Apaixonada pelo Mafioso
41 Tiro acidental
Notas iniciais
Povs Bella...
Ainda não conseguia acreditar no que Edward acabou de fazer. Colocar minha mão contra seu peito segurando uma arma carregada... Céus! Isso me abalou de verdade, inclusive o fato de dizer que teria se suicidado caso tivesse morrido quando levei aquele tiro. Ele "escancarou" seus sentimentos de maneira tão crua e honesta... que abalou as convicções que tinha ao seu respeito a imaginar que era realmente um mafioso cruel e que teria me usado todo esse tempo.
Foi assustador olhar em seus olhos e perceber que queria de fato que puxasse o gatilho e acabasse com tudo. Me dando o direito de ceifar sua vida. Porém, nunca poderia. Com certeza foi horrível ser sequestrada, sofrer tortura psicológica e levar um tiro. Todavia, o que doeu mesmo foi saber que fui enganada. Isso sim doeu muito mais do que qualquer outra coisa. Foi triste saber que cada vez que Edward me beijava ou fazíamos amor, ele não era capaz de dizer a verdade pra mim... Não era.
Eu deveria odiá — lo com todas as minhas forças e ficar "enojada" com seu pedido pra lhe tire a vida. Porém, não fiquei. Durante todo esse tempo em que estava me recuperando do tiro que levei, me esforcei ao máximo pra esquecer tudo que vivemos e olhar pra ele como realmente era. Um mafioso italiano e sanguinário da pior espécie. Mas, com certeza depois do que fez hoje... Não poderia mais agir assim. Ele respirou fundo. Com seu olhar verde e cristalino tão intenso preso no meu, e disse:
– Cosa stai aspettando, principessa? (o que espera princesa) Atire.
Senti um nó no peito tão grande como se "uma mão gelada" o opromisse. E minha voz foi um sussurro embargado.
– Você... Não tem medo de morrer, não é?
– No, per niente. (não, nenhum) O meu único medo na vida, il mio fiore. (minha flor) É viver nesse mundo sem você ou saber que jamais me perdoará.
Uma grossa lágrima rolou pelo meu rosto e prossegui:
– Nunca vou entender a maneira como vive... Nunca vou achar normal matar pessoas. Sempre o julgarei. Não vale a pena morrer por mim, sabia? Não vale a pena me amar.
Ele deu um meio sorriso e meu braço começou a cansar pelo peso da arma.
– Você ainda não entende tudo que significa em minha vida. Com'è possibile? amore mio... (como é possível? meu amor) Você trouxe o homem dentro de mim. Resgatou minha humanidade, capire? (entende) Me trouxe sentimentos nobres, sensações indescritíveis... Eu renasço sempre que estou com você. A quero do meu lado pra sempre. Ti voglio, angelo. (quero com você, anjo) O que jamais quis com nenhuma outra mulher.
– Como assim?
– Quero que seja minha mulher e que carregue um filho meu em seu ventre. Lo voglio davvero. (quero muito) Mesmo sabendo do homem que sou. E sabendo também que é maravilhosa demais pra mim e merecia alguém muito melhor, amore mio. (meu amor)
As minhas pernas tremeram assim como a arma que ainda segurava contra o seu peito.
– Nunca... Isso não vai acontecer, Edward.
Minhas palavras não soaram convictas nem mesmo pra mim.
– Não importa, meu amor. Aconteça o que acontecer a protegerei e a manterei segura pra sempre. Anche se tu scegli... Lasciami. (ainda que escolha... me deixar)
Fechei os olhos com força. Já não sabia mais como agir ou pensar. Meus sentimentos em relação a ele ficaram ainda mais confusos. Ele é o vilão, não é? Um assassino frio, um criminoso, malvado, e mentiroso. Porém, agora ele apenas lembra o homem que conheci e pelo qual me apaixonei perdidamente. Sim, precisava de fato entender tudo que se passava dentro de mim, antes de tomar qualquer decisão sobre nós.
Mas primeiro quero tirar essa maldita arma de perto dele, antes que alguém se machuque. Comecei a baixá — la devagar. Edward ainda mantinha a mão sobre ela também e ele disse num tom rouco:
– Devo ammettere, amore mio. (devo admitir, meu amor) Você fica muito sexy segurando uma arma, sabia? È... Emozionante. (é bem... excitante)
De repente o clima em volta mudou. O tom tenso e depressivo de antes ficou quente, e sensual. Engoli em seco sentindo o rosto em chamas. O olhar devorador que Edward me lançou foi o suficiente pro meu coração saltar, e foi o suficiente também pra me distrair e esquecer que ainda segurava uma arma carregada na mão. E tudo que ouvi a seguir foi o disparo. Edward gemeu de dor e gritei alarmada ao perceber que atirei acidentalmente na mão dele.
– Edward! oh, Deus! O que foi que eu fiz?
Povs Jacob...
Realmente o fato de Rennesme querer falar comigo quando fugia de mim como o "caralho" me intrigou bastante. Tanto que deixei pra matar a "puta" da Jane depois. E assim que ficamos a sóis disse:
– O que quer comigo, delícia?
Ela se aproximou devagar, e parecia diferente. Será que finalmente caderia... E iríamos pra cama? Porra... Já passava da hora. Minhas bolas estavam "azuis" de tanto desejo.
– Eu pensei no que disse. E vi que estava sendo cruel com você.
Franzi o cenho.
– Mesmo?
– Sim. Venha a meu quarto hoje a noite.
O sangue correu nas veias só com esse convite e me excitei. Mas, precisava ter certeza. Afinal, ela sempre me odiou e sempre quis fugir da mansão. Quem garante que não tinha um plano em mente, não é?
– Então agora quer fuder comigo, é isso?
– Quero.
Ela parecia sincera e determinada. Milagres poderiam acontecer afinal?
– Então prove.
Ela ficou tensa.
– Como?
Abri um sorriso sensual antes de prosseguir.
– Me beije, agora. Quero um beijo de língua quente e convincente ou pode ficar de joelhos e chupar o meu "pau." O que acha?
Ela pareceu se irritar e pôs a mão na cintura.
– Não vou fazer "porra" nenhuma. Só terá o que quer se vier ao meu quarto.
Em seguida saiu. Porém, quando a noite chegou fui ao seu quarto. E meu "pau" já estava duro de antecipação. Era bom que não estivesse me enganando ou vai se arrepender. Todavia, ao ir lá não parecia haver ninguém. Claro! era uma "puta" mentira. Porém quando virei de costas pra sair senti uma faca afiada entrar pelo meu ombro, e gritei de dor. Ela me enganou. E ainda disse ao me ver cair dando um sorriso satisfeito.
– Gosta disso seu "fudido de merda."?Achou mesmo que deixaria que me tocasse? Quero mais que você morra, Black.Adeus, seu otário!
Ela Ainda arrancou a faca do meu ombro, e quase desmaiei de dor, depois saiu correndo. E balbuciei fracamente num tom frio.
– A vida é um "caralho", Nessie. E vai aprender logo que não se brinca com uma cobra. A gente esmaga a sua cabeça.
Continua...
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