Apaixonado Como Fogo, Frio Como Gelo
6 Eu gosto de alguém
— Então vá atrás desses garotos, não confunda ainda mais a minha cabeça. — ele disse baixando os olhos, parecia perdido.
— Eu quero você, professor Levi, mas se é assim que se sente eu não vou mais te atrapalhar. Espero que você pense no que eu te falei e pare de se reprimir. — aquilo tinha me magoado, mas ao mesmo tempo me deixou com raiva. — Eu espero que você mude de idéia. Vou te dar uma semana, depois disso, não adianta vir atrás de mim.
Saí da enfermaria, o deixando sozinho.
Eu sabia que ele estava confuso, ele só precisava de um tempo para pensar, mas eu não esperaria ele tomar uma decisão, iria aproveitar o maximo possivel. Uma parte de mim queria que ele se desculpasse, aceitasse seus desejos e viesse para mim, cheio de tesão.
Mas eu também estava preparado caso ele resolvesse continuar se reprimindo, eu não iria me abalar com isso.
Fui até meu quarto e me deitei na cama, pensando na nossa conversa, pouco depois o Armin chegou.
— Oi, Eren.
— E aí, Armin. — falei sem dar muita atenção, mas acho que ele percebeu.
— Aconteceu alguma coisa? Sobre o que o professor Levi queria falar com você?
— Nada de mais, só coisas burocraticas. — disse desconversando.
— Tem certeza? Porque você ta um pouco estranho. — ele disse se sentando perto de mim.
— Não aconteceu nada. — como assim triste? Eu nem gostava do professor Levi, não tinha porque estar triste.
Comecei a me lembrar de todas as vezes que estive com ele, foram poucas as vezes, mas todas muito fodas. Tentei me livrar desses pensamentos, mas estava dificil. Apenas uma coisa me faria parar de pensar nele.
Numa fração de segundo, me sentei na cama e abracei o Armin por trás, beijando seu pescoço.
— Ei, Eren, o que você tá fazendo? — ele disse, se enconlhendo um pouco.
Não lhe dei ouvidos, continuei o beijando enquanto com uma das mãos massageava seu membro por cima da calça. Ele parecia assustado, mas não tentou me parar. Fiz com que ele se deitasse na cama, me deitei em cima dele e voltei a fazer as mesmas coisas de antes. Percebi que sua respiração estava ficando pesada, abri sua calça e enfiei minha mão dentro, voltando a massagear seu pau, que estava meio duro. Ele soltou um leve gemido e eu continuei. De repente ele me empurra.
— N-não, Eren. — ele disse com a voz um pouco fraca.
— Por que não, Armin? Você é hétero?
— N-não é isso. Eu gosto de alguém.
— Me desculpa, eu não sabia que você namorava. — eu disse, me sentado encostado na parede.
— Na verdade eu não namoro. — ele disse vindo se sentar do meu lado.
— Então isso não seria problema.
— É que eu só quero fazer isso se for com ele. — ele começou a ficar vermelho
— Então você é virgem?
— N-não.
— Então se você não namora e também não é virgem, não tem porque não querer transar comigo. Enquanto você fica aí se guardando para ele, ele provavelmente tá pegando alguém.
— Eu sei disso. — ele disse com os olhos tristes. — Ele tem um namorado.
— Você gosta de um menino comprometido?
— Sim, mas quando eu comecei a gostar dele ele não namorava.
— Então por que você não contou para ele que gostava dele?
— E-eu tive medo de ele me rejeitar.
— Mas talvez ele não tivesse te rejeitado.
— Eu sei, mas agora é tarde demais.
Ficamos lá em silêncio, cada um pensando na pessoa que queria, até a hora do jantar.
*-*-*-*-*-*-*-*
A Noite chegou e era hora da nossa reunião. Dessa vez seria no quarto do Reiner e do Bertolt. Assim que chegamos, fomos para os nossos lugares; os únicos que ainda não haviam chegado eram o Jean e o colega de quarto dele.
— Que demora. — falou o menino de cabeça raspada.
— Eles devem estar fazendo altas putarias naquele quarto. — disse Reiner, todos começaram a rir, com excessão de Armin, que só deu um sorriso amarelo. Será que o menino de quem ele gostava era um dos dois?
— To pensando em ir pro meu quarto fazer putarias também, já que eles nunca chegam. — disse Bertolt olhando para Reiner, que lhe lançou um sorriso de canto.
— Vocês são todos gays? — perguntei
— Todos, menos eu. — disse o menino de cabeça raspada.
