Notas iniciais
Yo minna! aqui é a Natty, como perceberam o próximo será da Sweettlovve. Até!

No momento em que vi aquele otário meu sangue ferveu e quando dei por mim eu voei para cima dele e minha mão ficou tatuada na bochecha esquerda dele.

Nem sei por que sou tão impulsiva.

—- Eu não lhe avisei? Que “ruivinha” é a minha mão na sua cara? – Disse vitoriosa, nunca escutei som melhor do que meus dedos estralando a cara desse acéfalo. Ele deu um gemido de dor, posso parecer pequena e fraca, mas não me subestime.

—- Você é irritante. – Ele diz sem aquele tom brincalhão dele. Oh, então consegui tirar ele do sério... Cadê meu Oscar? Pena que foi depois do DiCaprio...

Fiquei frente a frente com ele. Não vou deixar que esse Ken falsificado infernize minha vida. Já não basta ficar sem Whats.

—- Se você não quiser morrer, sugiro que saia daqui imediatamente. – Disse impondo ordem.

—- Que ruivinha bem-humorada, esse “tapa” nem chegou a fazer cócegas. Acho que vamos ser melhores amigos, não acha?

—- Desgraçado... Eu te avisei... – Liz estava mais interessada num pacote de Doritos do que com sua própria amiga. Mas vai acabar. Quando eu matar esse desgraçado.

Fui para cima dele, mas o mesmo recuou e começou a correr. E eu o deixaria fugir? Mas é claro que não.

—- Uiiiii! Treinada Para Matar?

—- Está insinuando o quê, poste ambulante?

—- Agora se faz de burra, anãzinha?

Estava quase o alcançando, mas com aquelas pernas enormes ficava difícil.

—- Saiba que essa “burra” vai sambar na sua cova.

Antes que ele pudesse revidar, ele entra na biblioteca. Então era isso? Ir para um lugar onde o silêncio e ordem predominam para não receber nenhum arranhão?! Idiota...

Enquanto eu estava paralisada na porta, ele estava lá com aquela merda de sorriso vencedor.

—- O que foi ruivinha? – Se fez de inocente.

—- Saiba que biblioteca nenhuma vai me parar.

E dito isso, com a sensação de me ferrar mais uma vez, eu entro correndo e parto para cima dele, pegando um livro bastante pesado e o agredindo.

—- Socorrooooooo!

As pessoas estavam formando um circulo a nossa volta. Na confusão, várias estantes caíram, livros espalhados por aí... Mas minha raiva ainda estava à flor da pele.

—- Eu. Te. Odeio. – Digo para ele que tentava se proteger com as mãos e se desviando dos meus ataques.

—- Pensei que fossemos ser grandes amiguinhos. Dividiríamos o lanche e colaríamos nas provas...

Que irritante... Nisso, minhas unhas super afiadas marcaram sua bochecha. Sorrio triunfante.

Vejo que a biblioteca ficou silenciosa. Tenho um mau pressentimento acerca disso. Viro e vejo o diretor, novamente... Droga. O que fazer? Enquanto o ridículo falava coisas do tipo: “Eu fui agredido” “Ela é louca”, eu pensava que se minha mãe viesse aqui de novo no mesmo dia, eu estava ferrada da forma mais bonita. Então, eu faço o lógico:

—- Diretor, não acredita nele! – finjo chorar. – Esse rapaz disse que cogumelos não são unicórnios e que eu não posso voar. – Choro mais. – Por favor, me ajuda! Briga com ele, ele só sabe afundar minha auto-estima. Cadê minha fada madrinha que iria me buscar para ir tomar chá com o Chapeleiro? E que meia-noite eu iria encontrar o Aladin? – Choro aos seus pés. Nem é tão difícil se fingir de louca.

—- Senhorita... Vamos tomar um copo d’água... – O diretor diz.

—- Ah, é mesmo! Meu remédio... Esqueci. É que o Justin iria me bater, então eu fugi me salva dele, por favor! – Heuheuheuheu quero ver ele se safar dessa.

—- Garoto acho que tenho muito que conversar com seus pais. Senhorita, se acalma, vá tomar água e seu remédio. Se você não estiver se sentindo bem, pode ficar na diretoria durantes as aulas.

Assenti e me retirei.

Depois de meia hora, lá estava eu feliz e radiante sentada na escada com Liz ao meu lado.

—- Quem é atriz agora? Quem se fingiu de louca? Quem fez barraco na biblioteca? Quem se jogou no chão? Cadê o remédio? Quem é a coitadinha? – Minha amiga ironiza.

—- Justin ainda deve estar escutando o sermão do diretor e de seus amados pais... Idiota...

(...)

Na hora da saída, estava me sentindo tão leve tão renovada. Fiquei mais feliz quando fui à biblioteca e me deparei com um rapaz lindinho arrumando o lugar.

—- Só vim me despedir.

Ele me olhou nervoso.

—- Você me paga, ruivinha...

Dessa vez passa. Essa cena dele limpando o chão e organizando os livros, quem ganhou Ken?