Anônima
11 Capítulo 11 - O dinheiro não serve de nada se não houver honra
Notas iniciais
Anônima
Chapter 11: Dinheiro não serve de nada se não houver honra.
Archangel S.D.
Quando se retorna á vida real ela deixa explicita na sua cara o quanto ela é cruel. As vezes quando estamos naquele fase “foda -se a vida” qualquer coisa é muito melhor do que você realmente vê. Isso nos faz pessoas intransigentes; esquecemos do que fomos ensinados e a cada vez mais , insistimos naquela mesma opinião que idealizamos em nossas cabeças em uma hora que estávamos cansados do que nossos olhos perdidos encontraram naquela imensidão de questões.
Algumas pessoas conseguem ter um tipo de reação quando outra parte da realidade, á que eu chamo de “esquecida”, bate na porta do seu subconsciente e te alerta para outras opções que a vida lhe oferece. Uma delas é a amizade. Ela é a primeira porta para novos horizontes e nos faz aprender a enxergar a vida por trás das nuvens negras.
Sakura começou a perceber que seu mundo não era mais o mesmo depois de Sasuke, o modo como a cada dia a aproximação dos dois evoluía cada vez mais, era um conforto para sua vida monótona e repetitiva. Principalmente, quando começou a perceber que esse tipo de vida, não era mais o seu.
As pessoas ignoravam -os quando .passam nos corredores daquela escola, o impressionante é que anteriormente , duas dessas pessoas eram as mais disputadas por atenção. Coisa que nem vale mais de nada, nem mesmo seus sobrenomes que não eram nem de longe os mais poderosos do país.No entanto, numa hierarquia onde manda a popularidade, dinheiro e nem sobrenome importa, somente a sua imagem.
– Já faz uma semana , Sasuke. E eu ainda não me conformei com isso. — O loiro dizia enquanto guardava seus cadernos no armário.- Antes, nos eramos os reis desse lugar!
– Eu quem diga, Naruto. Mas, por um lado eu gosto disso.Não me lembro a quanto tempo tive uma paz como essa e por um período tão extenso. — Era um alívio entanto, pensar que um dia não podia nem sair do carro sem ser cercado pelas garotas da escola e muito menos , sofrer das pressões que as pessoas a sua volta colocavam em tudo que tinha que fazer.
– Você tem razão.Não sinto falta, só é estranho.- riu — E você Sakura, eu ainda estou esperando você dizer alguma coisa! Cara você é muito quieta! Parece o Teme!
Ela riu e guardou o celular onde salvará a pesquisa da aula de história no bloco de notas. — Vocês estavam conversando. Não é educado uma pessoa entrar em uma conversa,quando duas pessoas já estão se falando.
– Aonde você conseguiu essa garota? -Naruto perguntou a Sasuke.
– Nos país das maravilhas.
– Me manda o endereço, vou trocar a Karin por lá. — De repente, estavam os três caindo na gargalhada e atirando papeis uns nos outros. Eles não percebiam, mas uma amizade já estava criando raízes a partir desses pequenos gestos.
–Sinto muito, eles não aceitam produtos com defeito. — disse Sasuke em meio aos risos.
– Vocês são uns idiotas. — Falou Sakura, balançando a cabeça e tentando conter os risos.
– Nós também te amamos, Saky.- O loiro disse enquanto mandava um beijo no ar para a rosada. — Vamos embora.
…
– Será que da para os dois prestarem a atenção em mim? — Eu gritava em meio a mais uma discusão entre Sasuke e Naruto. — Por favor?
Parece que com esses dois, eu vou ter que arranjar algum meio deles calarem a boca. Será se eu der um soco resolve? Como dois homens feitos podem se comportar como crianças de 6 anos?
– Culpe o teme, Saky. Ele não acha a minha ideia boa. Precisamos de coisas pesadas para jogar contra o Kiba! — Era até engraçada a cena : Sasuke sendo sufocado pelas mãos de Naruto e Sasuke fazendo o mesmo com ele.
– E você acha que explodir o carro dele, é uma boa ideia? Você é um idiota mesmo.- Sasuke disse enquanto se recompunha.
– Ele tem razão, Naruto. — Ele me mandou um olhar de descrença mais eu ignorei.- Nem me olhe assim, é verdade.
– Você fala isso porque ele é bonitão.- E o cabeça oca soca o braço de Sasuke que somente revirou os olhos.
–Não é por isso, Naruto.Pense, Kiba fez coisas muito pesadas com vocês. Acha que só explodir um carro ia resolver tudo? Se fosse, já tinhamos feito e não precisariamos de você! — Pelo jeito, usar um pouco de lógica de vez em quando fazia os dois se acalmarem.
– E o que você sugere, Sakura? — Perguntou -me Sasuke, tinha certeza que ele já estava bolando alguma coisa. Ele não capitão do time de futebol atoa, ele era um bom estrategista.
– Por enquanto, nada definido. Precisamos descobrir como ele age; o que faz todos os dias, aonde vai, aonde come … Tudo o que for possível saber,inclusive sobre a vida pessoal.
– Eu estava pensando em algo assim também. Ficará mais fácil encontrar uma brecha e alarga -la até se tornar o buraco dele. — Concordou Sasuke, me olhando de um modo pensativo e ao mesmo tempo analista. — Pelo menos tem ideia por onde começamos?
