Apenas Fique a Salvo

2 Começar do começo


Notas iniciais
Esse capítulo é tipo um flashback. Espero que gostem :)

Para vocês entenderem melhor a minha história, vamos começar do começo.

Eu estava na aula de matemática quando a escola foi atacada por bolas em chamas. Sim, eu disse bolas em chamas. Os alunos e o professor só repararam nas bolas flamejantes porque alguém acionara o alarme de incêndio. Talvez, eles teriam reparado se uma bola acertasse a cabeça de alguém. Seria legal. Mas isso não importa.

No meio da multidão de alunos, professores e funcionários correndo, eu fui puxada. O susto foi tão grande, que por reflexo, dei uma cotovelada na pessoa que me puxou. Fui levada a sala de música. Estava vazia e por incrível que pareça, estava tranquila. Deve ser por causa das paredes acústicas. Quando me dei conta onde e com quem estava, perguntei:

– O que vocês querem?

Um menino, de cabelos enrolados e bochechas coradas tentou responder, levou a mão até a barriga e conseguiu apenas emitir um urgh. A menina, então respondeu:

– Só estávamos tentando te salvar. — disse, cruzando os braços. — Não precisa agradecer.

– Obrigada. — eu disse, agradecida. — Mas por quê?

– Porque você é uma de nós. — respondeu o menino entre urros.

– Eu sou o quê? — Então me dei conta que ele urrava de dor pela cotovelada que eu dei. — Meu deus, você está bem?

– Lógico que ele não está bem! — respondeu a menina, batendo os cabelos castanhos compridos e lisos. — Você o agrediu!

Eu ia perdir desculpas, e dizer que foi sem querer, mas na verdade, eu tinha intensão, sim. Eu estava sendo puxada por desconhecidos! Tinha que me defender.

– Chega, Bridget! — falou um segundo menino, que tinha uma barbicha e pele morena, depois dirigiu se a mim. — Liam está bem, você apenas o pegou de surpresa.

– É, eu estou bem. — Liam disse. — Obrigado. Pela cotovelada, e preoucupação. — Acrescentou, brincando.

Eu acho que fiquei vermelha. O máximo que pude fazer foi dar uma risadinha sem graça. De repente, o segundo menino começou a balir. Levei um susto, e fui a única. Bridget olhou como se fosse a coisa mais normal do mundo.

– O que foi Brandon? — Liam perguntou.

– BÉÉÉÉ! — baliu Brandon novamente. — OS LESTRIGÕES!

– Lestri... O que? — perguntei, confusa.

Bridget me fitou, e respondeu:

– Les-tri-gões. — disse devagar, como se eu fosse burra. — Os Canadenses. Não conhece?

Fiz que não com a cabeça. Bridget ia falar alguma coisa, mas Brandon a puxou. Para minha alegria, e sorte dela. A escola inteira já evacuara. Nós corremos até o fundo da escola, e lá estavam 3 homens grandes. "Grandes" seria apelido carinhoso, os homens eram enormes.

– Acho que lestrigão vem do grego "grande pra caralho". — murmurei.

Infelizmente, Liam ouviu. Ele riu. Olhou para mim e disse:

– Espere aqui.

– Mas, eu quero ajudar! — argumentei.

– Você ajudará se ficar paradinha e não chamar a atenção dos grandões. — respondeu Brandon.

– Apenas fique a salvo. — gritou Liam, enquanto corria atrás dos gigantes.

Eu os observei lutando. Foi demais. Eles eram muito ágeis e em menos de 20 minutos já tinham feito dois dos três lestrigões virarem pó. O último lestrigão deu um pouco mais de trabalho.

Brandon estava mancando, e desmaiou. Eu corri até ele, e o deitem em baixo de uma árvore. Notei que ele havia perdido um sapato, e não havia exatamente um pé no lugar onde deveria estar o pé. Havia uma pata! Uma pata de bode! Bem, depois de um lestrigão, um menino com pata de bode não é tão ruim. Quando me virei para ver como "meus salvadores" estavam (ainda não tinha entendi por que me salvaram), o lestrigão jogou Bridget longe. Eu corri até ela, e perguntei se ela estava bem. Ela respondeu que sim, e tentou se levantar. Mas não conseguiu. Parecia que ela quebrou algum osso. Bridget tentou alcançar sua lança. Eu a peguei, em vez de dá-la a Bridget, mirei a lança nas costas do lestrigão que estava distraído com o Liam, lancei e o grandão desintegrou. Liam olhou pra lança, perguntando-se de onde ela veio, depois olhou pra mim, com o olhar de "agora está explicado".

– Como você...? — acho que Liam tentou dizer "como você fez isso?", enquanto corria até mim.

– Eu não sei. — respondi, atordoada. — Apenas mirei no gigante e...

– Liam! — gritou Bridget. Então, eu percebi que ele estava segurando minhas mãos. — Me ajuda!

– Ajude a Bridget, que eu ajudo o Brandon. — Liam pediu.

Sem protestar, eu fui ajudá-la. E quando cheguei lá, ela já estava em pé. Palavrões que eu nem conhecia passaram pela minha mente.


Notas finais
A história não é possui um triângulo amoroso. É mais complexo que um.