Anyone Else But You
45 Preparty
Notas iniciais
PDV Freddie.
– Amanhã.
Minha boca se abriu involuntariamente pelo espanto de toda aquela ideia repentina. Planejar uma festa, de um dia para o outro, às vésperas da semana de provas finais da sua escola, tendo que convidar quantos pessoas conseguisse; foi isso o que Carly não simplesmente sugeriu, mas ordenou a mim e à Puckett. Ela ficou tão pasma quanto eu mas pareceu se convencer mais cedo. Continuei desconfiado enquanto tudo já acontecia apesar de assentir após... não muita insistência. Embora não amasse mais a morena — se é que um dia realmente a amei -, aceitei suas condições e exigências no primeiro "por favor, por mim!" com um acréscimo inegável de que Sam, dessa vez, se incluía na chantagem barata. Não resisti aos dois pares de olhos que pareciam implorar, se ajoelhar por minha piedade e esperar que minha opinião se desse como o decreto final para fosse lá o que planejasse. Essa importância toda até alimentou meu ego um pouco.
Já naquela noite, fizemos uma relação de quem poderíamos convidar, passando os olhos pela lista infinita de amigos que Carly tinha em suas redes sociais. As garotas do futebol, os caras do time, os patricinhas, os badboys, até mesmos os nerds e as piores categorias deles que faziam parte dos mesmos grupos que eu. Sam revirou os olhos em reprovação como se tivesse alguma fobia contra os mesmos, mas resolvi ignorar ao me dar conta de que ela costumava beijar um.
Convocamos Gibby e Spencer para pensar em mais ideias sobre decoração já que um tema como à fantasia por exemplo seria complicado demais para impor àquela altura. Cada um foi recrutado a cumprir uma tarefa, comprar alguma coisa ou fazer outra. Depois de planejar até o início da madrugada, cada um rumou à sua cama para já levantarmos cedo demais no dia seguinte.
– Acorda! — De alguma maneira incomum, a primeira voz que ouvi naquela manhã não era da minha mãe. Assustado, virei meu rosto com os olhos semi abertos para ver a quem pertencia e me deparei com Carly trajada em algum tipo de roupa de esporte e Sam ao seu lado, usando um pijama rosa e curto que provavelmente não lhe pertencia, com os olhos fechados, escorada na amiga. Um anjo preguiçoso de cabelo embaraçado e um provável mau-hálito com o qual eu não teria problemas caso tivesse que sentir para simplesmente beijá-la.
– O que vocês estão fazendo aqui? — Perguntei com a voz meio roupa, escorado no cotovelo. Carly colocou a mão na cintura e Sam simulou um ronco.
– Te acordando, ué. Agora anda logo com isso. — Ela respondeu enquanto eu checava o horário no relógio em minha cabeceira.
– Querida, são sete da manhã. — Respondi irritado e sonolento — Ontem fomos dormir às duas. Será que eu poderia, pelo amor de Deus...
– Não! — Me interrompeu com um berro. — Temos muito a fazer hoje.
– A festa é só às dez!
– E daí?
– Argh! — Reclamei, puxando o travesseiro e apertando contra meu próprio rosto. — Em primeiro lugar, como vocês entraram aqui sem minha mãe ver?
– Ela foi mais cedo pro hospital aí eu puxei a Sam pra abrir as portas com suas técnicas marginais prometendo o dobro de bacon no café da manhã. E aí está você, não nos servindo pra nada, com um bafo de leão, o cabelo assanhado e a cara mais amassada que um maracujá!
Não me concentrei realmente em seus dizeres quando não consegui evitar meu foco na sonolência da garota ao seu lado que, ainda sem enxergar nada, caminhou a passos lentos até minha cama onde se jogou desmaiada, de bruços nas minhas coxas. Sua cabeça foi parar do outro lado da cama e ela colocou as mãos para cima. Estranhamente, cheirava muito bem. Provavelmente fora obrigada a tomar banho depois que fui embora. Satisfatoriamente, parecia estar próxima mais uma vez.
