Notas iniciais
Estou amando postar aqui, o feed-back anima muito! Boa leitura ♥

Mãos suaves passeiam preguiçosamente por minha pele. Ela abraça minha cintura e me puxa para seu corpo aquecido. Sinto aquele cheiro doce me embalando, então me acomodo. Não há atrito entre tecidos, então percebo que o único pano nos cobrindo é o do cobertor. Escuto sua risada sonolenta e seus lábios beijam meu ombro, começando o trajeto até meu pescoço.

O aroma se dissipa rapidamente, as mãos em minha pele são maiores e um pouco mais ásperas. Sinto um pinicar leve de barba por fazer junto com os beijos, então fico repentinamente desconfortável. Abro os olhos e vejo o armário velho do quarto de Theo, meus músculos se retraem, prontos para fugir. O que estou fazendo aqui? Lembranças da noite passada invadem minha cabeça, assim como a terrível dor de cabeça. Ai meu Deus. Theo está alheio à minha reação. Continua beijando meu ombro, sem pressa alguma, enquanto faz carinho no meu antebraço. Continuo congelada até descobrir minha voz escondida no fundo da garganta.

—Theo, o que você está fazendo? — A pergunta saiu mais ríspida do que o planejado. Não pude evitar, não quero ninguém tocando em mim agora. Ele nota meu desconforto e para, um pouco constrangido.

—Tentando te acordar. Prometi que iríamos até a casa de praia do meu amigo, lembra?

—Ah… Isso… Porra, ainda é cedo!- Levanto, puxando um lençol comigo. Enrolo-me rapidamente e junto minhas roupas no pé da cama. -Bem, poderia ter chamado meu nome. Onde deixei meu celular?

—Aqui. — Ele pega meu telefone, que está ao lado da cama, e me entrega. — Sua amiga, Vick, ligou. Queria conversar com você sobre ontem, perguntou se eu podia passar o recado e convidar você para almoçar com ela.

—Você atendeu meu celular? Que horas foi isso? Por que não me acordou naquela hora? Agrh, cacete… Tá, já volto, vou ligar para ela. — Começo a digitar os números, saindo do quarto, mas paro na porta quando Theo se pronuncia.

—Eu avisei para ela que hoje não dava... -Quando volto a encará-lo, o garoto parece estar se encolhendo. — ...porque nós iríamos para a praia.

Respiro fundo, ficando realmente irritada. Quem ele pensa que é para atender meu celular e dar respostas por mim? Sinto minha mão formigando, com vontade de estapeá-lo, mas sei que se o fizesse teria que largar o lençol e isso não é algo que estou disposta a fazer.

—Nunca mais. Toque. No meu celular. Entendido? -Tento segurar a raiva e a impaciência, mas elas transbordam na voz. Vou até meu cubículo denominado quarto, largo as roupas da noite anterior no chão e procuro algo para vestir.

Merda, me sinto… Suja. Preciso urgentemente de um banho. Theo bate na porta, fazendo minha cabeça latejar. Mais uma dessas e eu juro que arranco a cabeça dele. Ele começa a me encher de perguntas, como se estou bem, se tenho protetor solar para levar no passeio, se prefiro torradas ou salada de fruta no café da manhã. Pelo amor de Deus, só cala a boca! Pego um short e uma blusa soltinha azul na gaveta, então abro a porta e vou quase voando para o banheiro. Tomo uma longa ducha, ainda ao som de um Theo preocupado e culpado, então vou tomar café.

Após tanto tempo sendo ignorado, ele finalmente cala a boca. Sinto-me melhor após um café forte, frutas e um remédio para dor. Mais calma, ligo para Vick. O celular chama muitas e muitas vezes, mas ninguém atende. Bem, pelo menos não desligou na minha cara. Largo o telefone na bancada da cozinha e vou até a sala. Theo ainda está sentado no sofá. Está calado, mas fica balançando a perna e obviamente evita me encarar. Suspiro, cansada e cruzo os braços.

