Notas iniciais
Não me perguntem o porque do nome, mas eu até que curti. Bom, esse capítulo ficou "repleto" tem de tudo um pouco e estou gostando de entrar nesse ritmo!!! Vocês estão curtindo? Vou postar hoje e não sei mais quando vou postar, ok?!?! Porque estou com vírus no PC e vou ficar sem tempo de escrever, porque vou fazer backup e talsss. Então, até qualquer dia! Me esperem!

- Olha isso! – Kate gritou na mesa do café, em pleno final de semana, dias depois de nossas compras. Um jornal caiu diante de mim, e o rosto de Christian estava estampado na primeira página. A manchete dizia: DUAS BOMBAS A RESPEITO DO BILIONÁRIO MAIS BELO DE TODOS OS TEMPOS.

Abri na página indicada e ergui as pernas no banquinho diante do balcão da cozinha.

Primeiro, Christian Maddox, resolveu enfim trabalhar com seu pai. Ambos entraram em acordos empresariais e estão trabalhando juntos agora. As entrevistas vocês irão conferir na nossa edição da semana que vem. A segunda e mais chocante bomba é que ele está noivo e aparecerá ao evento beneficente de gala nesta semana, com sua noiva linda e grávida, Corinne Tramell.

- Nossa, que legal. – Eu elogiei, amassando a página que continha a notícia e jogando-a pelo meio da sala. Kate riu da minha ação e beliscou seu pão integral. – Imagina, ela com um barrigão de mamãe, provavelmente será a mais bem vestida do dia. Mais que merda de noite! – Eu xinguei, empurrando o prato pelo mármore do balcão.

- Você mostrou, não foi? – Cary apareceu pelo corredor de cueca boxer e com as mãos na cintura. Seus fios estavam ligeiramente despojados e seus olhos estavam vermelhos. – Eu disse pra não mostrar.

- Nada de me esconder coisas! – Eu pedi. – Ele vai mesmo ficar noivo, novamente? – Eu indaguei, exasperada com a situação. Eu sabia que não tínhamos mais chances, mas talvez eu ainda tivesse alguma esperança daquilo tudo. Também entendia o seu lado na situação. De que aquilo o aproximava ainda mais das fotos que o estuprador de sua irmã escondia, mas não tinha como não ficar magoada. E também ficava infeliz pelo fato de ela já ter maltratado o mesmo de alguma forma, e aquilo tudo era uma sensação muito complexa para ser explicada.

- Aí diz que é anúncio oficial. – Kate retorceu o nariz, enquanto seu dedo long com uma unha bem cuidada apontava a página amassada que caíra próxima ao sofá.

- Infelizmente é Ava. – A voz de Mia surgiu e ela cumprimentou seu amado com um beijinho rotineiro abrindo a geladeira e servindo-se de um copo de suco natural. – Imagina? Toda aquela merda de festa de noivado. – Ela disse, sentando-se em um banquinho enquanto usava uma camisa clara de Cary.

- Você diz isso como se já soubesse de algo. – Kate apoiou seu rosto em uma das mãos, enquanto seus lindos olhos verdes brilhavam em dúvida.

Mia ergueu os ombros, mas conhecendo-a o pouco que conhecia, sabia que ela tinha conhecimento de algo a mais da notícia. Além do mais, ambos era irmãos, e depois da minha viagem eles se tornaram muito mais próximos. Ela ergueu seus grandes olhos para Cary e abaixou a cabeça novamente. Kate seguiu o olhar, notando uma sobrancelha erguida de Cary, e entendo tanto quanto eu o que aquilo significava.

- Querida, não tenha medo dele. – Kate disse de forma brincalhona, escondendo um sorriso. – Ela já ficou sabendo do pior. – Kate complementou, levantando o rosto apenas para descomplicar a situação com uma piscadela, mas fitando Mia no olho em seguida.

- O noivado vai ser feito na próxima semana, a Mansão está um caos por conta disso. – Mia disse como quem pedia desculpas. – E Corinne pediu para que não fosse convidada. Mas papai e mamãe querem muito sua presença. Os convites para a família Steele foram os primeiros a serem impressos. – É claro que meu peito se apertou depois de toda a notícia despejada sobre meus ombros. Naquele momento, eu gostaria muito de chorar e me lembrar de tudo o que passamos juntos e me remoer pelos acontecimentos que não teríamos juntos. Os risos jogados no ar, as noites de amor, lágrimas desperdiçadas e momentos nada calculados. Momentos que rolaram como as horas passam pelo Mundo, aquilo machucaria qualquer mulher no meu lugar.

