Apaixonado Como Fogo, Frio Como Gelo
9 Verdade ou Desafio
— Está preparado? — disse Jean, pronto para abrir a portinha acima de nós
Na noite anterior eu tinha feito meu último desafio e virado um mebro do grupo; eles me disseram que tinham uma sala secreta, e é onde eu estou agora.
A entrada para a tal sala ficava no último quarto do último andar, segundo Jean, ninguém nunca tinha usado aquele quarto e com isso, várias histórias foram criadas, sobre ser assombrado, amaldiçoado e coisas assim, o que fazia com que ninguém entrasse nele. Mas lá estavamos nós, parados, olhando para cima, onde tinha uma pequena porta meio que camuflada pela tinta da mesma cor do teto, provavelmente levando a um sótão.
— Claro. — respondi, e Jean me lançou um sorriso.
Ele puxou o trinco, descendo uma escada e logo começou a subir.
Fiquei olhando para cima durante algum tempo. Eu finalmente iria conhecer o que eles diziam ser o melhor lugar dessa prisão. Coloquei minha mão na escada e respirei fundo, e então, coemcei a subir.
Era totalmente diferente do que eu imaginei.
— Seja bem vindo, Eren! — disseram todos. Apenas sorri, maravilhado com o que estava vendo.
Era um lugar bem amplo, o tamnho de uns cinco quartos ou mais, sei lá, tava com preguiça de medir. A primeira coisa que eu pude ver foi uma mesa de sinuca, que ficava perto da entrada. Um tapete azul forrava um dos cantos, e sobre ele haviam várias almofadas, parecia o lugar perfeito para deitar e ficar sem fazer nada, ainda mais porque o tapete estava estrategicamente posicionado perto de uma das grandes janelas, com vista para uma grande parte da cidade. Haviam também algumas prateleiras com vários tipos de quadrinhos e mangás. Numa outra ponta, tinha uma televisão e conectados a ela tinham um dvd e um videogame, que não consegui distinguir na hora. Eu estava impressionado com tudo aquilo. Andei alguns passos e pude ver algo como uma pequena cozinha, tinha uma geladeira um tanto quanto antiga, alguns armários, e um bar, com várias garrafas de bebida. Aquele realmente era o melhor lugar daquela prisão. Era como se eu estivesse no paraíso.
— Vem, Eren — disse Armin me puxando para o bar. — Essa é a sua festa de boas vindas.
Uma música começou a tocar, provavelmente eles tinha um rádio também. Será que não dava para ouvir lá de baixo?
— O que vai querer beber? — perguntou Connie do outro lado da bancada.
— Deixo isso por sua conta. — disse com um sorriso — Como esse lugar pode ser real? Como vocês conseguiram tudo isso? — perguntei para o Armin
— A gente vai te explicar tudo daqui a pouco, mas eu já posso te dizer que essa sala é algo que foi sendo construida por todas as gerações desse grupo. — aquilo explicava algumas coisas, mas ainda tinha muitas perguntas.
— As pessoas lá em baixo não escutam os barulhos daqui não?
— Não. — ele disse se divertindo. — Os membros de sete anos atrás colocaram isolamento acustico. Não sei como, mas agora a gente pode fazer o barulho que for que não corremos o risco de sermos descobertos.
— Nossa. — foi a única coisa que consegui dizer. Ainda estava boquiaberto com tudo aquilo.
Ficamos conversando durante um bom tempo, até que Jean nos chamou. Nos reunimos no tapete, sentados em um circulo.
— Bem, Eren, parabens por ter chegado até aqui. — disse Jean
— Obrigado.
— Há ainda algumas coisas que você deve saber.
— Pode mandar. — Jean sorriu.
— Nosso grupo foi formado em 1932.
— Sério? — não imaginava que fosse tão antigo
— Sim, e esse lugar foi descoberto em 1945, desde então, todas as gerações se esforçaram para melhora-lo e transforma-lo no melhor lugar dessa prisão.
— Legal, mas como eles conseguiram trazer todas essas coisas?
— É por causa de um de nossos juramentos.
— Como assim?
— Você vai saber isso agora. — disse Reiner
— Eren Jaeger! — disse Jean e voltei minha atenção para ele. — Como membro do nosso grupo, você jura não divulgar informações sobre nós em hipótese alguma?
— Eu juro
— Você jura sempre ajudar um membro do grupo quando o mesmo precisar?
— Eu juro
— Você jura manter esse lugar em completo sigilo?
— Eu juro.