—Pronto, fala, o que foi? — Pergunto. Ele abre a boca, mas não diz nada por um tempo. Quase consigo ver as engrenagens de seu cérebro trabalhando inutilmente atrás da coisa certa a dizer. Depois de longos segundos, ele solta o ar e fecha os olhos.

—Christine, o que diabos foi aquilo ontem?! — Então Theo finalmente me encara. Sinto meu rosto corar, mas me esforço para fingir que estou perfeitamente segura.

—Aquilo o que? -Não estou nada segura. Sei que fiz merda, com Theo, Vick, Jenn e sei lá quem mais.

—Christie, você me ligou toda nervosa, parecia que tinha visto alguém morrer ou sei lá! Quando te busquei você nem olhava na minha cara, não falava nada e de repente… Isso! — Ele fala, apontando para o quarto. — Se você me dissesse que estava drogada eu entenderia, mas eu sei que não estava, então não entendo!

—Como sabe? — Pergunto, procurando uma saída.

—Bem, por que você foi num bar com sua amiga e não em uma festa onde rola esse tipo de coisa. E… Eu conheço você, sei que não é dessas. — Solto uma risada sem querer. Não, ele não me conhece. — Estou falando sério Christie! Estou preocupado!

—Corta essa! Qualquer vestígio da preocupação que você tinha ontem sumiu assim que entrou no quarto. Quer saber o que aconteceu? Eu cheguei em casa irritada com aquela garota ciumenta e estava podre de bêbada. Você estava convenientemente na minha frente. E você também queria. Só está assim agora porque não estou pra mimo.

Digo apenas a verdade, mas não digo tudo. Eu estava sim irritada com Jennifer e completamente embreagada, mas não tenho a menor intenção de admitir que só fui para a cama com ele por que Vick despertou algo em mim. Theo me parecia uma boa escolha no momento. Bonito, amigável e, o mais importante, era um rapaz. Não havia como me trazer mais problemas. Eu estava errada.

—Está me dizendo que não é nada? — Agora Theo está em pé. É mais fácil enfrentá-lo quando está sentado, mas mesmo assim, mantenho meu queixo erguido. Suas bochechas estão vermelhas e a testa franzida, está realmente puto da vida. — Uma satisfação sexual e pronto?!

—Exatamente! Por que é tão difícil aceitar?!

—Por que pra mim não foi só isso!

—Ah! Por favor! — Digo, cheia de deboche. — Nos conhecemos há menos de duas seman…

Sou interrompida com um beijo. Não é calmo, muito menos terno. Theo me puxa pela cintura, segurando-a com força, e rouba um beijo quase desesperado. Tento empurrar seus ombros, mas ele é muito maior e mais forte que eu. Por sorte, ele tem um resto de bom senso e se afasta em alguns segundos. Seu olhar é profundo e cheio de esperança, o que me deixa ainda mais irritada e confusa em relação às suas intenções e vontades. Encaro-o com um olhar duro e seco.

—Não toque em mim novamente.

Suas mãos murcham e me soltam. Afasto-me apressada, pego meu celular e minha bolsa, então saio do apartamento. Descendo as escadas, escuto a voz de Theo, ainda lá em cima.

—E a casa de praia? — O desgraçado não desiste.

—Que se foda a casa de praia!

Já se passaram quatro horas e não consegui falar com Vick. Toda vez que tento, recebo uma mensagem de voz automática me informando que a dona do número estava fora de área ou com o celular desligado. Ótimo. Tenho uma pilha de textos da faculdade para ler, mas não consigo me concentrar em uma palavra da página. Claire, uma das minhas melhores amigas, senta-se ao meu lado e me entrega um sanduíche de peito de peru com outras coisas da culinária da França ou Indonésia. Nunca foi rica, mas seus pais conhecem pessoas da alta sociedade. Ás vezes a perfeição dela me dá nos nervos. Ótima relação com os pais e com os amigos, ótima educação, alimentação sempre saudável, exercícios regulares, fala fluentemente uma série de línguas, tem cabelos castanhos sedosos e um rostinho de boneca de porcelana. Mas, após nove anos de convivência, descobri que é uma das pessoas mais confiáveis que já conheci, tem os melhores conselhos e não julga nada que eu possivelmente fizer.

