Anônima
12 Capítulo 12 - Aprenda a ser um soldado manipulável
Notas iniciais
Anônima
by: Archangel
Chapter 12 : Aprenda a ser um soldado manipulável.
A chuva, é um fenômeno natural formidável. Acordar e ouvir as gostas de água encostarem ao solo ou ter a visão de algumas deslizarem pela janela,é o suficiente nostálgico e acolhedor. O dia amanhece escuro; as lojas abrem -se aos poucos e as pessoas preferem usar os carros em vez de ir a pé para seus trabalhos.
Mal ela se levanta, o celular na comoda começa a tocar freneticamente. Ela nem precisa olha o visor para saber quem era.
– Fala, Sasuke.
– Eu descobri algo muito chocante. Até mesmo para mim. — O som da risada abafada, soou nos ouvidos sensíveis de Sakura.
– E o que seria isso? Não vai me dizer que você achou outra cueca de coraçõeszinhos do Naruto na gaveta dele; porque se foi isso, eu vou te matar por atrapalhar minha rotina matinal.
– Não é nada disso, rosinha.- ela ouviu novamente a risada dele e um “Se bem que seria engraçado” sussurrado. — Eu achei que você gostaria de ouvir o que eu descobrir sobre o Kiba.Podemos usar isso como chantagem.
– Sasuke, tem certeza que isso é certo? Podemos tentar outra coisa. Você sabe que eu não sou a favor de jogar sujo.
– Eu sei. Mas, eu não posso esquecer que ele também jogou sujo comigo e com meus amigos. E é por isso mesmo que quero fazer o que tenho em mente. Te encontro na frente do portão, as 6:30 em ponto.
– Tudo bem. Vou confiar em você.
...
Nos tempos antigos, onde as guerras épicas ocorriam por causa de territórios e poder, se descobriam a capacidade física de um homem e até aonde ele era capaz de ir para conseguir o que quer. Um homem, podia mandar milhares a morte por conta de uma palavra ou pedaço de terra; poder em abundância , era perigoso, fazia que os homens colocassem a ambição acima deles próprios, de suas vidas e de seu companheiros. E mesmo depois de milhares de anos,de milhares de mortes, ainda sim existe a sede de poder.
– O que você entendeu sobre a história, menina? — Aquele foi o primeiro dos piores dias da minha vida. Eu tinha seis anos e na concepção dos adultos, já era considerada um elemento partidário e defeituoso da sociedade. Eu nasci em uma família de muito poder, dinheiro e um nome muito bem visto pela corja da mesma espécie que meus parentes. Desde pequena, eu tive acesso a melhor educação que existe, com direito aos melhores professores e as melhores escolas. Aos 6 anos, eu já tinha a idade mental de uma adolescente de 13 anos. Fui ensinada a tudo, sabia de todas as histórias de có , isso tudo me possibilitou a entender melhor os adultos. E até mesmo falar como eles.
– Quer mesmo que eu explique, doutor? — Ele afirmava com a cabeça enquanto eu olhava meus pulsos marcados. Estava sentada em uma poltrona de veludo vermelho, naquele dia, minha mãe me fez colocar meu melhor vestido, calçar minhas melhores sandálias e pediu que a empregada arrumasse meus cabelos. Depois do que aconteceu, foram dias de tormento em nossa casa; papai não parava de discutir com a mamãe, todos os dias e era sempre depois que as enfermeiras me examinavam e trocavam meus curativos.
Yumi, estava em Milão.Mamãe disse que a escola dela estava de férias e como estava perto do seu aniversário, ela deixou que Yumi e mais duas amigas fossem conhecer uma famosa estilista que estava lançado sua nova coleção. Só depois de um tempo, foi que eu descobri que não existia viagem alguma e minha irmã mais velha, estava na casa de nossos avós paternos.Era tudo uma desculpa para que ela não me visse no estado em que fiquei.
Uma semana depois, minha mãe decidiu que eu precisava de um tratamento psicilógico. Na época eu estava tão abalada, que não queria falar com ninguém e tinha desistido de usar minha passagem para Disney para ficar trancada no meu quarto. Eu tinha lido em uma de minhas aulas como funcionava o tratamento, adquiri esse habito depois que fiquei uma semana internada e passei a odiar médicos e enfermeiras.
A partir do momento que eu desci do carro, eu sabia exatamente o que fazer : Iria me comportar como uma adulta e responderia se quisesse.O desgraçado que estivesse sentado do outro lado da mesa, ia sofrer na minha mão. A minha sorte, foi eu ter vindo com minha mãe. Eu sabia que ela não ia suportar ficar um minuto naquela sala, o que me daria espaço para fazer o que quiser.
Quando meu nome foi chamado na recepção, ela se abaixou e me disse para “ Responda as perguntas do doutor e você poderá voltar para casa.” Então, ela me levou até a sala com a porta aberta e voltou para recepção. Quando eu entrei na sala, tinha um velho sentado em uma mesa cheia de papéis. Ele me olhou como se fosse um rato da cozinha que acabou de roubar seu ultimo biscoito recheado.
Todas as sessões eram assim : ele me olhava fazia perguntas do currículo escolar e eu respondia como um robô, programado para responder quando uma pergunta era lhe feita. Até que um dia ele se cansou, pegou um livro de guerras antigas em sua enorme estante no final da sala e sentou na sua mesa novamente, toda vez ele me perguntava o que eu entendia da história e eu, não respondia. Então, eu comecei a me cansar daquele lugar e daquele consultório, cansei de ver minha mãe sentada na mesma poltrona da recepção e lendo revistas de moda, foi ai que eu decidi acabar com aquilo de vez.
