Apenas Meu.

31 Despedaçada.


Notas iniciais
Trechos tristes e trechos bons. Esse capítulo já estava pronto há um tempo. Vocês se surpreenderão logo na primeira frase. Esse é o bang da estória! hahahaha. Adoro tê-los aqui. TS:
Ride - Lana Del Rey
Jar of Hearts - Christian Perri
Over the Love - Florence + The Machine
Até mais! ♥

Três anos mais tarde...

Três anos depois, eu estava na festa de aniversário da minha afilhada. Era bom vê-la correndo para cima e para baixo, enquanto os dedos de Gideon estavam agarrados aos meus. Kate estava sorridente, com um anel de noivado pendurado em seu dedo, enquanto conversava com felicidade transmitida para Elliot. Por mais incrível que pudesse parecer, Mia e Cary também estavam de mãos dadas, mas correndo atrás de Jullie pelo gramado próximo a piscina da casa de Christian.

Aquele não era um sonho bom, como o que tive nas várias noites que se seguiram ao nascimento do bebê mais lindo que já vi na minha vida. E repentinamente, ela estava no meu colo, puxando minha corrente dourada juntos aos meus fios louros já longos.

- Oi, meu amor. – Perguntei, segurando-a pela fina cintura, como a de seu pai. – Está se divertindo?

- Tô adorando a festa, dinha. – Sorriu, e depositei um beijo no centro de sua testa, entre a franja castanha-avermelhada e lisa que escorria por ali.

Seus lindos e redondos olhos verdes sorriram para mim, seus cílios curvilíneos entravam em destaque pela pele branquinha e seu sorriso de dentinhos tortos recém-nascidos. Ela era linda, assim como seu pai e sua mãe.

A mesma desceu do meu colo e correu para os braços de um dos avós.

- Você é ótima com ela. Se saíssem juntas, as pessoas diriam que ela é sua filha. – Meu coração se apertou ao ouvir as palavras ditas por Gideon de maneira tão despojada ao meu lado.

Estávamos juntos fazia um ano e meio, e nossa relação ficava mais forte a cada dia. Era difícil pensar no dia em que o dispensei, e ele adorava esfregar aquilo na minha cara, pois na mesma noite, eu fui atrás dele, sem forças por ver Christian tão bem e estar tão abalada por amá-lo.

Eu me virei para fitar seus belos olhos azuis, que me derretiam por dentro e por fora. Nossas noites eróticas passaram por meus olhos e me aconcheguei mais a ele. Por estar muito quente e úmido.

- Muito obrigada por isso tudo. – Christian falou acima de mim.

Era incrível vê-lo de bermuda de brim. Camiseta branca e pés descalços. Os fios negros estavam quase que completamente aparados e ele parecia bem consigo mesmo. Tão bem, que eu chegava ao ponto de me sentir renovada e inteira.

- Não tem porque agradecer. Eu fiz isso por ela. – Respondi, semicerrando os olhos, para ver os dele sobre a luz do sol que atravessava os fios dos seus cabelos.

Repentinamente, os dedinhos de Jullie se agarraram a um dos meus. E fui obrigada a me libertar do olhar perfurante de Christian e das mãos cálidas de Gideon. Segurei a saia esvoaçante do meu vestido, enquanto ela me puxava em direção a minha mãe, com uma câmera fotográfica em mãos. Era realmente incrível vê-la daquele jeito. Um vestido muito simples, quase nada carregado com glamour e ainda com uma câmera semiprofissional em mãos.

Naquele momento, olhando em seus olhos, eu sabia o que ela sentia. Sabia que ela sentia a ausência de um sentimento que eu também sentiria no futuro. Minha visão ficou embaçada e só me recuperei psicologicamente quando Jullie me puxou até que eu estivesse abaixada ao seu lado, com meus braços rodeando-a por inteiro e sorrindo para a câmera.

*

- Ai, meus pés estão me matando. – Reclamei quando chegamos ao meu apê que ainda dividia apenas com Cary.

