Apaixonado Como Fogo, Frio Como Gelo
7 Eu nunca vou conseguir sobreviver aqui
Eu não devia estar alí. Por que ninguém conseguia acreditar em mim? Eu só estava no lugar errado na hora errada, era tão difícil entender isso?
Entrei tentando ser o mais discreto possível, era um lugar estranho com pessoas estranhas, eu estava cercado de delinquentes, nunca que sobreviveria ali.
Segui as pessoas por um portão grande, que dava para um auditório, onde fiquei por mais de uma hora ouvindo sobre normas e coisas do tipo. Depois cada um dos novatos recebeu alguns uniformes e papeis e logo começamos um tour pelo reformatório
Quando todas aquelas coisas chatas finalmente terminaram tudo que eu queria era ir para o meu quarto e me jogar na cama. Subi até o quarto 303 e parei na porta, torcendo para que meu colega de quarto fosse de boas. Entrei, joguei minha mochila num canto e me deitei, não sei por qunto tempo, mas o suficiente para saber que se ninguém tinha chegado até aquela hora então eu provavelmente não teria que dividir o quarto com ninguém, e isso me deixou muito aliviado. Quardei minhas coisas no guarda-roupa e saí, era hora do jantar.
Assim que saí do quarto, era como se entrasse num pesadelo, tinha muito barulho e confusão, pessoas discutiam umas com as outras e algumas até brigavam. Me encolhi num canto da parede e andei o mais rápido que pude, vi que algumas pessoas faziam o mesmo.
Ao chegar no segundo andar, sinto uma forte pancada nas costas, e logo sinto meu corpo indo em direção ao chão, fechei os olhos esperando pelo impacto, mas algo me segurou. Abri o olhos e tudo que vejo são um par de olhos castanhos me fitando com uma pontada de preocupação.
— Você está bem? — ele me perguntou, mas eu estava tão atordoado, que tudo que eu consegui fazer foi balançar a cabeça em afirmação. — Vem, eu vou te ajudar a sair daqui.
Ele me pegou pela mão e me puxou pelas escadas, as vezes tendo de empurrar alguns meninos que tentavam bloquear nosso caminho. Eu sempre fui um medroso, então a ajuda daquele menino era mais do que bem-vinda. Quando finalmente conseguimos sair, paramos a alguns metros da porta, onde ele soltou minha mão e me fitou, me analisando de cima a baixo.
— Parece que está tudo bem com você. — ele disse abrindo um sorriso, e eu corei, desviando o olhar.
— S-sim, muito obrigado.
— Sem problema. Ah! Eu me chamo Jean. Jean Kirstein. Estou no terceiro ano.
— Armin Arlet, acabei de chegar aqui, estou no segundo ano. — ele voltou a me analisar.
— Você não tem muito o perfil dos alunos daqui. O que você está fazendo aqui?
— Fui acusado injustamente. Ninguém acreditou quando eu disse que não tinha nada a ver com aquilo. — eu não gostava de lembrar disso, mas como ele havia me ajudado, senti que podia confiar nele.
— Tenso. — ele disse, enquanto voltavamos a caminhar em direção ao refeitório. — Mas com o tempo você se acostuma com esse lugar.
— Não sei, acho que não consigo sobreviver nem uma semana aqui. Essas pessoas parecem animais.
— Ei! Eu sou uma dessas pessoas! — ele disse em tom divertido.
— F-foi mal.
— To zuando, eu concordo com você. — ele colocou a mão no meu ombro. — Mas relaxa, você vai ver que em mais ou menos um mês as coisas já vão ter se acalmado um pouco
— Espero que sim.
— Não se preocupe, qualquer coisa eu te ajudo. — não pude deixar de lhe lançar um sorriso tímido.
*-*-*-*-*-*-*-*
Mal consegui dormir naquela noite, havia muita confusão nos corredores, os professores demoraram para conseguir colocar ordem em tudo e quando finalmente conseguiram já eram quase três da manhã. No dia seguinte teria meu primeiro dia de aula, não estava preparado para aquilo.
