Anyone Else But You

14 Could It Get Any Better?


Notas iniciais
Capítulo de hoje: Isso Poderia Ficar Ainda Melhor? Me encontrem nas notas finais.

PDV Sam.

Quase não consegui dormir do sábado para o domingo. Cheguei do cinema quase uma hora da manhã e quando já estava pronta para isso, simplesmente não consegui. Estava tão absorta em pensamentos que não conseguia fazer nada além de sorrir até doer cada ossinho da minha boca. Tudo isso graças ao John. Eu não poderia estar mais feliz.

O sol invadiu minha janela me encorajando a levantar — o que era algo extremamente raro -, e tomar um banho. Desci as escadas e fui até a cozinha onde tomei café com minha mãe e minha irmã gêmea.

– Então quer dizer que você tem um namoradinho, hun? — Minha mãe perguntou enquanto passava uma quantidade absurda de cream cheese em algumas torradas. Assim dava pra ver com quem aprendi certos exageros.

– Ainda não estamos namorando. — Falei enquanto servia um copo de leite para mim.

– Eu duvido que namorem. — Melanie se intrometeu enquanto roubava algumas torradas de minha mãe que por sua vez protestou dando um tapa na mão dela.

– A conversa ainda não chegou no chiqueiro. — Respondi.

– Não há quem queira namorar com alguém tão feia e arrogante como você.

– Em primeiro lugar, se eu sou feia, adivinha só: você é ainda pior porque somos iguais.

– Chega! — Minha mãe gritou tão alto que poderia estourar meus tímpanos. — Calem a droga dessas bocas se eles servirem só pra xingar uma a outra.

Dito e feito. Era só pra isso que a gente prestava: se xingar. Depois de comer, roubei o celular dela para falar com John e minha mãe a impediu de pegar de volta já que estava muito empolgada com o fato deu estar quase voltando a namorar.

– Precisamos de alguém pra nos trazer alguns Big Mac's de vez em quando, certo? — Ela disse à minha gêmea enfurecida.

– Por que o seu namoradinho não traz? — Perguntou Melanie com ódio.

– Aquele lá é bonitinho mas é um pé rapado. — Ela disse frustrada. E deveria estar mais ainda já que nem "bonitinho" o cara era.

Depois de conversar durante uma hora no celular com John e irritar Melanie de um jeito que me fez morrer de rir, fui até a casa de Carly.

PDV Freddie

– Olá! — Falei enquanto entrava no apartamento dos Shay com uma torta holandesa em mãos.

– Bom dia! — Spencer, Carly e Gibby responderam em uníssono.

– O que é isso aí? — A morena disse vindo da cozinha em direção ao balcão apontando para o pacote em minha mão.

– Torta holandesa, a sua favorita. — Falei indo até ela.

– Uau, muito obrigada! — Ela falou impressionada pegando-a de minha mão.

– Vamos comer? — Eu havia dito apenas à Carly, mas...

– Vamos! — Gibby e Spencer responderam enquanto se levantavam apressados e Sam entrava para completar a gangue dos viciados em torta.

– Bom dia meus queridos! — A loira gritou radiante enquanto vinha até a cozinha onde todos se sentavam ao redor da mesa.

– Como foi ontem com o John? — Carly perguntou entusiasmada.

– Não poderia ter sido melhor.

– Espera um segundo, o John não estava com a Carly? — Gibby perguntou enquanto pegava seu pedaço.

– Estava. — Sam disse pegando um prato. — Resumindo, agora está comigo.

– E ai, vocês se beijaram?

– Sim! — Sam respondeu à amiga bem histérica. — Quando chegou e quando me deixou em casa.

– Ele te deixou em casa? ooooohhh! — Carly disse com a voz doce.

– Ele não é demais? — Falei irritado forçando uma voz feminina.

– Para, Freddie! — Carly disse rindo.

– Alguém está com ciúmes. — Spencer disse.

– Não estou não! — Falei me defendendo.

– Eu não disse quem estava. — Ele respondeu rindo.

– Mas a carapuça serviu. — Gibby falou também rindo.

– Eu não estou com ciúmes, só não sou o maior fã desse John. — Respondi enquanto pegava uma porção da torta que trouxera para Carly mas da qual todos já estavam se aproveitando.

– Ele é ótimo. — Carly disse.