Sendo assim, eu conto tudo, cada detalhe. No final, ela balança a cabeça e me encara com certa… Compaixão.

—Você realmente quer ir em frente com isso? — Deixo claro minha confusão em minha expressão, incentivando-a a explicar a pergunta. — Olha, eu sei dos problemas que você teve no ensino médio com seus pais e sei que acha que se reprimir é melhor, mas eu preciso discordar. Durante esses dois anos que você se manteve afastava de qualquer garota que fosse do seu interesse, você não teve nenhum relacionamento feliz.

—Claire, não adianta…

—O que você quer, Christie? Que sua mãe apareça e pendure uma placa dourada na sua porta? “2 anos de heterossexualidade, sem recaídas”? Não!

—Que ligação isso tem com Vick ou Theo? — Pergunto, querendo desviar do assunto.

—Você acha que eu não te conheço? Tenho certeza que você dormiu com Theo porque não queria se sentir atraída pela outra moça. Agora está puta por ele ter levado isso a sério. Isso era uma possibilidade a ser considerada, você sabe.

—O que sugere que eu faça?

—Dorme aqui hoje e amanhã faz as pazes com ele e volta para lá. Eu deixaria você ficar aqui, mas fica longe demais da sua faculdade e do seu trabalho… E eu acho que você deveria enfrentar, impor limites e tal.

—E Vick?

—A moça do banheiro? Alguma hora ela vai te ligar de novo.

Claire estava certa, como sempre. Três dias após a conversa, Vick me ligou. Foi no meio do meu expediente de trabalho, então não pude conversar muito. Ela apenas informou que minha blusa de flanela ficara em seu apartamento, então marcamos em uma lanchonete para que ela pudesse me devolver. Quando eu chego ela já está lá, como já era de se esperar. Dou-lhe um sorriso sem graça e sento-me na cadeira à sua frente.

—Você tinha sumido. — Comento. Não tenho a intenção de cobrar sua presença, mas não consigo evitar a pergunta.

—Presumi que você estava na praia e saí também. — Vick responde, após pensar um pouco. Porra nenhuma.

—Durante a semana também? — Ergo uma sobrancelha, cética. — Ninguém me avisou que era feriado.

—Eu estava ocupada no hospital, acabei esquecendo. — Sua voz é completamente firme e confiante, mas suas bochechas ficam rosadas. Sinto um pequeno nó na garganta ao concluir que ela está me evitando, mas tento não entrar no assunto.

—Tudo bem, acontece. Só fiquei preocupada. Minha blusa está aí?

Ela confirma com a cabeça e me entrega a blusa de flanela vermelha. Assim que coloco a blusa na bolsa, Vick se arruma para levantar e sair. Encaro-a com a sobrancelha franzida.

—Já vai?

—Sim, tenho um compromisso agora. — Ela não olha para mim quando diz isso.

Vick vira e vai embora. Fico alguns minutos sentada, absorvendo a cena. Merda, eu não deveria ter beijado aquela garota… Pego minhas coisas e vou até o apartamento de Theo. Ele ainda não chegou em casa, então peparo um café e vou até o quartinho guardar minhas coisas. Quando tiro a blusa da bolsa, sinto aquele cheiro doce e suave. Fecho os olhos e permito-me um momento com minhas lembranças, então jogo-a na cesta de roupas para lavar.

Preparo um café e me jogo no sofá. Ligo a TV e fico vendo um filme bobo sobre um boneco de neve falante. Muito muito muito fora de época, amigo. Penso no natal do ano passado. Toda a turma da faculdade na casa de uma garota que decidira fazer uma festa quando seus pais viajaram. Um bando de jovens fazendo drinking games com gorros de Papai Noel na cabeça e trocando presentes de inimigo secreto. Dou risada com a lembrança, mas meu sorriso some em segundos. Faz dois anos que não passo o natal com a minha família. Faço meu máximo para resumir nossa convivência a telefonemas, e-mails, cartões postais e presentes enviados pelo correio. Esse ano meu irmão se forma no ensino médio, então prometi comparecer na cerimônia. Oh, Deus… Só por ele mesmo… Escuto o barulho da chave girando e vejo Theo entrar com os braços carregados de compras.

