Notas iniciais
Hey! 15 capítulos! Eu amo vocês amando a fic. Saibam que eu stalkeio todo mundo que comenta/favorita. Os perfis de vocês são demais, hein? Novos leitores: Bem-vindos! Lindos, chuchus. Obrigada também a quem favoritou. ^^ O capítulo de hoje significa "Inteligência." Eu acho. Enfim... Leiam. ♥

PDV Sam.

Mais uma semana havia se passado. Ou duas. Ou um pouco mais. Enfim, bastante tempo. E a cada dia ficava melhor. Exceto por uma coisa: John era muito inteligente. "E de que forma isso pode ser ruim?", vocês me perguntam confusos. E eu vos digo: Isso só poderia ser bom se eu também fosse. "Ainda não vejo por quê", insistem vocês. Mas eu tenho um fortíssimo motivo para convence-los.

É que, às vezes, ele vinha com uns papos complexos demais pra um simples cérebro como o meu. Questões sobre a vida, algumas filosofias monstruosas, política, literatura e outras coisas que só gente inteligente sabe falar a respeito. Ai poderiam acontecer duas coisas: ele ficar constrangido e mudar o assunto ou eu ficar constrangida tentando me situar no assunto, sendo que nesse caso, mais cedo ou mais tarde o assunto teria que terminar da mesma forma.

Ou seja: a gente não tinha muito o que falar. Certo, nós ainda conversávamos sobre muitas coisas e eu não sou uma completa estúpida, acontece que a maioria das coisas que ele diz exigem um pouco mais de mim, então acabo deixando a desejar em alguns momentos e ai eu tenho medo que isso atrapalhe nossa relação.

Minha única saída era tentar prestar muita atenção nas aulas dali em diante, mas como aquele dia na escola me mostrou que isso seria impossível, a minha outra opção era recorrer a uma atitude bem mais drástica que tinha nome, sobrenome e um corpo que não o pertencia.

– Eai, Carls? O que afinal está te preocupando há tanto tempo mas você não quer nos dizer de jeito nenhum?

– Nada, Sam... É só o meu avô que andava meio doente. Ele está internado mas está bem.

– E por que você e o Spencer ficaram escondendo isso da gente?

– Calma, Freddie. Eu não queria que vocês ficassem se preocupando comigo. A enfermeira que está cuidando dele me avisava tudo então tinha dias que meu humor mudava conforme ele melhorava ou piorava.

– Espero que ele esteja melhor.

– Obrigada, John.

Nós quatro fomos ao Groovy depois da aula tomar algumas vitaminas. Freddie também parecia estar se dando bem com minha amiga porque em pouco tempo já tinham saído juntos algumas vezes. Carly tinha comentado comigo mas mais tarde claro que eu iria cobrar mais detalhes do lado apaixonado, no caso, o nerd.

Nós nos divertimos muito juntos. Em alguns momentos da conversa eu brilhava sendo engraçada, em outros Carly e sua meiguice, mas na inteligência John e Freddie se destacavam. Quando um impressionava, o outro vinha logo em seguida com algo ainda mais surpreendente como num ciclo vicioso. Eu e Carly éramos apenas espectadores incansáveis que vez ou outra os interrompiam com nossas virtudes que não duravam muito até serem ofuscadas novamente pelos cérebros-de-ouro.

– Como alguém pode ser inteligente assim? — Cochichei para minha amiga enquanto olhávamos para os dois numa discussão sobre a Roma Antiga.

– E bonitos ao mesmo tempo.

– Achando o Freddward bonito, hein? — Falei cutucando sua barriga.

– Vai dizer que não? Ele mudou tanto desde que a gente namorou...

– Você acha que ele te convida de novo pra sair? Só vocês dois.

– Não sei. Quer dizer, nós já saímos algumas vezes enquanto você saia com o John... mas não estamos mantendo a mesma relação que vocês dois.

– Hoje é sexta, vocês deviam sair mais uma vez.

– Já estamos saindo agora.

– Não, mas e se fosse só você e o Freddie de novo?

– Ele não vai pedir.

– E se pedisse?

– Não vai. — Ela insistiu.

– E se?

– Não, Sam...

– Hipoteticamente.

– Você pelo menos sabe o que essa palavra significa? — Minha amiga perguntou divertida.

– Depois que John falou uma vez comigo eu procurei no google o que significava então agora eu sei graças a ele.

– Que fofo. — Ela falou rindo.

– Ei, ei! Não mude de assunto. Aceitaria ou não?

– Acho que sim. — Ela admitiu envergonhada.

– Sim mesmo?

– Mesmo.

– Ohh! — Falei abraçando-a.

Era disso que eu precisava. Dar uma ajuda pro Freddie pra ele me dar uma ajuda também. Não que esse tivesse sido o único objetivo, mas saindo com o nerd ela também conseguiria se distrair das preocupações que vinha tendo com seu avô. Pois é, meus métodos sempre beneficiam a todos. Como é bom pensar nas causas coletivas!

Voltei para casa com John e minha amiga com o nerd, mas eu ainda precisava falar com ele sem ninguém por perto. Eu ainda iria pedir sua ajuda por causa de algumas dificuldades que apareciam quando eu saia com John, mas não queria que Carly soubesse, até porque assim ela saberia que estou ajudando Freddie a conquista-la e talvez essa não fosse uma das melhores coisas para serem descobertas naquele momento.

PDV Freddie.

No caminho de volta para casa, depois de tomar algumas vitaminas, me irritei ainda mais com o imaculado John. Agora ele deu pra ser o Senhor sabe tudo e contestar qualquer coisa que eu digo. Acho que as meninas não haviam percebido a hostilidade em nossa conversa e só cochichavam entre si algumas coisas enquanto nos observavam fascinadas.

Ao chegar no Bushwell extremamente confuso ouvindo minha amiga dizer algumas coisas que não prestei muita atenção, fui direto para meu apartamento tomar um banho mas logo depois rumei para aquele que ficava em frente. Queria ver Carly para conversarmos já que essas situações criavam o momento propício para jogar meu charme para ela.

– E aí, Benson. — Spencer me cumprimentou quando entrei.

– Olá.

– Mas já? — Carly perguntou com um sorriso de espanto.

– Não aguentei por muito tempo. — Falei me sentando ao lado dela, fazendo-a soltar um sorriso tímido. — Como está o avô de vocês?

– Até agora, ele melhorou. Ainda está internado mas deve receber alta segunda. — Carly respondeu.

– Infelizmente ainda não pude vê-lo porque tenho uma escultura para entregar com urgência, mas vou nem que seja por uma semana. — Spencer disse chateado.

– Falando nisso, preciso ligar pra ele mas estou sem bateria. Freddie, me empresta o seu carregador? O meu quebrou. — Carly pediu.

– Claro, só um minuto. — Respondi já me levantando.

Atravessei o corredor, abri a porta do meu apartamento e subi as escadas até meu quarto. Ao abri-lo, me deparei com uma figura loira e curiosa jogada em minha cama fitando o teto.

Sam.

Notas finais
Quando acharem que algo está ruim, tenham sempre em mente que poderia estar pior. Esse capítulo estava bem menor. Eu adicionei algumas coisinhas agora há pouco que não ajudaram muito mas pelo menos deixaram ele um pouco maior que antes. O próximo estará melhor (o que não significa que estará bom kkkkk). That's all, folks! Bjão procêis. ♥