— Você jura ajudar a manter esse lugar, trazendo coisas que o deixaram melhor mesmo depois de formado?
— Eu juro.
— Você agora é um membro oficial do grupo. — todos os outros bateram palmas
— Então, vocês são ajudado pelos membros antigos? Por isso conseguem muitas coisas?
— Sim, alguns dos guardas e dos serventes ja fizeram parte, então sempre nos ajudam, sejam com bebida, comida, ou o que for.
— Nossa, isso é muito legal.
— Sim, tudo isso ta muito legal, mas vamos beber. — disse Reiner se levantando e indo em direção ao bar.
— Claro, afinal, é festa! — disse Jean se juntando a ele.
Ficamos bebendo durante algum tempo, conversando e rindo muito.
— IIIIII WANNA ROCK AND ROLL ALL NIIIIIIGHT AND PARTY EVERY DAY....! — Jean cantava feito louco, já devia estar alterado.
Eu e o Armin estavamos rindo muito daquilo. Reiner e Bertolt estavam se pegando num canto e Connie jogava uma partida de Fifa 16, mas como estava meio bebado, estava perdendo de 4x1.
— Gente! Gente! — Jean nos chamou. — Vamos jogar verdade ou desafio?
— Por mim tudo bem. — respondi. Acho que eu era o menos alterado dali.
— Vamos? — ouvi Reiner perguntar para Bertolt e ele assentiu. — A gente ta dentro também.
— E você, Armin? — perguntou Jean
— Melhor não, eu não vou conseguir fazer nada, e sou péssimo em criar desafios.
— Ih, Armin, relaxa, ta todo mundo bebado e você também. — falei
— É Armin, vamos! — Jean insistiu
— Ta bom. — disse Armin depois de pensar por um tempo.
— E você, Connie? — perguntou Jean.
— Só se vocês não me mandarem fazer alguma coisa gay.
— Relaxa, a gente sabe que você nã gosta dessas coisas.
— Então tudo bem. — ele disse desligando o video game
Sentamos no tapete em circulo novamente. Jean tinha levado uma garrafa vazia e uma cheia, colocando a vazia no meio da roda.
— Vamos fazer assim, cada um gira a garrafa na sua vez e pra quem ela apontar deverá escolher entre verdade ou desafio. Se não cumprir o desafio ou se mentir, deve virar uma dose dessa bebida aqui. — ele balançou a garrafa que estava cheia. — Se não quiser perguntar nada ou desafiar a pessoa, você pode pular a vez.
— Entendido. — eu disse. — Quem começa?
— Eu começo, e depois seguimos em sentido horário. — ele girou a garrafa e ela parou em mim — E nada de perguntinhas e desafios bestas, vamos pegar pesado. — ele me encarou. — Verdade ou desafio?
— Hum, verdade. — depois que ele falou sobre pegar pesado, não quis arriscar um desafio logo de cara.
— Do que você gosta? De mulher? De homem? Ou dos dois?
— Eu até gosto de mulheres mas me sinto mais atraido por homens. — ele me lançou um sorriso. — Armin, sua vez de girar.
Armin girou a garrafa e ela parou em Connie.
— Verdade — ele disse, um pouco receoso. Acho que esse negocio de pegar pesado tinha assustado todo mundo.
— Você gosta de alguém? se sim, quem?
— Sim, eu gosto de uma menina chamada Sasha. — ele disse um pouco vermelho.
Peraí! Sasha? Ele gostava dela? Acho que eles formariam um belo casal. Já sei, vou dar uma de cupido e juntar os dois.
—... é você! — nem tinha percebido queestavam falando comigo.
Rodei a garrafa e ela parou no Jean.
— Desafio! — ele disse determinado, provavelmente por causa do alcool.
— Eu quero que você lamba a bochecha do Armin. — na mesma hora ele me olhou assustado.
— Por que eu? — perguntou Armin totalmente vermelho de vergonha.
— Porque eu quis. — disse lhe lançando um sorriso.
— Tudo bem então. Lá vou eu. — disse Jean
Ele se aproximou do Armin e lhe deu uma lambida bem devagar, fazendo o Armin se arrepiar.
— Pronto! O próximo é o Reiner.
Ele girou e a garrafa parou em mim, de novo.
— Verdade. — tava um pouco receoso em pedir um desafio naquela hora.
— Quantos anos tinha a pessoa mais velha com quem você transou?
Pensei no Levi quase que imediatamente. Sem sobra de dúvidas ele tinha sido o mais velho que eu peguei, e também o melhor.
