Anônima
13 Capitulo 13: Sutil
Notas iniciais
Anônima
By: Archangel
Chapter 13 : Sutil
Agora estava feito. Eu deveria ter previsto que não seria tão fácil. Esses garotos podem ser populares, mas não são nada idiotas. E pensar que eu os julgava apenas pelas roupas de marca…
Infelizmente,as pessoas se mostram de verdade quando você fica cada vez mais próximas a elas. Veja o meu caso, Sasuke era só cara mais badalado da escola; ambicioso, egoísta, violento e não posso esquecer da sua prepotente arrogância.Só agora, eu descobri quem realmente é o cara que anda em carros caros e senta na última cadeira da sala.
Do tempo que passamos juntos, eu pude adquirir uma certa simpatia por ele. É um pouco sádico em seu jeito de agir e até mesmo falar, fazendo que a nossa convivência se torne um pouco mais complexa, no entanto,de um jeito meio estranho ele sabe cultivar bem o que tem,um exemplo é a amizade com Naruto, que até então, eu julgava ser apenas um idiota sem objetivos. Mais um ponto negativo na listas de percepções.
Foi nessa nova descoberta sobre o caráter dos dois, que eu vim parar aqui.Sentada de frente ao meu closed, olhando minhas milhares de roupas não usadas e caras.O por que disso? Simples. Eu não posso tentar descobrir como seria a vida de uma garota popular do jeito que sou.Seria como riscar uma pedra na outra e esperar que magicamente o fogo acenda. Para isso, necessitava um pouco de esforço — e sacrifício.
Isso, é claro, foi resultado de um dia de análise do comportamento delas. De longe, no intervalo eu fiquei sentada na mesa vazia mais próximas aos populares. Ficava as costas, então eles não me notaram.Percebi, após dez minutos de puro tédio e meia xícara de café fumegante, uma leve discórdia entre eles.
Hinata,estava um pouco mais afastada. Ela degustava uma barra de cereais em silêncio e lançava olhares furtivos e um pouco desolados na direção de Kiba. Quando era chamada, respondia com acidez disfarçada e sorria sem vontade. Sasuke vai gostar de saber disso.
Outro fato que me chamou a atenção, foi os jogadores de futebol. Estavam meio nervosos e — por incrível que pareça — mantinham o semblante preocupado.Esses também estavam um pouco afastados,porém,ainda continuavam com a pose superior e conversavam normalmente.
Em umas das conversas, as garotas comentavam bastante sobre o estilo das outras pessoas; riam de alguns, invejavam outros e olhavam as sua próprias e davam palpites, algumas vezes, eu conseguia captar um pouco de ironia e um sarcasmo entre algumas.É indiscutível, como algumas nem percebiam.
Querendo ou não, essa conversa influenciou bastante. Pensei no que os meninos queriam e formulei diversas vezes na minha mente como faria para me aproximar de quem eu precisava, ou, ao menos conseguir uma informação valiosa através dessas pessoas.. Eu podia tentar do meu jeito, sendo eu mesma e tentar escutar algo comprometedor pelos corredores, acabei desistindo por conta de que a maioria dos populares tinha plena consciência que se deixassem algo escapar ali, ou em qualquer lugar acessível, os incansáveis e denominados “repóteres”, colocariam no jornal no dia seguinte.
Então, minha única opção seria me tornar um deles.Não seria fácil, primeiro eu teria que mudar minhas roupas e meus hábitos e tentar na sorte. Eles podem ser idiotas, mas de uma coisa eu tenho absoluta certeza : Não seria qualquer um que andaria com eles pelos corredores, ou mesmo falariam a respeito do mais novo “chefão” com tanta facilidade.
Quando as aulas terminaram naquele dia, eu fui direto para casa. A primeira coisa que fiz, foi encontrar as revistas de Yumi recém chegadas,abrir o closed e vendo se minhas roupas ainda estavam na moda.Tive a sorte de somente três peças não se encaixarem no padrão daquelas roupas da revista.
Agora, omeu dilema era se seguia com o plano ou largava tudo nas mãos do Sasuke.Se eu fizesse isso, estaria na minha razão.Só estou ajudando Sasuke, por simpatia a causa dele e também porque não gosto muito de Kiba. Outra coisa que não posso deixar de citar, é que a maioria das coisas que aconteceu com ele, de alguma forma eu estava envolvida.