– Ela também não está servindo pra nada. — Respondi rindo enquanto via Sam estirada em minhas pernas. Observei por um segundo o movimento de sua respiração e ganhei todos os outros 86.399 do dia. Olhei de volta para Carly e não sei se estava grogue demais, mas tive a remota impressão de ver sua expressão autoritária suavizar com o gesto, muito embora seu intuito não fosse ver mais um de seus "soldados" adormecendo, mas sim acordar todos eles.
– Anda logo, loira! — Gritou ela chacoalhando as costas da amiga ao chegar mais perto de onde estávamos. Sam balbuciou algum palavrão que fora abafado por sua voz quase inaudível e sua consciência não totalmente recobrada, quando se virou, mas permaneceu deitada.
– Deixa ela dormir. — Pedi, ainda aficionado pela imagem que me fora concedida logo naquela manhã.
– De jeito nenhum. Vocês dois têm que levantar agora mesmo pra começarmos os preparativos pra hoje à noite. — Carly puxou Sam pelo braço, colocando-a de pé.
– Mas que droga, hein! — Ela se sentou na cadeira giratória do meu computador, contrariando a amiga. — Agora eu quero o triplo de bacon.
– O quádruplo se você quiser. Agora vai lá pra casa e troca esse pijama. — Ela se voltou para mim. — E você faça o mesmo, depois direcione sua bundinha até lá em vinte minutos com uma cara mais descente.
Carly se virou com um sorriso e puxou Sam novamente para que enfim saíssem antes de esperar por uma resposta.
Eu saí da cama num pulo.
Corri com meu banho, roupas e penteado. No tempo estipulado, apareci no 8-c com um sorriso de orelha a orelha e disposição suficiente para organizar dez festas apenas naquele dia embora ainda tivesse uma ponta de desconfiança sobre a nossa.
– Vem tomar café! — Spencer gritou ao me ver do balcão.
– Aqui estou. — Respondi ao chegar, vendo Sam, ainda com a roupa de dormir da amiga, já devorando o quíntuplo de bacon que normalmente lhe era permitido consumir. Gibby estranhamente parecia ler o jornal enquanto também comia e o adulto da casa preparava uma vitamina no liquidificador.
– Senta logo essa bunda aí! — Meu amigo pareceu ordenar com um tom fajuto de autoridade.
– Vocês têm algum tipo de fixação pelas minhas nádegas? — Perguntei confuso enquanto o obedecia inevitavelmente.
– Não. — Ele respondeu. — É a convivência com a Carly, sabe? Mas não se preocupe. — Ergueu as mãos — Ainda hétero.
– Certo... — Levantei as sobrancelhas e um sorriso enquanto cortava um pedaço de pão.
– Chega de papo furado e bundas. Vamos ao que interessa: a nossa festa. — A Shay se manifestou com entusiasmo, revelando seu Pear Phone. — Já tenho vinte confirmações.
– Legal! Cinquenta pessoas é o suficiente, não?
– Pode ser. — Concordou, como se lhe parecesse pouco.
– Não faz essa cara, hein? — Spencer repreendeu a irmã. — Mais que isso, aqui em casa, não dá.
– Falando nisso, vocês já pediram a autorização do Lewbert? — Gibby perguntou.
– Com ou sem autorização do verrugão a gente vai colocar isso aqui pra ferver. — Sam respondeu, dando uma piscadela em seguida.
– É assim que se fala, amiga.
– Mas e se ele vier aqui reclamar? E os vizinhos? — Falei apreensivo.
– A gente bota todo mundo pra correr. E pro porteirinho mequetrefe, a gente dá uns mangos, quem sabe...
– Oh, você por acaso tem esse dinheiro todo? — Rebati com certo sarcasmo.
– Não. Mas a gente dá um jeito.
– É isso aí, só sei que essa festa não vai deixar de acontecer.
– Pode aumentar as confirmações pra vinte e duas porque o T-Bo e a Amy também vão dar uma chegada.