—Uma ajudinha? — Ele diz, ofegante. Levanto correndo do sofá, quase derrubando a xícara, e pego algumas sacolas, largando-as rápidamente na bancada da cozinha.

—O dia de ir para o super-mercado não é na quinta?

—É, mas vou receber umas visitas hoje e queria fazer um jantar mais caprichado. — Ele dá um sorriso sem graça, guardando as verduras na geladeira. — Vai jantar com a gente? Ou vai sair?

—Tenho prova amanhã, então acho que vou beliscar algo e voltar para o quarto. Quem é a visita?

Theo termina de colocar tudo em seu lugar, então começa a organizar a cozinha para começar os preparos.

—Meus pais. — Ele diz, com toda naturalidade do mundo. — Nos vemos direto quando vou para o trabalho, mas eles nunca vêm aqui. Queria passar uma boa impressão, sabe?

—Sei… — Respondo, pensativa enquanto Theo começa a cozinhar.

O pai de Theo, Peter, é um amor. Um senhor de sessenta e poucos anos, simples e educado. Durante o jantar, que por acaso estava ótimo, conversamos sobre a loja dele onde Theo trabalha, sobre suas histórias de quando era mais novo e como foi se mudar para longe de casa quando casou. Dona Dora, a mãe…. Já é outra história.

A senhora passou o tempo todo me enchendo de perguntas. Se eu estudava, que curso fazia, por que escolhi psicologia — Ah, tenho certeza de que deve ser meio louca para querer cuidar de doido!— e até mesmo coisas pessoais como se eu queria ter filhos, quantos e se queria casar. Nessas eu procurei ser o mais breve possível na resposta, mantendo meus olhos no prato.

Voltei a me concentrar em Peter, a conversa sobre o antigo rancho está animada e nostalgica, até a mulher abrir a boca novamente.

— Depois que casarem, podem visitar o rancho.

Engasgo com o pedaço de frango ensopado que estava comendo e demoro até me recuperar. Após tomar um longo gole de suco, encaro Dora ccompletamente apavorada.

Casar?

Dona Dora dá uma risada compreensiva.

—Entendo que deve ser uma ideia um pouco estranha para um casal tão jovem e moderno, mas ninguém namora pensando em terminar, certo? Todos pensam em casar.

Arregalo meus olhos, completamente incrédula. O que essa mulher está pensando?!

—Desculpe, mas o problema é que não estou pensando nem em nam…

—Christine quer estar profissional e economicamente segura antes de considerar qualquer coisa. — Interrompe Theo, segurando minha mão. Encaro-o, sentindo o pânico fechar minha garganta. -Não queremos apressá-la, certo? Afinal ainda faltam três ou quatro anos para se formar.

—Ah, claro, ninguém pode se concentrar no casamento ou nas crianças enquanto estuda…

Crianças?— Digo, com a voz esganiçada. Respiro fundo, sentindo a minha cabeça girar, então levanto. — Foi um jantar incrível, obrigada, mas… Bem, falando em faculdade, preciso estudar.

Praticamente saio correndo para o cubículo, tranco a porta e abro meus livros. Coloco meus fones de ouvido e ignoro toda a conversa enquanto estudo, me esforçando para não pensar na maluca da Dona Dora. Quando eles finalmente saem, explodo contra Theo.

—Eu juro que não falei nada sobre nós para eles! — Ele diz, erguendo as mãos, antes que eu o acuse por qualquer coisa.

—”Nós”? Você sabe que não existe “nós” aqui, certo? Não existe casamento, ou noivado, não existem crianças, não existe nada disso! Existe uma garota falida que não tem onde ficar e um cara que tem um apartamento com um quartinho sobrando!

—Christine, calma! — Ele grita, segurando meus ombros. — Minha mãe é maluca e conservadora. Quando eu disse que você estava morando aqui, ela concluiu que estávamos juntos.