– Que tal, pelo time? Ele agora é capitão. — Sugeriu Naruto, que pela primeira vez no dia disse algo utilizável.
– Eu acho melhor deixar para depois. Eu começaria por aquela garota. — Eu disse tentando colocar uma boa ideia na cabeça daqueles dois.
– Que garota? -Perguntou Naruto.
– A da festa da Yumi.Mas, eu já tentei arrancar coisas dela e não consegui nada, Sakura! Vai ser uma curva na estrada errada! — Sasuke achava que era um caminho perdido, mas eu não.
– Você foi direitamente. Já tentou descobrir alguma coisa sem que ela soubesse ou sem usar sua super arrogância superior? — Ele desviou olhar do meu quando percebeu que eu estava certa — Não? foi o que pensei. — E ele revirou os olhos. Mais uma vez.
– Você queria que eu fizesse o que? Colocasse ela de cabeça para baixo e sacudir a até ela falar a verdade? Por favor, Rosinha, eu não sou idiota!
–Se você tivesse colocado ela de cabeça para baixo e sacudisse ela ia falar a verdade, Teme. — Naruto nos deu o prazer de nos saudar com nada maliciosa opinião.
–Que nojo, Naruto! — Eu disse fazendo cara feia que ele me retribuiu com uma gargalhada. — E para você, Sasuke, é Sakura não Rosinha. — Ele riu e só disse um “Tanto faz”. — Isso é muito gay.
– Agora eu tenho admitir , Sasuke. Ela só pode ser maciana! Como ela adivinhou? — Disse Naruto, em meio aos risos novamente.
– Cala a boca , Naruto! Pelo menos eu não fui e nem sou idiota o bastante para confundir uma mulher com um traveco. — O que?! Quer dizer então que além de doidos já tiveram experiências homosexuais?
– Foi o Shikamaru que me disse que ela era a rainha do tesão. Não sabia que ela tinha esse apelido por causa do brinquedinho dela! — O coitado ainda estava se escondendo de vergonha atrás das mãos.
– O Shikamaru se vingou da gente direitinho.- Falou Sasuke rindo e jogando uma almofada no Naruto.
–Isso é que dá falar mal da namorada dele. O pior que nem era nossa culpa, foi da Karin! — Naruto devolveu a almofada e se jogou no sofá da Biblioteca.
– Isso é verdade. Eu nunca que devia ter deixado ela controlar nossas vidas. — Eu não concordava com Sasuke e Naruto, só achava ela mau compreendida.
– Verdade. O lado bom Eu lembro dela. Ainda não entendi, porque ela fez aquilo comigo.
– Bem, chega de papo. Tá ficando tarde. — Naruto jogou o livro de química na mesa e saimos pela porta .
…
– Como assim você quer acabar? — Ela gritava enquanto as pequenas mãos abraçavam o corpo musculoso do rapaz.
– Você continua grudenta, Hinata. — Ele se soltou do abraço e saia pela porta.
– Eu fiz tudo por você, KIba! Eu acabei com muitas vidas por você e é assim que você me agradece? — Os olhos perolados trasbordavam em lágrimas de dor. Depois de tudo que tinha feito, depois de apunhalar seus amigos pelas costas e trair seus próprios princípios, ele simplesmente ia largá -la como um papel no meio do asfalto.
– Você me serviu bem enquanto podia, Hinata. — Ele dizia enquanto voltava para perto dela e apertava as bochechas da moça e a forçava olhar nos olhos castanhos que demostravam desdém pelo que ela proferia tão sofridamente.- Só que agora, eu me tornei popular, tenho garotas mais gostosas que você e eu não quero perder a chance com elas por sua causa. Sem contar, que eu nunca dei importância para esse namoro idiota. Nem assumido era.
– Elas não vão te amr como eu, Kiba. Muito menos.. Vão fazer o que eu fiz por você. — Mesmo sofrendo, a coragem de uma Hyuuga se mostra firme e destemida, como ela foi ensinada desde sempre. Seu único obstáculo para não prosseguir, era ser sentimental demais e consequentemente ter amado Kiba. — Nosso namoro valeu sim, e muito. Eu te apresentei a minha família, de linhagem nobre e muito bem vista em toda a sociedade, indo contra aos meus pais que desaprovavam você por não ser rico o bastante para ficar com uma Hyuuga e você ainda tem coragem de dizer que não valeu de nada? Somente o fato de você ter tido a honra de conhecer todos os Hyuugas, esse namoro valeu mais que sua popularidade nessa escola. — Ela ofegava em meio as lágrimas e arrancava as mãos ásperas de seu rosto pálido e delicado. — Vai embora, Kiba.
E a olhava com descrença. A Hinata que a poucos minutos se derrama em desespero, agora o enfrentava como igual e sem temer o que ele podia fazer com ela. Os Hyuugas são nobres demais para baixar a cabeça, mesmo sendo desprezados, era assim com eles e com os outras três famílias. O dinheiro não serve de nada se não houver honra.
– Você sempre foi e sempre vai ser a pior de todas as vadias que eu já tive na minha cama. -Dito isso, saiu pela porta deixando a herdeira dos Hyuugas trancada no quarto aos prantos.
– Você ainda vai se arrepender de tudo que fez, Kiba.
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