Eu tirei as sapatilhas e joguei-as próximo a porta, a tempo de Gideon me agarrar por trás, levantando meus pés do chão, dei um gritinho de punição.

Meus protestos risonhos de nada adiantaram para ele. Ele caminhou comigo até o quarto que dividíamos em algumas noites, fechou a porta com o pé e trancou a mesma bem rápido, me jogando na cama e caindo sobre mim, calando a minha boca com seus lábios sedentos. Eu sorria durante o beijo, rindo das cócegas que ele fazia na minha barriga. Enquanto minhas pernas se erguiam e agarravam seu quadril.

- Para com isso. – Pedi, enquanto correspondia aos beijos.

Então ele esquentou as coisas. Roçou seu corpo contra o meu, apoiando-se em seus braços para não ficar tão pesado e beijou minha boca com paixão aguda. Eu senti tudo o que tinha que sentir. Prazer. Desejo. Felicidade. Amor. Eu senti.

Sua língua passou pela minha, em uma dança nova, assim como todo nosso beijo era. Diferente do outro. Ele me beijava como se não existisse nada que pudesse impedir, apenas a noite de descanso que eu merecia, para continuar organizando meus eventos, como minha profissão. Ele aprofundou o beijo quando sua mão empurrou minha nuca para frente.

Ele aprofundou nossa relação quando puxou as alças do meu vestido para baixo. E aprofundou meu desejo, quando minutos mais tarde, deslizou para dentro de mim com tamanho carinho e adoração.

*

O nosso relacionamento mudou três semanas depois. Ele não continuava mais o mesmo comigo. Me tratava de forma fria, e às vezes até evitava meus carinhos. Não correspondia as minhas conversas. E estar comendo sozinha no balcão daquela enorme cozinha não adiantava em nada. Eu queria ter minha moto novamente, para zarpar por Manhattan, e encontrar um lugarzinho só para mim. Eu sabia que algo estava acontecendo, e queria muito que ele se abrisse comigo. Foi quando ele surgiu todo vestido pelo corredor do apartamento, e me senti ainda mais arrasada do que já estava.

- Bom dia. – Cumprimentei, engolindo todos os xingamentos e caminhando em sua direção, prestes a dar um beijinho de bom dia.

- Bom dia. – Respondeu, desviando o caminho e indo diretamente para a geladeira.

Deixei meu copo com calma no balcão e fechei a porta da geladeira com o pé. – Quero que fale o que está acontecendo, agora.

Precisava saber o que realmente estava acontecendo, pois fui justa com ele quando sabia que estava fazendo algo de errado. Ele precisava se abrir comigo, pois eu sabia que aquilo de alguma forma afetava nosso relacionamento.

- Eu conheci outra pessoa. – Meu coração se apertou com a possível traição, e meus ombros despencaram, eu joguei as mãos no cabelo. – Quero que saiba que não fizemos nada demais.

- Ah, não? Puxa, com você falando, estou muito mais tranquila, Gideon. – Minhas mãos continuavam presas nos cabelos. Não que eu estivesse desesperada com a situação, mas eu sentia a necessidade de saber da sua boca antes que sequer começasse a acontecer. – Quando ia me contar por vontade própria?

- Eu não sei. Hoje à noite talvez. – Seus olhos estavam confusos, indo e vindo. – Estamos saindo faz alguns meses.

- Alguns meses? Como? — Me desgrudei da geladeira e caminhei pela cozinha, rebobinando todo o tempo em que estávamos juntos. Mas aquilo não compensaria o que ele fez.

- Nós nem nos beijamos. – Ele argumentou. – Eu queria terminar com você antes de fazer qualquer coisa com ela.

Era só daquilo que ele precisava, não era mesmo? Ele precisava se livrar do impasse dele. E eu era aquilo naquele instante. Eu tinha de confiar nele, e tinha de saber que nada durava para sempre. Muito menos as coisas boas, pois as ruins tem mais tendência a durar.

