Apaixonada pelo Mafioso
9 Louca fantasia
Notas iniciais
Povs Bella...
Acariciei lentamente os cabelos de minha mãe enquanto ela dormia. Passavam das três da tarde, daqui a pouco o horário de visitas no hospital acabará e terei que ir embora. Consegui passar do período de experiência como babá de Alice e já estou a duas semanas na mansão do senhor Cullen. E faz alguns dias que não me encontro com ele a sós desde quando ouvi os gritos... Não! Só pode ter sido minha imaginação como o próprio Cullen falou, já que ninguém mais ouviu. O fato é que aquele barulho agoniado e agudo não sai da minha mente.
Deus... tenho que esquecer e mesmo que os gritos fossem reais nada do que acontece ali é da minha conta. Eu repito isso pra mim a todo instante, mas é verdade é que tudo que acontecesse lá me interessa, inclusive o meu patrão italiano. E nesses período que não o encontrei fiquei imaginando o que fazia durante o dia... E se encontrava com alguma mulher durante a noite. Estava entrando num terreno perigoso, era importe lembrar que aquilo era um trabalho e que a saúde de minha mãe dependia desse emprego.
Mas de vez em quando minha mente vagava... E me pegava imaginando como seria o beijo do senhor Cullen, ou o toque de suas mãos... E seus braços envolta de mim... Inferno! isso é uma loucura! se ele me tocasse de alguma forma era capaz de desmaiar de emoção e de desejo. O homem daqueles... rico, bonito e experiente... Nunca iria me querer... Nunca! Algumas vezes pensei em ver algum interesse no seu olhar, porém, deve ter sido só impressão, sem dúvida.
Assim que o horário de visitas terminou eu saí. Hoje era meu dia de folga, por isso vim e no momento que pisei fora do hospital encontrei minha amiga Ângela, ela sorriu.
– E ai, miga! tudo bem? Será que podemos conversar um pouco?
– Claro, vamos a um café que fica aqui perto.
Entramos no pequeno restaurante e nos sentamos, em seguida pedimos dois refrigerantes.
– Não vai acreditar na novidade que tenho pra te contar.
Ângela era garçonete, tinha 21 anos, sua família tinha poucos recursos, ainda sim conseguiu entrar na faculdade recentemente. Nos conhecíamos a bastante tempo e nunca a vi tão animada como estava agora.
– Se lembra a família por parte do meu pai que te contei que eram milionários?
Já conhecia essa história. O pai de Ângela como teve poucos recursos na vida, não se dava com seu único irmão que ficou rico, mas nunca entendi o motivo da rixa familiar.
– Lembro, sim.
– Foram nos visitar e conheci minha prima Jess, nossa... Gostei muito dela e não vai acreditar... me convidou pra ir na boate mais badalada da cidade com ela hoje a noite.
Fiquei feliz por minha amiga, essa briga na família sempre a deixou muito triste.
– Que bom, Ângela. Então sua família está unida de novo?
– Assim espero. Eu vou e quero que vá comigo.
Seu convite me surpreendeu.
– Eu? Numa boate? pelo que eu saiba você também nunca entrou numa.
– Esse é o problema, Bella. Sempre fomos certinhas é hora de nos divertir e namorar, não acha? Principalmente você... Nunca te vi com um garoto por muito tempo.
Ela tinha razão, precisava conhecer gente nova e tirar meu chefe italiano da cabeça.
– Bom... Pode ser uma boa idéia.
– É ótima! Jess me garantiu que não há nada mais luxuoso e divertido em toda a Chicago. E agora é um bom momento, não acha? Conseguiu um emprego, está pagando as despesas médicas de sua mãe.
Minha amiga estava certa mesmo. Passei muito tempo preucupada com a doença de mamãe que não me divertir, não namorei. É fácil perceber porque estou tão fascinada pelo meu chefe, nunca fiquei tempo suficiente ao lado do sexo oposto. Tenho certeza se já tivesse namorado e não fosse mais virgem o senhor Cullen não exerceria um efeito tão poderoso sobre mim... Será mesmo?
– Está certa! esse é o melhor momento, vamos aproveitar.
Ela sorriu e batemos nossas mãos no ar, era um gesto que sempre usávamos pra selar um "grande acordo." A boate "lua nova" parecia coisa de cinema, nunca vi tanto luxo e tanta sofisticação na minha vida. A música era incrível a pista de dança então... Nem se fala, com certeza não esqueceria essa noite tão cedo. Sem dúvida o tio de Ângela era rico mesmo, pois Jess tinha passe livre aqui dentro.
Sem ela eu e minha amiga nunca estaríamos num lugar tão caro assim, já que a consumissão mínima aqui custava vinte mil dólares... Deus! Só pra ganhar tudo isso eu levaria muito tempo... E essas pessoas gastam numa única noite, deve ser bom não ter que se preocupar com dinheiro. Depois da dança tomamos um coquetel de frutas que fez minha cabeça girar, não era acostumada a beber. Jess sumiu por alguns instantes e quando voltou sorriu pra mim e falou:
– Tenho uma surpresa pra cada uma, um quarto secreto dos prazeres é só aproveitar, ok! Tudo por minha conta.