- Desculpe. – Mia pediu em sussurro, eu dei um sorriso torto, mas todos presentes sabiam que ele era extremamente amarelo e falso.

Graças a Deus, um bip soou do meu celular e vi o nome GIDEON estampado na tela. Era uma sms que dizia: Fui convidado pro evento de gala desta semana, tem par?

Não, respondi seca, não que eu não quisesse ter um par, mas aquela notícia era uma bomba muito enorme para se superar com calma.

Já tem um, ele respondeu de forma possessiva o que me fez sorrir.

- Quem é? – Kate esticou o pescoço para ver o que estava escrito, bloqueei a tela do celular bem rápido. – Era o Gideon! – Ela disse, erguendo as sobrancelhas e arregalando seus olhos. Como ela conseguiu ler tão rápido?

- Ele te chamou, não foi? – Cary indagou, comendo algumas frutas. Acenei em positivo, escondendo um sorriso. – Ah, que bom! Pelo menos, hoje, alguém fez algo que pedi. – Ele disse, erguendo as mãos com um sorriso.

O evento de gala em um Palace no centro de Manhattan estava sendo coordenado de maneira sofisticada. Garçons bem vestidos passavam em alguns minutos nos oferecendo salgados ou doces para antes do jantar e outros surgiam com taças com espumante. Daquela vez, minha mãe e as outras fundadoras haviam se superado. Mia enfim chegou de braços dados com o Cary, após passar pelo enxame de flashes e entrar no interior do hall todo em pintura clara, com uma orquestra calma tocando ao fundo, ela sorriu em nossa direção. Seu vestido longo e azul escuro, combinando com seus olhos, esvoaçava em torno de seu quadril, enquanto uma perna mostrava-se em uma fenda. Cary usava uma gravata combinando e deu uma piscadela ao se aproximar.

- Quero uma dessas! – Mia disse, apontando para minha taça semicheia. Gideon sorriu, e me apertou mais contra si.

Só faltava a chegada de Kate e minha mãe. E infelizmente a de Christian. Cheguei cedo por pedido do meu pai, para poder averiguar a decoração dourada e as mesas ainda bloqueadas para o jantar e todas as apresentações da noite. Meu cabelo estava preso em um coque despojado, para me livrar do calor. E usava um vestido curto vinho de veludo. O decote seguia até o colo e as costas eram quase que inteiramente nuas. As barras da peça eram revestidas em pedrarias douradas, combinando muito bem com os enormes sapatos e os brincos em minhas orelhas. Gideon também não deixou de ficar belo com seu terno bronze e sem gravata, todo sério e importante, do jeito como sempre fora. Intelectual, chato e inteligente.

- Ah, olha só. – Eu disse, sorrindo enquanto meus pais pousavam para os fotógrafos e depois eram recebidos por muitos convidados que conversavam ao redor, enquanto alguns casais dançavam em uma bela pista improvisada.

Minha mãe usava um traje longo e negro, as costas nuas e os sapatos se mostravam por baixo da barra do vestido, os fios soltos lhe deixavam ainda mais bela, com a pedraria linda que meu pai lhe presenteara em um dos aniversários de casamento em seu pescoço.

Ela sorriu e atravessou todos até que me desse um beijo em cada face e depois me abraçasse pelos ombros. – Senti saudades, querida. – Eu sabia daquilo e queria dizer o mesmo, mas minha garganta estava seca, presa em uma emoção difícil de controlar. Ela levantou um dedo e seguiu o contorno do meu nariz, algo que fazia desde que eu era pequena e algo que eu gostaria de fazer em meus filhos, aquilo nos aproximava mais do que qualquer coisa dita. Era um “eu te amo” escondido, um pedido de desculpas estabelecido e me avisando que sempre estaria ali – em qualquer circunstância – preso no aconchego do toque.

Por fim, nos desvencilhamos e retornei a ouvir a música que se apagara momentaneamente ao meu redor. Ela cumprimentou Gideon e arrumou sua lapela, abraçou Cary e mexeu nos cabelos de Mia quando foram devidamente apresentadas.

Os flashes me chamaram a atenção e movi a cabeça, até que encontrei Kate dando alguns sorrisos e puxando Elliot pela mão, arrumando sua gravata de borboleta. Ela deu um beijinho no canto de sua boca e cumprimentou primeiro minha mãe. Seu vestido era longo e revestido em transparência. Toda trabalhada no vermelho e nas rendas que mostravam sua pele bronzeada e as pernas torneadas nas laterais, a barra do vestido era ligeiramente mais solta, permitindo uma dança a dois para mais tarde. Elliot me cumprimentou com um beijo na testa e sorriu em minha direção, cumprimentando Gideon de forma educada em seguida.