- Está livre agora. – Foi a resposta que dei.

*

Graças a Deus era fim de semana, eu não teria forças suficientes para enfrentar um dia de serviço inteiro, de preparações de eventos e sair em busca de ideias novas. Eu não precisava ficar sozinha, foi por isso que fiquei feliz quando Cary surgiu na porta de entrada. A primeira coisa que ele fez foi socar a porta atrás de si. É claro que ele sabia que nosso relacionamento havia acabado, e aquilo aliviava o fato. A não ser que...

- Você sabia, né? – Eu indaguei, enxugando as lágrimas com os dedos, sem nenhuma classe.

Ele acenou em positivo, sem olhar na minha direção. E me senti duplamente traída. Pelo meu namorado e meu melhor amigo de anos a fio.

- Seu merda. – Xinguei, sabendo que ele não era o culpado daquilo tudo. – Eu realmente acreditei que teríamos uma chance juntos. Que realmente poderia colocar uma pedra no passado. Mas isso me arrasta mais ainda para o poço. Talvez, se você tivesse me contado, eu não estaria deste jeito agora. – Minha voz não saia a mais que um sussurro manhoso.

- Docinho...

- Não, Cary. Hoje eu não sou o docinho. Não sou agora. Porque vocês dois fizeram isso comigo? Logo comigo? Eu já não tenho problemas o suficiente? Porra! Era só terminar antes de começar qualquer coisa que fosse com qualquer outra pessoa! – Minha voz aumentou um nível de volume. – Estou magoada pra cacete. Preciso de um porre daqueles. – Disse, unindo as sobrancelhas. – Mas, não vou fazer isso, porque...

Fui interrompida pelo toque do meu celular. Atendi ao segundo toque: — Alô?

- Aqui é do Hospital Central de Manhattan. Você é o primeiro contato da lista de Christian Maddox. Ele, sua esposa e filha sofreram um acidente.

*

Eu cheguei ao hospital em cinco minutos. Com o vestido que estava no corpo mesmo, ainda toda abarrotada pelo sono tardio e derrotada pela traição dupla. Mas as duas pessoas mais importantes para mim estavam em situações graves, e atingi um nível de tristeza ainda maior. E pensei que iria explodir, me destruir em milhares de cacos diante de todos. Quando cheguei e peguei os cartões de visita, eu estava com as mãos trêmulas; quando o médico me informou que a mulher já estava acordada, eu suspirei, mas quando ele disse que Jullie estava indo para o isolamento, eu desmoronei. Deslizei até o chão, chorando e perdendo todo o fôlego que residia em mim. Puxei o ar entre os lábios, sem encontra-lo. O médico se agachou diante de mim, e chacoalhou meus ombros. Ouvi-o dizer algo sobre o pai também estar mal, mas não tanto quanto o caso da filha, depois daquilo, a escuridão tomou conta de tudo. Do médico. Do local branco. Do coração. Da vista. Do sofrimento.

*

Três dias após o meu desmaio, eu continuava pelo hospital. A par de todas as informações possíveis. As enfermeiras já estavam acostumadas com a minha presença na ala hospitalar para acompanhantes e não visitantes. Eu fazia todas as minhas refeições lá, e me mantinha da melhor forma possível. Corinne já havia acordado e seus pais estavam para cima e para baixo, procurando informações sobre a neta. Eu não tive coragem de falar que Jullie ainda estava reagindo à doação de sangue do banco de dados do hospital. Christian estava desacordado, e aquele era o horário de ficar um pouco com ele no quarto. A minha sorte era que Corinne tinha que ficar em absoluto repouso. E a única coisa que me motivava, era saber que Christian poderia acordar a qualquer momento.

Entrei no quarto, como fiz por dias seguidos e fechei a porta atrás de mim. A decoração branca não ajudava no ambiente de recuperação, e vê-lo tão imóvel era complicado para mim. Sua mãe não estava lá como sempre estava. Eu mesma dispensei-a, para que ela descansasse em casa, pois tínhamos duas ótimas notícias.