— O Reiner e o bertolt são namorados. — disse Armin
Antes que eu pudesse responder, ouvimos batidas na ´porta.
— Finalmente. — disse Reiner, se levantando para abrir a porta.
Era o Jean, ele estava com um olhar triste no rosto. Se dirgiu até o seu lugar e se sentou. Todos olhando para ele em silêncio.
— Bem, senhores, tenho uma péssima notícia para dar a vocês. — todo começaram a se entreolhar. — O Marco foi embora há algumas horas, ele vai se mudar para a Alemanha amanhã.
— Como assim? — disse Armin. Seu rosto mostrava que ele estava confuso, mas ao mesmo tempo tinha uma ponta de alívio. Então ele gosta é do Jean.
— Ele nem falou nada com a gente. — disse Reiner
— Eu sei, foi uma surpresa para nós dois também. O diretor Erwin apareceu no nosso quarto depois do jantar e disse para ele arrumar as coisas rápido pois ele iriam se mudar e os pais dele já estavam esperando.
— Ele podia ter vindo se despedir da gente. — disse bertolt
— Ele queria, mas seus pais estavam com pressa. É uma pena.
Todos permaneceram em silêncio, Jean era o mais parecia abalado. Depois de um tempo assim ele finalmente falou.
— Foi muito triste perdermos um dos nossos companheiros, mas devemos prosseguir com a reunião. Como o Marco não está mais aqui, o próximo é você, Connie. — ele apontou para o menino de cabeça raspada. Agora eu sabia o nome de todos.
— Eu não pensei em nada ainda, Jean.
— Pode pensar com calma, temos o dia todo.
— Deixa eu ver então.
Enquanto ele decidia o meu desafio, ficamos conversando sobre várias coisas, principalmente sobre o Marco. Com a nossa conversa, pude perceber que o menino que o Armin gostava era realmente o Jean. O jeito que o loirinho o olhava era totalmente diferente de como ele olhava para os outros, e pelo que pude perceber parecia que os olhares do Jean para ele também eram diferentes, mas ainda não tinha certeza. Depois de um tempo Connie falou.
— Jean, tenho um desafio. — todos voltaram para os seus lugares e prestaram atenção.
— Está preparado, Eren? — disse Jean
— Sim.
— Então, pode dizer seu desafio, Connie.
— Olá Eren, meu nome é Connie Springer.
— Oi.
— Meu desafio para você é o seguinte, você deve entrar na sala do diretor e trazer alguma coisa de lá.
— Qualquer coisa?
— Sim, qualquer coisa.
— Por que vocês sempre me pedem para roubar alguma coisa de algum lugar?
— Eu também percebi isso. — disse Jean. — Povo sem criatividade.
— Concordo. — eu disse.
— E então, Eren, acha que consegue?
— Moleza.
— Então toma a lanterna e pode ir.
Saí do quarto sem me preocupar com monitores, eles só passam até meia noite e era uma da manhã. Saí do prédio rapidamente e fui andando em direção à construção onde ficava a secretaria e consequentemente, a sala do diretor. Como da outra vez, passei pela janela do Levi, mas dessa vez estava tudo apagado e ele não parecia estar lá, ainda bem, eu realmente não queria ver ele agora. Continuei andando até fianlmente chegar no meu destino, cosegui despistar o guarda com uma certa facilidade e entrei. O prédio estava deserto e escuro, assim que entrei liguei a lanterna e fui procurar a sala.
Entrei em várias salas erradas, até que finalmente encontrei a sala certa. Era um cômodo grande, havia uma mesa no centro com três cadeiras, uma grande e bonita de um lado e duas menores do outro; nos nos cantos tinham alguns vazos de plantas, além de haver uma grande quantidade de estantes e livros. Na parede perto da mesa havia um quadro com o desenho da torre Eiffel.
— Encontrei a minha coisa. — disse, tirando o quadro da parede e colocando na mesa. Não achando nada mais de interessante, peguei o quadro mesmo.
Saí da sala e parei na secretaria, era uma sala com várias mesas e cadeiras e em cada mesa tinha um computador. Sentei em uma das mesas e liguei o PC. Precisava entrar no Facebook. Pouco depois estava conectado, a internet daquele lugar até que era boa. Comecei a convesar com alguns amigos e logo a Mikasa veio falar comigo.
Mikasa: EREN!!
Eren: Oi, Mikasa.
Mikasa: Eren, como vc tá? Vc tá bem? Tão te tratando bem aí? Eu to sentindo muito a sua falta.
