Apenas Meu.

36 2ª pt: Extasiada.


Notas iniciais
Ok, ok. Sinto que irei ler muitas reclamações. Ele não ficou muito longo, mas entendam que é por conta da divisão de partes, e como vocês sabem, não sou nada boa no lance de escrever os momento eróticos, ok? O fim da Parte I tá chegando e o início da Parte II também, quem tá animado?
PS.: Vale ressaltar, que as músicas dos capítulos podem se repetir, mas, o que vale mesmo, é o trecho escolhido, ok? Então, se derretam com Coldplay...

Nobody said it was easy. No one ever said it would be this hard (The Scientist – Coldplay).

Alguns minutos depois, Christian me prendeu entre seus braços fortes e fez minhas pernas se erguerem em torno do seu quadril, enquanto eu sentia seu desejo por mim duro e sólido entre nós.

Beijá-lo novamente, praticamente na mesma situação em que estivemos no nosso primeiro beijo, foi como me entregar por inteiro para aquilo que tínhamos e aquilo que buscávamos ter. Eu deixei ele explorar minha boca com sua língua. Deixei ele chupar meus lábios e mordê-los, provavelmente deixando-os vermelhos. Deixei ele chupar meu pescoço, enquanto a parede impedia que minha cabeça tombasse muito para trás.

Eu estava gemendo descaradamente, enquanto ele pressionava minhas costas contra a parede fria, em contraste com seu corpo em chamas diante de mim.

- Mais. – Eu pedi. Não sabia o que queria, mas ele pareceu saber mais do que eu.

Ele acalmou as tentativas e abaixou a rosto em direção ao meu. Me beijando com suavidade. E passando seus lábios com suavidade sobre os meus. Sentindo-os. Eu os abri, incentivando-o a mais. E sentindo sua língua deslizar dolorosamente lenta para dentro da minha boca, enquanto eu a resgatava com a minha e apertava sua nuca para aprofundar aquilo que estávamos fazendo.

- Calma. Temos a noite toda. – Ele sussurrou enquanto se afastou.

Não tive tempo de tentar olhar em seus olhos. Assim que aquilo foi dito, ele voltou a me beijar com longa demora. Explorando os diversos pontos da minha boca com uma dança sensual das nossas línguas. Lambeu meu lábio inferior em uma carícia lenta, provocando arrepios de estímulo. Eu me pressionei contra ele, apoiando minhas mãos em seus ombros.

Transferi minhas mãos para seus quadris, indicando que eu queria. Logo. Agora. Eu deveria estar gotejando, mas não notaria pela quantidade de água que despencava acima de nós. Ele deslizou longo, grosso e duro para dentro de mim e eu arqueei as costas, pressionando a frente do meu corpo contra a sua. Seu rosto se afogou entre meus seios, enquanto ele deslizava lentamente por mim. Eu o impulsionava para frente com os pés no traseiro. Mordi o lóbulo de sua orelha e gemi ao pé de seu ouvido. Ele gemeu enquanto abocanhava um de meus mamilos, fazendo o estremecimento passar por mim ao mordiscá-lo de leve entre seus dentes.

Ele alcançou mais fundo por dentro de mim. Aquele prazer me corroendo, quase dolorido. Sentindo-o em todos os pontos do meu corpo. Excitada por excitá-lo, ao ponto de estar tão duro enquanto estava. Ele gemia lambendo meu colo e chupando meu pescoço.

- Você tá tão molhada. – Ele sussurrou ao pé do meu ouvido e eu estremeci, elevando-me pelo sussurro grave da sua voz rouca. – Não goze. – Ele ordenou e meu corpo quase cometeu o ato contrário.

Me segurando ao máximo para não terminar com aquilo que tínhamos. Ele começou a ir mais fundo e longo. Preenchendo tudo por dentro, alcançando pontos de desejo que nenhum homem alcançara antes. Nossos gemidos se misturavam com o som da água caindo. Ele começou a ir mais rápido, a pancada da parede atrás de mim fazendo minhas costas doer. E provavelmente, seus dedos deixariam marcas nas minhas costas, pois ele as apertava com força. Com ainda mais força cada vez que estávamos perto do auge.

- Agora. – Ele disse, e derreti em torno dele. Me sentindo derrubada e a sua completa mercê.

Ele gozou comigo, emitindo seu prazer em um ruído ao pé do meu ouvido. E derretemos um no outro, lavando todo e qualquer receio com isso e com a água que caia em cima de nós. Agora sim. Estávamos juntos. E nada. Nem segredos e nem ninguém, nos tiraria um do outro.

*

Eu não me lembrava de ter dormido pela noite. Depois da nossa “reconciliação” sob a água morna do chuveiro. Nós nos enxugamos e deitamos nus na cama. Ligamos a TV para provocar uma luz suave entre nós. Mas não dormimos. Fizemos mais amor e tivemos mais momentos eróticos, até que Christian despencou para o lado com um antebraço cobrindo-lhe o rosto. Mas não consegui dormir. Aquela proporção de volta das memórias me atingiu durante o resto da noite. Suas palavras de amor. Seu pedido de desculpas. As lágrimas que derrubei pela separação que tivemos. Ali, olhando-o de tão perto. Eu só tinha que agradecer a Deus, por ter feito tudo da maneira certa.

Olhei-o dentre a semiescuridão do quarto. Seu rosto – parcialmente coberto por seu braço – estava completamente relaxado. Seus músculos não estavam tensos, mas mostravam-se presentes. Cabelos despenteados apontando para todas as direções.

Joguei as pernas para fora da cama. Precisava de água e ar. Voltei para a cama rapidamente, com os dedos de Christian me puxando pelo pulso, até que minhas costas tocassem seu peito. – Não vai a lugar algum.

Eu sorri, ficando quietinha no conforto dos seus braços. Acariciando os pelos do seu antebraço em torno da minha cintura. Ele esquentou minha orelha com um beijo, daqueles que ele sabia que me irritava e eu me contorci com um risinho. – Daqui a pouco a Jullie chega, precisamos arrumar a casa e preparar algo pra ela...

- Shhh. – Ele pediu. – Só mais um pouco, princesa.

E com aquele apelido, eu obedeci. Ficamos no silêncio, eu sabia que ele estava acordado pela carícia insistente do seu polegar no meu abdômen. Ele estava mostrando que estava lá, e agora seus dedos estavam no meu ventre. Eu não soube por que, mas suspirei. Como se fosse triste demais suportar aquela carícia em um ponto meu que a barriga nunca se esticaria drasticamente para comportar uma pequena vida ali dentro.

- Eu sinto muito. – Ele beijou minhas costas na altura do ombro, e eu sabia sobre o que ele sentia. Eu só não queria me derrubar em lágrimas pelo sentimento que ele me transmitiu.

Eu suspirei, sentindo suas carícias lentas e quase imperceptíveis; e feliz por estar onde estava. Feliz por ter lhe contado algo que eu tinha medo e... vergonha de revelar. Aquilo doía. Você, tão nova saber que não poderia dar continuidade ao seu “Eu”, não poder dar um neto aos seus pais. Um único e simples presente e principalmente, não poder dar um filho ao homem pelo qual se apaixonaria. Aquele era meu temor em um relacionamento sério. Começa-lo, mas com medo de termina-lo, pelo “não poder”.

Notas finais
E aí? Quem queria ganhar cócegas de Christian? Eu queria! o/ Me contem o que acharam nos comentários! E me contem se acham que tudo vai ficar assim, nessa paz longínqua...