Apaixonada pelo Mafioso
43 Irremediavelmente
Notas iniciais
Povs Bella...
Céus! estava realmente bem zangada. Eu sabia que ter uma arma comigo daria nisso. Sou o tipo de pessoa que tropeça nos próprios pés. Por pouco o tiro na mão de Edward não se torna algo grave. E enquanto o médico tentava consertar a burrada que fiz meu coração ficou pesado só de pensar que algo pior poderia ter acontecido com ele. Nunca me perdoaria.
Mesmo com tudo que passei por causa dele jamais lhe desejaria algum mal. Ainda sabendo que deveria ir embora daqui o mais rápido possível, depois do que tudo que houve hoje... já não sei mais de nada. Edward... é uma mistura de sentimentos dentro de mim. Ficar perto dele me machuca, mas sinto que deixá — lo seria bem pior também. Ele me quer de uma maneira tão apaixonada, obsessiva e incondicional que me assusta e ao mesmo tempo me emociona.
Ele foi capaz de pôr sua vida em minhas mãos e abriu seu coração de uma forma que jamais poderia imaginar. E por outro lado tenho medo do mundo em que vive, do sangue que derramou, dos crimes e principalmente dos seus inimigos. Sim... Só de lembrar de Black e de seus comparsas tenho calafrios. Sem dúvida, não será algo fácil de esquecer. Nunca poderia dar certo entre nós por nenhum motivo. As vezes me pergunto se não tivesse me apegado tanto a Alice se a minha decisão seria mais fácil agora.
Como gostaria de poder contar a verdade a mamãe ou a Ângela... Que conselhos elas me dariam? Mas, não poderia falar pra mamãe por sua saúde frágil, e a Ângela... porque sem dúvida ela ia pirar indo diretamente a polícia. E sei que preciso decidir, já que estou praticamente recuperada do tiro que levei e Edward ainda me desperta um desejo insano, e quanto mais tempo ficar... corro o risco de cair em seus braços.
E apesar de estar culpada por ter atirado em sua mão, não devia permitir que ficasse em meu quarto, ainda que estivesse disposta a lhe dar os remédios que o médico receitou. Mas, deixei e me surprendi ao sentir seu desejo apesar de saber da dor em sua mão. Sua ereção contra meu bumbum e o fato de a esfregar contra mim sutilmente apenas provocando, seu cheiro e seu calor estavam me deixando excitada. Meu cérebro parecia ter parado de funcionar, mas meu corpo falava como nunca.
Fiquei arrepiada e trêmula, e mordi os lábios pra não gemer. Ele sabia exatamente do que gostava, afinal todo o prazer que conheço foi Edward que me ensinou, e estava claramente tentando me seduzir. Devia dizer algo e impedí — lo de continuar. Afinal ainda não tinha certeza se o perdoaria ou não, porém, as palavras não vieram e ele sussurrou roucamente.
– Tire a calcinha, tesoro mio. Como sabe só posso usar uma mão agora.
Suas palavras me despertaram do frenesi do desejo em que me encontrava. Me virei de frente pra ele e disse tentando controlar as batidas frenéticas do meu coração.
– Não... de jeito nenhum.
Tentei levantar, Edward abriu um sorriso provocador. E com apenas uma mão imobilizou meus dois braços impedindo que me mexesse. Sua força e habilidade me surpreenderam. Em seguida levantou a longa camisa de dormir que usava e com os dentes começou a puxar a minha calcinha. Seu gesto atrevido e erótico me tirou o fôlego me deixando rubra e sem ação. E quando finalmente chegou aos meus pés, ele a descartou. O olhar que lançou ao meio das minhas pernas era tão quente, tão intenso e fechei as pernas pra que não notasse o quanto estava molhada.
– Não... amore mio.
Logo sua mão estava ali na minha fenda. Me tocando, me provocando. Seu olhar semicerrado encontrou o meu e seu tom saiu rouco.
– Il mio tocco alla rabbia, Bella? (meu toque a enoja...) Será que é tão ruim assim ser amada por um... mafioso cruel?
Porém, naquele momento não conseguia enxergar o mafioso, apenas o homem pelo qual ainda era completa e irremediavelmente apaixonada.
Povs Mike...
Sem dúvida essa puta da "Nessie" fez uma grande merda pra fugir da casa, e a faca ensanguentada contra o meu pescoço era a prova. Mas, não no meu carro. Black me esfolaria vivo, mesmo sem ter culpa alguma.
– O que deu em você? ficou doida?
Ela gritou. Estava histérica.
– Faz o que disse, não quer morrer, quer?
– O que você fez? Quem matou?
– Ninguém! Anda, me tira daqui.
– Não. Black vai fuder com a gente. Eu te disse. Ele não é homem pra você brincar. Volte antes que ele dê por sua falta.
– Ele não vai dar, acredite.
Puta merda! Ela o matou então? Será possível? Ele apertou ainda mais a faca contra o meu pescoço e um filete de sangue desceu.
– Não estou pra brincadeira, porra! Liga logo esse carro.
Com um caralho! Isso acabaria agora. Mas antes que lhe desse um golpe que a jogaria de lado e afastaria a lâmina do meu pescoço. Um tiro atravessou a janela do carro atingindo Rennesme, ela gritou derrubando a faca e caindo no banco do carro. Em seguida a porta foi aberta, era Jane e disse com irritação saindo do carro.
– Que merda é essa? De repente todas as mulheres daqui ficaram loucas.
Ela riu.
– Precisava impedir que essa "vadia mentirosa" fugisse.
– E eu deixaria isso acontecer por acaso?
– Sei que não. Entretanto, Preciso de alguns pontos com Black. Ele ainda quer acabar comigo por ter deixado a "puta" de Dom Cullen escapar.
– E acha que ele vai gostar de saber que atirou na "queridinha" dele?
– Foi apenas um contratempo, pra impedir que fugisse como sabe. Além do mais ela afundou uma faca em seu ombro. Acho que não será tão "queridinha" agora. Ele está bem puto.
Gargalhamos os dois. Em seguida Rennesme saiu do carro, segurando o braço ferido, e deu um olhar mortal a Jane. Black surgiu em seguida. Sim, muito puto e ensanguentado. Olhou pra Nessie e perguntou furioso:
– Quem atirou em você?
O rosto dela estava cheio de dor e apenas desviou o olhar pra Jane que pareceu feliz e abriu a boca pra falar algo. Sem dúvida se vangloriar por pegar a "fujona" porém, não teve tempo. Black estourou seus miolos ali diante de nós. Seu sangue salpicou contra meu rosto e Rennesme deu um grito assustado.
Continua...
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