Anyone Else But You

20 Walking In The Clouds


Notas iniciais
Gente! 20º capítulo. Estou muuuuuuuuuuito feliz. Esse aqui significa "Andando nas nuvens." Tenho uma notícia muito boa nas notas finais. Me encontrem lá daqui a pouco. ♡

PDV Sam.

O sol já entrava pela minha janela sem pudor algum anunciando mais um dia e eu me levantei extremamente disposta mesmo que fosse para inicia-lo na escola. Na verdade não haveria lugar melhor porque lá pelo menos eu veria John.

Eu ainda estava um pouco extasiada mesmo que já fizesse uma semana desde que ele havia me pedido em namoro no Pini's. Desde então eu não estava ligando para muita coisa a não ser isso. Parecia que estava o tempo todo flutuando, vivendo uma realidade que há pouco me parecia tão longe. Chegava até a ser esquisito poder olhar para ele e chamá-lo de meu namorado. Era como estar andando em cima de uma nuvem.

Até alguém vir e me derrubar lá de cima.

– Bom dia! — Gritei enquanto descia as escadas até a cozinha e vestia minha blusa.

– Você dando bom dia? — Melanie perguntou. — Que diabos aconteceu?

– Hey, sua irmã não pode simplesmente ser mais gentil? — Disse minha mãe me defendendo, mas logo em seguida mudando de time. — Mas, sério, que diabos aconteceu?

– Eu estou namorando.

– Oh meu Deus, é sério? Aquele do cabelo escuro bem bonitinho e inteligente?

– É, mãe. Não sei o que o Freddie viu nessa ridícula da Sam. — Melanie respondeu irritada.

– Não, não é o Freddie! — Respondi confusa.

– Mas eu fiquei sabendo de uns boatos sobre vocês dois há um tempinho.

– São todos mentira.

– Que boatos? — Minha mãe perguntou alarmada.

– Não é nada. Não estou namorando o Freddie.

– Quem é então?

– O John.

– Aquele com quem você foi no cinema há um tempo?

– Sim.

– Mas já?

– Com seu grande exemplo não poderia ter demorado mais que isso. — Falei enquanto relembrava alguns de seus namoros que começavam depois de uma semana conhecendo o cara e terminavam um mês depois de muitas brigas e furtos.

– Você me respeite!

– Nem você se respeita. — Melanie respondeu por mim. — Como ele pediu?

– Sábado quando eu fui ao Pinni's com o pessoal.

– Quando você chegou super tarde? Safada! — Ela disse rindo.

– Cala a boca! Eu vim direito pra casa, é que nos atrasamos e lá estava muito lotado.

– Então finalmente você arranjou alguém decente.

– Se dependesse de você, mamãe querida, esse dia nunca chegaria. — Dei um tapinha de leve em sua bochecha, peguei algumas maçãs, um bolo gordo e minha mochila e saí.

Infelizmente cheguei atrasada então tive que esperar até o intervalo para falar com John. Também não havia visto Carly e Freddie ainda embora precisasse muito para conversaremos sobre as coisas que haviam acontecido sábado.

Encontrei os dois conversando perto da cantina e me aproximei receosa a respeito do humor que esboçariam depois daquele jantar sem noção, então não sabia se já seria conveniente esfregar minha felicidade por estar oficialmente namorando John uma semana depois.

– Oi?

– Oi. — Disseram juntos. Carly sorrindo e Freddie tentando.

– Cadê o namorando? — Carly perguntou.

– Ainda não o vi. Parece que ele nem veio hoje.

– E tomara que não venha nunca mais. — Freddie murmurou.

– Como é?

– Felicidades ao casal. — Ele respondeu cínico.

– Bom dia, parceiros! — Shane disse se aproximando.

– Oi. — Respondemos.

– QUE sábado, hein? — Ele disse com um sorriso escorando-se em Freddie.

– A Sam que o diga. — Minha amiga respondeu divertida.

– O John não é fraco não, Sammy. — Shane completou. — Não perde tempo.

– Falando nele, você sabe se veio hoje?

– Ele está meio doente, pensei que você soubesse.

– Não sabia, mas valeu.

– Bom, de qualquer forma, acho que ele deve vir amanhã.

– Eu espero. — Respondi com uma sensação esquisita enquanto tentava encarar Freddie e decifrar suas emoções tão contrárias a tudo o que vinha me acontecendo.

PDV Freddie.

As aulas acabaram e tudo o que eu queria fazer era voltar para casa e dormir muito para ver se acordava um pouco melhor para conversar com a Carly mais tarde. Tudo em relação a nós estava indo muito bem, a cada dia eu sentia que estava mais próximo do que queria, mas preferi ir um pouco mais devagar para ter certeza de do que estava fazendo. Da última vez que tivemos pressa, acabou tudo tão rápido quanto começou então dessa vez seria diferente para que não acabasse.

