Aos 16
31 Capítulo XXX - Baile Anual SM
Notas iniciais
Eu não pensei, só agi. Já deu para perceber que eu sou um pouco impulsiva e não penso nas consequências, né. Eu estava tão irritada, tão irritada. Ela estragou o meu momento, o meu vestido e eu não ia deixar isso barato. Me joguei em cima dela e começamos a brigar, com diretos a socos e pontapés, Nesse momento, estávamos parecendo duas selvagens. Senti os braços de Ian me puxando de cima de Cassandra, mas eu não queria sair e ela também não queria acabar tão cedo.
Finalmente conseguiram nos afastar e eu vi o estrago que fiz em Cassandra. Ele estava com seu lindo penteado desfeito, seu rosto estava vermelho dos tapas que eu havia dado e seu supercílio estava cortado, por causa das minhas unhas, o detalhe do seu vestido que prendia no pescoço estava rasgado e eu sorri de satisfação. Senti uma pontada na boca, levei a mão até meus lábios que sangravam.
– Sua vadia, você me cortou. – tentei me soltar de Ian, mas o mesmo me segurava com força. Cassandra sorriu.
– Bem feito, sua vagabunda. – um garoto segurava Cassandra, não me recordo o seu nome, e quando ela fez menção de se soltar também, ele a agarrou pela cintura. – Me solta. Vou destroçar sua cara.
– O que está acontecendo aqui? – a diretora Reynolds se pronunciou, ela estava vermelha de raiva. – Cassandra que linguajar é esse?
Vi o momento em que Cassandra se retesou e parou de lutar contra o garoto.
– Ainda estou esperando uma resposta. – seu tom era forte e autoritário e eu tremi. Ian ainda me segurava e quando sentiu a mudança em mim, segurou minha mão, me acalmando. Agora que a adrenalina havia passado, comecei a pensar na burrada que eu havia feito. E seu eu fosse expulsa? E se... — Já que ninguém vai me responder, quero ver as duas com seus pais na segunda e o senhor. – virou-se para Ian. – estará na detenção nas próximas semanas, por causa do seu showzinho. – ela riu. – Mas devo confessar que foi muito bom.
Ian riu com o comentário da diretora, pelo menos ele estava calmo. Meus pais? Meus pais? O que eu iria dizer a eles quando chegasse em casa? Eu estava ferrada. Senti alguém me puxando em meio a multidão, ao longe escutei a banda voltar a tocar aquelas músicas sem graça, vi quando Ian nos trancou no banheiro feminino, mas não estávamos no ginásio e sim, dentro do colégio.
Quando me vi fora daquela multidão, desabei. Me olhei nos espelho, minha maquiagem estava borrada, um pequeno corte no canto da minha boca, meu cabelo estava bagunçado, uma parte do vestido estava rasgado e eu sentia minhas costelas doer, por causa do chute que Cassandra me deu. Mas isso era o de menos, eu só pensava no que iria acontecer assim que eu chegasse em casa.
– Aí meu Deus, meus pais vão me matar. – liguei a torneira e joguei água no meu rosto, eu estava encharcada de ponche e o pior, o vestido de Monique estava estragado. Suspirei com raiva. – Eu vou matar aquela desgraçada, não acredito que ela fez isso, como ela pôde? Eu não fiz nad... – comecei a tagarelar sem parar, enquanto retirava o vestido para tentar me limpar, meus seios, barriga e pernas estavam grudando com o líquido vermelho. Gritei de raiva e comecei a me limpar com papel toalha, quando me dei conta de que não estava sozinha.
Virei para onde Ian se encontrava, escorado na porta de um dos banheiros. Arregalei meus olhos quando percebi que estava nua, não totalmente, já que a calcinha e o sutiã sem alças ainda estavam no meu corpo, mas isso não me impedia de me envergonhar.
– Você ainda está aí?
– E onde mais eu estaria?
– Não sei. – peguei o vestido sem graça, tentando me cobrir. – Estava com tanta raiva que nem reparei em você, me desculpa.
Ele sorriu. Aquele sorriso que ele sempre dava.
– Sabe, eu posso te ajudar a se limpar se quiser. – ele se aproximou, eu me afastei.
– Não acho uma boa ideia.
– Por que não? Pensei que éramos namorados.
– De mentirinha. – completei.
– Exato. Mas isso não nos impedi de brincarmos um pouquinho. – ele se aproximou mais e eu me afastei mais ainda.
Esse jogo de caça e caçador chegou ao fim quando tombei com a parede.
– Ian. – alertei, mas ele não me deu ouvidos.
– Relaxe Lise, não vou fazer nada que você também não queira.
Ele me prensou na parede e segurou minha cintura, deixei o vestido cair sobre nossos pés, nossos olhares se conectaram, e eu senti uma vontade imensa de beijar aquela boca gostosa. Eu já havia provado de seu sabor. Por que não poderia provar novamente? Nos já havíamos nos beijado, um beijo a mais ou a menos não fazia nenhuma diferença. Então aceitei quando ele se aproximou lentamente arrastando seus lábios pela minha bochecha e me beijando loucamente, suas mãos apertavam minha cintura possessivamente e eu me vi explorando seus braços musculosos.
Ele já se encontrava sem o casaco e a blusa social branca já estava aberta, me dando uma boa visão de seu peitoral. Eu estava escorada na parede, com minhas pernas ao redor de seus quadris, eu podia sentir sua intimidade pulsar em mim. Seus lábios desciam pelo meu pescoço, encontrando a junção entre meus seios e lambendo o ponche que ainda estava sob a minha pele, até que ele abaixou meu sutiã e os tomou na boca. Eu arqueei as costas dando livre acesso a ele.
– Lise e ponche. Uma combinação perfeita. — disse com a voz rouca.
Eu estava louca de desejo, nunca havia sentido algo assim antes, minha respiração estava irregular e nos soltávamos pequenos gemidos quando nos tocávamos, não sei se meus poros se embebedaram com o ponche quando Cassandra jogou em mim, ou se eu estava realmente louca para permitir que uma coisas dessas acontecesse. Mas de uma coisa eu tinha certeza, eu estava disposta a perder minha virgindade com Ian, no banheiro feminino do Santa Mônica.
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