Sentei-me na poltrona cor creme ao lado da maca sem despregar os olhos de Christian. Eu peguei o livro que estava lendo há dias. E me preparei para ler. Mas, naquele dia, eu não consegui. Meu coração estava acelerado, ouvindo o bip que retumbava pela vida dele. Eu queria que ele acordasse. Queria ter a certeza que estaria no mesmo espaço quadrado que o meu. Eu o queria de olhos abertos, procurando por sua filha. Perguntando sobre notícias, sem preocupar-se consigo mesmo. Aquele, sim, era o momento mais difícil da minha vida. Eu passei por vários, não podia negar. Mas ter aquela dor acumulada era uma coisa muito complicada de carregar sozinha. Kate estava por ali, Mia estava preocupadíssima e Cary e eu fizemos as pazes, mas eu o queria. Eu o queria no momento mais difícil da minha vida.

Queria que ele respirasse no mesmo ritmo que o meu. Que me ensinasse mais coisas como ensinou por tanto tempo. Eu não queria mais que ele voasse para longe de mim. Eu queria ser a imã dele, para mantê-lo o mais próximo possível. Eu queria lutar por ele. Mesmo sabendo que era tarde demais para aquilo.

Então, como que por milagre, seus olhos se abriram. Como se estivesse acordado o tempo todo. Meu coração deu um salto, e as lágrimas de tristeza foram lavadas pelas de alívio e felicidade. Meu livro escorregou do meu colo, quando corri até ele. A cena ao meu redor ocorria em câmera lenta. Ele olhou para mim, enquanto eu não deixava de fitar seu rosto pálido, com o maxilar escuro pelo excesso de barba por fazer. E naquele instante, eu soube que nunca o veria tão vulnerável.

- Água. – Pediu com voz seca, pela falta de uso.

Com as mãos trêmulas eu enchi um copo comprido e ajustei a maca para lhe ajudar a beber. Mas, àquele ponto as enfermeiras já haviam chegado acompanhadas do médico. E mesmo enquanto o mesmo fazia indagações a respeito de dores, ou desconforto. Ele não desgrudou os olhos de mim. Como se esperasse encontrar outro alguém lá. Como se esperasse encontrar Corinne ao pé da cama.

*

- O quadro da sua esposa piorou. – A voz do médico se fez ouvir na sala de acompanhantes.

Christian se desvencilhou da nossa conversa amigável e acompanhou o médico até Deus sabe onde. Jullie, enfim, estava ao meu lado. Fazendo inalações e algumas fisioterapias pelos ferimentos físicos visíveis. Era doloroso ver alguém tão pequeno ter de se submeter a tais acontecimentos. Mas quando sua mão pequenina se ajustava a minha e apertava a mesma em busca de apoio, eu sabia que tinha de sorrir. Aquele foi o primeiro dia que fiz o que faria em um filho meu. Deslizei meu dedo pela ponte de seu nariz, imaginando pelo quanto de coisas aquela menina passaria. E como eu me sentia quando minha mãe praticava aquele gesto caloroso, ela sentiu o mesmo. Eu vi por seus grandes olhos, que deixaram de ficar agitados e senti pela sua frágil mão que passou de fria para morna. Eram tempos difíceis para todos. Mas ainda sim, havia uma esperança no porto de conforto. Jullie era minha esperança. De felicidade. De um futuro melhor. E de que as coisas não poderiam piorar.

*

Como na maioria das vezes. Eu estava errada. A família inteira estava reunida novamente. Jullie estava agarrada ao corpo do pai, enquanto o mesmo fitava uma das paredes brancas. Eu não sabia se suportaria mais qualquer coisa para ambos. Mas o médico entrou na sala e chamou por Christian. Antes de ele largar Jullie para sair; se agarrou a minha mão e me levou junto com ele. Eu sabia que não precisava falar nada. Me senti feliz por ser uma espécie de balsamo para ele. Mesmo quando havia inúmeras possibilidades na sala. Desde que a notícia de que Corinne estava entre a vida e a morte foi dada, eu nunca a vi. E preferiria nunca ter visto.