Por ele vou continuar. Escolhi um vestido rosa e coloquei dentro da bolsa. Quando sai do quarto,Yumi estava sentada no sofá com um copo de suco pela metade e enchendo o resto com uma garrafa de tequila. Sua aparência denunciava a sua visível depressão, as roupas estavam amassadas e o cabelo desgrenhado. Soube ontem, que as amigas dela a abandonaram e seu ex namorado tinha espalhado fotos íntimas pela faculdade, papai já cuidou de processá -lo, mas pelo que estou vendo, nada disso irá mudar o que minha irmã está sentindo.
— Yumi...Você não quer ir deitar um pouco? — Era difícil ver minha irmã nessa situação. Em partes, eu sabia mais ou menos o que ela estava passando, porém tudo isso se agravava porque sei que ela gostava do namorado, mesmo negando.
— Me deixe, Sakura. — Ela disse em meio a uma golada generosa.
Virei -me em direção a porta, mas alguma coisa me fez voltar e olhar mais uma vez para Yumi.A exatamente um mês, se ela estivesse nesse estado, eu a olharia com pena, passaria reto e seguiria meu caminho.E de repente, aquela sensação de algo novo se espalha dentro de mim, e sinto que não posso deixar minha irmã amedrontada,com medo de fazer algo idiota, impedir que eu ajude-a.
Esqueci o que tinha que fazer, levantei Yumi pelos braços e a levei para dentro do quarto. Entrei no banheiro e joguei um jato de água fria em seu rosto. Sequei com uma toalha e a fiz olhar -se no espelho.
— Está vendo essa pessoa, Yumi?Ela se parece com aquela mulher decidida descendo as escadas como se estivesse numa passarela, sendo o centro das atenções? Se parece com uma pessoa feliz? Você se sente feliz assim,Yumi? — Fiz ela manter o rosto vidrado na mulher sem vida que aparecia no espelho.
— Não! — E chorou, olhando sua própria imagem.Ela estava sofrendo pelo que estava virando, pelas humilhações e acima de tudo, por não conseguir se ela mesma.
Segurei seu queixo delicadamente e direcionei seu rosto na direção do meu, ela fechou os olhos envergonhada, passei meu polegar abaixo de seus olhos limpando as lágrimas e fazendo ela me olhar intrigada,com um brilho de mágoa no olhar.
— Ei! Não precisa chorar. Tudo o que você passou e está sentindo agora, uma hora acaba. Olhe só para mim, já passei por isso e agora estou me erguendo melhor que antes.Confie em você, faça escolhas impensadas uma vez na vida e arrisque no que acha ser o certo,que lhe fará feliz. Uma mulher como você, Yumi, não foi feita para sofrer, e sim, para mostrar ao mundo que mesmo no fundo do poço, sua luz ainda pode brilhar.Não deixe um bando de mauricinhos e patricinhas dizerem quem é você. -Ela me agradeceu, pelos seus lábios mudos sufocados pela dor, me abraçando e derramando mais algumas lágrimas no meu casaco.
Meio cabisbaixa, ela me soltou, pegou a tolha e entro no chuveiro. Eu fiquei esperando na sala, enquanto ela se aprontava. Dez minutos depois, uma loira sorridente estava em pé a minha frente, com seus vestidos de grife e seu belo sorriso contornados pelo batom rosa.
— Pois bem, estou de volta!
— Vejo que sim. E não sabe como fico feliz por isso, Mana. — Sorri. Parece que aqueles dois cabeças de vento, estão me fazendo perceber outro mundo.
Ela revirou os olhos, colocou a garrafa de tequila no armário e jogou o suco do copo fora. — Chega de drama. O que esse vestido tá fazendo aqui?
— É uma coisa que eu quero fazer. Nada demais. — Peguei o vestido das mãos dela e me virei para porta novamente.De repente tive uma ideia. -Você não me ajudaria?
…
— Ficou ótimo! Ainda não entendi, para que essa beleza toda, Sakura, mas tudo bem. — Yumi falou se jogando no puff do salão de beleza, onde eu coloquei em prática a primeira parte do meu plano.
— Nem pareço eu mesma. — Me sentia estranha. Aquele vestido rosa, realçava meu corpo de uma forma diferente, exibindo o contorno dos meus quadris e modelando meus seios.A maquiagem, mesmo pouca, mostrava uma pessoa desconhecida para mim.
