Apaixonada pelo Mafioso
42 Por um fio
Notas iniciais
Povs Edward...
Devo admitir o tiro que Bella deu em minha mão em nada se comparava aos outros ferimentos de balas que tive ao longo dos anos, todavia doeu como un "figlio di puttana". (um (filho da puta) Ela largou a arma e pude ver o desespero em seu olhar assim como lágrimas.
– Me perdoe, Edward. Jamais quis fazer isso.
E resolvi lhe tranqüilizar.
– Não foi nada, amore mio. (meu amor)
Percebi que a bala pegou de raspão e agradeci por ainda ter todos os dedos.
– Como pode dizer isso? Poderia ter sido pior, sabia? E se tivesse acertado um órgão vital? O que deu em você pra colocar uma arma na minha mão?
E resolvi brincar com ela.
– Agora estamos quites. Você levou um tiro por minha causa, e me deu outro. Abbastanza giusto. (muito justo)
Ela se zangou.
– Nunca mais repita algo assim, ouviu?
Ela pegou uma toalha envolvendo a mão ferida, notei que tremia e disse:
– Acalme — se, tesoro mio. (meu tesouro) Já disse, estou bem.
E ela gritou:
– Bem? Pra você tudo é normal, não é? Levar um tiro não é um passeio pra mim, como deve ser pra você.
Ela ficava linda zangada assim, e lutei pra segurar o sorriso. Dio ... come l'amava. (Deus... como a amava) E jamais iria me arrepender das coisas que disse nesse quarto. Muito menos de pôr uma arma em sua mão lhe dando a escolha de me matar.Bella é tudo pra mim, não posso viver sem ela. Preciso dela... pra sempre.
– Eu vou até lá embaixo chamar um médico.
Realmente estava pouco scopami (me fudendo) pra esse tiro, porém pra ela parecia o "fim do mundo" e deixaria que agisse como quisesse. Estava adorando sua preocupação. Significa que ainda tem sentimentos por mim.
– Ficarei aqui esperando, principessa. (princesa)
E me sentei em sua cama.
– Eu... não vou demorar.
Porém, não foi preciso ela sair pois três dos meus homens incluindo o Emmett apareceram.
– Graças a deus vieram. Edward precisa de um médico.
Os três se espantaram com a cena e Emeett disse:
– O que houve, Padrinho? ouvimos tiros.
– Não foi nada, Emeett.
Um tiro de nada. Diga pro médico subir e fazer uma sutura.
– Um tiro? Mas quem atirou e...
A mão começou a latejar fortemente tirando a minha paciência de vez.
– Che cazzo ho detto, mi hai sentito? (vai fazer a porra que eu mandei, ouviu) Sem discussão.
Depois me dirigi aos outros.
– E vocês seus "cuzões", Esci! (saiam) Não tem obrigações a cumprir? Não preciso de nenhum de vocês aqui.
Eles saíram e Bella disse:
– É sempre assim tão estúpido com eles?
Dei a ela um olhar charmoso.
– Sim. Eles tem que saber quem manda, il mio fiore. (minha flor)Minha gentileza é só pra você.
Bella ficou rubra e tudo que quis foi beijar sua boca até perder o fôlego. Ela se sentou numa cadeira tentando se afastar logicamente de mim. Mas, ela estava nervosa sob meu olhar, podia sentir. E rezei pra que tudo que lhe disse de alguma forma tenha tocado seu coração. E falei num tom rouco:
– Tudo que disse foi mesmo verdade, carino. (carinho) Fica sexy segurando uma arma.
Ela me deu um olhar afiado.
– Ninguém fica sexy segurando uma arma. Arma é coisa de bandido.
– Bandidos como eu. Acertei, tesoro mio? (meu tesouro)
– Sim, acertou.
– Talvez deva treinar um pouco a pontaria e tentar de novo.
Ela se levantou e veio na minha direção.
– Pare com isso. Não haverá próxima vez. Nunca mais quero.pegar numa arma de novo.
E não pude resistir mais. Pois toda a conversa que tivemos, o fato dela segurar a arma tudo me excitou como nunca. Estava morto de saudades. Do seu beijo, da sua boca, do seu cheiro. E com a mão boa a puxei pros meus braços. Ela arfou completamente surpresa. E até o "caralho" da mão ferida parou de doer.
– Bella... te amo tanto.
E no momento em que a beijaria o médico entrou no quarto. Bella saiu tão rápido do meu colo que parecia que "lúcifer" a perseguia. E olhou de longe enquanto o médico costurava minha mão e colocava o curativo.
– È stato fortunato, (teve sorte) Dom Cullen. Pegou de raspão. Em no máximo uma semana estará bom outra vez. Terá que tomar alguns analgésicos pra dor e...
– Não vou tomar "porra" nenhuma. Puoi andartene ora. (pode sair agora)
Porém, Bella se dirigiu ao médico e disse:
– Ele tomará sim, Doutor. Deixe os remédios comigo.
O "imbecil" olhou pra mim clamente com medo. Todavia, ainda que não quisesse tomar os "malditos remédios." jamais iria contrariar a minha Bella.
– Non lei? (ela não disse) Obedeça seu "pau no cú."
Ele deu os remédios a ela e saiu em seguida.
– Terá que tomar um comprimido a cada 6 horas.
E falei com provocação.
– Isso quer dizer, minha flor que vai cuidar de mim?
– Sim. É o mínimo que posso fazer, afinal eu te dei esse tiro.
E disse num sussurro:
– Então quer dizer que dormirei aqui com você, carino? (carinho)
Ela ficou nervosa e mexeu nos cabelos.
– Dormir aqui comigo?
– Assim não perderei as horas do remédio.
Ela me olhou com suspeita e disse:
– Se ficar... Não vai poder me agarrar como fez agora pouco. Ainda não te perdoei, ouviu?
– Estou machucado, amore mio. (meu amor) Não represento nenhum perigo.
E ela gargalhou antes de dizer.
– E é o maior mafioso de Chicago que diz isso.
E vi que essa foi a primeira vez que relaxou comigo depois de saber toda a verdade.
– Fica linda quando sorri assim, Bella.
Mas ela fechou o rosto e falou com firmeza.
– Não estou brincando, ouviu? Se me tocar voltará pro seu quarto.
Todavia, eu não disse nada. Ainda sim ela me deixou ficar e dormir ao seu lado. E apesar de estar machucado só de deitar ao lado dela fiquei excitado e comecei a me mexer e Bella sussurou na escuridão do quarto.
– O que foi? Está sentindo dor, Edward?
Sim. Mas se dissesse onde ou tudo que passava na "porra" da minha mente ela me expulsaria sem pensar duas vezes. Todavia, num gesto institivo aproximei meu corpo do seu tocando suas costas. Bella estremeceu e cheirei seu pescoço e ela disse baixinho meu nome. Minha flor lutava fortemente contra o desejo que sentia. Ho già... Cazzo! Era da un filo. (já eu... Caralho! Estava por um fio)
Continua...
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