que dava vontade de abraça-la ali mesmo. Nós sabíamos o motivo de toda minha melancolia. Christian e eu não teríamos mais chances, mesmo com ele sabendo toda a verdade sobre os fatos, ou talvez sobre parte da verdade.

- Sabe. – Eu molhei os lábios secos pelo sol. – Eu contei tudo pra ele, ontem à noite. – Eu disse, sem olha-la nos olhos, pois não queria reprovação por ter me encontrado com ele de alguma forma. Seu braço agarrou o meu, enquanto ela, com a outra mão, acariciava o mesmo.

- Eu percebi pelos seus ombros completamente caídos. Tem que levantar a vibe com umas comprinhas, amiga. – Ela disse, saltitando um pouco, mesmo com sua voz levemente afetada por eu enfim ter contado. – E, sinceramente, eu fico muito orgulhosa de você ter contado pra ele. Pelo menos contou quando sentiu que era o momento certo. Eu te amo ainda mais por isso. – Ela disse, quando entramos em uma loja com muitas joias.

Algumas horas depois, nós nos apertamos em um táxi e chegamos ao nosso apartamento. Subimos sozinhas de elevador, por não dar mais nenhuma outra pessoa conosco, pela quantidade gigantesca de sacolas. Nunca fui de me sentir livre e leve quando fazia compras, mas hoje, aquilo tinha valido a pena. Cada centavo gastado, cada pecinha nova e vestido escolhido para o evento de gala. Todas as fofocas compartilhadas foram bem vindas, principalmente pelo fato de elas me fazerem esquecer cada vez mais os fatos que me aproximavam do medo. Contei para Kate sobre a viagem e que havia visto Nathan, ela me informou que já sabia de sua presença na Jimks e que também sentia muito pelo fato.

Quando entramos no apartamento, fomos recebidas por um cheiro inconfundível de pipoca doce. Largamos as sacolas e os sapatos no canto da porta e caminhamos descalças até a cozinha, seguindo o cheiro. Nos deparamos com Cary mexendo em utensílios e dois potes repletos de pipoca-doce. Ele estava apenas com uma bermuda pendurada em sua cintura fina, revelando o início de seu bumbum e que estava sem cueca.

- Nossa, até que o cheiro está bom. – Kate elogiou beliscando uma pipoca. Cary se virou, sorrindo enquanto enchia outro pote de vidro com mais pipoca, ao olhar para trás, notei que a TV estava ligada em um menu de um dos meus filmes preferidos.

- Fazia muito tempo que não fazíamos isso, não é, docinho? – Ele indagou, colocando uma pipoca em minha boca.

Christian

Christian se vestiu de maneira adequada para a situação que viria a seguir. Com blazer e calças no tom de grafite, uma camisa negra e uma gravata azul clara, ele entrou no conforto de um de seus carros, com seu segurança preferido. Taylor sorriu quando ele entrou, e o cumprimentou de maneira profissional, dando partida no carro e serpenteando em uma velocidade adorável dentre os outros veículos.

- Farei este trajeto todos os dias, Sr. Maddox? – Ele indagou em baixo tom e de forma discreta. Christian desgrudou os olhos da tela de seu tablet, no qual estava concentrado desde o início do dia, sem tomar café, ou almoçar.

- Provavelmente, Taylor. Você será o primeiro a ficar sabendo caso isto ocorra. – Ele disse, sorrindo e retornando seus olhos ao que tinha unido até então. Datas, fotografias, endereços e seus próprios pensamentos. Ele tinha várias cópias daquilo, enquanto as originais estavam lacradas em um banco que ele mesmo assinou a aquisição pelo pai, durante alguns dias de férias.

O veículo negro e luminoso estacionou diante do Edifício onde se encontrava diversas empresas na Maddox Enterprises. – Espero o senhor? – Taylor indagou, deixando o veículo em ponto morto. Christian acenou em positivo, recolocando os óculos escuros e bloqueando a tela do tablet, enquanto fechava a porta do veículo em um baque.

A decoração clara e moderna tomou conta ao seu redor, ao passar pelas portas giratórias. Os seguranças acenaram com a cabeça, e responderam a comandos pelo rádio empoleirado por dentro dos fios escuros. Christian levantou os dedos em cumprimento as recepcionistas que sorriam e ajeitavam os cabelos descontroladamente, mesmo que aqueles estivessem em perfeito estado. Ele passou pelas catracas tocando com seu polegar em um sensor para liberação da mesma e seguiu para um dos elevadores. Lá, o senhor tocou seu quepe e pressionou o botão para que se erguessem até o trigésimo andar, onde ficava o CEO de todo aquele comando, seu pai, Carrick Maddox.

As portas se abriram e Christian balançou a cabeça para o homem. Um zunido subiu quando a recepcionista daquele andar liberou as portas de vidros com o sobrenome MADDOX em linha reta no centro das portas.

- Boa tarde, Sr. Maddox. Seu pai pediu para que entrasse direto. – A recepcionista se ergueu rapidamente. – O senhor aceita um café, ou uma água? – Ela indagou, disposta, pegando um molho de chaves e ficando diante do homem, toda sorridente. Seus botões iniciais da camisa prateada estavam abertos e a saia vermelha estava lindamente arrumada em torno de seu quadril.

- Obrigada, Srtª Kirs. – Christian leu o nome da mulher rapidamente em uma plaquinha presa na direção do seu coração. Ela acenou em positivo e se sentou atrás de seu computador novamente.

Christian abriu a porta negra de seu pai e o mesmo ergueu os olhos de um dos computadores com monitor gigantesco. Ele se levantou e ergueu o braço em sua direção, ambos se cumprimentaram e Christian abriu o botão de seu blazer ao se sentar.

- Está vestido adequadamente para a ocasião. Decidiu aceitar minha proposta? – Seu pai foi direto ao assunto, com uma perna cruzada e sem despregar os olhos de seu filho.

- Quero saber uma coisa antes. – Christian disse, retirando os óculos escuros e depositando o tablet em suas pernas cruzadas.

- O que quiser filho.

- Temos uma empresa de Jornais aqui? – Ele indagou, apoiando o cotovelo no braço de couro da cadeira e o queixo na altura do indicador. Esperou pela resposta de seu pai, olhando diretamente para seus olhos, para que nenhuma informação lhe escapasse.

- Acabamos de adquirir uma. Conseguimos por um belo preço da Empresa Steele’s. – O pai dele informou, deixando-o momentaneamente balançado com a pronúncia de algo que o levasse diretamente para Ava.

- Ótimo. Trabalho junto com o senhor, sim. Com a condição de que eu também cuide da parte investigava das filiais. – Ele lhe disse sorrindo.

Ambos acenaram em positivo, estando acertados com aquele assunto e ambos sabendo o porquê daquilo tudo. Ambos tinham um mesmo motivo e Christian tinha outro motivo separado. Ele torcia para conseguir as últimas informações de que precisava, para que o mesmo fosse levado diretamente ao estuprador de sua irmã e que para então, descobrisse quem realmente era Nathan Hydes, um antigo conhecido de Corinne.

Notas finais
O que acharam do Christian Maddox mais Grey que nunca? Eu amei!!! Nos vemos nos comentários? Grandes beijos e até o próximo! *-*