Aos 16

23 Capítulo XXII - Simples e pura conveniência


Notas iniciais
OI!!! Sei, eu sei que demorei quase um mês e meio... Mas acho que vcs tmb estão na mesma situação que a minha... Sem tempo... E provavelmente eu continuarei assim por muito tempo... Até o período acabar... Então se eu não conseguir postar esse mês e nem mês que vem, é provável que vcs só me vejam por aqui em dezembro, que é qd acabam minhas aulas... Sorry, não posso fazer nada... Quero agradecer a Jooh por ter favoritado a fic... Obg linda!!! Boa leitura!!!

Estar no quarto de Ian novamente é angustiante, é como se meu corpo e minha mente soubesse o que está por vir, e eu sei que não é algo bom. Graças a esse, não tenho nem adjetivos para classificá-lo, Cassandra vai fuder mais ainda com a minha vida, isso se ela não me matar assim que me ver.

Enquanto Ian calça seus tênis, me aproximo de seu violão, a única coisa naquele ambiente que para mim seria improvável ele gostar, os carros de corridas eu até entendo, mas o violão é uma surpresa.

– Você toca? – pergunto pegando o instrumento.

Ele rapidamente vem para perto de mim, arrancando-o de minhas mãos e o colocando no lugar.

– Não te interessa. – e volta a se sentar na cama e a calçar seus sapatos.

Chega de levar patada, cansei.

– Escuta aqui garoto, quem você pensa que é para ficar o tempo todo sendo grosso? Eu só queria ter uma conversa agradável.

– Sou a pessoa que vai te levar para casa. Cuidado, eu posso te deixar ir a pé. — diz sem nem me olhar.

– Que seja. – digo saindo do quarto. – Não preciso de você.

Antes que eu chegue as escadas, Ian segura meu braço.

– Você é bem irritante sabia?

– Você não fica por baixo.

– Chata.

– Arrogante.

– Mimada.

– Olha quem fala, sou o filhinho rebelde de papai aqui? – cutuco com um sorriso vitorioso, continuamos nos encarando até que uma criança nos atrapalha.

– O que ela ainda faz aqui Ian, não percebe que o ar fica poluído com sua presença?

Cara, essa garota dá uma bela aspirante ao trono da SM, Cassandra que a aguarde.

– Já estamos indo Yasmim. – diz sem deixar de me encarar, como se a quebra do contato visual determinasse quem é o vencedor. Irritada com a superioridade de Yasmim e de ser maltratada por Ian, me livro de seus lindos olhos e desço as escadas.

– Quem não quer ficar aqui sou eu. – passo por Yasmim e a encaro. – Posso ser infectada por excesso de orgulho.

Vejo os olhos da atrevida me fulminarem, mas não espero resposta, abro a porta e sigo em direção ao desconhecido.

O sol ilumina o dia intensamente e logo percebo o quão quente está, lembro-me que não sei as horas, o que me faz questionar, onde estaria meu celular? Não importa agora, só quero dá o fora daqui. Saio andando em direção aos enormes portões de ferro e sinto o solado dos meus pés queimarem, começo uma dança engraçada de pisar com um pé depois o outro, resmungando. Eu havia me esquecido que estava descalça e com certeza, isso iria me render bolhas.

Ian logo vem atrás de mim.

– Só você mesma para queimar os pés, está ficando louca? – ele me puxa para a sacada da casa, é então que eu vejo, que não é uma simples casa e sim uma mansão, uma enorme mansão. Fico impressionada, que acabo não o respondendo e me deixando ser guiada por ele.

Ian me leva até a garagem, onde vários carros clássicos estão estacionados, fico boquiaberta com a quantidade de veículos no local, Ian se dirige para um carro preto mais a frente e quando me aproximo fico maravilhada.

– O seu carro é um Duesenberg Model J LWB? – não escondo minha empolgação.

– Você entende de carros? – ele para no meio do caminho curioso e eu sei, que essa seria a oportunidade perfeita para dar um passa fora nele, mas o que eu faço surpreende até a mim.

– Meu avô era mecânico, aprendi muita coisa com ele. – digo melancólica, talvez seja por isso que eu perdi a oportunidade de retrucar na mesma moeda, lembrar do meu avô me deixa triste.

Ian percebe o meu olhar perdido e fala uma coisa legal, o que surpreende mais ainda nós dois.

– Ele devia ser um cara legal. – sorri torto, retribuo seu sorriso.

– E era, ele iria adorar ver a coleção que vocês tem aqui.

– Eu sei que ia. – ele fica pensativo, mas depois continua. – Todos os carros que você está vendo aqui são do meu avô, nenhum deles é meu.

Espera aí, ele estava sendo legal comigo? Definitivamente esse garoto é bipolar.

Entrei no carro ainda encantada, mas me contive, passamos a maioria do caminho em silêncio até que curiosa quebro o sossego.

– Por que você foi legal comigo agora pouco?

Ele está concentrado na estrada, mas mesmo assim me olha de soslaio e suspira.

– Eu sei como é perder alguém que se ama.

Pensei que ele fosse falar mais alguma coisa, mas o silêncio retornou ao carro. Fico perdida em meus pensamentos e antes que possa frear minha língua, me vejo perguntando algo que estava entalado na minha garganta desde o café da manhã.

– Como você sabe que eu sou bolsista? – não que eu tenha vergonha nem nada parecido. – Andou perguntando por mim? – brinquei.

– Eu não me interesso por garotas como você se quer saber.

– Se não se interessa porque teve a preocupação de me levar para sua casa ontem, podia simplesmente me abandonar lá. – ainda tinha um pingo de esperança que ele talvez estivesse interessado. Por que mesmo eu estou preocupada com isso?

– Conveniência e você sabe disso. — me olha com ar de deboche e isso me deixa revoltada. — Simples e pura conveniência. — continua zombeteiro, vejo que ele parou em frente ao prédio em que eu moro e saio do carro batendo a porta fortemente em seguida.

– Ei. – ele chama, mas não lhe dou atenção. – Foi um prazer ficar com você.

O desgraçado ainda brinca e como resposta levanto o dedo do meio para ele, relembrando nosso primeiro encontro.

Notas finais
Esse Ian gosta de provocar... Próx. Capítulo: "- Alô? - Acho que você esqueceu algo. - diz com a voz risonha. - Não acho, acho que você que esqueceu de me dar. - Que tal se fossemos ao shopping? - Melhor não. - Mas acredito que você queira seu celular de volta. - Você podia trazer aqui. - Não, se você quiser vai ter que ser do meu jeito." Até a próxima!!!