Kate deu um tchauzinho ao longe, quase em tempo para que eu não visse a chegada de Christian e Corinne, que emitiram mais flashes. Eu não sabia como uma grávida poderia se vestir para aquela ocasião, mas descobri. Ali à luz completa sua barriga estava protuberante e enorme. Parecia que resguardava um menino pelo tamanho, mas pelo formato, eu poderia apostar que era uma menina. Ela usava uma peça com estampa de flores coloridas sem decote e de mangas e barra longa. A barriga ficava marcada, mas a saia era esvoaçante. As costas mostravam-se, dizendo-nos que estava grávida, mas que ainda poderia ser atrevida. Christian estava ainda mais belo que de costume. Olhos impenetráveis, acompanhados de ombros ainda mais largos e lábios mais famintos, o que me deixou com água na boca por eles, mesmo sendo errado beijar os lábios de outro alguém comprometido. Seu blazer, calça e camisa eram escuros, combinando com seus fios penteados para trás, chamando ainda mais atenção para seu rosto claro e limpo, ali, naquelas fotografias, ele não mostrou seu belo sorriso.

Seus pais vieram em seguida e passaram rapidamente pelos fotógrafos, abordando-os no caminho. As peças luminosas do vestido claro de sua mãe, brilharam ainda mais com o despojar de flashes pelos cumprimentos que foram recebidos. Eles chegaram a nossa grande rodinha e as bandejas chegaram com um copo de suco para Corinne, vinho e espumante para os demais. Carrick cumprimentou as mulheres com um beijo no rosto e os homens com um aperto de mãos. Ao final ele e meu pai mergulharam em conversas referentes a negócios. Ambos sentaram-se em cadeiras que estavam salpicadas aqui e ali, na cor dourada e branca. Corinne e Grace Trevelyan cumprimentaram a todos com um beijo no rosto. É claro que a mãe de Christian era bem mais simpática e ficou de braço dados com a filha. Uma cadeira foi oferecida a Corinne e a mesma aceitou, apoiando uma das mãos na barriga linda para se sentar. Eu não podia negar que seus lábios pintados de vermelho e seus fios em coque, deixavam-na ainda mais bela. Ela era linda, só não era uma pessoa amistosa. Christian cumprimentou a todos e contou a Cary sobre sua nova profissão. Ele cumprimentou Gideon com um tom muito sério e mesmo que de forma evasiva ele retirou a mão deste da minha cintura ao me cumprimentar.

Seus lábios pousaram de forma formigante bem próximo a minha orelha. – Está tão linda, princesa. – Ele sussurrou, tirando toda a imagem cética dele criada por minha mente, escutei o sorriso na voz e a satisfação em me encontrar ali. Sorri de forma ligeira, gostando de sentir seu hálito quente tão próximo, me sentindo brava e excitada ao mesmo tempo. Meu Deus, eu queria dar pra ele, ali mesmo. Ele se libertou da bola de cristal que nos afastou do mundo e bem nesse instante as mesas com lugares reservados foram liberadas.

Estávamos todos sentados ao redor de uma mesa redonda. Todas as outras estavam com todos os lugares completos. O prato principal fora servido e todos os talheres estavam nas laterais certas, uma decoração de tulipas estava no centro, mas que possibilitava a conversa interagida entre as pessoas. Para meu desconforto Gideon estava a minha direita e Christian no lado contrário, uma vez ou outra nossos pés se tocavam sob a mesa e ficavam naquela posição, como se precisássemos nos tocar para demonstrar que estávamos unidos de alguma forma. Minha mãe conversava animadamente com Mia e dava para notar pelo brilho em seu olhar que ela estava gostando cada vez mais da garota, o que acontecia com um pouco de dificuldade.

Eu escutava as conversas ao nosso redor e até mesmo interagia. Mas eu não conseguia menosprezar o calor do homem sentado a minha esquerda. Descruzei as pernas e as cruzei novamente de forma contrária. Gideon parou de falar por um instante, livrando-se da conversa de forma rasteira e aproximando seu hálito da minha orelha. – Está inquieta, posso fazer algo pra ajudar?

Por incrível que pareça até a quantia de álcool presente no espumante me alterava, ainda mais com uma dose de vodca que eu pedira no início do jantar. Seu hálito me aqueceu e fiquei ainda amis escorregadia.