Acordei às seis e meia da manhã, cheio de olheiras e super cansado, coloquei meu uniforme e saí em direção ao banheiro.
Quando cheguei lá, encontro Jean batendo num menino, que nem resistia mais de tão machucado que estava. Ele soltou o garoto assim que viu minha expressão assustada. Eu queria sair dalí, mas meu corpo não se movia. Nunca imaginaria que aquele menino que tinha sido tão legal comigo passava o tempo batendo nas pessoas. Ou devia imaginar, já que ele estava numa escola para delinquentes.
Poderia ser eu o menino todo machucado no chão do banheiro, não pelo Jean, mas por qualquer outro. Eu realmente não devia estar alí.
— E-ei, Armin! — sinto Jean se aproximando, mas tudo que consigo fazer é me afastar dele.
— Não chegue perto de mim!!
Saí do banheiro correndo o mais rápido que pude, nem me importando com as pessoas pelo caminho, tudo que eu queria era me trancar naquele quarto e nunca mais sair. Até parece que eu me acostumaria com esse lugar, todos aqui são doidos. Me deitei na minha cama sem conseguir controlar as lágrimas, Sim, eu era um chorão, mas não me importava com isso.
Pouco tempo depois alguém bate na porta.
— Armin!! — era a voz do Jean. Não estava com vontade de falar com ele. Estava assustado demais com aquele lugar para conseguir sair dali. Eu só queria ficar sozinho. — Eu sei que você tá aí! Abre a porta!
— Vai embora — consegui dizer entre soluços.
— Eu quero falar com você! Eu não vou sair daqui até você abrir essa porta.
Ele continuou batendo e me chamando, mas em vão, já que eu simplesmente o ignorei. Não lembro quando, mas acabei dormindo e nem fui na aula, quando acordei já era hora do jantar, estava morrendo de fome, mas ainda não queria sair dalí. Entretanto a fome falou mais alto e tive que me levantar. Coloquei a roupa mais discreta que tinha e abri a porta para sair.
Ele estava lá, parado, encostado na parede, olhando para mim com um rosto triste e ao mesmo tempo preocupado.
— A-Armin, eu não queria te assustar. — começou. — Aquele cara... — Não o deixei terminar, eu ainda estava assustado demais com tudo aquilo.
Entrei de volta no quarto e tentei fechar a porta, mas ele foi mais rápido e me impediu, pegando a minha chave e me trancando dentro do quarto logo depois de sair. Fiquei alguns minutos sem entender nada, eu estava preso no meu próprio quarto. O que ele estava pensando?
Minutos depois ouço um barulho na porta e logo vejo Jean entrando com dois pratos de comida.
— Toma. — ele disse me estendendo um dos pratos — Você deve estar com fome.
— O-obrigado. — eu disse pegando o prato e colocando no meu colo.
— Olha, me desculpa se te assustei — ele se sentou ao meu lado e começou a comer também. — Mas você não pode ficar o tempo todo no quarto.
— Não dá. Eu não consigo. Esse lugar é muito assustador, eu não quero apanhar, eu nem devia estar aqui. — disse isso começando a tremer
— Eu já disse que vou te ajudar — ele segurou minha mão — Por algum motivo eu simpatizei com você. Eu quero te ajudar.
— Mas você é como eles. Não adianta nada você me ajudar mas ao mesmo tempo bater em outros meninos, o melhor seria se ninguém batesse em ninguém. — Jean começou a rir.
— Não é como se eu saísse por aí batendo em todo mundo que aparece, eu não faço mais isso, eu só bato em alguém quando fazem algo muito grave comigo. Eu odeio essas pessoas que saem batendo nos outros por qualquer coisa. A única coisa que não dispenço é uma boa discussão.
— E o que aquele menino fez de tão grave para você ter feito o que fez com ele?
