Apaixonada? Até parece
4 Deve ser o destino
Notas iniciais
Estava indo para casa com os meus preciosos fones e começou a tocar “My house” e o que eu comecei fazer? Dançar que nem uma retardada o resto do caminho? Mesmo isso.
— CHEGUEI! – grito me atirando para o sofá.
— Ninguém é surdo aqui Daniela!
— Ahh mãe! Eu vou sair depois de almoço.
— Não vais. – minha querida mãe responde sentando se ao meu lado quase me deixando cair.
— Porquê?
— Porque alguém está de castigo. E eu já desliguei o wifi e quero o seu celular agora! – pede esticando a mão e olhando para mim com ar de “ se não fizer isso agora eu arranco sua cabeça”.
— Okay!
[…]
Como sobreviver sem celular, sem TV e sem Wifi?
Já passaram algumas horas e eu estou no sentada na rua à frente de casa pensando no que fazer. Estou tão entediada que até pensei em estudar.
— DANI! VEM AQUI!
— O que eu fiz? Eu não fiz nada agora.
— Filha eu preciso alguns ingredientes, mas não posso sair agora e o seu pai ainda não chegou por isso você tem de ir. – entrega o dinheiro necessário e a lista das compras me leva à porta. – Tenha cuidado.
—Mas eu nã… — não consegui acabar de falar pois a minha querida e adorada mãe me fechou a porta.– ARGH! Quando interessa já posso sair. Eu nem tenho o meu celular e os meus fones.
Não demorei muito para chegar e entrei. Fui para o corredor onde estavam alguns dos ingredientes da lista, mas alguém me chamou.
— Ruivinha! Você aqui? Deve ser o destino estarmos aqui os dois.
— Era só o que faltava. – sussurrei e contei até dez antes de me virar – Ken! Eu até ficaria falando com você, mas como sabe eu não tenho tempo para aturar gente como você. – dou um sorriso cínico.
— Porque pessoas como eu são demasiado lindas, inteligentes para você? – quando diz isso eu não aguento e começo a rir muito.
— AHAHAH! Você lindo? Temos um iludido aqui!
—não sou iludido. Apenas digo a verdade. -
— Não é lindo e ainda é mentiroso. — ri e ele apenas revirou os olhos. – Eu tenho de ir. – digo e vou procurar nutella deixando ele sozinho.
Encontrei a nutella, mas está demasiado alto e eu não consigo pegar.
—Precisando de ajuda anã?
— Não de você Ken. – tento chegar onde a nutella está, mas não consigo.
— Tem a certeza? Okay. Eu vou indo.
—ESPERA! – grito e ele vem, sorrindo, para onde estava. – Eu preciso da sua ajuda.
— Eu não ouvi muito bem pode repetir? – sorri. Ele deve estar adorando esta situação. Desgraçado.
— Eu sei que você ouviu.
— Aqui tem a nutella anã.
Ignoro a parte de ele me ter chamado de anã e fui pagar as compras. Estava quase saindo daquele lugar quando alguém me chamou outra vez.
— HEY!
— O que aconteceu desta vez idiota?- me viro pensando que era o Austin, mas estava errada.
— Eu só queria devolver este papel que você deixou cair. – um garoto, que parecia ter a minha idade, respondeu.
— Desculpe! Eu pensava que era outra pessoa. – sorrio embaraçada.
— Eu percebi.- sorri, com aquele sorriso que deixa qualquer uma babando e me entrega o papel desaparecendo num dos corredores da loja.
Saí, finalmente, da loja. Entrei em casa e fui em direção à cozinha deixando aquilo que tinha comprado em cima da mesa.
— Que bom que chegou. Estava quase terminando o jantar.
— Estou morrendo de fome.
— Você está sempre morrendo de fome Daniela. – o meu pai entra na cozinha e vem me abraçar.
— Este corpo lindo tem de se alimentar – falo, apontando para mim, enquanto os meus pais riam.
Depois do jantar fui para o meu quarto. Como não tinha o meu celular peguei num livro e fiquei lendo até adomercer.
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