- Não, mesmo. – Me esquivei, suspirando e olhando ao redor. Aumentei meu tom de voz com um pigarro, o suficiente para ser escutada. – Com licença. – Pedi, levantando-me da cadeira com o auxílio de Gideon.

Algo estava me deixando apreensiva, com uma pulguinha atrás da orelha que me dizia que algo poderia ocorrer. Então, caminhei até o banheiro e olhei a mim mesma no espelho. Encarando meus cabelos bem penteados e alisando, com as mãos, a aglomeração de tecido do curto vestido. Me virei, para ir embora e esbarrei com Christian. Seus olhos estavam brilhando a luz do banheiro e de maneira sugestiva ele trancou o banheiro. Meu coração se acelerou, demonstrando minha ansiedade para estar com ele – realmente a sós – entre quatro paredes.

- Você é louco de se levantar assim que eu saio da mesa? – Eu indaguei, exasperada, sentindo que alguém poderia nos procurar e mesclar toda coisa. Corinne ainda não podia desconfiar que Christian e eu estávamos – talvez – numa boa, tudo para que, com um passe de mágica, Nathan não se pusesse em minha vida novamente.

- Relaxa, cheguei aqui por outro caminho. Meu pai pediu para eu conversar com um senhor, e ao chegar, o mesmo me dispensou, dizendo que estava jantando no momento e vim até aqui. Ver você de perto. – Ele se aproximou de maneira estratégica, se movendo como um tigre atrás de sua caça. Eu dei passos vacilantes para trás, até que a parte baixa das minhas costas, logo acima da bunda, tocasse o granito gelado. Estremeci. – Sentir seu cheiro. – Ele disse ainda mais próximo esfregando seu nariz na lateral do meu pescoço, enquanto eu inclinava a cabeça, incentivando-o a beijar todos os pontos possíveis. Minhas mãos já estavam espalmadas na altura de seu peito e eu já estava suspirando, com as pernas bambas enquanto o tecido fino de sua calça tocava minhas coxas desnudas. – Eu estou me segurando há tanto tempo, Ava. Sinto saudades. – Ele disse, erguendo os olhos em minha direção e enfim tocando sua mão no meu rosto, arrastando-a até o meu pescoço e fazendo movimentos circulares na nuca, eu o puxei para mais perto. Eu também queria. Toda aquela aflição me incentivava a fazer a isso. A me proporcionar um agrado mesmo com todo o turbilhão lá fora.

— Você está noivo, agora. – Eu disse, mesmo não querendo discutir, quando suas sobrancelhas se uniram e ele abriu os lábios para protestar, eu mesma o calei com um dedo posicionado no centro de sua boca. – Não precisa pedir desculpas, infelizmente, fomos feitos um pro outro, mas com peças de um quebra-cabeça que não se encaixam, amor. – Eu disse, sorrindo de canto. – Mas ainda sinto por você o que sempre senti. E o que sempre vou sentir. Somos amigos. E amantes. – Eu sussurrei, colocando uma de suas pernas entre as minhas, enquanto ele prensava meu sexo, deixando-me ainda mais excitada do que já estava, senti sua ereção firme me cutucar no canto da cintura e desci minha mão para tocá-la de leve, por toda sua extensão. Ah, que pecado bom de ser provocado.

Ele me virou de costas para si com pressa. – Ah, princesa. Preciso de você. Agora. – Ele disse, passando os lábios apressados pela minha nuca a mostra, suas mãos chegaram com habilidade até minha bunda, subindo o tecido vinho do vestido até a altura da cintura e já me acariciando em todas as direções.

Eu me inclinei contra ele, cedendo ao desejo que percorria pelo ar. Meus olhos estavam semiabertos, e eu via o seus na mesma situação pelo reflexo do espelho. Como era bom tê-lo tão próximo assim. Eu segurei em sua mão apoiada em minha cintura, e empurrei seu quadril com minha bunda, querendo ir o mais depressa possível, a tempo de poder chegar ao clímax com ele dentro de mim.

Ouvi o zíper de sua calça se abrir e senti quando sua extensão se libertou do tecido, ele o encaixou entre meus lábios inferiores e em segundos estávamos em um ritmo apressado. Com ele indo o mais depressa possível e meu prazer aumentando junto com o volume dos meus gemidos. Eu chamava seu nome e pedia para ele ir mais depressa. Com mais força. Minhas pernas estavam bambas e ele as ergueu com um braço, enquanto eu me apoiava na pia com uma mão. Eu era só sensação; sentindo o tecido nobre de sua calça roçar em minhas coxas desnudas, o som do sexo subindo ao nosso redor, sua mão apertando minha cintura, sua língua no encontro do meu ombro e nuca, e seu membro todo dentro de mim, deslizando para dentro e para fora, enquanto eu me movia em sua direção.