— Bom... ele me viu te ajudando ontem e ficou te zoando, te chamando de fracote e coisas do tipo, além de ficar falando que... — ele parou de repente
— Falando que... — insiti
— Nada não, deixa pra lá.
— Eu quero saber.
— Tá bem. Ele falou que você era delicado como uma garotinha e que ele adoraria comer o seu cuzinho. — ele disse ficando um pouco vermelho, mas não sei se de raiva por ter se lembrado disso, ou se de vergonha por ter que dizer aquilo. Só sei que aquilo me fez ficar vermelho. — Eu odeio esse tipo de gente, sinto muito, mas não consegui me controlar.
— V-você me defendeu, então isso é uma coisa boa, mas eu ainda não gosto de violência.
— Pra conseguir sobreviver aqui você tem que fazer coisas desse tipo, mas relaxa, com o tempo as coisas se acalmam. — ele voltou a comer — Você não pode ficar o tempo todo aqui, caso contrário vai morrer de fome, saiba que foi extremamente dificil conseguir trazer isso para cá, isso não vai se repetir.
— E-eu não sei se consigo. — disse terminando de comer e colocando o prato no chão.
— Como eu disse, eu vou te ajudar. — ele disse pegando os dois pratos vazios. — Então não se preocupe, não vou deixar ninguém te fazer mal.
— O-obrigado, mas por que você está fazendo isso por mim?
— Nem eu sei, como eu disse, simpatizei com você. — dito isso ele saiu.
Fiquei sentando no mesmo lugar durante um tempo. Eu ainda estava assustado, mas conversar com o Jean me acalmou um pouco, seria dificil eu sofreviver aqui, mas com ajuda dele acho que ficaria mais fácil. Ainda bem que o encontrei.
A hora do banho chegou, depois do que o Jean havia me dito, resolvi não arriscar ir para lá sozinho, não mesmo, o melhor seria ficar no quarto.
*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*
Alguns dias se passaram, eu comecei a frequentar as aulas, tive alguns problemas com alguns alunos, mas sempre tinha o Jean para me ajudar.
Com o tempo, começamos a virar amigos, descobri que ele havia parado ali por participar de brigas e praticar desordem, ele mandou pessoas para o hospital mais de uma vez. Ele estava sendo de grande ajuda, eu ja estava até conseguindo andar pela escola com mais facilidade. Jean sempre apaecia no meu quarto depois do toque de recolher, e ficavamos conversando durante horas, ele realmente era muito legal.
Era domingo à noite, tinhamos acabado de jantar e eu estava no meu quarto, desde que eu tinha chegado ali, ainda não tinha tomado banho, eu estava com medo. E se alguém tentasse abusar de mim? Eu não tinha coragem de sair do quarto sem o Jean, mas ele não estava lá, havia ido passar o fim de semana com a familía e ainda não tinha voltado, droga.
Eu não podia depender do Jean para sempre, tinha que ser forte. Resolvi então ir tomar banho, mas um pouco mais tarde, quando não tivesse quase ninguém.
Quando deu nove horas, eu saí do quarto, haviam algumas pessoas andando pelos corredores, todas pareciam mais calmas, acho que o banho faz isso com as pessoas. Torcendo para que não tivesse mais ninguém nos chuveiros, me dirigi ao banheiro.
Ao chegar la soltei um suspiro aliviado, não havia ninguém. Tirei minha roupa e entrei na cabine mais afastada, sentir a agua quente pelo meu corpo foi a melhor coisa. Eu realmente precisava de um banho, e principalmente de lavar os cabelos.
De repente ouço um barulho e risadas. Parece que algumas pessoas entraram no banheiro. Continuei quieto no meu canto, não queria chamar atenção.
— Da próxima vez eu vou ganhar! — disse uma das vozes, rindo alto
— Até parece! — disse outro
— Você vai ver! — disse a primeira
— Iiihh, chega disso e vamos tomar banho logo! — falou uma terceira
— Melhor! Depois a gente discute isso! — falou a segunda
Ouvi alguns barulhos e risos, provavelmente estavam se despindo. Eles não paravam de fazer piadinhas sexuais e coisas do tipo, aquilo estava me deixando assustado. Desliguei o chuveiro e fiquei quieto, acho que eles ainda não tinham me percebido.