– Os reis, eram uns folgados e egoístas que mandavam milhares de soldados para morrer em seu lugar, enquanto eles enchiam os bolsos de dinheiro e tomava posse do que era direito dos homens que davam a vida por causa de suas famílias e pelo seus país.
–Criança, é sempre os reis que são lembrados nas guerras, os soldados são só números.-Como se esse lunático soubesse alguma coisa sobre história. Ele podia ser bom em psicologia,mas não entendia nada sobre guerras e muito menos sobre soldados.
– Tanto faz. — Me espremer nessa cadeira de madeira está sendo difícil.
– Desse jeito,seu tratamento não vai funcionar,criança.- O doutorzinho de merda,amassou o papel e me ameaçou com olhar.
– Doutor,eu não preciso de tratamento.Só tenho 6 anos. — Ousei sorrir, mas minha vontade foi dar uma gargalhada que ia fazer aquela sala chata e quieta parecer que o Jim Carrey estava sentado no lugar do velhote e usando uma saia de bailarina.
– Não foi o que sua mãe disse, Fedelha.
– Minha mãe não sabe nada. E você não passa de um velho que comprou o diploma na faculdade e acha que pode me dar lição de moral. — Eu levantei da cadeira e andei até porta. — As consultas acabam aqui, Doutor.
– Volte a se sentar, senhorita Haruno! — O doutor finalmente perdeu a compostura. Que feio! E mamãe gasta uma nota com esse charlatão.
– Sinto muito. Eu cansei disso aqui. Você me irrita com essas suas filosofias erradas a respeito de historia e acha que sabe tudo sobre mim só com uma ficha.Nós dois sabemos que isso é perda de tempo, você só estava me consultando por dinheiro. Assine minha dispensa e tenho certeza que seu dinheiro em dobro vai estar na conta e nunca mais precisará me ver. — Então eu deixei a sala e cinco minutos depois o doutor veio a recepção com a minha ficha e uma dispensa assinada. Nunca mais voltei ao consultório.
Tive que passar semanas,fingindo querer brincar e sair para o parque.Perdi as contas de quantas vezes pedi ao motorista sair comigo e parar na primeira livraria que encontrasse.Nos primeiros dias meus pais estranharam e algumas vezes , escutei eles discutindo mais uma vez, meu pai ainda achava que eu não estava bem.No entanto, depois de um mês eles tiveram que tomar conta de seus negócios novamente e aos poucos eles começaram a se acostumar comigo e colocaram na cabeça que eu estava apenas crescendo.
Foi ai que eu notei, que aos poucos minha mãe se afastava de mim. Ela começou a achar que eu destruir a vida conjugal dela, já que meus país quando estavam juntos mal se falavam. Eu me senti culpada por isso e para compensar, pedia cada vez mais professores com a desculpa de que queria aprender outras línguas. Mesmo assim, minha mãe não mudou. Assim como os reis, ela mandava e eu tinha que obedecer. Eu perdia minha identidade, aos poucos minha tão afiada língua petulante foi se enrolando e eu me tornava um soldado manipulável.
Talvez isso agora não faça tanta diferença. Eu também aprendi a me acostumar com a vida que tenho, com a família que tenho que conviver. Não sou mais uma criança e tenho plena consciência do que aconteceu, não foi culpa minha.
…
– Então o que acha? — O capô da BMW laranja brilhava com os raio solares.O radio estava ligado fazendo que o som saísse pelas portas abertas,os três estavam sentados na calçada do estacionamento e olhavam para as pessoas do outro lado.A garota,tentou não manisfestar seus pensamentos em uma careta, mas não tinha opção a não ser responder.
– Eu não sei.
– Como assim, rosinha? — O moreno inclinou a cabeça em direção ao ombro dela e encarou o rosto que encarava o horizonte com os olhos fixos.
– Olha, eu sei que isso é por uma boa causa, Sasuke, mas você acha certo usar os pais dele? — sua voz saiu suave, os fios roseos escaparam do coque e voaram com a brisa daquela manhã;
– Acho.- Ela finalmente esquece do horizonte e encara seus olhos zombeteiros, os lábios finos dele torceram-se em um meio sorriso.- Agora só precisamos das provas. Naruto? -Ele chamou o loiro que estava distraído com o som do carro e comendo um pacote de salgadinhos de queijo.
– Oi? — O loiro respondeu jogando o pacote de salgadinhos no lixo perto da entrada.
– Onde posso encontrar o Shino?
– No laboratório. Mas, o que você quer com ele?- Naruto coçou a cabeça confuso e pegou a mochila no banco traseiro.
– Ele vai nos dar o que precisamos.
– Pera ai, Sasuke! O que eu vou fazer?-Ele ajudou a garota levantar e olhou para o rosto dela e retirou um fio de cabelo que atrapalhava a visão dos olhos dela.
– Você? Vai fazer o que eu não fiz.Lembra a garota da festa? — Ela afirmou com a cabeça -Ela é seu alvo, vai ter que descobrir qual é a verdadeira relação dela com o Kiba, não só ela, todas que ficaram com ele.
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