– É até bom pra que você não fique sozinho. — Carly respondeu enquanto digitava em seu celular.
– Ei! — Ele reclamou. — Eu ficaria com vocês de qualquer jeito.
– Sim, maninho. Mas... estaremos bem ocupados, sabe? Principalmente eu, Sam e Freddie.
– Como assim? — Voltei a perguntar.
– Você sabe... organizando. — Respondeu, não muito convincente.
– Tudo bem.
Ainda pensativo com toda a repentinidade daquele planejamento, ignorei o que mais pudesse me afligir, tentando me concentrar naquele dia como um início para esquecer o que, bem ou mal, não me saia da cabeça em instante algum. De qualquer forma, não me senti tão atacado por aquela específica presença mais que presente durante todo o tempo e o clima já não parecia tão insuportável, ainda mais por ser dividido apenas por nós dois, uma vez que mais ninguém sabia a respeito de tudo o que o propiciava.
Ou pelo menos achávamos que não.
Carly, ainda em seu traje de academia, corrida, qualquer coisa de bicicleta ou seja lá o que mais pudesse ser, enviou Spencer com o carro e uma lista enorme de coisas para comprar no supermercado. Em sua maioria, bebidas, pedindo que trouxesse o que mais pudesse ser consumido de algum lugar próprio para festas já que seria impossível para nós cinco preparar tanta coisa a tempo do horário marcado para o evento. Então Ela, Gibby, Sam e eu alternamos entre chamar mais pessoas ou já decorar o ambiente com o que tivéssemos.
– Seria legal se pudéssemos fazer a festa do chapéu, não é? — Gibby relembrou com os olhos levemente marejados enquanto parecia rola-los no passado. Não foi comovente como deveria, mas engraçado.
– É, foram bons tempos. A primeira comemoração do iCarly... mas já deu, né? A do mendigo também. A de hoje não terá tema nenhum, o que nos deixará mais livres. Até porque, fizemos tudo muito em cima da hora.
– Você fez tudo muito em cima da hora. — Sam sobrepôs a voz ao voltar à sala. Enquanto descia as escada, eu a olhava, finalmente vestida com uma das roupas que deixa estocadas na casa da amiga por passar tantas noites enfurnada nela.
– Como assim?
– Você que deu a ideia, tá lembrada? Não que eu esteja reclamando... exceto pelo esforço físico em ter que arrumar tanta coisa pro pessoal vir bagunçar. Sem falar que vão comer e beber de graça, o que eu poderia muito bem fazer sozinha. — Nós a olhamos em silêncio com certa repreensão. — Tudo bem! Eu poderia levar dois ou três dias pra dar conta de... — Insistimos no olhar até que ela interrompesse a si mesma mais uma vez. — Ah, seus chatos! Poderíamos ser só nós cinco, então.
– Afinal, você quer a festa ou não?
– Se quer saber, eu quero sim. Só não quero ter trabalho, aturar aqueles nerds ou dividir comida.
– Então a resposta realmente é sim. — Respondi dando um sorriso que, felizmente, fora correspondido.
Procuramos não caprichar demais nas arrumações e sim esconder as esculturas de Spencer para que não corressem riscos de danificação ou qualquer outro tipo de vandalismo e o que mais fosse quebrável no apartamento. Pegamos alguns efeitos e equipamentos emprestados do web show e preparamos uma playlist variavelmente agitada, eclética e agradável para todos os gostos, uma vez que receberíamos desde nerds a galãs da Ridgeway. O que, infelizmente, para a maioria das garotas, incluía o encosto chamado John. Mas se dependesse de mim, entraria em outra categoria.
– Sam, o que você acha: a gente convida ou não? — Carly perguntou sem desgrudar os olhos da tela do computador. Estava logada em seu facebook e a página aberta era do perfil da tal escória.
– Você que sabe. — Ela deu de ombros e se jogou no sofá, estirando as pernas na mesinha de centro. Encostou a cabeça no sofá e, de alguma maneira curiosa, me pareceu neutra. Como se realmente não se importasse. Como se não se atacasse mais com o ex... Como se eu fosse o problema; não ele.
