Apenas Mais Um Amor
3 Então o Beijei
Notas iniciais
Dominique
Hogwarts Express
2016
Finalmente! Finalmente chegou o dia de ir para Hogwarts. Quinto ano. Dá até um friozinho na barriga. Estava andando pelo trem, procurando um vagão vazio, mas não achava. Quase desistindo, cheguei no último vagão, onde só estava Rose, que lia um livro.
—E aí, Rose? O que você está lendo? — perguntei, me sentando em sua frente.
—Hogwarts: Uma História. Minha mãe me deu assim que saí de casa. – respondeu, guardando o livro. – Como foi de férias?
—Ótimo! Nova York é linda! Encontramos uma família de bruxos lá. O filho deles é totalmente lindo!
—Que isso, hein, Domi? Tá apaixonada?
—Não! Calma, nem tanto! Na verdade, ele tem uma namorada. Também conheci ela. É a pessoa mais fofa que eu já conheci!
—Ei! E eu?
—Você é a segunda.
—Magoei agora, tá bom? Qual era o nome deles?
—Laura Snadd e Thomas Davey.
—Nunca ouvi falar deles. Eles estudam em Hogwarts?
—Não, em Ilvermorny. Se bem que o pai do Thom disse que iria passar um tempo aqui, na Inglaterra, então talvez ele venha passar o ano em Hogwarts.
—”Thom” ? Já deu apelido para ele? Quando é o casamento? — disse Rose, me deixando vermelha.
—Ah, por Dumbledore, Rose. Vou ficar lá com o Albus. Pelo menos ele não fica falando besteira a cada cinco segundos.
—Beijos, Domi!
Saí do vagão e fui em direção a parte da Sonserina, onde encontrei Albus e Scorpius conversando.
—Olá, cobras. – os cumprimentei, me sentando ao lado de Albus.
—Olá, Weasley. – disse Scorpius. Não sei por quê, mas ele sempre chama eu e minha família pelo nosso sobrenome. É muito irritante. Tipo, nós temos primeiro nome para quê?
—Como vai? — perguntou Al.
—Estou ótima. Mal posso esperar para chegar em Hogwarts. Soube que o Hagrid vai dar aula para a gente de Criaturas Mágicas. Uma matéria nova, que a diretora Minerva colocou como aula obrigatória.
—Verdade, já tinha esquecido. E soube que vai ter um aluno de Ilvermorny em Hogwarts este ano. Ele vai ficar na Lufa-Lufa. Um tal de Thomas.
—Thomas Davey? — perguntei, surpresa.
—É, exatamente. Você conhece ele?
—Lembra que eu fui pra Nova York e eu conheci uma família bruxa lá, que nos deixou ficar na casa deles? Então, Thomas é o filho mais novo.
—Então seu namoradinho vai vir para Hogwarts? — riu Scorpius.
—Tô de olho, hein, Domi? — disse Albus. Ele era incrivelmente ciumento.
—Pelas barbas de Merlin! Por que todo mundo acha isso? Nós somos só amigos! E, além disso, ele tem uma namorada! E...
Eu ia continuar, mas tínhamos acabado de chegar em Hogwarts.
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Rose Weasley
Biblioteca
Segundo Dia Em Hogwarts
Cadê o livro? Já estou procurando a mais de meia hora! Eu preciso dele para o trabalho de Runas!
—Procurando alguma coisa, Weasley? — perguntou Scorpius, segurando exatamente o livro que eu procurava.- Pode usar ele, já acabei o trabalho.
—Obrigada. – disse, pegando o livro. Achei bem estranho, pois normalmente, Scorpius era bem arrogante comigo.
—Ah, quase esqueci. Você tem uma pena sobrando? Perdi a minha e tenho que fazer a tarefa de Criaturas Mágicas.
—Claro, pode usar essa. Só não esqueça de me devolver. Vou precisar dela para a aula.
—Você precisa de duas penas para a aula?
—Scorpius, só me devolve, ok?
—Pode deixar, senhora.
Já ia reclamar do “senhora”, mas ele já estava longe.
Fiz todo o trabalho bem a tempo da biblioteca fechar. Procurei Scorpius, e o achei recolhendo seus papéis.
—Me devolve a pena.
—Que susto, Wealey! “Oi” para você também.
—Só me devolve a pena, mala.
Scorpius me devolveu a penas e saiu da biblioteca, me deixando sozinha. Ele nem disse “obrigado”. Só um Malfoy mesmo.
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Lily Potter
Sala Comunal Da Grifinória
22:OO Do Segundo Dia De Aula
Não acredito que eu deixei a tarefa de Poções para última hora! E nenhuma amiga minha quer me passar! Aquelas falsas! A única pessoa que eu conheço que passa as tarefas sem problema, é a Rose, mas ela é um ano mais velha do que eu! Mundo injusto!
Bom, lá estava eu, tentando acabar a tarefa de Poções a tempo, quando o Hugo, que está no mesmo ano que eu, chegou. Ia pedir ajuda para ele, mas a possibilidade dele me ajudar era minúscula.
—Oi Lily. – me cumprimentou, se sentando na poltrona na minha frente.
—Tô ocupada, ruivo. Não posso conversar. Esqueci de fazer a tarefa de Poções.
—Quer ajuda?
Olhei para ele com uma cara de surpresa. Como assim o Hugo quer me ajudar?
—Você tá bem? Tá doente? Alguém te enfeitiçou?
—Não, não e não. Por quê?