— Acho que pouco mais de trinta. Não sei exatamente.
— Sério? Sempre quis pegar alguem mais velho. — disse Reiner.
— Eu te garanto que é muito bom. — eu disse. — Pelo menos a minha foi uma das melhores da minha vida.
— Hum, o Eren resolveu mostrar seu lado pervertido. — disse Jean brincando. — Sua vez, Bertolt.
A garrafa parou em mim de novo. Todos riram.
— Não é possível! Esse negócio cismou comigo.
— Isso é sorte, Eren. — disse Armin.
— E parece que você não tem nenhuma. — disse Reiner e todos voltaram a rir, inclusive eu. — O que você escolhe?
— Dessa vez vou pedir desafio.
— Então, eu te desafio a levantar sua blusa e mostrar seus mamilos.
— Ao que parece eu não sou o único que resolveu mostrar o seu lado pervertido. — disse em tom de brincadeira. — Então você quer ver o meu corpo nu? — disse lhe provocando, levantando apenas uma pontinha da blusa.
Me levantei e fui até o meio da roda, comecei dançar ao som de You shook me all night long, provocando todos eles. Sim, eu gostava de me exibir.
— Tira! Tira! — todos diziam
Fui subindo minha camisa devagarinho, até que tirei tudo de uma vez. Todos começaram a gritar e a bater palmas.
— Gostosooo! — disse Reiner
— Me engravida! — disse Jean.
Fique rodando a blusa no ar, ainda dançando, enquanto eles me aplaudiam.
Me sentei de volta no meu lugar depois de um tempo, nem coloquei a blusa de volta, aquilo tinha me deixado com calor. Todos pareciam muito mais animados depois daquilo.
— Agora é a vez do Connie. — falei
Ele girou e a garrafa parou no Armin
— Verdade.
— Quando e como foi a sua primeira vez?
Armin voltou a ficar vermelho.
— Foi no começo desse ano. — ele disse fitando o chão.
— Então foi com alguém daqui? — perguntou Bertolt
Armin ficou mudo, estava morrendo de vergonha.
— Você não precisa dizer, se você quiser, pode só beber uma dose. — eu disse.
E foi o que ele fez. A segunda rodada então começou. Jean girou a garrafa e ela parou no Bertolt.
— Verdade.
— Você já se arrependeu de ter feito sexo com alguém?
— Com certeza. Mas isso já é passado.
— Acho que isso já aconteceu com todo mundo — eu disse
— Comigo não. — disse Armin, mas acho que ele se arrependeu depois, pois começou a fitar o chão. Notei que Jean fez o mesmo.
— Sua vez, Armin. — eu disse.
— E-eu vou pular a minha vez, to sem ideias.
— Tudo bem. Minha vez. — eu disse
A garrafa parou no Reiner.
— Verdade.
— Quando você se masturbou pela última vez?
— Acho que ontem de manhã. — disse pensativo. — Aí o Bert acordou e começamos a nos pegar.
— Hum. — disse apenas, me lembrando de quando o Levi me encontrou no quarto. Como eu queria dar uns pegas nele naquela hora. — Sua vez, Reiner.
— Desafio. — eu disse quando a garrafa parou em mim, de novo
— Eu quero que você finja que está fazendo sexo oral em alguma coisa.
— Pera aí. — fui até a cozinha e procurei alguma coisa. Voltei com uma banana. — Pronto.
Coloquei ela na boca e comecei a fezer movimentos lentos, não era a mesma coisa que um de verdade, mas dava pro gasto. Fechei os olhos e imaginei que fosse o Levi, para dar mais realismo à cena. Fiquei naquilo durante algum tempo, até que o Reiner disse que eu podia parar.
— Nossa, Eren, parece que você leva jeito com isso. — disse Jean rindo
— Quase fiquei de pau duro. — disse Reiner brincando. — Vai lá Bert, sua vez.
A garrafa parou no Jean.
— Desafio.
— Quero que você finja um orgasmo.
Na mesma hora Jean começou a gemer. Começando devagar e baixo e aumentando a intensidade, aquilo pareceu muito real.
— Connie.
— Verdade. — disse Armin.
— Você já dormiu com algum amigo?
— Sim. — ele disse simplesmente
Na sua vez, Jean girou a garrafa e ela parou em mim.
— Esse negocio ta de zoação com a minha cara. — todos riram — Verdade.
— Tem só uma semana que você está aqui, mas você já pegou alguem nessa prisão?
