Anyone Else But You
13 Moms, Dads, A Braid And A Date
Notas iniciais
UMA SEMANA DEPOIS...
PDV Sam.
– Finalmente sexta de novo! — Falei ao término das aulas.
– E você ainda não saiu com o John. — Disse Freddie cético.
– A gente já teria saído aquele dia mas eu tinha que fazer o iCarly, ai sábado ele foi visitar o pai e durante o resto da semana não deu pra gente se ver. — Respondi depois de dar uma mordida no meu pretzel.
– Mas hoje a noite vocês vão sair, né? — Carly perguntou.
– Sim, acho que vamos ao cinema mas antes preciso confirmar.
– Bom dia! — Uma voz surgiu atrás de mim fazendo com que eu me virasse e desse de cara com John.
– Oi! — Eu o abracei entusiasmada enquanto ele cumprimentava também a Shay e o nerd. — Quase não te vi essa semana.
– Eu fiquei na casa do meu pai de sábado até quarta, vim pra escola ontem mas a gente não estava em nenhuma aula juntos também.
– Deve ser meio chato ter os pais separados, não é? — Freddie perguntou.
– É péssimo. Você não conhece o seu, não é? Acho que é ainda pior. — Apesar de não ser uma frase inadequada, soou muito arrogante da parte de John. Eu e Carly nos olhamos constrangidas.
– Deve ser. — Freddie respondeu parecendo incomodado.
– Eu também não conheço meu pai. — Comentei para tirar o peso do assunto que pairava apenas sobre os ombros do nerd.
– E eu não conheço minha mãe. — Carly falou em seguida entendendo a nossa conversa visual na qual clamei por sua ajuda. A gente realmente se entende no olhar.
Conversamos bastante tentando mudar o assunto e contornar qualquer situação que parecesse desconfortável para algum de nós mas Freddie ainda parecia irritado com a presença de John. Não pude deixar de reparar nisso e me preocupar com a situação que já estava insuportável, então resolvi dar um fim à conversa.
– Então, John.... vamos ao cinema hoje mesmo? — Perguntei.
– Claro.
– Ok. — Sorri para ele e me virei para Carly em seguida. — Melhor a gente ir, temos aquele negócio pra fazer na sua casa não é, Carly? — Falei me levantando do banco da pracinha em que estávamos sentados.
– Claro, Sam. E você tem que nos ajudar, Freddie. — Minha amiga respondeu já ficando de pé também.
– Que nego...
– Tchau, John. Eu vejo você hoje à noite. — Falei puxando o garoto para um abraço e interrompendo o nerd lerdo que estragaria a mentira se fazendo de sonso. — Me desculpe. — Sussurrei em seu ouvido enquanto ainda o abraçava.
– Eu te pego às sete. — Ele cochichou de volta.
Saímos apressados enquanto John ainda ficou por lá com alguns amigos e só tirou os olhos de nós quando já não conseguia mais nos enxergar ao longe.
– Para de acenar, sua desesperada! — Carly disse puxando meu braço.
– A gente poderia estar conversando até agora se não fosse pelo estresse do nerd. — Respondi olhando-o.
– Eu não estava estressado, até tentei manter um diálogo amigável mas vocês viram o tipo de pergunta que ele fez.
– Não foi por mal. — Carly defendeu.
– Talvez, mas ele também não soou nem um pouco solidário.
– Dá um tempo, ele tem os pais separados. — Respondi.
– Pelo menos ele conhece os dois, o que não é o nosso caso.
Depois dessa, nos calamos. Porque ele tinha razão. E não havia mais nada que pudesse responder aquilo. Porque era algo que ainda doía mesmo depois de acostumados. E quando eles se fizessem necessários ou simplesmente fossem citados, doeria mais um pouco. Mesmo que nunca tenhamos ouvido o som de suas vozes ou sentido seus abraços. E essa era uma dor que só nós três entendíamos. E sempre seria assim.
Fui para minha casa e Freddie e Carly seguiram para o Bushwell, mas quanto mais o tempo passava mais ansiosa eu ficava para meu primeiro encontro oficial com John. Eu não tinha a mínima ideia do que vestir mesmo depois de já ter revirado o meu guarda roupa inteiro, então resolvi pedir a ajuda da minha melhor amiga que chegou em 20 minutos acompanhada de um nerd mau-humorado.