— O último a chegar é um viadinho! — um deles disse
Escuto passos em direção às cabines e de repente alguém abre a minha, droga! Por que não tem tranca nesse negócio? Fiquei em choque, o cara era bem mais alto do que eu e o seu rosto que demonsttrava surpresa logo deu lugar a um sorriso perverso.
— Ora, ora! O que temos aqui? — eu me encolhia cada vez mais
— Tem alguém aí, Mike? — perguntou um dos meninos
— Parece que tem um ratinho assustado aqui. — ele disse, e logo os outros dois chegaram e ficaram me olhando também, fugir não era mais uma opção.
— E ele teve a coragem de usar a sua cabine. — disse um menino de cabelos pretos e longos, mais ou menos da mesma altura do Jean, eu até teria achado ele bonito se não tivesse tão assustado.
— Só pode estar querendo morrer. — disse o outro garoto, ele era ruivo e muito, muito branco.
— Ele é tão delicadinho, não é, Kira e Will? — disse Mike
— Sim, parece até uma garotinha. — disse o que imaginei ser o Will
— O que faremos com ele? — perguntou Kira
Mike, que parecia ser o líder, começou a vir na minha direção, ao mesmo tempo que eu tentava recuar, mas logo encontrei a parede, ele agarrou o meu rosto e me analisou, com um movimento brusco me jogou no chão, eu estava tão assustado que não conseguia fazer nada.
Os três me cercaram e ficaram me fitando, provavelmente decidindo o que fazer comigo, arrisquei olhar para um deles e vi que estava massageando o pau, com um sorriso perverso no rosto. Não! Tudo menos isso! Num segundo de coragem, ou de medo mesmo, consegui correr por entre eles e sair do banheiro, mas logo fui atingido por um soco nas costas, o que me fez cair.
— Aonde você pensa que vai? — disse Mike, enquanto os outros dois me pegavam pelo braço e me levavam de volta para o banheiro.
Eles me jogaram no chão e logo fecharam a porta atrás deles, colocando um dos bancos para travar a porta.
— Isso é por você tentar fugir! — disse Mike, me dando vários chutes pelo corpo, tudo que eu conseguia fazer era gritar.
— E aí? O que faremos com ele? — perguntou will
— Humm, bem que eu queria esperimentar essa bundinha linda — disse Mike voltando a se masturbar.
— Ele é tão delicadinho, provavelmente é virgem! — disse Kira fazendo o mesmo.
Tentei me afastar deles mas meu corpo não me obedecia, estava sentindo muita dor. Mike se aproximou de mim com seu membro já meio duro.
— Chupa! Agora! — ele disse tentando colocar o pau na minha boca.
— N-não! Por favor! — inplorei
Ele me deu um soco na cara, pude sentir o gosto de sangue na minha boca.
— Chupa!
Abocanhei seu pau sem vontade nenhuma, mas fazendo o melhor que eu podia, tudo que eu queria era acabar com aquilo logo.
— Huum, isso ta muito bom! — disse Mike.
— Talvez ele já tenha experiencia. — disse Will. — Vem cá! Deixa eu sentir essa sua boquinha. — ele me puxou pelos cabelos, levando minha boca até seu membro.
Pouco depois Kira se juntou à nós. Ficamos alguns minutos que pareceram uma eternidade daquele jeito, eu ajoelhado revesando entre chupar o Mike, o Will e o Kira, e ao mesmo tempo masturbava os outros dois. Algum tempo depois Kira gozou no meu rosto e logo em seguida Will fez o mesmo.
— Eu não me contento só com isso. — disse Mike. — Preciso do seu cuzinho.
Ao ouvir isso me desesperei, não aguentava mais aquilo. Ele se aproximou e me deitou, ficando por cima de mim, senti um dedo roçando a minha entrada. Não! Não! Não!