—Tá. E porque você não desmentiu?

—Porque se eu fizesse isso ela ia te tratar como se você fosse... Ela seria desrespeitosa e eu não queria isso. -Ele solta o ar e senta no sofá.

— É claro, não queríamos que ela pensasse que eu iria pro quarto com você assim que tivesse a oportunidade, certo? — Falo com ironia.

—Não fale desse jeito… Bem, eles nunca vêm aqui, você não vai se incomodar. Quando você for embora eu digo que nós terminamos, pronto.

—Se eu realmente não me incomodar… Tudo bem.

Duas semanas se passaram e minha única certeza no momento é que fui muito mal nas provas. Não me pergunte como isso aconteceu, eu não sei, mas estou no sofá de Vick assistindo Kick-Ass e comendo pizza. James está deitado no nosso colo e Vick está fazendo cafuné nele. Observo-a pelo canto do olho e suspiro aliviada. Realmente não queria ter que me afastar dessa garota.

Quando o filme acaba, nós três ficamos no escuro enquanto James conta suas histórias de encontros fracassados com ‘os boys’. Ele está contando da vez que o garoto queria sair com James, mas ninguém poderia saber, então os dois foram parar no porão da casa de uma amiga dos dois. Estava bacana e até dava um clima legal, mas os pais da garota chegaram e os dois precisaram correr para não apanharem. Damos gargalhadas com a imitação do pai da garota, então meu celular toca.

—Theo? — Atendo — Tudo bem aí? Você sabe que são duas da manhã, certo?

—Eu sei, mas é um pouquinho urgente…- A voz sonolenta e meio manhosa me faz imaginá-lo com os ombros encolhidos. — Você tem compromisso para amanhã?

—Vou sair com o pessoal da faculdade, porque?

—Que horas?

—À noite.

— Eu sei que não iria te incomodar, mas… — Meu Deus, lá vem. — Você poderia almoçar na casa dos meus pais?

Encosto as costas no sofá e esfrego os olhos. Vick me encara preocupada e eu sinalizo que está tudo bem. Desgraçado…

—Diga que estou doente, que não pude ir.

—Eles irão brigar comigo por não ter ficado cuidando de você.

—Theo, quanto anos você tem mesmo? Doze? Treze?

—Eles são importantes, só isso…

—Entendo, mas diga que estou doente e insisti que você fosse para mandar lembranças. É isso ou eu digo que terminamos.

Desligo o telefone antes que ele conteste. James continua com suas histórias distraidamente, enquando Vick mantém a pergunta nos olhos. Levanto e vou até a cozinha, bebo um copo d’água e fico parada pensando em Theo. Sinto-me mal por ele, mas não quero me envolver com sua família.

— Chrisie? — Quase deixo o copo cair com o susto. Viro e encontro Vick me encarando com os braços cruzados, apoiada na porta da cozinha. Ela dá uma risada e entra. — Desculpe, não posso evitar, sou uma ninja.

—Sempre soube. Pior ninja que já vi.

—Estou treinando. — Ela senta na bancada da cozinha. — Então… Estava namorando o garoto?

—Não! Não, pelo amor de Deus, não… — Digo. Sinto-me mal em seguida por negar tanto. Lembro daquela noite no apartamento, então abafo a memória. — Os pais dele jantaram lá em casa e acharam que estamos namorando. Tinha que ver a mãe dele me perguntando sobre casamento e sobre crianças. Crianças!

— Que maluca.

—Se eu estivesse namorando Theo, fugiria só por causa da sogra. — Falo, dando risada. Vick sorri, então desce da bancada.

—Já vou deitar. Pode colocar o colchão onde preferir.

Eu já havia decidido dormir na sala, mas James fez questão de que nós três ficássemos juntos no quarto de Vick. Passamos horas conversando e dando risada. Em algum momento adormeci no meio de James e Vick, embalada pelo cheiro doce e familiar.

Notas finais
Comentem, comentem, amo ver o que vocês acharam!