— Não parece mesmo. Está bem mais bonita. Olha só esse corpão! Aonde você escondia essas pernas, garota? — Ela ria escandalosamente, eu a acompanhava meia tímida e revirava os olhos.- Estou começando a achar que isso tudo é por um gato! Fala quem é!
— É para um garoto sim,Yumi. Mas, não dessa forma que você está pensando. É de uma forma diferente. — Expliquei tentando baixar a saia do vestido.- Ela levantou a cabeça e me olhou como se estivesse aprontando.
—Vou contar, porque você é minha irmã e eu confio em você.- Sentei no puff ao lado e expliquei tudo a ela, conforme eu contava, ela sorria sapeca e balançava a cabeça concordando com tudo. — Enfim, é isso.
—Sakura, Sakura… Eu sabia que você era esperta, mas não a esse ponto! Cara, esse plano é gênial. — Ela gritou entusiamada e tacou uma almofada em mim.
— Parece.Essa é só a minha parte. Sasuke está cuidando do resto.
— Sabe, acho que vou fazer o mesmo com aquele pessoal da faculdade. Vou até me fantasiar de nerd! — Ela riu novamente e eu taquei -lhe sua almofada de volta.
— Yumi, sua boba. Agora vamos, tenho muita coisa para fazer. — Peguei as chaves do carro e segui para fora do salão.
—Ok, rabuda. — Fiz uma careta para o comentário desnecessário. Abri a porta do carro sentei no banco do motorista, Yumi sentou no banco do carona e teclava uma mensagem no celular. Engatei a macha e acelerei o carro.
— O que está fazendo? — Perguntei enquanto manobrava o carro.
— Respondendo ao meu antigo ex- melhor-amigo, que agora é meu melhor amigo novamente. — Ela riu e voltou a olhar para a tela.
— Sai?
— Sim. E você não sabe da nova! — Parei o carro no farol vermelho e direcionei meul olhar para uma loira empolgada, mordendo a ponta da unha em ansiedade. — Ele é gay.
— O que? Está de brincadeira comigo? — Ela balançou a cabeça fazendo um sinal de negatividade com os dedos. — O meu Deus! Esse cara tirou sua virgindade na minha cama quando você estava no primeiro ano! Como assim, Gay?
— Técnicamente estava-mos bêbados nesse dia,por isso não diferenciei o meu quarto do seu.E sim, Sai é gay. Ele mantem um caso com carinha mais novo.Os pais dele não sabem, nem os pais do garoto. Por isso, o que se ouve aqui, morre nesse carro. — Ela me olhou tão acusatoriamente, que eu me senti na obrigação de jurar segredo.
— Nada será dito fora das portas desse carro. — O sinal abriu e eu continuei o trajeto até em casa. No caminho, minha irmã contava detalhes sobre a relação de Sai e seu suposto namorado. As coisas estavam bem entre nós agora e vendo ela falando como se eu fosse uma das melhores amiga dela, era mais uma prova que nem tudo estava perdido. Sempre há uma maneira de contornar o azar da vida, mesmo que a sorte nos abandone, ou, como Sasuke costuma dizer,”Não importa o quanto a vida possa ruim, a gente sempre vamos estar um passo a frente.Ainda temos a chance de concertar.Mesmo de uma maneira fodidamente errada .”
Era uma filosofia distorcida, porém,inovadora.
…
Ele estava confuso e ao mesmo tempo, louco para chegar em casa e mostrar seu grande prêmio. Ah como ele estava feliz. Agora que tinha uma chance de começar a dar o troco. Aquele que merecia uma boa revanche, depois do que fez. Sem contar com a chance de provar para aqueles idiotas que ele sim, era suficientemente capaz de estar um onde estava e principalmente provar para si mesmo que podia ser melhor que antes. Naruto merecia isso.Sakura merecia isso.
E pensar que tudo começou por causa dela. Agradecia todos os dias por ela ser uma pessoa tão prestativa e antenada nas coisas a sua volta e por uma grande ajuda do destino, presenciar a cena que mudou a sua vida. Ela sim, era um grande garota. Valia muito mais que 99% das meninas daquele colégio.
Entrou pela porta da frente as presas. Sua mãe ainda tentou chamá -lo,contudo não podia deixar a tarefa para depois. Ao abrir a porta do seu quarto, notou um certo rapaz jogado em sua cama e diversas tigelas de rámem empilhadas em cima da escrivania.E por incrível, estava numa posição confortável, balançando os pés metidos em meias imundas de
sujeira , enquanto falava ao telefone.