Por outro lado, minha raiva por John só crescia e eu também estava um pouco chateado com a Sam. Acho que eu estava mesmo me sentido cansado e sonolento do esforço que levava para tentar não me importar com o que acontecia entre eles dois mas não adiantava.

O jantar de sábado no Pinis foi a gota d'água para a nossa rixa ser estabelecida diante dos nossos amigos. Cada momento que ele respirava me dava um negócio que me fazia querer interromper. Eu simplesmente não o suportava.

Apesar disso, quem nos via sabe que eu tentei não brigar. Não naquele sábado especificamente porque nesse dia eu já estava irritado demais, mas como se não bastasse, ele pediu Sam em namoro, do nada, sem preparo algum. Poderíamos pensar que foi algo que havia sido propiciado pelo momento, no clima certo, mas nem isso. Nós estávamos sendo expulsos do restaurante. EXPULSOS! Ai ele pediu... pediu sem nem mesmo terem ficado juntos o suficiente para aquilo. Pediu sem a privacidade que um casal precisa para fazer essas coisas, e o que é pior: ela aceitou.

Aquilo me soou como uma afronta, algum tipo de provocação. Um modo de mostrar que ele conseguiu namorar Sam antes que eu namorasse Carly já que nos últimos tempos muito do que ele fizera fora na tentativa de me superar.

Foi um pedido feio, inconveniente, ridículo e superficial que só poderia ser considerado o contrário por alguém muito apaixonado ou que simplesmente não tivesse nem um pouquinho de malícia para ver o quão desesperado e louco John estava. E estava.

Minha última conversa com Sam a sós havia acontecido no toilette do Pini's enquanto eu lavava minha camisa manchada pelo vinho do John. Eu não tive tempo de saber por que ela já não estava mais aparecendo no meu apartamento durante a tarde como havíamos combinado e continuou não indo especialmente depois de ter virado oficialmente a nova namorada daquele otário. Eu não sabia se ela apareceria lá em casa a tarde, não tive a chance de perguntar e nem ela de avisar, até porque para manter o segredo isso teria que ser dito enquanto estivéssemos sozinhos.

Eu estava incomodado. Parecia que John havia roubado nossas tardes. Ele já vinha roubando antes, mas como eu as recuperaria agora que ela namora com ele? Tipo, namoro sério! Tudo bem que a princípio isso era de maior interesse da Puckett mas de certa forma eu também sentia que aquelas tardes vinham se fazendo mais necessárias do que o esperado para mim também.

Ao término das aulas, Carly e Sam ficaram conversando com Wendy e outras garotas histéricas — provavelmente anunciando o namoro da loira, o que me dava náuseas — então voltei para casa sozinho.

Almocei e dormi a tarde toda. Dormi como se jamais fosse dormir de novo pelo resto do mês. Ou do ano. Enfim, acordei muito melhor e já alerta. Não havia nem sinal da Sam. Nem sinal que ela tivesse ao menos aparecido e ido embora ao me ver dormir. Resolvi então dar um pulo na Carly mas lá também ela não havia deixado nem um rastro.

– Hola, chicos. — Falei enquanto entrava.

– Hola, Freddito. — Spencer respondeu.

– Cara, você dormiu a tarde toda?

– Sim. — Falei me sentando em um dos banquinhos do balcão. — E desde quando você fala "cara"?

– Desde sempre. — Ela respondeu com um sorriso. — Por que não esperou a gente pra ir embora hoje?

– Eu estava meio cansado e vocês estavam divulgando o namoro da Sam com um monte de garotas então não tinha razão para eu estar ali.

– Como você sabe que estávamos falando do namoro da Sam?

– A histeria. Todas perguntando coisas pra ela...

– É, você está certo. Estávamos mesmo porque essa é a grande notícia.

– Eu não acredito que essa seja uma grande notícia.

– Nem eu. — Spencer me apoiou.

– Qual o problema com vocês dois? — Carly perguntou balançando as mãos no ar.

– Foi um pedido extremamente precoce, e impessoal. — Ele respondeu calmamente.

– Oh, cara, valeu! Eu te amo! — Respondi indo até o sofá para me sentar ao lado da pessoa mais sensata do mundo que gargalhava com o que eu havia dito.

– Como pode ser impessoal se foi um pedido de namoro? — Carly perguntou sentando-se na mesa de centro em nossa frente.

– Qualquer um pôde ver que ele não tinha planejado pedir. Além do mais, não teve nenhuma privacidade ali, na nossa frente.

– Spencer... — Falei aliviado por ter o apoio de pele menos um dos Shays.

– Mas foi um pedido lindo!

– Não foi não! — Respondi.

– Ele só disse meia dúzia de palavras pra tapar o buraco. — Afirmou Spencer cada vez indignando a irmã mais e mais.