—Bom, por que, pelo menos normalmente, você iria dizer que não se importa, não me oferecer ajuda.
—Então eu não posso te ajudar?
—Não, espera! Eu adoraria sua ajuda! Não faço a mínima ideia do que fazer nesta tarefa!
—É simples. Você só tem que dizer a diferença desta poção para esta depois que coloca esse ingrediente.
—Ah, tá. Até que tem sentido.
Continuamos fazendo a tarefa até meia-noite. Já estava quase desmaiando de sono, quando Hugo disse:
—Acabamos. Finalmente!
—Sério? Sem brincadeira? Parecia que esta tarefa não tinha fim! Muito obrigada, Hugo!
De repente, ele me olhou com uma expressão de espanto.
—Que foi? — perguntei.
—É que você quase nunca me chama pelo meu nome. – fiquei tão vermelha quanto um tomate. Ele começou a rir muito, até que eu dei um tapa de leve em seu ombro. – Tá bom, tá bom! Já parei de rir, pimentinha!
—Ah, não! Você não vai me chamar isso resto do ano, né?
—Não posso prometer nada!
—Ah é? Vou te mostrar quem é o ’pimentinha’ aqui.
Então, o beijei. Não sei o por quê, mas parecia a coisa certa a fazer naquela hora. Quando eu o soltei, ele estava tão vermelho quanto eu estava antes.
—Pronto. Essa era a expressão que eu queria. – disse, subindo as escadas para o dormitório feminino. Me deitei pensando por que eu o beijei. Eu poderia ter simplesmente falado alguma coisa, mas eu queria beijá-lo. Mas por quê?
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Dominique Weasley
Salão Principal
Terceiro Dia De Aula
—... e então ele simplesmente a pegou e saiu. Ele nem agradeceu. – Rose terminava de contar a história de ontem. – Estranho, né? Quer dizer, Scorpius nunca foi normal, mas pensei que ele fosse, no mínimo, educado.
—Bom, ele é um sonserino. – disse, acabando de tomar meu café.
—Nossa, meninas, assim vocês acabam com meu coração! – disse Albus, se sentando na nossa mesa. – Bom dia, ruivas e ruivos. E loira. Ouvi dizer que o novato vai chegar hoje.
—Al, ele não é um novato, ele só veio de outra escola de magia.
—Mesmo assim, devemos receber ele bem na nossa escola. – Al disse ironicamente.
—Não vou participar disso, Al. Ele é meu amigo.
—Você é sem graça. Vou ver se o James quer. Alguém viu ele?
—Ele tá no dormitório. – disse Hugo, se levantando bruscamente e saindo.
—Todo dia de jogo de Quadribol ele levanta mais tarde. – falei. Quase toda nossa família joga Quadribol. Hugo é o goleiro, e Lily é a apanhadora. James e Rose também jogam. Já Albus é o apanhador da Sonserina.
—E por que só você sabe disso, Domi? — disse Albus, também saindo.
—POR DUMBLEDORE, AL! PARA DE FAZER ISSO! – gritei.
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Albus Severus
Dormitório da Grifinória
Ignorei Domi, e saí correndo atrás de Hugo.
—Que foi, ruivinho? Você tá meio estranho hoje. – disse.
—Eu estou ótimo, Albus. Me deixa em paz. – falou, entrando no dormitório.
—Tá bom, né...
Subi para o dormitório, onde o James parecia procurar alguma coisa.
—James, o aluno novo já vai chegar e a Domi não quer pregar uma pegadinha nele. – disse, assim que entrei.
—Tá bom, Al. Eu vou te ajudar a pregar uma pegadinha nele. Mas, só se você me ajudar a encontrar o meu livro de Feitiços. Não consigo encontrar ele...
—Quer dizer, esse aqui? — disse, pegando um livro que estava em cima de sua cama.
—Ah, esse mesmo. Valeu.
—Tá bem desatento. Se fizer isso no jogo contra a Sonserina de hoje, vai ser mais fácil do que já é ganhar de vocês.
—Ha ha ha. Muito engraçado. Mas não sou eu que preciso ficar atento, é a Lily. E aquela menina consegue ser mais atenta que a tia Mione. Dá até medo.
—Não dá? Vamos, temos que descer a aula de Feitiços já vai começar.
Descemos do dormitório e fomos direto para a sala.
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Hugo Weasley
Margem Do Lago Negro
Qual é o problema da minha família? E daí se eu estou meio agressivo hoje? O problema é meu!
Estava sentado nas margens do Lago Negro, só olhando a vista, quando Lily se aproximou.
—Hugo, a aula do tio Hagrid já vai começar.
—Não ligo. – respondi, me sentando na grama.
—Ruivo, é sério. O que está acontecendo com você hoje? Você não é do tipo de pessoa que simplesmente falta na aula. Por favor, fala comigo.
—E se eu for esse tipo de pessoa? Você nem me conhece direito. A única coisa que você faz é encher a minha paciência!
—Olha, Hugo, eu tentei ser uma pessoa legal, mas você já está passando dos limites. Eu te conheço a 14 anos. Eu sou sua prima! E sinto muito se eu te encho a paciência. Agora, você pode, por favor, se levantar e ir para a porcaria da aula, antes que a tia Hermione te mande um Berrador, porque você faltou na aula?!
—Eu gosto de você. – disse, me levantando e a encarando. – Eu adoro o jeito que você me irrita, eu adoro o jeito que você se preocupa comigo, mesmo me odiando. Eu gosto de você. E agora, eu te pergunto: Você gosta de mim?
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