— Sim, Sakura — Chan. Eu já cuidei de tudo.Não vai faltar nada. Aham. Não, o teme só me disse que quando ele chegasse,já começaria-mos a bolar tudo. — Indignado, ele jogou uma embalagem de CD em direção ao loiro. — Ei!
— Diz para a Sakura me esperar em frente a casa dela. — Disse jogando a sacola negra em um lado da cama vazio e tirando os sapatos.
— Não foi nada. Era o só teme chegando.Ele disse que vai te levar amanhã para escola. — Naruto pegou uma barra de chocolate caramelada e levou aos lábios. — Ela disse que tudo bem, desde que você compre um café para ela.
Revirou os olhos arrancando a camiseta preta.Pelo menos ela não iria falar bobagens ou tentar beijá -lo em forma de “agradecimento”. Um café parecia um bom negócio.
— Ele topa. — Ele babuciou mais algumas palavras e se despediu desligando o telefone.Percebeu o silêncio no quarto e ligou a televisão. — Sabe, eu gosto dela.Ela é diferente.
— É, eu sei. — Respondeu indiferente e se jogando no lugar vago da cama.
— Sei lá. Ela tão diferente das garotas que conhecemos… Eu queria que a Hinata fosse assim. — Os dedos longos entrelaçaram -se atrás na nuca e Naruto observava o teto.
— Ainda não esqueceu essa garota? Depois do que ela fez com você e com a Sakura? É incrível como você é idiota , Naruto. — As palavras soaram rudes, mas foram necessárias. Ele sábia que se não fosse ele, e agora Sakura, não haveria quem diria a verdade a ele.
— Não sou idiota, bastardo! Eu só n… Eu não… Eu só sei que gosto dela e sei ainda, uma parte dela ainda resiste um pouco daquela Hinata tímida de quando eramos criança. — Terminou pensativo e nostálgico. Era difícil aceitar que tinha perdido sua garota para um idiota e que ele ainda tinha feito se tornar uma vadia egoista.
— Não tenho nada a dizer.Agora, limpe essa bagunça e caia fora da minha cama.Eu tenho mais o que fazer.
…
— Ei, é aqui a casa dela, Teme. Que casão, hein! — Eu aproveitava para olhar as casas ao redor e descorar o endereço. Sakura morava em um condomínio fechado e muito bonito.Buzinei para a casa de portão negro e uma fachada creme com detalhes rosas.
A porta se abriu e de lá saiu uma garota muito diferente da Sakuras normal, se assim podia dizer. Fiquei tentando entender se meu cérebro estava me enganando ou Sakura estava supreendentemente gostosa naquela saia preta o que me dava uma visão de um par de pernas incrível.
— M--a-s, quem é você? E o que fez com a Sakura — Chan? — Naruto comentou tão surpreso quanto eu. Ela se aproximou do carro, abaixou até a janela. A visão de seu colo branco, foi imediatamente observado pelos meus olhos. Seios perfeitos moldados em uma blusa azul de alcinhas. Ela era bonita.
— Onde está o meu café? — Ela perguntou de repente. E eu lembrei que ainda era a Sakura.
— No banco de trás. — Abrir a porta e ela entrou no banco de trás,dei partida quando ouvir o barulho da porta sendo fechada e um cheiro de café dominando minhas narinas.tentei evitar, mas vez ou outra, quando parava em algum sinal vermelho, espiava suas lindas pernas pelo espelho do carro. Era vergonhoso, o modo como eu estava agindo,porém, não havia como não reparar naquela garota.
— Sakura — Chan, você vai a alguma festa? — Naruto perguntou. Sua voz estava meio esganiçada e ele tentava desviar os olhos dos seios dela para o rosto.
— Não. — Respondeu dando um gole no expresso com leite que eu havia comprado nessa manhã.
— Se não vai para uma festa, então para quê tudo isso? — Dessa vez, ele não se segurou e percorreu os olhos pelo corpo dela de cima a baixo.
— Naruto.Isso é a minha parte. — Ela disse,dessa vez aproximando -se um pouco para o espaço entre os dois bancos da frente. Jogou o copo vazio de café, no pequeno lixo que eu usava perto painel e nesse movimento leve, ela aproximou seu rosto do meu ombro. Por um breve momento, eu deslumbrei olhos verdes incríveis.