– E o pior foi que a Sam aceitou.

– Claro, ela está apaixonada. — Defendeu Carly.

– Então ela está bem apaixonada mesmo porque geralmente a Sam que eu conheço exigiria mais. — Falei.

– Ela também não poderia dizer não ainda mais na nossa frente. — Spencer comentou.

– Você tem razão.... até que ela se apaixonou rápido demais. — Carly respondeu reflexiva me fazendo perceber a besteira que tinha feito ressaltando a "paixão repentina" de Sam. Pelo menos era assim que ela via já que não sabia que a loira gostava do John há mais tempo do que ela poderia imaginar. Mesmo assim, mudei de assunto rapidamente já que obviamente ela já estava pensando no assunto e pela cara que fazia, estranhando muito.

[...]

No dia seguinte, boa parte dos comentário que rolavam na escola eram relacionados a Sam e ao seu novo namorado pelo qual eu nutria um profundo asco. Se eu pudesse enfiar um garfo no meu olho naquele momento para ver se todos esqueceriam aquilo, eu enfiaria. E no de mais quem precisasse.

Depois de alguns minutos ouvindo bastante abobrinha, Sam chegou. Ao me ver sozinho sem Carly parecia assustada e hesitante em se aproximar e ter que levar um diálogo a sós comigo sabendo da minha reação negativa aos recentes acontecimentos em sua vida. Mesmo assim, ela abriu um leve sorriso e veio até os armários onde eu estava.

– Oi. — Falou ela com a voz meio arrastada.

– Oi, Sam.

E aí o silencio entrou em cena. Ficou por mais uns vinte e cinco segundos até resolver ir embora e fazer com que um de nós tomasse um pingo de vergonha na cara e continuasse a falar qualquer porcaria que viesse à cabeça.

– Parece que faz um tempão que a gente não se vê. — Resolvi continuar, de uma péssima forma, diga-se de passagem.

– É... — Ela concordou com certa desconfiança.

– Talvez seja porque você nunca mais quis ir lá em casa, não é? — Falei no impulso, mais tarde me orgulhando de tê-lo feito.

– Eu estava meio sem tempo. — Ela mentiu claramente.

– Enquanto eu finjo que acredito, você pode ir me respondendo se vai lá hoje ou não. — Falei ainda mais ousado e direto, assustando-a de alguma forma.

– Ér... tudo bem. Eu vou hoje.

– O John faltou de novo? — Sam perguntou.

– Hey Hey! — Shane gritou do começo do corredor enquanto vinha até nós acompanhado por Wendy e Carly.

– Oi. — Falamos cumprimentando-os.

– Cadê o John? — Sam perguntou novamente logo de cara fazendo com que eu quisesse esganá-la.

– Nos falamos de manhã e ele ainda estava meio mal, nem deve vir hoje. — Shane respondeu.

– O que ele tem? — Sam perguntou mais alto do que deveria.

– Só está meio gripado. Ontem teve febre mas já passou, hoje só está espirrando. Tipo, muito. Quer dizer, menos que ontem.

– Ele foi ao médico?

– Qual é, o pai dele é médico! O maluco voltou a morar aqui em Seattle, vai cuidar dele.

– Será que ele vem amanhã? — Continuou ela a perguntar com ansiedade.

– Provavelmente mas ele quer que você passe lá hoje depois da aula.

– Na casa dele? — Ela questionou novamente incrédula.

– Sim. — Shane confirmou.

– Eu?

– É, Samantha.

– Hoje?

– Isso aí.

– Tudo bem. — Parecia hesitante mas confirmou e aquilo me irritou muito porque já tínhamos combinado de estudar lá em casa.

O sinal tocou logo em seguida e tivemos que ir para as salas então nem tive a chance de dizer à ela que a palhaçada de estudar para impressionar o John havia acabado. Passei a semana pensando em várias maneiras de faze-la aprender os assuntos e não só surpreender o namoradinho mas também se dar bem nas provas daquele bimestre, para a folgada simplesmente não aparecer e assumir outros compromissos pouco tempo depois de já termos assumido o nosso de estudar.

Fui para casa sozinho e aquele dia super quente fez do banho um bem necessário naquele momento.

Mas no meu quarto, ao sair do banheiro, me surpreendi com algo.

Ou alguém.

Notas finais
Vamos às notícias do dia. Há uns vinte dias eu comecei a escrever uma one-shoot e falei que postaria ela quando tivesse aqui 50 leitores. E agora já tenho! UHUL! Vou dedicá-la inteiramente aos meus leitores daqui, mas sintam-se livres para indicar aos coleguinhas que ainda não nos acompanham, rs. Vou postar ainda hoje à noite, daqui a pouquinho. Não se esqueçam! Até daqui a pouco. ♡