Aos 16

33 Capítulo XXXII - Porto Seguro


Notas iniciais
Oi... Não sei de onde vcs são, mas aqui na minha terra ainda é 23:40... então ainda é dia 12 kkkkk Como prometido o capítulo... Bjos!!!

Ficamos nos encarando pelo que pareceu infinitos minutos. Ian não me respondeu de imediato, só fez uma careta e ligou o carro. Bufei irritada.

– Você me escutou Ian?

– Que seja. – deu de ombros e me olhou com um sorriso de lado. – Nunca fui bom em seguir regras mesmo.

Aquilo me irritou. Ele estava deixando claro que não iria fazer o que pedi?

– Se você quebrar alguma das regras que citei, considere o nosso acordo desfeito. — fui firme em minhas palavras.

Ele me olhou torto e não disse mais nada durante o percurso até a minha casa.

***

Estava quase chegando em casa, e isso me fez lembrar do que a diretora Reynolds disse: Quero ver seus pais na segunda feira, quero ver seus pais na segunda feira... Essa frase pairou sobre minha cabeça e fechei os olhos com vontade de chorar.

– Eu vou ser expulsa. – choraminguei colocando a cabeça no painel do carro. – Meus pais vão me colocar de castigo pela eternidade e eu vou ser expulsa. – comecei a bater a cabeça no painel. – Droga, droga, droga.

– Será que você pode parar de quebrar o meu carro com a sua cabeça? — seu tom parecia irritado, mas eu podia ver pelo canto do olho que ele estava se divertindo com a minha desgraça. – E você não vai ser expulsa. – Ian estava calmo. Calmo até demais e isso me dava medo.

– Ian eu sou bolsista. – disse o obvio.

– Mas isso não significa que será expulsa. – bufou.

– Vou sim, eu e Cassandra nos agredimos. – o olhei. – Fisicamente.

– E? – não deu a mínima. – Você sabe quantos alunos daquele fatídico colégio se agride todos os dias e não são expulsos?

Não tinha parado para pensa nisso, mas independente disso eles tinham dinheiro e seus papais sempre os livravam de problemas.

– Isso não vem ao caso, eu sou bolsista e vocês não, vocês podem fazer o que quiserem, eu provavelmente serei expulsa.

Um pensamente me assaltou a mente e sem querer sorri. Se eu fosse expulsa, não teria que enfrentar Cassandra, não veria mais Nate e me livraria de Ian. Talvez ser expulsa não seria uma má ideia. Não que eu seja uma covarde e queira me livrar do problema da jeito fácil, mas é que eu queria que minha vida voltasse ao normal.

Quando eu decidi entrar no Santa Mônica não imaginei que enfrentaria tudo isso, minha preocupação era só estudar, fazer as provas e concorrer para uma boa faculdade, mas agora minhas prioridades se tornaram, irritar uma garota, fazer ciúmes em outro cara e tentar não me atrair pelo meu falso namorado. Meu futuro está sendo promissor.

– Não vai, confie em mim, o máximo que pode acontecer é você levar alguma advertência.

Ele parou em frente do meu prédio.

– Obrigada pela carona.

– Não precisa agradecer, agora você é minha namorada.

Sorri sem ânimo.

– Verdade. – abri a porta do carro e ia quase saindo quando ele fez a pergunta mais idiota que podia depois das regras que estabeleci.

– Ei, eu não ganho nenhum beijinho.

O fuzilei com o olhar, mas ele continuou com aquele sorriso sarcástico. Eu sabia que Ian gostava de me provocar, eu só não entendia o porquê.

– Idiota.

Sai do carro sem dá beijo, nem tchau e me sentia arrependida por ter agradecido a carona. Ele não merecia. Neste momento eu só queria o aconchego do meu lar.

Subi rapidamente pelo elevador, uma dor fina se apoderou do meu peito. Tantas coisas aconteceram hoje e por incrível que pareça, eu só tinha vontade de chorar. Entrei em casa e encontrei minha mãe lendo seus malditos livros de autoajuda, quando me viu sua expressão ficou surpresa. Isso devesse ao meu estado bagunçado e vestido estragado.

– Querida, o que houve? – perguntou preocupada.

Não falei nada, só corri e me deitei em seu colo, com lágrimas caindo dos meus olhos.

– Mãe, não me pergunte nada por favor, só me deixe ficar aqui. – disse praticamente sussurrando.

– Oh querida! – minha mãe me embalou em seus braços e me acalmou, eu não sabia exatamente porque chorava, talvez por tudo, ou nada ao mesmo tempo, mas de uma coisa eu tinha certeza, minha mãe seria sempre meu porto seguro.

Notas finais
Bjos!!! Amanhã tem mais...