— Nãããão! — não sei de onde tirei forças, mas consegui empurra-lo e ir para mais longe, me virei a tempo de ve-lo me lançar um olhar furioso. Eu não tinha como fugir dali, precisava me livrar deles de algum jeito, mas não tinha como. Sinto ele me agarrar e me jogar no chão.
— Seu merda! — ele se sentou em cima de mim, me imobilizando. — Que se foda! Eu vou é te encher de porrada!
Ele começou a me socar com vontade, eu nem conseguia resistir. Tudo o que eu queria era sair dalí. Eu estava sentindo muita dor, nem conseguia mais gritar.
— J-jean — consegui falar com dificuldade.
— Quem é esse? Seu namorado? — disse Mike se levantando e me dando chutes.
Eu já estava quase perdendo a consciencia quando ele finalmente parou e ficou me encarando.
— Ver você aí todo machucado ta me dando um tesão. — ele disse se masturbando
Ele ficou naqueles movimentos durante algum tempo até que gozou em cima de mim. Depois de vestirem as roupas eles saíram, apagando a luz, me deixando sozinho no escuro, todo machucado e sujo. Eu não conseguia sair dalí. Estava assustado demais para isso. Droga. Devia ter ficado no quarto.
Me encolhi num canto e comecei a chorar. Não sei quanto tempo se passou, mas despertei com um barulho na porta, acho que tinha cochilado. De repente alguém acende a luz. Fecho os olhos por causa da claridade.
— ARMIN! — escuto uma voz que logo reconheço. Era o Jean.
— J-Jean? — digo, tentando abrir os olhos devagar
— Sim, sou eu. — sinto ele sse aproximar. — O que aconteceu? — finalmente tinha me acostumado com a luz e pude ver sua expressão preocupada.
Não conseguia dizer, ao me lembrar do ocorrido, as lágrimas voltavam a cair. Senti ele me puxar e me pegar no colo, me levando em direção a um dos boxes.
— Primeiro vamos lavar esses machucados. — disse ele me pondo sentado no chão. Eu estava realmente feliz por ele ter aparecido.
— O-obrigado. — eu disse, pegando na sua mão.
— Não agradeça. — disse ligando o chuveiro. — Eu disse que iria te proteger, e não estava aqui quando voce mais precisou.
— Mas você está aqui agora. — lhe lancei um sorriso — Pode deixar que eu mesmo me lavo, você vai molhar suas roupas.
— Eu não me importo com isso — disse enquanto limpava um machucado no meu rosto. — Ei! Isso no seu rosto é o que eu estou pensando? — balancei a cabeça dizendo que sim. — O que aqueles filhos da puta fizeram com você? Eu vou acabar com eles! — o rosto dele passou de preocupado para extremamente irritado.
— E-eles me obrigaram a chupar todos eles. — eu disse com a cabeça baixa.
— Quem eram eles?
— O líder se chamava Mike, e os outros dois eram Will e Kira. — eu disse.
Não me importava mais com o que o Jean fizesse com eles, eu só queria que eles nunca mais chegassem perto de mim.
— Eu sei quem são! Amanhã eles vão se ver comigo.
— Obrigado. Você é a melhor pessoa que eu poderia ter conhecido aqui. — disse abraçando-o.
— Eu prometo que a partir de agora eu vou sempre estar ao seu lado. — dito isso ele me beijou.
No começo fiquei assustado, mas logo depois me entreguei, era um beijo apaixonado e doce, ficamos daquele jeito por um tempo até nos separarmos por falta de ar, um pouco emvergonhados.
Ele continuou me lipando como se nada tivesse acontecido, todo o meu corpo doía e eu ainda estava tremendo, não conseguia me acalmar. Foi quando senti sua mão movimentando meu membro.
— J-jean, o que você está fazendo? — perguntei confuso, mas ao mesmo tempo eu estava gostando do toque dele.
— Shhhh.
