Aos 16

32 Capítulo XXXI - Regras Básicas de Convivência


Notas iniciais
Oie... Estou imensamente feliz pelos comentários que venho recebendo... Que bom que vocês estão gostando... E para deixar registrado, quero agradecer a: * A different girl * Ticiane Cysne - favoritou * The Wanderer * Cadu - favoritou * Larys - favoritou Obg gente... Boa leitura!!!

Sua mão estava em um dos meus seios, enquanto sua boca me beijava o pescoço, enviando arrepios até minha coluna. Minhas pernas ainda estavam ao redor de seus quadris e minhas mãos passeavam por aqueles músculos definidos. A tensão sexual pairava sobre nos, até o momento que ela foi quebrada por batidas na porta e uma voz suave.

– Lise.

Abri os olhos assustada e afastei Ian do meu pescoço, ele me olhou com cara de interrogação, mas Monique chamou outra vez, o fazendo voltar a realidade e me soltar de uma vez no chão.

– Aí. – chorei, minha bunda no chão frio. – Grosso.

Ele não me respondeu só se afastou transtornado, não entendi sua atitude. Peguei rapidamente meu sutiã e constatei da pior forma possível. Que merda eu ia fazer? Sempre quis que a minha primeira vez fosse especial, não me importava que fosse com Ian, mas no banheiro do colégio? Eu estava ficando doida.

Definitivamente Ian não faz bem para a minha sanidade.

E agora eu não podia ficar longe dele para evitar esse tipo de loucura por causa de nosso acordo, e mesmo que eu não queira aceitar no momento, meu corpo não queria ficar sem suas carícias.

Droga! Se controle Lise.

Levantei e me olhei no espelho, meu rosto estava vermelho, meus olhos dilatados e meus lábios inchados. Vi pelo espelho que ele também estava sentindo o mesmo que eu e estava se controlando ao máximo para não voltar ao que estávamos fazendo segundos atrás. Ian se arrumou o melhor que pode e abriu a porta irritado me deixando sozinha no recinto. O que foi que eu fiz para ele? Talvez assim seja melhor, quanto mais longe estivermos um do outro, menor é a chance de algo acontecer.

Monique entrou olhando por onde Ian saiu com uma ruga na testa.

– O que aconteceu com ele? – perguntou, mas quando viu meu estado me olhou curiosa. – O que vocês estavam fazendo? – seu tom era malicioso e pela primeira vez não vi critica em sua voz.

– Nada, eu só estava tentando me limpar.

Ela se escorou em uma das portas com o ombro e cruzou os braços.

– Sei.

Monique ficou me olhando pensativa enquanto eu me limpava, consegui tirar quase todo o ponche do meu corpo, que só iria sair bem com um belo banho. Peguei o vestido do chão e o estendi.

– Desculpa pelo vestido.

– Não se preocupe, a cor não combinava comigo mesmo. – sorriu quebrando a tensão.

– É, mas agora está estragado.

– Não pensaremos nisso. – falou com um suspiro. – Lise, você tem certeza que quer fazer isso? Tem certeza que quer enfrentar Cassandra?

– Agora não tem mais volta Monique.

Monique assentiu e se aproximou. Nossos reflexos se encararam no espelho e ela apertou minha mão.

– Eu estou com você. Desculpa por eu não ter aceitado de primeira, mas é que eu estou cansada de ver as pessoas sofrerem e se machucarem. Isso não é uma simples briga escolar, Lise. — seu olhar expressa dor e eu me entristeci por isso.

As palavras de Monique me invadiram de uma maneira tão intensa e eu senti que algo obscuro e profundo havia acontecido. Por um momento tive a impressão que isso era bem maior do que eu imaginava, as próprias palavras de Monique traziam essa expressão. Mas, resolvi deixa o assunto quieto por enquanto, não queria ver esse olhar triste na minha amiga, eu iria descobrir esse segredo mais cedo ou mais tarde.

***

Saímos do banheiro e encontramos Ian nos esperando do lado de fora, ele aparentava estar mais calmo, não entendi sua reação, talvez, ele tenha se arrependido de ter me deixado sozinha naquele estado, cheia de tesão.

– Será que eu posso te levar para casa. – perguntou me encarando. Olhei para Monique.

– Sem problemas, pode ir Lise, eu ainda vou ficar um pouco mais.

– Certo. – concordei e abracei Monique. – Obrigada por tudo.

– Sem problema.

Ian deu um beijo na testa de Monique e me guiou para a saída, não demos uma palavra quando chegamos ao seu carro. Eu estava envergonhada, e agora que meu corpo tinha se acalmado e a razão começava a voltar a minha mente, eu não estava acreditando no que ia fazer. Não acredito que eu fui capaz de me deixar levar pelo calor do momento. Coisa que não é difícil já que eu sou muito impulsiva, mas eu pensei que seria mais resistente ao Ian, mas pelo visto não sou e está na hora de colocar algumas regras de convivência nesse relacionamento, antes que eu faça alguma besteira.

Burra, burra, burra.

– Ian, precisamos conversar. – disse séria assim que entrei no carro, ele simplesmente me encarou, esperando que eu falasse. – Se vamos continuar com isso, quero estabelecer algumas regras. – não o deixei nem concordar. — Primeiro, nada de fotos minhas seminuas espalhadas pela internet; segundo, você não vai me obrigar a fazer o que eu não quero, não aja pelas minhas costas, odeio que me enganem; terceiro, esse relacionamento não é de verdade, você só me beijará ou me tocará nas dependências do colégio, caso contrário nem chegue perto de mim. – por que eu não respondo por mim. – Quarto e o mais importante, o que aconteceu no banheiro minutos atrás não vai se repetir e não tocaremos no assunto. Você me entendeu?

Notas finais
Tenho outro capítulo... Mas só posto mais tarde... Bjos!!! Até mais...