— Já. — disse com um sorriso pervertido.
— Quem? — perguntou Bertolt
— Isso é segredo.
— Só pode ter sido o Armin. — disse Reiner. Aquele comentário deixou Jean inquieto.
— Não foi o Armin. — eu disse um pouco sério.
Armin girou a garrafa.
— Verdade. — disse Connie
— Você já dormiu com alguém que conheceu numa festa?
— Uma vez só. — ele disse pensativo. — Mas foi muito bom.
— Então o Connie também é um pervertido. — eu disse. — Minha vez.
Girei a garrafa e ela parou no Armin.
— D-desafio. — disse Armin, o que deixou todos surpresos.
— Tem certeza? — eu disse
— Sim. — ele disse decidido
— Então tá. Eu quero que você se sente no colo do Jean e fique fazendo movimentos. Até o fim do jogo.
Jean pareceu surpreso com aquilo, mas Armin simplesmente se levantou e sentou no colo dele, acho que era efeito atrasado do alcool. Todos ficaram boquiabertos com aquilo, mas o jogo tinha que continuar.
— Desafio. — disse Bertolt.
— Eu quero que você me beije. — disse Reiner
Os dois começaram um beijo quente que durou bastante tempo.
— Sua vez, Bertolt. — eu disse.
Ele girou a garrafa e ela parou em mim.
— Verdade.
— Com quantos anos você perdeu a sua virgindade?
— Foi com 14 anos. — respondi calmamente. — Sua vez, Connie.
Ele girou a garrafa ela parou no Reiner
— Desafio.
— Quero que você vende o Bertolt e fique brincando com o corpo dele.
Assim que ouviu isso, Reiner deu um sorrisinho perverso. Tirou a blusa de Bertolt e a usou para venda-lo. Ele começou a dar beijos em seu percoço e foi descendo até chegar a um dos mamilos. Parei de olhar aquilo pois estava começando a me deixar excitado.
Olhei para Jean, era a vez dele. Ele estava de olhos fechados, acho que estava curtindo o que o Armin estava fazendo.
— Jean. — chamei. — Sua vez.
Ele girou e a garrafa parou no Connie.
— Desafio.
— Quero que você tire o seu pau para fora e se masturbe por um minuto.
Connie pareceu supreso com aquilo, mas o fez. Abriu a calça e tirou seu membro já meio duro para fora. Acho que ver o Bertolt e o Reiner se pegando tinha excitado ele um pouco. Assim que o tirou, começou os movimentos.
— Não fiquem esperando dar o tempo, continuem o jogo. — ele disse
— É a vez do Armin. — falei
Armin se inclinou um pouco para a frente, ainda rebolando no colo do Jean, com a mudança de posição pude ver um certo volume na sua calça.
A garrafa parou no Jean.
— Verdade.
— Tem alguém que você deseja agora? — disse Armin com um sorriso sexy.
— Tem sim, você. — Assim que disse isso, Jean o beijou.
Ver aqueles dois se beijando me deixou feliz, estava torcendo para dessa vez eles ficarem juntos.
Era a minha vez de girar a garrafa, mas então percebi que ninguém mais estava no jogo. De um lado, Reiner e Bertolt se pegavam, estavam praticamente sem roupas já. Connie estava de olhos fechados se masturbando, acho que ele tinha se empolgado. E do outro lado, Jean e Armin se beijavam, e nunca que eu interromperia aquilo. Me levantei e fui para a cozinha, deixando eles lá.
Preparei um misto quente para mim e comecei a comer. Antes de terminar começo a ouvir uns gemidos; olho e vejo que Reiner e Bertolt já estão numa transa frenética, Connie se masturbava olhando os dois, e Armin e Jean faziam um 69. Aquilo começou a me deixar de pau duro, resolvi sair dalí. Já eram duas da manhã, então não tive problemas em sair do prédio.
A noite estava linda, fui andando em direção à piscina, devia estar mais escuro por lá. Ao chegar, me deito na arquibancada, olhando para o céu, admirando as estrelas. Era o cenário perfeito para uma cena romantica. Comecei a imaginar eu e o Levi alí, ele me pedindo desculpas e me dizendo que eu estava certo, que ele devia fazer o que tinha vontade. Eu lhe contava todas as coisas que estavam passando pela minha cabeça e sobre eu achar que estava apaixonado por ele e ele dizia que se sentia do mesmo jeito. Então nós nos beijavamos apaixonados.
— Eren? — alguem me chama, me tirando dos meus pensamentos
Fale com o autor