Ele continuou movimentando, o toque da mão dele era suave, mas ao mesmo tempo firme, nunca ninguém tinha me tocado, aquela sensação era muito boa, e por um tempo me fez esquecer do que tinha acontecido. Ele se inclinou na minha direção e me beijou de novo, ao mesmo tempo em que aumentava a velocidade dos movimentos. Eu soltava uns gemidos fracos e minha respiração estava acelerada, ele parecia estar gostando do que estava vendo. Não aguentei muito mais e gozei na mão dele, que deu um sorriso de aprovação.
Não trocamos mais nenhuma palavra depois disso, ele terminou de me limpar e cuidar dos meus machucados e me levou para o meu quarto, onde me deu um beijo de despedida e saiu. Fiquei deitado na cama durante algum tempo, pensando no que tinha acontecido, mas logo adormeci.
*-*-*-*-*-*-*
Na segunda feira eu não fui para a aula, meu corpo doía demais e eu não queria que ninguém me vissse nesse estado, Jean avisou na sacretária o ocorrido para que eu não tivesse problemas por matar aula. Depois da aula ele veio me ver.
— E aí? Tá melhor?
— Sim, um pouco. — eu disse me levantando da cama — Preciso arrumar um jeito de sair desse lugar.
— Impossível. Se você fugir só será mandado para outro lugar como esse.
— Droga! Nem era para eu estar aqui.
— O que aonteceu? Por que te mandaram para cá?
— Eu fui acusado de botar fogo em três casas do meu bairro.
— Mas não foi você.
— Não. Eu estava passando por lá, voltando para casa, quando vi quatro meninos correndo e percebi que um incêndio tinha começado nas duas casas na minha frente. Eu me assustei com aquilo e comecei a correr, mas para avisar meus pais e chamar os bombeiros, só que antes de eu chegar em casa, a polícia apareceu e me pegou.
— Como a polícia apareceu tão rápido?
— Ao que parece um dos vizinhos viu os meninos invadindo as casas e chamou a polícia pouco antes de eles começarem o incêndio.
— E você foi acusado como sendo um deles.
— Sim. — eu disse olhando para o chão. — E ainda me classificaram como caso extremo.
— Peraí! Você é um caso extremo?
— Sim, por que? — falei sem entender
— Eu faço parte de grupo só para casos extremos, bom, no momento só tem eu já que os outros se formaram, por que você não se junta a mim?
— Como assim?
— Bom, eu não posso revelar muito, mas isso vai ser bom para você.
— Tudo bem, eu confio em você. — dissse, e pude perceber que ele ficou vermelho.
— Para você entrar você só precisa de cumprir um desafio.
— E o que é esse desafio? — perguntei com medo da resposta
— Quero que você dê um soco nesse Mike!
— Não mesmo! Você viu o que ele fez comigo só por eu ter tomado banho na cabine "dele". Eu não posso fazer uma coisa dessas. Eu não consigo.
— Ei. Calma! Confie e mim. Você só precisa dar um soco nele, eu cuido do resto.
— E se ele vier para cima de mim? — perguntei morrendo de medo
— Ele não vai.
Fiquei pensando durante algum tempo e resolvi aceitar, ainda um pouco relutante. Quando deu a hora do banho, eu e o Jean fomos para o banheiro esperar os três, assim que eles chegaram, Jean já partiu pra cima deles e em pouco tempo, nocauteou Kira e Will.
— Armin! — ele me chamou, era o sinal para que eu cumprisse o desafio. Mas meus pés não se moviam, eu estava assustado demais e imagens da noite anterior passavam pela minha cabeça, me deixando com mais medo ainda. — Confie em mim, Armin! — ouvi Jean dizer e aquilo fez com que eu conseguisse me mover apesar do medo.
Saí de onde estava e me dirigi até Mike, as lembranças não estavam mais me deixando assustado e sim com raiva, fechei a mão em punho e lhe acertei um soco bem no meio da cara, minha mão doeu muito, mas parece que consegui machuca-lo, já que pude ver u pouco de sangue escorrendo de su nariz.