– Freddie? — Carly mordeu o lábio e ergueu as sobrancelhas, indicando sua insegurança ao pedir minha sugestão que talvez não tivesse tanta relevância quanto se pensou.
– Sei lá. — Levantei e abaixei os ombros, procurando alguma imparcialidade. Sam ergueu a cabeça para me ver, aguardando uma resposta mais satisfatória.
– Hmm... não custa nada. — A morena inclinou a cabeça para o lado, clicou no chat de John e começou a teclar.
– E a minha opinião? Não importa? — Gibby se manifestou com indignação.
– Me desculpe pela exclusão, Gibs. — Ela se virou para o garoto. — Opine.
– Tanto faz. — Ele sorriu largamente, voltando a fazer suas tarefas. Minhas amigas rugiram de raiva, eu apenas ri.
A tarde já ia se fazendo noite gradativamente quando o sol assumia um tom mais laranja e desaparecia diante dos nossos olhos, através da janela larga da sala. Spencer finalmente chegou com as compras — que, afinal, saíram bem caras -, pedindo que eu e Gibby descêssemos para ajudá-lo a subir com tudo.
– Trouxe salgados, doces e várias bebidas prontas mas não exagerei demais. Assim não sobra nem falta. — Explicou, ainda um pouco ofegante. — Mas eu acho que comer realmente não vai ser a maior preocupação de vocês nessa festa.
– E qual vai ser, então?
– Nada que eu aprove. — Respondeu cético à irmã. — Vou ficar de olho em todos vocês, hein?
– Relaxa! Eu tenho namorada e sou fiel. — Gibby explanou.
– Eu, Sam e Freddie somos solteiros... — Carly inclinou a cabeça em nossa direção, como se aguardasse pelo nosso assentir. — Mas não desesperados.
– Talvez a Sam possa reatar com o John hoje à noite, não? — Sugeriu nosso amigo novamente, de forma não muito inteligente.
– Não, seu ridículo! — Reclamou com a voz alterada, como se estivesse prestes a agarrar em seu pescoço e estrangulá-lo. De certa forma, me senti aliviado. Alimentando, assim, meu ego, meu egoísmo e minha aversão ao ex namorado em questão. — Não vamos voltar, ok? E eu espero que ninguém aqui force a barra, nem fique com insinuações ou até mesmo tentativas frustadas de... — Ela faz um bico, interrompendo-se. — Esquece.
– Tudo bem. — A amiga assentiu, antes que eu pedisse uma conclusão de todo aquele discurso. Engoli de volta a curiosidade enquanto minha cabeça fervia. — Vamos apenas comemorar o sucesso do nosso web show e desejar que nossos convidados e nós possamos nos divertir. — Ela se aproximou de Sam e a abraçou de lado, passando um braço por seu ombro. — Se ele incomodar a gente de qualquer maneira, o colocaremos pra fora, ok?
– Pra começo de conversa, nem deveria ter sido convidado. — Me manifestei sem pestanejar. Ela levantou uma das sobrancelhas mas não parecia incomodada.
– Dissesse isso quando Carly perguntou. — Deu um leve sorriso de triunfo como se tentasse me provocar.
– Por quê? Está defendendo a presença dele? — Falei, confirmando minha tese anterior. Se era essa sua intenção, realmente conseguiu.
– Você está? — Retrucou, dessa vez mais séria.
– Ei, chega! — Spencer nos interrompeu, erguendo a voz e as mãos. — Pensando bem, foi até bom que discutissem um pouquinho só pra ter certeza de que não haviam sido trocados. Sabe, vocês estavam bons demais esses últimos tempos pro meu gosto.
– Isso não deveria ser bom? — Gibby perguntou.
– No final, pode ser. Mas perde a graça. — Carly deu uma risada, sentando-se no sofá com a loira.
– Se a preocupação é essa, nós não paramos de brigar totalmente, certo? Só diminuímos o ritmo. — Expliquei.