Jess parecia um pouco alterada, e seus olhos estavam muito vermelhos.
– Quarto dos prazeres?
– Isso mesmo, Bella. Você e prima irão cada uma pra um quarto. Lá entrará um gato e dará a vocês... Muita diversão, mas não se preocupem, não acontecerá nada que não queiram.
Eu achei sua proposta estranha e imoral. Mas, Ângela estava muito animada com tudo e insistiu pra que fôssemos. Acho que a bebida e o erotismo que envolvia o lugar me levou a aceitar e o fato também de nunca ter experimentado algo novo e proibido. Tive que me tornar adulta e responsável muito cedo pelo fato da doença de minha mãe. Por isso hoje vou me deixar levar, sem medo ou preconceito.
Fui levada a um lugar desconhecido, vendaram meus olhos e me sentaram em uma cadeira. Meu coração batia tão depressa, havia uma melodia ao fundo, e um cheiro delicioso estava no ar... acreditava ser morangos. O ambiente parecia tão erótico em volta. Ouvi a porta abrir, com certeza o tal "gato dos prazeres" havia chegado. Não demorou muito pra sentir uma respiração quente perto do meu rosto. Dedos longos traçaram minha face e meu pescoço, engoli em seco.
O cheiro dele era tão delicioso, seu toque também. Meu corpo tremeu quando acariciou meus lábios e encostou levemente em meus seios. Não deveria me deixar levar por esse tipo de coisa, não deveria deixar um estranho me tocar assim... Talvez fosse até um garoto de programa. Mas, era virgem, nunca namorei e desde que conheci o meu patrão meu corpo entendeu o que era desejo. E mesmo que não devesse imaginei que era ele ali na minha frente. Sua mão escorregou atrás de minha nuca e sua boca plantou beijos doces no meu pescoço.
Era uma carícia suave, uma sedução lenta. Fiquei com vontade de tirar a venda, me levantar, tocá — lo também, porém, as regras da casa não permitiam, então tentei ficar quieta o máximo possível. E respirei fundo apertando as mãos no colo pra me controlar. Ele abriu alguns botões da minha blusa e escorregou a mão pra dentro dela, estava sem sutiã, meu seio endureceu na hora e trinquei os dentes pra não gemer. Deus... Não iria sobreviver a isso. Depois ele levantou a barra de minha blusa e mergulhou a boca no meu umbigo. Joguei a cabeça pra trás arfando, e apertei as coxas sentindo a calcinha encharcar.
Ele acariciou minhas cintura e a lateral das minhas coxas. Em seguida me beijou e foi como se um "terremoto" invadisse meu corpo. Mas, todo o desejo e a excitação que sentia enquanto sua boca devorava a minha era porque imaginava ser o senhor Cullen aqui comigo e ninguém mais. Ouvi um barulho baixo na garganta do estranho e fui carregada e colocada sobre uma cama macia. Eu deveria dizer pra parar, era uma moça de princípios, romântica. Mas, na minha fantasia o Cullen me tocava e jamais impediria que fosse adiante.
Minha calça jeans foi abaixada junto com a calcinha e no minuto seguinte sua boca estava ali entre minhas pernas me chupando, me beijando, me lambendo... Deus! Estava tão perto, não duraria muito. Um fogo se estalou no meu baixo frente e me contorci enlouquecida, e dando vazão total a minha fantasia... Gritei junto com o orgasmo o nome do único homem que gostaria que me tocasse assim.
– Ahhhhhh... isso gostoso, isso... oh! Edward!
Povs Victória...
Cheguei em casa moída, puta merda! Dom Cullen pagava bem, porém, não era fácil administrar aquela mansão enorme. Era uma das poucas da máfia do padrino que não morava naquela casa que mais parecia uma fortaleza. Já tinha dado provas de minha lealdade a ele, cumprindo meu papel na organização, por isso permitiu que eu morasse em outro lugar e fui uma das poucas também que não frequentei sua cama, nunca houve desejo de nenhuma das partes.
O fato dele contratar alguém de fora pra cuidar da sua irmã me preocupou a princípio, porém, jamais contesto suas ordens e o homem nunca erra, Bella é uma ótima babá, a primeira que conquistou Alice. Tomei um banho e decidi ir até a cozinha comer algo. Entretanto, antes de chegar lá notei um barulho estranho na casa, havia alguém, então peguei minha arma.
Todos na máfia sabiam lutar e atirar muito bem, inclusive as mulheres. Padrino dizia que nunca se sabia onde um inimigo podia se esconder. E foi justo na cozinha que encontrei o desgraçado que invadiu a minha casa, inclusive estava mexendo na minha geladeira. Engatilhei a arma e disse num tom frio:
– Peguei você, seu cuzão! É bom se virar devagar ou eu atiro.
E quando virou meu coração foi a garganta. Estava ali o homem que não devia amar, pois pertencia a máfia rival de Dom Cullen. Ele era um "The Black".
– É assim que recebe seu namorado, minha ruiva?
– James... Não devia estar aqui.
Continua...
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