— Seu filho da puta! Que merda! — disse ele, colocando as mãos nos rosto.
Assim que se recurperou do soco ele veio para cima de mim.
— Deixa o resto comigo. — disse Jean, já lhe acertando um golpe.
Jean acabou com ele rapidamente. Quando percebeu que não venceria, pegou seus dois capangas e saiu do banheiro correndo, nos deixando lá, vitoriosos.
— Parabéns, Armin! Você conseguiu! Você é agora um membro oficial do grupo. — disse me abraçando
— Eu não teria conseguido fazer isso se você não estivesse aqui para me proteger.
— Deixa disso. Você é forte, só é um pouco medroso demais. — ele falou bagunçando os meus cabelos. — Vem, vamos tomar banho.
Tiramos nossas roupas e entramos cada um numa cabine. Eu finalmente poderia tomar banho tranquilamente, já que da outra vez aqueles três apareceram e depois foi quando eu estava machucado, com o Jean me ajudando, se bem que o que ele fez tinha sido muito bom. Ao pensar naquilo, fiquei vermelho, Jean estava na cabine ao lado cantarolando uma música e as vezes falando alguma coisa comigo. Por algum motivo comecei a me lembrar da noite anterior, eu queria sentir aquela sensação de novo. Fechei os olhos imaginando.
De repente algo macio encosta na minha boca, Jean estava me beijando, eu estava tão perdido em pensamentos que nem percebi que ele tinha desligado o chuveiro e vindo para onde eu estava. Ficamos nos beijando por algum tempo, aquilo era tão bom, poderia ficar daquele jeito para sempre. Quando nos separamos, abaixei a cabeça envergonhado, aquilo tinha me excitado.
— Nossa, você ficou assim só com um beijo? — disse Jean com um sorriso de canto. Senti que fiquei mais vermelho que antes. — Não precisa ficar com vergonha, isso é normal. Deixa que eu dou um jeito nisso.
Assim que disse isso, ele se abaixou e abocanhou o meu membro. A sensação da boca e da lingua dele passeando por toda a minha extensão era incrível. Comecei a soltar uns gemidos fracos, mas que logo ficaram mais intensos. Eu estava quase no meu clímax quando ele parou.
— Não é justo só você sentir prazer. — ele disse massageando se membro, que estava meio duro. Ele se levantou e me beijou novamente levando sua mão ao meu pau e o massageando levemente, fiz o mesmo com ele e ele se contorceu em aprovação. Ficamos assim durante um tempo, nos beijando intensamente. Até que ele levou sua outra mão, que estava no meu mamilo até a minha bunda e começou a roçar um dedo na minha entrada.
— Eu quero você. — disse mordiscando a minha orelha.
— E-eu nunca fiz isso antes. — eu estava tentando me controlar, mas não podia negar que também queria ele.
— Prometo que vou com cuidado, se doer eu paro.
— T-t-tudo bem. — eu não me importava se me arreppenderia depois, tudo que eu queria era curtir o momento.
Ele foi enfiando um dedo bem devagar, doía um pouco, mas logo me acostumei.
— Ta doendo? — ele perguntou quando soltei um gemido.
— N-não! Continua.
Senti ele tirando o dedo e logo voltando com dois. Dessa vez a dor foi maior, mas consegui aguentar e logo me acostumei com aquilo, começando a rebolar na mão dele. Depois que se acostumava até que era bom.
Ele se posicionou atrás de mim e começou a roçar seu membro na minha entrada.
— Agora eu vou te penetrar, bem devagar, para você ir se acostumando. — assenti com a cabeça, já me preparando mentalmente para a dor.
Aquilo era insuportável, era como se ele estivesse me rasgando no meio, eu comecei a gritar.
— Aguenta só mais um pouco, já entrou quase tudo. — ele disse, massagendo o meu pau. Aquela sensação fez com que a dor ficasse suportavel. — Pronto, quando eu puder me mexer você me avisa.