Eren: Tá td bem aki, fiz alguns amigos e as aulas não são tão dificeis.
Mikasa: tem certeza? Se vc quiser eu vou estudar aí tbm.
Eren: Eu consigo me virar sozinho. Vc não precisa ficar me protegendo toda hora
Mikasa: Tem razão. Se cuida então.
Eren: Pode deixar. Tenho q ir, qualquer dia a gente se fala.
Misaka: Tchau, Eren
Eren: Flw
Desliguei o PC, não podia ficar muito tempo, caso contrário seria descoberto. Saí do prédio por uma janela lateral para não correr o risco de ser visto. Voltei para o quarto o mais rápido que pude. Ao chegar, Armin já estava dormindo, com a cabeça apoiada no ombro do Jean, que parecia não se importar com aquilo, os dois até que formavam um casal bonitinho. O restante dos meninos conversavam.
— Voltei. — disse fechando a porta atrás de mim.
— E aí, conseguiu? — perguntou Jean.
— Claro. — mostrei o quadro para eles.
— Esse quadro realmente é do diretor, eu me lembro dele. — disse Reiner
— Bom, então parece que você conseguiu. Parabéns — disse Jean — Agora só faltam mais dois desafios. Amanhã será o Armin. Reunião encerrada.
Connie foi o primeiro a sair, o Jean carregou o Armin até o nosso quarto e depois foi para o dele. Me deitei na cama e fui dormir, aquela reunião tinha me destraído e não estava mais pensando no Levi, o que fez com que eu dormisse rapidamente.
*-*-*-*-*-*-*-*-*
O dia seguinte passou lentamente, todas as aulas pareciam não ter fim. Não tive aula com o professor Levi e a próxima seria só segunda, o que era bom para nós dois. Faltavam apenas mais dois desafios para eu finalmente entrar no grupo dos meninos, ainda bem, apesar de que até que é legal. O que eu queria saber era como o Armin entrou no grupo, afinal, esse tipo de coisa não é bem a cara dele. Resolvi então perguntar para ele.
Depois do jantar, estavamos os dois no quarto, eu desenhando e o Armin fazendo dever, não conseguindo mais esperar que ele terminasse, cheguei perto dele e falei perto do seu ouvido, fazendo ele se assustar.
— O menino que você gosta é o Jean, não é? — ele quase caiu da cadeira
— C-como você descobriu? — ele disse ficando vermelho
— Eu vi como você olhava para ele. parece até uma menininha apaixonada. — meu comentário fez ele ficar ainda mais vermelho, se é que era possível.
— T-tá, mas e daí?
— Nada, só que eu acho que ele também gosta de você.
— C-como assim? — ele me fitou
— O jeito que ele olhava para você também era diferente.
— Você acha?
— Sim, agora que o Marco foi embora, por que você não fala o que sente para ele?
— E-eu não sei, acho melhor esperar um pouco.
— Pode ir no seu tempo, mas faça antes que ele arrume outra pessoa, de novo. —
Ele pareceu pensativo por um mometo, mas logo levantou a cabeça com um ar mais confiante e falou:
— Sim, eu vou dizer à ele.
— É assim que se fala! — eu disse o abraçando.
Eu não sabia como o Armin se sentia, afinal eu nunca me senti desse jeito antes, isso era uma coisa totalmete estranha, afinal eu, que sempre ajudei meus amigos com isso nunca tinha me apaixonado. Eu queria me apaixonar pelo menos uma vez, saber como é, será que algum dia isso vai acontecer comigo?
— Armin — chamei — Como... como é se apaixonar?
— Como assim, Eren?
— O que você sente? Como você sabe que está apaixonado pela pessoa?
— Acho que você simplesmente sabe. — disse meio pensativo. — Você só quer estar com essa pessoa, você não liga para os defeitos que essa pessoa tem, você pensa nela o tempo todo, você quer estar com essa pessoa não importa como... — ele fez uma pausa — Ah, sei lá, acho que é isso, eu não entendo isso muito bem, também é novo para mim.
— Sério? E como você soube? Como aconteceu?
— Foi quando eu entrei na escola. Pouco depois de entrar no grupo.
— Ah é, como foi que você entrou? Você não parece ser um caso extremo.
— Sim — ele deu uma risada um tanto quanto fofa. — Vou te contar tudo.
Ele fez um gesto para que eu me sentasse na cama, e assim o fiz.
— Era o primeiro dia de aula, eu estava super nervoso tendo de estar no meio de tantos delinquentes....
[continua...]
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