— Sua parte? Parte do que? — Naruto olhou com pequena rugas na testa e claramente seu rosto demostrava confusão.
— Quando menos esperar, você vai entender. — Disse quando eu estacionei o carro na escola e ela saiu em seguida, caminhando em cima daqueles salto alto como se estivesse flutuando.
…
Então era assim que se sente quando é popular. Desejada, invejada e até mesmo, ganhando bajulações de pessoas nunca antes tenha trocado sequer meia duzia de palavras. Era aterrorizante. O fato de estar que outras roupas e com o cabelo mais arrumado, não quer dizer que tenha se tornado outra pessoa. Ela ainda era a Sakura. A mesma que usava camisetas de rock e escuta músicas melódicas, lendo livros de fantasia medieval.
Mas, parece que a maioria das pessoas ali, nem ligavam para isso.Na verdade, o que importava era o seu nome, seu dinheiro e suas roupas.Apesar de tudo,esse desconforto era por uma boa causa.
Os saltos colidiam com chão brilhoso quando se aproximou delas. Todas reunidas em um único grupo, bem vestidas e com mais maquiagem do que caráter no rosto. Elas notaram sua presença, quando um silêncio se formou pelas pessoas em sua volta e o barulho de seu saltos cessou.
— Olá, Karin.Como vai? — A ruiva surpreendeu -se pelo comprimento e pela garota que estava a sua frente.De início, pensou não conhecê-la, mas os cabelos rosas eram inconfundíveis.Era Sakura Haruno.Totalmente modificada.
— Sakura?
— Eu mesma. Não vai me responder, Karin? Eu ainda estou aguardando sua resposta. Não é muito bonito, não responder o comprimento de uma pessoa. — A rosada olhava com os olhos brincalhões e um sorriso doce nos lábios.
— Eu estou bem.Obrigada. — Conseguiu responder por fim.
— Quem é ela, Karin? — Perguntou a pessoa que ela mais queria sua confiança de todos aquele colégio.
— Eu sou Sakura Haruno. — Karin notou o tom ríspido e ao mesmo tempo sarcástico que a rosada usou. Ela estava com raiva, mas mesmo assim se divertia. Talvez agora ela vá se vingar. Pensou a Uzumaki. E vai ser tão cruel quanto eu fui.
—A nerd? O fracasso Haruno? — Sem dúvidas, aquela menina não media palavras. Sakura pensou em ensinar um pouco de boas maneiras a ela. Aproximou — se um pouco mais, ficando ao centro de todas aquelas garotas, bem no meio, estufando o colo e deixando um generoso decote a vista.
— Eu pareço uma fracassada? — Ela aguardou a resposta. A ponta de seu nariz arrebitado estava tão próximo do rosto da garota, que ela conseguia sentir a raiva dela mesmo a uma distância considerada um pouco longa dela. A moreno petulante, olhou- a de cima a baixo. A contra gosto, balançou a cabeça negativamente. — Foi o que pensei. Se me der licença, eu estava tentando impor uma conversa com a minha amiga Karin. Eu e elas estávamos tentando conciliar uma boa conversa, antes de você sem educação nenhuma interrompeu.
Ela era como um grande pesadelo. A Uzumaki temia o que essa nova menina pudesse fazer. De repente, um perfume de rosas tomou conta do ar e Karin se deparou com a perfeição e um sorriso brincalhão. A rosada estendeu a mão para ela.
— O que acha de andar um pouco, Ka? — E seu sorriso cresceu. Em dúvida, ela ainda tentou desviar os olhos, mas alguma coisa na expressão daquela garota, a fez enlaçar sua mão a dela.
— Vamos. — Disse por fim e as duas saíram lado a lado pelos corredores.
…
— O que você quer? — Ela me perguntou. Percebi a aflição nos seus olhos. — Se que se vingar, eu entendo, até mereço. Só não deixe que os outros vejam… Eu -
— Tenha calma. Eu não vou fazer nada com você. — Falei com confiança e percebi o alívio em seu rosto.- Eu aceite suas desculpas sem exigir nada em troca. Agora, acho que não foi o suficiente. — Eu tive que mentir. Odiava, mas foi necessário.
— Como assim? Você acabou de dizer que não fará nada … — Parece que eu vou precisar impor um pouco mais doce sutileza em minha voz.
— Eu quero a sua ajuda, Karin. Nada mais.
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