Ficamos parados durante um tempo, até que eu me acostumasse com aquilo.
— P-pode ir. — eu disse com um pouco de medo.
Ele começou a fazer movimentos lentos, e apesar da dor até que estava bom.
— M-mais rápido. — eu disse.
Sim, eu estava gostando daquilo, sentir ele dentro de mim. Coemcei a rebolar no seu pau, a medida que ele aumentava a velocidade, tanto das estocadas quanto da punheta que ele tocava em mim. Nós gemiamos alto, sem se importar com o fato de estarmos no banheiro do dormitório.
— Jean... — gozei com um grito, sentindo todo o meu corpo tremer com uma onda de prazer.
Ele continuou as estocadas, cada vez mais rápido e logo sinto algo quente dentro de mim.
— Uuuhh... ahhh...— ele havia gozado dentro de mim.
Fcamos parados daquele jeito durante um tempo. Abraçados, ofegantes, ele ainda dentro de mim. Quando ele tirou seu pau, pude sentir um liquido quente escorrendo por entre as minhas pernas.
*-*-*-*-*-*-*
Um mês havia se passado, eu e Jean continuávamos amigos, e o que aconteceu no banheiro naquele dia nunca mais se repetiu. Eu não conseguia mais ficar longe dele, era como se um vazio tomasse conta a cada momento que ele não estivesse por perto. Tive vontade de me declarar, mas não coragem. Se ele nunca mais me beijou, nem tentou nada, provavelmente não estava interessado em mim.
Conseguimos outros membros para o nosso grupo, Connie e Reiner e as coisas no reformatório tinha finalmente começado a melhorar, até que um dia Jean chegou no meu quarto mais animado que o normal.
— Achei mais uma pessoa para o nosso grupo. — ele disse todo animado
— Sério? Quem?
— O nome dele é Marco, ele chegou hoje e vai ser meu colega de quarto.
— Ainda não o vi.
— Eu já conhecia ele antes, inclusive, já até tivemos um caso, mas nada muito sério. — ouvi-lo dizer aquelas palavras foi estremamente doloroso.
— Hum. — foi tudo que consegui responder
— Não fique com ciúmes, Armin, você ainda é o meu melhor amigo aqui e isso não vai mudar. — ele disse me abraçando.
Eu queria que isso mudasse, queria poder beija-lo de novo, de poder senti-lo, mas não tinha corangem para me confessar. Como ele disse, eramos só amigos.
— Mais tarde, vamos nos reúnir para começar os desafios dele, no nosso quarto. Não se atrase. — dito isso ele saiu.
Durante os dias que se seguiram pude ver que aqueles dois estavam cada vez mais próximos, e que Jean estava um pouco mais distante de mim que o normal, aquilo estava me deixando muito triste. Até que um dia, numa reunião do grupo, eles anunciaram o namoro.
Aquilo acabou comigo, chorei a noite toda e no outro dia não fui para a aula. Tentava agir normalmente com ele e com todos, como se nada tivesse mudado, e com o tempo acabei me conformando e me acostumando, e estava assim, até o Marco ir embora e todos aqueles sentimentos voltarem de novo.
*-*-*-*-*-*-*-*
— Eu vou te ajudar no que puder Armin. — disse Eren, animado com a minha história.
— Obrigado. E você, Eren, já se apaixonou? — parece que minha pergunta o pegou de surpresa.
— Na verdade não. — ele disse pensativo.
— Tem certeza? Nunca teve aquela pessoa em você sempre se pegava pensando ou que tinha vontade de agarrar o tempo todo?
— Bom, tem uma pessoa em quem eu sempre to pensando e que sempre eu a vejo tudo que eu quero é tirar suas roupas, mas não é paixão, é só tesão.
— Tem certeza? — perguntei
— Não. — disse simplesmente, dando um pequeno sorriso.
Será que é só impressão minha ou o Eren está apaixonado por alguém e não sabe disso?
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