Ele começou a fazer movimentos circulares, atingindo um ponto extremamente sensível lá dentro de mim. Sentia seu corpo tremer contra o meu, deixando-me inteiramente a beira do precipício do clímax, sua mão apertou minha garganta, o suficiente para que eu jogasse a cabeça para trás e mordesse sua orelha. A mesma mão desceu, e apertou meu seio sobre o tecido grosso do vestido. – Isso. – Gemi, bem perto do seu ouvido e aquela foi a deixa, e eu me derramei em tremores em seus braços. Sentindo meu amor por ele reflorescer por meu corpo. Sentindo somente ele. Sem me lembrar de nenhum mal que podia nos atingir. Quando ele me sentiu lhe apertando, se derramou dentro de mim, sabendo que eu me mantinha correta para que nada de grave ocorresse. Ele diminuiu o ritmo ao poucos, enquanto esbanjava seu hálito quente por minha nuca. A saudade estava em fim cessada, mas o medo estava ainda mais intenso.

As apresentações das pessoas que comandavam todo aquele evento beneficente foram escutadas por todos, em um silêncio puro, apenas com a música da orquestra sincronizada ao fundo. Eu sorria nas partes em que havia necessidade, ainda sentindo calor pelo que Christian e eu tivemos no banheiro. Ele e minha mãe se levantaram da mesa, fornecendo seus discursos para todos nós. Minha mãe – como sempre – teve a medida certa para me emocionar, uma lágrima escorreu por meu rosto e Gideon passou seu longo dedo por ela, limpando-a. Ele não disse nada e agradeci muito por aquilo, ao longe Kate e Cary nos encaravam com olhos de quem reconheciam o que aquilo tudo significava para mim.

Eu ainda tinha muito que esclarecer para Christian e não podia e nem permitiria me esquecer disto. Alguns minutos depois, as pessoas estavam se dispersando, mas os seguranças interromperam suas partidas e pedindo-as, com extrema gentileza, que voltassem a seus devidos acentos.

Eu sabia o que viria a seguir, mas não sairia dali para dar motivo a manchetes em primeiras páginas de jornal e revistas de fofoca.

Christian subiu ao palco, auxiliando Corinne com a mão no centro de suas costas. Todos viam um extremo amor entre eles. Mas eu não conseguia enxergar aquilo. Eu via uma golpista e traíra, fazendo coisas horríveis para ter o homem que queria. A sua barriga era linda, assim como ela, mas não transmitia a verdade da felicidade quando uma mulher é mãe. Eu não via o amor que deveria existir. Christian estava com sua máscara impenetrável e ninguém nunca desconfiaria de seus reais sentimentos. Sua mente estava em outro local, como se fosse perca de tempo estar ali. Como se algo mais importante aguardasse ele. E eu o entendia, melhor do que ninguém naquela mesa. Os holofotes estavam voltados contra eles quando Corinne começou a falar.

- Vocês, todos, estão convidados a nossa festa de noivado. – Ela disse sorrindo e com a voz levemente embargada, como se aquele fosse um momento um tanto quanto emocionante para ela suportar. – Depois de muito tempo conseguimos chegar onde estamos. Com um relacionamento que todo casal sonharia em ter, e nós temos, lindo. – Ela o chamou, e Christian sorriu para ela, sem mostrar os dentes, o dedo dela percorreu o desenho de seu queixo e minhas mãos fecharam-se em si pela raiva que subiu por mim. – É claro que houve coisas pelas quais tivemos de superar. Relacionamentos que não deram certo e situações complicadas de se colocar em palavras. – Ela se deteve, passando o dedo pela parte abaixo do olho, dando a entender que estava chorando.

Eu não estava mais suportando toda aquela falsidade contida em suas palavras e gestos. Como ninguém enxergava o que eu via? Eu precisava sair dali, urgentemente. Me afastei sugestivamente da mesa e Gideon pediu licença, me carregando pelo cotovelo, nós saímos para o ar fresco noturno e imediatamente ele me abraçou. E eu mergulhei em seu cheiro, tentando esquecer tudo o que estava acontecendo em torno de mim. Tentando não pensar no que o futuro me reservava. Depois de um tempo, notei que estava chorando, enquanto ele me consolava com esmo.

Notas finais
E aí? O que acharam dessa Corinne - vaca - Tramell????? Ela está me irritando!!!!! E o que acharam do casalzinho se entregando ao prazeeeer? Espero que tenham gostado! Até mais!