– Pior que é verdade. — O suposto adulto da casa assentiu. — Mas tem algum motivo específico.
– Não. — Franzi o cenho, colocando as mãos no bolso. Tentando esconder o mais evidente nervosismo.
– Eu pensei que tive paz durante esse tempo, mas se querem saber, prefiro assim. — A morena falou.
– Mas aqui estamos nós novamente. — Sam falou finalmente.
– Então por que voltaram? — Gibby voltou a questionar, como se não se situasse na conversa.
– Só pra não perder o hábito. — Sam me encarou de volta com um sorriso que escorria sarcasmo.
Quando terminamos de arrumar tudo — o que, na verdade, não foi tão trabalhoso quanto descrevi e sim uma maior preocupação em proteger o que pudesse ser destruído na casa -, finalmente começamos a pensar em nós mesmos. Estávamos cansados — por algum motivo curioso considerando nossas tarefas não tão árduas assim, exceto por Spencer que talvez tivesse uma razão mais sólida pelo trabalho que teve ao comprar tanta coisa no supermercado — e ainda nem sabíamos o que vestir. Gibby foi para casa e voltaria mais tarde com a namorada, eu fui para a minha fazer o mesmo — exceto no que diz respeito a voltar acompanhado depois — e Sam, Carly e o irmão se aprontaram lá mesmo. Pouco antes das dez, já estávamos trajados um pouco melhor, não exatamente em modelitos sofisticados ou próprios para a ocasião — exceto no caso da empolgação da Shay.
Exagero de exceções e de orações intercaladas. Exageros de reparação, em todo o amplo sentido do que possa expressar... em um de seus significados, no que dissesse respeito a uma pessoa em especial que ainda não me deixava raciocinar como sempre fizera antes.
– Carly, você sabe que eu não gosto de saia, droga!
– Agradeça por eu não ter mandando você colocar um salto alto. — Respondeu enquanto flexionava um dos joelhos evidenciando o sapato que usava enquanto passava aquele negócio que as garotas passam nos cílios.
– Vocês estão muito bonitas. — Ousei dizer, fazendo com que minha presença no quarto finalmente fosse notada.
– Uau, Freddie! — Carly se virou fitando-me de cima a baixo com um sorriso presunçoso. — Você também está muito bonito.
– Obrigada. — Falei um pouco envergonhado, não evitando um sorriso mas sim uma Sam que vi, apenas pela visão periférica, permanecendo estática diante de mim.
– Carly, o que eu vou calçar? — Ela ergueu o braço quase me interrompendo, soando duas vezes mais incomodada do que soaria normalmente na mesma situação. Meu ego inflou até o teto, sabendo que aquilo não passava de puro ciúme.
– Um coturno marrom. Ta aí do lado da minha cama. — Respondeu, voltando a pincelar os cílios com aquela máscara preta e espessa.
– Pelo menos é bonitinho. — Ela se sentou e esticou as pernas enquanto o calçava, amarrando os cadarços e levantando-se em seguida num pulo quando começou a sapatear.
– Você dança muito. — A amiga observou num tom orgulhoso. Dessa vez quem se calou e apenas admirou fui eu.
– Gracias. — Agradeceu com um sorriso escancarado, chegando no meu ponto fraco. No nosso ponto fraco. No espanhol aleatório e sem sentido nenhum que só a gente fala e que me fez morder a língua para não continuar.
– E aí, gangue, já estão prontos? — Spencer surgiu no quarto de repente, já muito bem vestido e perfumado.
– Uau, que aroma! — Exclamei ao me aproximar dele e mira-lo com admiração.
– Eu sei, Freddinho. — Sorriu de lado, convencido.
– Olha aqui, vocês estão me atrasando! — Carly reclamou. Nós três a olhamos boquiabertos.
– Nós já estamos prontos, agora só falta você. — A loira retrucou, vindo até nós.
Ela teve que concordar com um sorriso, gesticulando para que saíssemos do quarto e a festa começasse. Assenti, animado, ainda imaginando qual seria o motivo daquilo tudo.
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