Apenas Mais Um Amor
4 Eu Já Sei Me Cuidar
Notas iniciais
Lily Luna
Margens Do Rio Negro
Terceiro Dia Aula
—...Você gosta de mim?
Não sabia o que responder. Não sabia se gostava dele ou não. Fiquei surpresa. Nunca esperaria isso dele. Gente, ele gosta de mim?! Ele gosta de mim! Pensei por um segundo. Vi desespero nos olhos dele. E então, falei:
—Por que você acha que te beijei?
E nos beijamos. Estava tão feliz naquele momento. Naquele momento.
//
James Sirius
Corredor
Estávamos saindo da aula de Feitiços, quando Albus disse:
—Que tal a gente colocar uma gosma na mochila dele? Se bem que aquilo é para iniciantes... O que você acha James? — não respondi. Só ficava olhando para o chão. – James? Terra chamando James?
—Desculpa, Al. Tô meio distraído hoje. Não fiz nenhuma tarefa, e tenho certeza que a mamãe vai me mandar um berrador amanhã.
—Sério? Tarefas? Tem certeza que é só isso? James, você não faz tarefa desde o primeiro ano. Qual é, James? Sou seu irmão. Pode me falar qualquer coisa. Prometo que não vou rir. – olhei para ele com uma cara de quem duvidava dessa promessa. – Tá bom, prometo que vou tentar não rir.
Suspirei, mas fui falando:
—Eu... – de repente, parei. Olhei para o Lago Negro. – Albus, por favor, seja honesto comigo.
—Ok.
—Aquela ali é nossa irmã?
Albus nem respondeu, já foi correndo aonde Lily estava.
—LÍLIAN LUNA! QUEM É ESSE? — quando Albus nota que era Hugo, seu rosto quase cai. – HUGO WEASLEY! O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?!
—Albus, fica calmo... – dizia Hugo.
—CALMO?! VOCÊ ESTAVA AGARRANDO A MINHA IRMÃ E QUER QUE EU FIQUE CALMO?! – nesse momento, Albus já apontava a varinha para Hugo.
—ALBUS SEVERUS WEASLEY-POTTER! – gritou Lily, se pondo na frente de Hugo. – SE VOCÊ ATIRAR QUALQUER FEITIÇO CONTRA O HUGO, EU VOU TE JOGAR NESSE LAGO! PELAS BARBAS DE MERLIM, QUER CRESCER UM POUCO?! JÁ TENHO QUATORZE ANOS, JÁ SEI ME CUIDAR!
—Mas...
—” MAS” NADA! OU VOCÊ NÃO RECLAMA OU VOCÊ SAI DAQUI AGORA!
—Lily, — ela olhou para ele com uma expressão mais brava ainda. – não vou reclamar, eu juro! Você tem certeza do que você está fazendo?
—Absoluta.
Albus ia falar alguma coisa, mas já fui dizendo:
—Lily, eu te respeito totalmente, mas se ele te fazer sofrer, prometo que vai acordar sem cabeça.
—Obrigada, Jay. Posso pedir uma coisa a vocês? — concordamos com a cabeça. – Podem não contar a ninguém sobre eu e o Hugo? Pelo menos, não por enquanto...
—Pode deixar, maninha. – falou Albus. – E desculpe pela... “cena”. Te amo, ruivinha.
—Também te amo, cobra.
//
Thomas Davey
Quarto Dia De Aula
Sala Comunal Da Lufa-Lufa
Finalmente, Hogwarts. Olhei a sala bem profundamente. Parecia bem aconchegante. Subi as escadas para o dormitório, e deixei as minhas malas lá. Não encontrei nenhum Lufano pelo caminho. Desci as escadas de novo, indo tomar café da manhã, mas, sem querer, trombo com alguém.
—Me desculpe! Não te vi vindo. – falei.
—Não, tudo bem... Eu que sou um pouco distraída... – quando a olhei, fiquei encantado. A menina tinha olhos pretos que brilhavam a medida que ela falava, e seus cabelos negros e cacheados eram perfeitos. – A propósito, sou Lara Finnigan.
—Espera aí, filha do Simas Finnigan, que ajudou Harry Potter a combater o Lorde Das Trevas?