– Vamos deixar você linda! — Carly disse animada ao entrar com uma mochila nas costas.
– Muito obrigada por ter interrompido pela milésima vez o meu momento com a Carly. — Freddie cochichou enquanto passava por mim depois que abri a porta para eles. Não consegui responde-lo porque Carly poderia ouvir que eu tinha o atrapalhado com o que quer que estivesse fazendo com ela.
– Olá, crianças! — Minha mãe os cumprimentou enquanto saía de seu quarto com um pijama ridículo de oncinhas que fora feito para uma adolescente de 15 anos e não em uma idosa de 40.
– Olá, Sra. Puckett. — Freddie respondeu rindo.
– Belo pijama. — Carly disse se segurando para não rir também.
– Obrigada, Carla!
– Carly. — Eu a corrigi.
– É, Carly, dá na mesma. — Ela disse enquanto servia um copo de vinho numa caneca. — Eu comprei para Sam mas ela não quis.
– Eu falei pra você jogar fora essa porcaria. — Falei irritada.
– Por que, Sam? Serviria direitinho em você. — Freddie falou sarcástico enquanto Carly ria.
– Na titia aqui ficou ainda melhor. — Minha mãe respondeu dando uma gargalhada estrondosa em seguida. — Querem um pouco, crianças? — Ela disse estendendo sua caneca com vinho.
– Mãe!
– Como se eu não soubesse que vocês adoram uma...
– Vai pro seu quarto. — Pedi depois de interrompe-la e assim ela fez, acenando para eles enquanto ria e voltava do lugar que veio.
Subimos para o meu quarto que mal parecia um de tão bagunçado.
– Que zona. — Freddie disse se escorando na porta com cara de poucos amigos.
– Depois a gente dá um jeito nisso, vamos ver o que dá pra ser usado.
Começamos a revirar minha pilha de roupas em busca de alguma peça mais nova que pudesse ser usada para um encontro e, sobretudo, que estivesse limpa. Separamos pouquíssimas em meio a tantas que haviam para ser selecionadas. Fui tomar banho enquanto Freddie, ao invés de ajudar Carly com algumas combinações, apenas concordava com qualquer coisa que ela dissesse. Quando saí, provei alguns que Carly tinha escolhido e vez ou outra até combinava com algo que ela havia trazido em sua mochila, mas no final usei apenas minhas coisas: uma regata florida (que por esse motivo eu quase nunca usava), um jeans azul extremamente justo (porém bem flexível e confortável) e um oxford preto. Minha amiga passou uma maquiagem leve em mim e corou um pouco meus lábios com um gloss vermelho enquanto Freddie fazia em meu cabelo aquela mesma trança que fizera no dia em que ficamos presos e que novamente eu tratei de desmanchar.
– Você não desiste, hein? — Falei enquanto me destrançava.
– Já está na hora de dar uma mudada nesse seu fuá. — Ele respondeu com indignação.
– Se você continuar, vou passar a zero nessa tua cabeça. — Ameacei.
– Fica quieta, Sam! — Carly disse puxando minha cabeça bruscamente para terminar de corar minha boca.
– Carly, diz pra essa loira sem coração que o cabelo dela fica bonito de trança. — Ele disse autoritário.
– Fica sim mas em outra ocasião.
– Você está achando o que, que eu sou a Katniss? — Rebati.
– Bem que poderia. Eu tenho uma paixonite nela. — Ele respondeu mordendo o lábio inferior com um sorriso.
Depois de mais algumas discussões acerca do meu cabelo, da minha roupa e da minha maquiagem — sobre a qual eu estava extremamente insatisfeita porque odeio usar essas coisas na minha cara, — finalmente fiquei pronta.
– Você está linda. — Carly disse me empurrando para longe para me observar dos pés à cabeça.
– Nada mal. — Freddie falou cruzando os braços enquanto também me olhava.
– Obrigada! — Falei abraçando-os.
Eles saíram depois de termos feito um lanche com o resto das coisas que minha mãe e seu novo namorado não tinham levado para aquele ninho de amor bem nojento no quarto dela. John chegou um tempo depois e eu fui correndo atende-lo.
– Oi. — Falei enquanto nos abraçávamos.
– Você está impecável. — Ele falou enquanto me fitava. Conforme se aproximava, seu enorme sorriso ia se fechando até nossas bocas se encontrarem e nos beijarmos do jeito que há tanto tempo eu esperava.
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