Quando entrei no quarto e fitei as bolsas abaixo de seus olhos escuras, sua pele amarelada e ressecada, eu me arrepiei puxando todo o ar para os pulmões. Seu cabelo estava opaco, perdido na luz clara de seu quarto. Conforme as notícias do médico, o câncer havia se espalhado rápido demais, silencioso e rasteiro, e que já estava levando mais uma vítima consigo. Os olhos de Christian estavam avermelhados e seus dedos desesperados se agarraram a mão dela.

- Achei certo você ter trazido Ava. Assim poupo um pouco da fala. – Corinne iniciou, engolindo em seco, em um esforço muito grande para falar.

- Amor, você precisa poupar suas forças. – Christian pediu com voz embargada.

Estava de longe, sem a mínima coragem de me aproximar e explodir a bolha em que ambos se encontravam. Além disso, eu estava com o corpo travado, sem reação pela cena que deslumbrei. O choro estava preso na minha garganta, pela grande perca que Jullie teria pela frente.

- Vou ser sincera somente com vocês dois. E Christian, eu vou aceitar qualquer reação que seja. – Ela dizia com dificuldade, dentre as carícias desesperadas de Christian. – Eu quero que compartilhe a guarda da nossa filha com Ava. Quero mesmo. E não me venha dizer que vou melhorar. Já aceitei o que foi dado para mim e está na hora de aceitar também. Não leve Jullie para o enterro. Quando você sair, quero que traga ela para mim. Quero que a coloque nessa maca, apenas para ficarmos deitadas como fazíamos na nossa casa. Quero o último toque do meu anjo. – Seus olhos opacos se viraram para mim, eu consegui notar aquilo mesmo em meio ao turvo dos meus olhos. – Apoio o relacionamento de vocês. E sinto muito por ter interrompido tudo apenas por obsessão. Sinto muito ter interrompido a linda história que construiriam juntos. Desculpe, Ava. Por tudo que lhe fiz. Por ter lhe ameaçado com referência a Nathan. Por ter planejado com ele que te levasse embora na noite do noivado. – Quando ela falou aquilo e ficou em silêncio, para que absorvêssemos as falas, Christian soltou sua mão, se afastando com velocidade, sem fala e completamente imóvel. – Ele não sabia. Ah, é claro. Eu menti sobre isso também. Eu menti muito para você. Demais. – Naquele instante, ela começou a chorar de verdade. – Eu disse que quero que compartilhe a guarda de Jullie com Ava, porque a Jullie não é sua filha, amor. Eu te enganei, meu Deus... – Ela sussurrou, levantando a mão até a testa e simplesmente olhando para os olhos de Christian.

Palavras não descreveriam o que vi a seguir. Nem o que senti no momento. Nem o agrupamento de memórias que passou diante dos meus olhos. Ela não precisava dizer o nome do pai. Os grandes olhos de Jullie comprovavam. Assim como os fios castanho-avermelhados. Antes da gritaria de Christian começar, ele deu um soco contra a porta que dividia o corredor dos pacientes e os cacos vidros giraram para todos os lados. Em diversas direções. A primeira coisa que fiz, foi correr em sua direção, antes que coisas piores pudessem acontecer. Eu sabia do que ele era capaz quando estava com raiva, mas mesmo assim eu pulei contra suas costas. Segurando seus braços e sussurrando palavras de amor no pé do seu ouvido. Antes que conseguisse acalma-lo, ele me arremessou para longe e meu ombro bateu contra o chão.

Não levantei do chão para presenciar ele quebrando tudo. Eu simplesmente deitei no chão gélido e chorei. Por mim. Por corinne. Por Christian e principalmente, por Jullie; por ter Nathan como pai.

Notas finais
Sem palavras... Dúvidas salientadas? *-*