—Pois é. É assim que meus amigos me chamam. – rimos. Seu riso também era encantador. – E você é...
—Thomas Davey.
—O novato?
—E é assim que meus amigos de Ilvermorny me chamam.
—Bom, tenho que ir. Foi um prazer te conhecer, Thomas.
—O prazer foi meu.
Fui andando em direção ao Salão Principal. Quando cheguei, ´procurei uma cabeleira loira na mesa da Grifinória. Assim que achei, fui em sua direção.
//
Dominique Weasley
Salão Principal
—Domi! – olhei para trás, surpresa no que eu via.
—Thom! Que saudades! – disse, me levantando para cumprimentá-lo. – Esses aqui são meus primos Roxanne, Rose, Lily, Hugo, James, Albus, Fred e minha irmã, Victoire. Galera, esse é o Thomas!
—Oi pessoal!
—E aí, Thomas! O famoso Thom! — falou Albus, se levantando para apertar sua mão. — Domi não parava de falar de você! – corei, e encarei Albus com uma expressão de raiva.
—Ai, não liga pra ele. Ele só é retardado, mesmo. Você se acostuma. – disse Roxanne. – Para que casa você foi?
—Lufa-Lufa. – respondeu, com orgulho.
—Hahaha! – riu James. – As meninas dessa casa são lindas pra caralho!
—James! — gritei.
—Que foi? Foi só uma simples, mas importante observação.
—James, posso falar com você?
—Claro, loira.
Fomos até o corredor, e me virei para ele, dizendo:
—O que aconteceu? Qual o seu problema?
—Do que você tá falando, loira?
—Disso! Desde quando você me chama de “loira” ? Esse não é o James que eu conheço!
—Então é melhor você ir se acostumando, porque eu sou assim agora.
James foi andando, me deixando sozinha.
//
Hugo Weasley
Dormitório Da Grifinória
Eu e Lily estávamos subindo as escadas para a Sala Comunal, quando ela segurou a minha mão. Pensei, por um momento, se deveria soltar ou não, não porque eu não queria, mas porque alguém poderia ver. Mas, decidi arriscar. Não queria magoá-la.
Enfim, subimos ao dormitório feminino, e olhamos em volta. Não vimos ninguém.
A segurei e comecei a beijá-la. Ela pulou no meu colo, enroscando suas pernas em mim. Fui cambaleando até a cama, sem parar de beijá-la. Tirei minha blusa, e já estava tirando a dela, mas, de repente, ouvimos alguém. Peguei minha blusa e me escondi depressa em baixo da cama da Lily, que pegou um livro e fingiu que estava lendo.
—Oi, Lily! — cumprimentou quem eu acho que era Samanta Scott. Uma das amigas da Lily. – Posso te perguntar uma coisa?
—Claro! – disse, se sentando na cama.
—Você é prima do Hugo Weasley, né? — Lily concordou com a cabeça. – Então, eu meio que estou a fim dele... – fiquei surpreso. Samanta nunca foi muito amigável comigo. – E queria saber se ele tem uma namorada.
—Olha, Sam, eu realmente não sei. Não converso muito com o Huguinho... quer dizer... com o Hugo. Mas, acho que ele já mencionou uma namorada uma vez...
—Ah, que pena. Será que você poderia falar bem de mim para ele? Vai que o Hugo desiste da namorada por mim... – acho isso bem impossível. A Samanta é muito chata. Tipo, muito. – Mesmo assim, obrigada! Tchau!
—Tchau! – espero um pouquinho, até ouvir a porta fechar. – Pode sair, Hugo.
—Finalmente! E, que tal continuarmos de onde nós paramos? — perguntei, a beijando de novo.
—Hugo, é sério. O que nós vamos fazer em respeito a Sam?
—Só fala pra ela que eu tenho uma namorada.
—Mas e se ela perguntar quem? Nosso namoro ainda é segredo.
—Eu sei... Que tal se você falar que eu não estou a fim dela? Funcionaria. E é verdade.
—Tem razão. Agora, — disse, tirando a blusa. – podemos continuar de onde paramos.
Fale com o autor