– Ele é tão inteligente. — Sam falou.

– Ele é bem educado. — Spencer completou.

– Ele é um bonitão. — Gibby finalizou. Todos o encaramos impressionados.

As horas pareciam se arrastar a cada instante que Sam e Carly começavam a endeusar John como se ele fosse o cara mais perfeito do mundo. Sam estava perdidamente apaixonada e Carly, mesmo que não estivesse mais interessada nele, ainda o via como um deus grego. Acho que eu era o único que começava a ver que ele não era tudo isso. Ciúmes da Sam? Não (pelo menos até onde eu sabia). Da Carly? Não teria motivos. Eu só não via como alguém supostamente tão legal poderia ter feito uma garota determinada como Sam mudar de ideia tão rápido sobre algo que só seria incômodo para seu próprio ego além de ter feito uma pergunta extremamente ofensiva para sua quase namorada, sua ex quase namorada e o cara que fez com que as duas anteriores fossem para ele o que são.

– Obrigada de novo pela torta. — Carly disse depois de Spencer ter saído com sua "amiga", Sam com sua mãe e Gibby com Tasha. Finalmente éramos só nós dois de novo.

– Uma pena que você tenha comido tão pouco.

– Sem problemas. Mas estava tão deliciosa que eu realmente fiquei querendo mais.

– Acho que tem uma forma de saciar essa vontade. — Respondi intencionado.

– E qual seria? — Ela parecia ter boas expectativas ao perguntar, o que me encorajou mais ainda para sugerir.

– Eu te levo pra comer uma agora lá na confeitaria da avenida.

– Não, você já fez muito trazendo uma aqui. — Ela disse sorrindo.

– Não, eu também estou querendo! Vem comigo. — Falei de uma forma que não parecesse tanto que eu a levaria mas que ela me acompanharia.

– Tudo bem. Você espera 10 minutos? Vou tomar um banho.

– Certo, eu também vou.

A tarde já ia virando noite e aquilo poderia ser considerado um encontro se não fôssemos apenas à confeitaria. Se bem que ela era muito grande, bonita e cara e estávamos bem vestidos e eu paguei tudo como um bom e apaixonado cavalheiro deve fazer.

– Isso está me lembrando as vezes que saíamos só nós dois quando namoramos. — Ela disse enquanto terminava de comer a segunda torta.

– Com certeza. — Ela não poderia ter dito nada melhor. Fiquei contente por saber que se lembrava do nosso namoro embora aquilo mal tivesse sido um de verdade. Quase comentei essa infelicidade mas aquilo abriria uma discussão que destruiria o momento.

– Agora que a Sam vai começar a sair muitas vezes com o John, nós podemos sair assim mais vezes também.

– Só nós dois? — Perguntei incrédulo.

– Sim. — Aquela resposta foi como música para os meus ouvidos. Ela mesma sugeriu que saíssemos sozinhos. Será que isso poderia ficar ainda melhor?

– Claro que sim.

Ao retornar para minha casa, não consegui parar de sorrir completamente extasiado de tão feliz. Aquilo tinha sido um grande passo na nossa relação, um começo lento porém significativo. O único problema era que eu ainda precisava conquistá-la já que no caso da Sam e do John essa já era uma questão resolvida.

Era assustadora a forma como eu estava tomando aqueles dois como base para qualquer coisa que fizesse com a Carly, mas não conseguia evitar. Em alguns momentos o avanço deles me incomodava de uma maneira que nem eu mesmo conseguia entender o porquê.

Quando eu conseguia não ter raiva do fato da Sam já estar à minha frente, pensava na Carly e na forma como eu a queria. Parecia tão certo. Tão necessário. Mas logo eu saberia que não era bem assim. Mesmo que demorasse um pouco e que toda a história desse dia se invertesse de cabeça para baixo mais uma vez.

Notas finais
Vocês podem não ter gostado muito do capítulo pela falta de interação da Sam e do Freddie, mas notem que os últimos três parágrafos já mostraram algumas dúvidas sobre o que eles realmente sentem. Paciência é tudo que eu posso pedir de vocês. E muitos comentários. Obrigada por já serem lindos 36 leitores. Eu estaria mais feliz ainda se todos comentassem nem que fosse uma única vez... Até o dia que der. ♡